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| Macapá, a Cidade Jóia da
Amazônia
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Michel
JK
Da equipe
de articulistas
Tenho boas
lembranças
de quando
nossa Macapá
ostentava
- com orgulho
- o título
de "Cidade
Jóia
da Amazônia",
mesmo sendo
muito novo
à época.
Tento refletir
sobre em que
momento da
história
esse título
perdeu sua
significância.
Então,
convido você
a pensar junto
comigo.
Na década
de 80 podíamos
dormir de
janelas abertas
sem ter medo
de ser assaltado,
brincar nas
ruas sem ter
medo de ser
atropelado,
passear no
Trapiche Eliezer
Levy, no saudoso
"quebra-mar"
(hoje -Lugar
Bonito) sem
correr o risco
de ser abordado
por traficantes.
Considero
esta uma década
extremamente
agradável.
Nos idos de
90 as coisas
começaram
a mudar. Houve
um relevante
crescimento
demográfico
em nosso Estado
e a capital
inchou consideravelmente.
Além
disso, não
podemos esquecer
que a falta
de apoio ao
desenvolvimento
de um ambiente
empresarial
competitivo,
a escassez
de produção
de energia
- para fomentar
o setor secundário
- e o descaso
com o setor
primário
(agricultura
e pecuária)
acentuaram
de forma escandalosa
a política
do "contracheque",
fazendo com
que chegássemos
ao final da
primeira década
do século
21, com uma
economia em
que a participação
do poder público
(União,
Estado e Municípios)
corresponde,
segundo o
IBGE, a 46,5%
do Produto
Interno Bruto-PIB.
Além
disso, os
problemas
urbanos foram
se agigantando.
Temos um considerável
número
de famílias
residindo
em áreas
inapropriadas
(Ressacas),
que o IBGE
- no censo
2010 - classificou
como "subnormais",
correspondente
a uma população
de aproximadamente
63 mil pessoas.
Não
há
engenharia
de trânsito
em nossa cidade.
O transporte
público
é um
dos piores
do país
com ônibus
de mais de
10 anos de
idade, sem
falar na falta
de saneamento
e a quase
inexistência
de creches
na cidade,
problemas
estes que
nós,
moradores
de Macapá
conhecemos
bem.
Do ponto de
vista político,
vemos hoje
em Macapá
uma forte
polarização,
entre governo
e prefeitura,
que não
permite avanços
na sua infraestrutura.
Não
se trata de
uma realidade
nova, vimos
isso diversas
vezes no século
passado -
com ou-tros
agentes políticos
- mas trata-se
de um comportamento
que deveria
ter ficado
no passado,
incompatível
com o presente
e desnecessário
para o futuro.
Tenho certeza
de que você,
cidadão
de Macapá,
assim como
eu, não
quer milagres.
Queremos apenas
uma agenda
de trabalho
mínima
e necessária
para a cidade
e o Estado.
Mas Macapá
não
vive só
de coisa ruim
não.
As belezas
naturais se
sobrepõem
ao caos da
politicagem.
Passear no
Curiaú
é uma
excelente
opção
para sair
do estresse,
navegar nas
águas
do Amazonas
é indescritível,
e ainda podemos
degustar o
tacacá,
comer a maniçoba
e o camarão
no bafo com
açaí
e tantas opções
da nossa culinária.
Macapá
é uma
cidade hospitaleira.
Dentre as
características
das pessoas
que aqui residem
destaco a
forma acolhedora
com que recebemos
os que vêm
de fora, independente
dos problemas
que enfrentamos,
sempre deixando
claro o amor
que sentimos.
O amapaense,
de um modo
geral, orgulha-se
de sua terra.
É certo
que não
podemos deixar
de acreditar
que Macapá
um dia voltará
a ser a "Cidade
Jóia
da Amazônia".
Tenho convicção
de que quando
os interesses
coletivos
se sobrepuserem
às
diferenças
e houver consenso
quanto às
políticas
públicas
a serem implementadas,
então
teremos uma
cidade melhor.
Esse é
meu sentimento
em relação
a Macapá.
Michel
JK
Economista
e deputado
estadual (PSDB)
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Renivaldo
Costa
Da equipe de
articulistas
As vezes eu
converso com
esse velho de
cabeça
branca, sentado
na cadeira de
balanço
e que não
para de dizer
que a vida é
muito boa, sim
senhor. Faço
cara de valentia
e digo que a
vida não
é boa
tão assim.
Ele sorri pra
mim e me acha
muito imaturo.
Mas ele não
se faz de superior,
não.
Diz que a gente
sempre cuida
de aumentar
aquilo que é
ruim, porque
o bom e o ruim
aparecem em
proporções
exatas, mas
a gente gosta
é de
aumentar um
e diminuir outro.
