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A inocência de uma criança

O jeito daquela criança me remeteu a um mundo imaginário, como se tudo que hoje vem acontecendo no Brasil fosse fictício ou um conto de fadas.


Epaminondas Pelaes
Articulista

Em um supermercado da capital, quando pacientemente eu estava esperando a vez na fila do caixa, uma cena me chamou a atenção: uma criança na companhia do pai olhou para a prateleira e disse: “Pai, olha a Bandeira do Brasil! E a criança insistiu. Pai! Pai! Olha a Bandeira do Brasil! O pai acompanhando o jeito eufórico da criança, de pronto falou: “Olha, minha filha, aquela outra é a Bandeira da Argentina!”

O jeito daquela criança me remeteu a um mundo imaginário, como se tudo que hoje vem acontecendo no Brasil fosse fictício ou um conto de fadas.

O pai daquela criança sabendo de tudo que está acontecendo no Brasil, é como se estivesse amordaçado, sem que pudesse alertar a sua filha sobre a lambança protagonizada pela irresponsabilidade dos políticos brasileiros, jogando desrespeitosamente a Bandeira brasileira na lama e tirando seu brilho impactante, semelhante a um arco- íris.

Só em pensar que essa criança e outras irão vivenciar através da história, as tristes páginas catastróficas do momento fatídico pelo qual passa o nosso querido Brasil, é de arrepiar, haja vista que estamos em pleno século XXI comungado com esse esplendoroso mundo contemporâneo, como se o próprio homem não tivesse a nítida capacidade de mudar ou reverter toda essa parafernália que nos envergonha perante nossos filhos, sem que possamos dar um rumo certo a nossa Pátria amada. Estamos vivendo uma vergonha para ficar na história. É tão fácil viver a vida, basta apenas que saibamos por onde trilhar, evitando, assim, que não nos surpreendamos com o inesperado. Posso assegurar com toda certeza absoluta que essa tal imoralidade política que se instalou no Palácio da Alvorada, se disseminando por todas as unidades federativas, nos enche de tristeza e que certamente deixará uma amargura muito grande na concepção interpretativa das gerações futuras, sabendo que o Brasil de hoje deixará como marco histórico o horror dos horrores.

É como diz um velho adágio popular: “E agora, o que eu vou dizer para os meus filhinhos!” O povo brasileiro tem que evitar o mais rápido que esse maldito legado que está prestes a se estender para as gerações futuras seja obstruído, pelo menos parcialmente, o mais rápido possível. As nossas crianças precisam ser blindadas desse caos institucional que se disseminou por todos cantos e recantos brasileiros; o que vem acontecendo no atual cenário político nacional não é digno nem merecedor do anseio de nenhum cidadão, muito menos das nossas CRIANCINHAS.

Infelizmente, no momento e até quando, temos que conviver com essa maldita crise institucional sem precedentes que está pulverizando a Nação brasileira e seu povo? É necessário que haja um forte combate, através da manifestação popular, mas dentro de um critério que prevaleça o impacto democrático. É sabido que a atitude dos homens públicos que governam o Brasil é temerária, só que nós, povo, não temos que agir semelhantes a brutamontes, porque brutamontes são os que estão no poder e nos extorquindo. É preciso que se apresente alguém de bom alvitre para se tornar um mentor intelectual, adotando um planejamento inteligente de combate ao governo, que possa cortar o mal pela raiz, adotando e respeitando o lema Ordem e Progresso estampado na Bandeira do Brasil, contribuindo para que avancemos organizadamente, porém com sabedoria, para que mantenhamos e consigamos urgentemente restabelecer a cidadania do povo brasileiro.

Se as Forças Armadas que envolvem o nosso país – Exército, Marinha e Aeronáutica – não definem o nosso estado de direito respeitando a nossa Constituição, então alguém tem que fazer alguma coisa, e esse alguém é o POVO. Assim sendo e assim acontecendo, nossas CRIANÇAS INOCENTES visualizarão a Bandeira do Brasil sem o brilho ofuscante da tristeza, mas com o esplendor do brilho de um arco-íris.


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