Política Nacional

Temer diz a oposicionista da Venezuela que Brasil repudia prisões políticas

Presidente conversou por telefone com Leopoldo López. Oposicionista deixou prisão militar no sábado para cumprir pena em casa

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O presidente Michel Temer em sua conta no Twitter, que conversou por telefone com o líder oposicionista da Venezuela, Leopoldo López, e manifestou repúdio do Brasil às prisões políticas no país vizinho.

Leopoldo López deixou no sábado (8) uma prisão militar em que estava preso há três anos e passou a cumprir pena em casa.
Temer relatou que, na conversa com o oposicionista, disse que o Brasil apoia os direitos humanos e está “ao lado do povo venezuelano”. Temer relatou ainda que López pediu o envio de alimentos e remédios para o país.

“Recebi, há pouco, telefonema de @leopoldolopez. Pareceu bem disposto e firme em sua luta pelo restabelecimento da democracia na Venezuela”, afirmou o presidente. “López agradeceu apoio do Brasil nos dias mais difíceis no cárcere. Pediu corredor humanitário para envio de alimentos e remédios para o povo. Reafirmei apoio do Brasil à sua plena liberdade e repúdio a prisões políticas”, disse.

‘Aporte’
Após reunião com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, no Itamaraty, o chanceler argentino Jorge Faurie afirmou que Argentina e Brasil veem com “grande preocupação” a crise na democracia da Venezuela.

Faurie também declarou que há uma necessidade de os países do Mercosul fazerem um “aporte” aos venezuelanos sem, no entanto, especificar qual tipo de apoio deve ser prestado.
“Estivemos a falar da grande preocupação dos dois países [Brasil e Argentina] sobre a situação da Venezuela e da necessidade que os países da região possam fazer um aporte para resgatar a vigência plena da democracia e de um povo irmão que apreciamos tanto”, declarou o chanceler argentino.

Histórico
López tem 46 anos e foi preso durante os protestos exigindo a renúncia do presidente Nicolás Maduro, que deixaram 43 mortos entre fevereiro e maio de 2014. Ele foi condenado em 2015 a quase 14 anos de prisão sob a acusação de “incitação à violência”.

 
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