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O ser humano e o sentido da vida

O que o ser humano tem que se preocupar verdadeiramente, de maneira incisiva, é com avida após a morte, procurando parar um pouco no tempo para refletir sobre a importância de cada um no mundo em que vivemos

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Epaminondas pelaes
Colaborador

O que a maioria das pessoas fala insistentemente, principalmente aquelas que invocam incansavelmente a palavra de Deus, é que estamos diante do final dos tempos. Mas acontece que final dos tempos ou não para a maioria da massa humana é como se a vida não tivesse a essênciado seu verdadeiro sentido.

São tantos os absurdos que acontecem no mundo de meu Deus; absurdos esses protagonizados pela insensatez dos humanos, diante dos horrores que nos cercam trazidos aos nossos conhecimentos através da imprensa escrita, falada e televisiva. São fatos ardentes, contundentes e impactantes, como se o que acontece de estarrecedor fosse normal, diante da arrogância, violência, ganância, prepotência e do poder usurpador.

O que o ser humano tem que se preocupar verdadeiramente, de maneira incisiva, é com avida após a morte, procurando parar um pouco no tempo para refletir sobre a importância de cada um no mundo em que vivemos, e pensar que temos um longo e extenso histórico de vida no qual o mesmo explicita o quanto tudo está registrado, para que um diaprestemos contas com o todo poderoso, haja vista que mesmo sendo tardiamente, esse dia haverá dechegar, pois, enquanto não chega amente humana, não generalizando, está se corroendo com obras maliciosas e atitudes tendenciosas, esquecendo que o valor da vida está na valorização da própria vida e na vida do seu semelhante.

No mundo cruel em que vivemos se percebe que a lei do mais forte é que prevalece, e que dificilmente os mandamentos bíblicos das leis de Deus ecoam como deveriam ecoar, na esperança de que um dia possamos viver de maneira justa e igualitária e, em assim sendo, a vida passe a ter o seu verdadeiro sentido de acordo com a vontade de Deus.

É importante que saibamos que a bíblia, único e verdadeirolivro sagrado, nos fala sobre ricos, pobres, poderosos e muito mais; e que a ganância do homem pelo poder e riqueza não é fato novo, pelo contrário, já se passaram 20 séculos, e muitos que se achavam imortais por contade suas proezas estapafúrdicas sucumbiram por não resistirem ao tempo de vida neste mundo, e que ospedacinhos de terra que miseravelmente lhes foram reservados para o sepulcro inexistem por não terem resistido à ação do tempo, para que pudéssemos nos comtemplar, quem sabe, com o resumo histórico que provavelmente poderia constar em forma de registroem seus epitáfios. Mas considerando a necessidade de uma lembrança plausível no epitáfio de muitos que se foram, e por conta da insignificância de suas atitudes e condutas e, se pudesse voltar ao tempo, o correto era constar os seguintes dizeres: AQUI REPOUSA FULANO DE TAL QUE EM VIDA SE DIZIA O TODO PODEROSO. TEVE TUDO, É VERDADE, MAS NÃO LEVOU NADA, APENAS UM PEDAÇO DE TERRA QUE LHE RESTOU, PARA ABRIGAR E GUARDAR SUA VELHA CARCAÇA.

Recentemente conclui a leitura de um livro intitulado Escatologia da Pessoa, do autor Renold J. Blank. Escatologia é a doutrina que cuidado destino do universo e do homem após a morte. O autor da obra, no todo, se restringe ao homem após a morte. Em alguns aspectos da leitura deduzi de forma bastante clara, um fato básico: a contradição fundamental, diante da qual o homem se encontra em que de um lado ele deve aceitar a própria morte, e de outro, tem uma vontade imanente de viver. Percebe-se, claramente, que esta contradição só pode ser eliminada mediante uma atitude que proporcione a esperança após a morte. Contudo, nem sempre a pessoa aceitando uma vida após a morte, desaparece a indagação sobre o que a aguarda. Bem pelo contrário, ela se estende ao campo religioso e teológico, aonde pode se ter um refletir sincero quese torna um desafio não só para a filosofia, mas também, e com mais razão, para a teologia e a fé. A fé porque transmite uma imagem de Deus aos fiéis, e estes serão sustentados por ela no momento de morrer.

Ainda sobre a obra do autor existe um forte questionamento do grande e famoso filósofo Kierkegaard, o qual em certo momento retruca: “Que divindade é esta, que, tendo criado o ser humano, deixa-o, depois, tornar-se comida para os vermes?” – contestação em detrimento de algumas teorias teológicas -.

Na minha concepção interpretativa discordo, em parte, do questionamento feito pelo filósofoKierkegaard quando diz que o ser humano tornar-se-á comida de vermes. Pelo contrário, por si só o ser humano já é um verme vivo, pois tal veracidade pode ser constada quando o mesmo morre, pois em vez dos vermes o comerem, os mesmos começam a sair de seus corpos, quandose encontram em estado de putrefação/decomposição.

 
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