Nota 10

Festa do Tambor: Laguinho completa 72 anos com festa e homenagens ao bairro e seus moradores

A Festa do Tambor é realizada com o apoio de moradores e empresas do bairro, e parceria de instituições públicas como a escola Augusto dos Anjos

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Desde que Janary Gentil Nunes, o primeiro governador do Amapá, ocupou o centro de Macapá com as residências e prédios oficiais, em 1945, os habitantes de Vila Engrácia foram transferidos para o então Poço da Boa Hora, e o povoamento do bairro Laguinho iniciou. Os negros trouxeram suas caixas de marabaixo, a devoção à Santíssima Trindade e Espírito Santo, e os costumes, e estas tradições são mantidas e respeitadas pelos antigos moradores e familiares, e será festejada neste sábado, 20, com a programação da Festa do Tambor. Oficialmente o bairro completa 72 anos, e passou a ser chamado de Laguinho por ser cercado de pequenos lagos.

 

O laguinense Carlos Piru, sambista, compositor e agente cultural, é um dos organizadores que desde 2009 presta a homenagem aos moradores e às tradições típicas do bairro, um dos menores de Macapá, hoje imprensado entre as zonas Central e Norte, mas que, preserva a cultura de bairro simples e moradores amigos. “O Laguinho é um celeiro urbano da cultura tradicional, é o resultado da conspiração perfeita do universo, que juntou aqui tantas pessoas especiais, que amam a cultura do bairro, e valorizam seus moradores. E isso merece ser festejado, principalmente em uma época em que estes valores estão se perdendo”.

A Festa do Tambor é realizada  com o apoio de moradores e empresas do bairro, e parceria de instituições públicas como a escola Augusto dos Anjos, e de símbolos do bairro, que são administrados como instituições sociais, como a Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, Agremiação Piratas Estilizados, Banco da Amizade e grupos juninos. A programação inicia às 16 horas, com uma caminhada no bairro feita por alunos da escola Augusto dos Anjos, que incluiu em seu calendário escolar o evento, e está trabalhando o meio ambiente do Laguinho e o reconhecimento de sua cultura.

As homenagens iniciam durante a caminhada “Conhecendo o Laguinho”, quando os alunos e moradores irão conhecer pontos tradicionais do bairro, como Poço do Mato, Banco da Amizade, Igreja de São Benedito , sede do Escoteiro, e visitar a casa e conhecer a família de pioneiros como Mestre Julião Ramos, da família Lemos, Mestre Sacaca, professor Raymundo Maciel, e Tio Arin. “Este reconhecimento é muito importante, principalmente para os mais jovens, que ainda não tiveram a oportunidade de vivenciar esta história de perto. E valoriza estes, que são consideradas autoridades do Laguinho”, justifica Carlos Piru.

A caminhada inicia às 16h, e os participantes seguem para o Theatro do Samba onde, às 18h, a Exposição do Museu do Negro da Prefeitura de Macapá estará aberta. Ás 19h inicia o culto Ecumênico, com o padre  da paróquia São Benedito, Francivaldo, e grupo afro Arautos do Axé. Logo após continuam as homenagens às personalidades do Laguinho, e apresentação de grupos juninos do bairro e da redondeza, e grupos de marabaixo do Igarapé do Lago, e das agremiações Piratas Estilizados e Boêmios do Laguinho. A programação encerra com uma grande roda de samba.

Mariléia Maciel

 
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