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Os pecados de Temer

Um caso em relação a essa crença aconteceu com Luis Felipe Scolari (Felipão) que, para satisfazer seu ego, considerou que o título de tricampeão da seleção brasileira de futebol, em 1970

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Ulisses Laurindo – Jornalista
Articulista

Não me recordo ter lido na literatura mundial a existência de pagamento de pena à Justiça Divina por ações cometidas por alguém ou grupos contra a dignidade humana. Sabe-se que, no plano terrestre, a justiça dos homens impõe, à cada falta, a penalidade que a lei determina. Não tenho conhecimento de que alguém haja sofrido diretamente punição por ter falado ou pensado em desejar o pior dos mundos para seus semelhantes. O efeito de que existe de fato uma Justiça Divina não se comprova por cálculos matemáticos.

Um caso em relação a essa crença aconteceu com Luis Felipe Scolari (Felipão) que, para satisfazer seu ego, considerou que o título de tricampeão da seleção brasileira de futebol, em 1970, no México, foi possível porque “na época amarrava-se cachorro com linguiça”. Ao dizer tamanha insensatez, na Copa, em 2014, recebeu o troco na trágica derrota por 7 a 1, para a Alemanha, catástrofe que atingiu a ele e ao país inteiro.

O intróito visa o presidente Michel Temer. A Justiça Divina chega para cumprir seu papel. Todos sabem que Temer levou anos fugindo das decisões que o quadro negro de sua vida lhe impunha, preferindo permanecer à sombra, embora tivesse o PMDB forças para lutar e até ganhar a Presidência, quando quisesse. Ao invés disso, quase enfraquecia os candidatos do partido. O tempo passou e, agora, como ele mesmo definiu, “a bomba veio cair no seu colo”.

Olha a Justiça Sivina presente! Soa estranho, neste momento difícil do país, o Presidente, que poderia ser a figura endeusada pelo povo, ao contrário, pesa sobre ele a íntima relação de seu passado, hoje sem peso na população.

É estranho que em um país passando por crise política recorde em sua história, com enorme desequilíbrio fiscal, soma monstruosa de desempregados, não haja, em torno do Presidente, a confiança por melhores dias para o Brasil.

A população, que a princípio arriscava em reforma da República com eleições com alguém melhor no lugar de Dilma Rousseff, agora grita em uníssono por eleições diretas já. Temer pensou que seu passado seria destacado e que não haveria rejeição ao seu nome.

Agora é hora de união em torno da melhoria do país no campo econômico, e não como vai ganhando coro pedir a cabeça do Presidente, pois ele está pagando pelo tempo que só pensou nele e fez pouco para emancipar o país.

 
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