Não concordo.
Fico olhando
praquele movimento
sereno do corpo
que vai pra
cá, pra
lá, num
balanço
de quem já
cansou de ser
homem, quer
virar estrela
logo.
Eu pergunto
se o amor existe,
se é
essa coisa doida
de bonita que
as pessoas dizem
sentir. Ele
para e coloca
a mão
na testa, como
se procurasse
por alguma febre
que demorava
por vir. Eu
espero por uma
resposta, mas
ele só
me olha como
se catasse todos
os meus segredos.
Eu torno a perguntar
e ele resmunga.
O amor não
é de
sentir, ele
deixa escapar,
meio a contragosto.
Tem gente que
espera sentir
o amor a vida
toda, mal sabe
que o amor chegou
há dois
milênios.
Não acho
nada daquilo
muito sensato
e digo que conheci
uma mulher sem
vocação
para o amor.
Conto que ela
me despejava
doses diárias
de tristeza,
de forma que
eu ia murchando,
murchando.
O velho balança
a cadeira e
eu acho que
aquilo é
um gesto de
anuência.
Penso que ele
talvez já
tenha sofrido
nas mãos
de uma desvocacionada.
Ele volta a
repetir que
a vida é
muito boa, sim
senhor. Eu me
levanto, dou
boa noite e
me deito pensando
em como a vida,
ao fim, parece
fazer mais sentido.
O velho entra
no meu quarto
e diz que vai
ficar sentado
na beira da
cama. Eu digo
que sim, que
ele pode ficar
onde quiser.
Esse velho sou
eu.
Renivaldo
Costa
Jornalista e
sociólogo
E-mail: tgmafra@gmail.com
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| Os diferentes tipos de plástico
biodegradável |
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Luiz
Carlos Amorim
Da equipe de
articulistas
Volto ao assunto
das sacolas
plásticas
biodegradáveis,
que foram adotadas
em São
Paulo. É
que a corrente
contrária,
que afirma não
ser o plástico
biodegradável
nada daquilo
que se apregoa,
que não
beneficia o
meio ambiente,
que não
é melhor
do que o plástico
comum, levantou
a voz, liderada
pelos fabricantes
dos famigerados
sacos plásticos.
Até aí,
tudo bem, é
até compreensível
que os fabricantes
de quantidades
astronômicos
de sacolas plásticas
que são
usadas em todo
o país
em supermercados,
lojas, mercados,
feiras, etc.,
defendam o seu
produto. O que
não invalida
o fato de que
o plástico
comum demora
cem anos para
ser degradado
e o biodegradável
pode levar apenas
meses. Então,há
que se saber
mais sobre os
plásticos
biodegradáveis.
O que eu não
gostei, na verdade,
foi ver, no
domingo passado,
na televisão,
um especialista
no assunto dizer
que o plástico
biodegradável
– as sacolas
que os supermercados
de São
Paulo estão
vendendo para
os clientes,
desde o início
de fevereiro
– só
degrada no curto
prazo prometido
se for tratado
em compostagem.
Ora, o problema
da sacola, na
verdade, não
é se
ela é
reaproveitável
ou não.
O problema é
que nós
a usamos para
acomodar o lixo
doméstico
que vai ser
levado para
aterros sanitários
(?), e todo
aquele plástico
comum fica lá
amontoado, sem
se decompor,
fazendo as camadas
de lixo deslizarem,
com a possibilidade
de provocar
tragédias
como a que aconteceu
em Ilha Grande.
Então
o plástico
biodegradável
não deveria
se decompor
nos lixões?
Foi então
que tomei conhecimento
de que há
dois tipos de
plástico
biodegradável,
segundo o Instituto
Ideais: hidrobiodegradável
e oxibiodegradável.
O primeiro,
é aquele
que precisa
de ambiente
ideal e específico
para se degradar
rapidamente,
ou seja, a compostagem,
além
de produzir
efeito estufa.
De outra maneira,
ele se comportaria
como plástico
comum. E este
parece ser o
plástico
biodegradável
que estão
usando para
as famosas sacolinhas
vendidas em
São Paulo.
Já o
plástico
oxibiodegradável
não precisa
de ambiente
específico
para se decompor,
ele some na
natureza em
tempo reduzido
e sem efeitos
cola-terais,
em qualquer
ambiente. Seria,
então,
o ideal para
usarmos em tantas
embalagens quanto
possível.
Outra coisa
que vem sendo
levantada, com
razão,
é o fato
de que não
são só
as sacolas que
a gente usa
a todo instante
que são
feitas de plástico.
Há uma
gama imensa
de embalagens
de produtos
secos e molhados
que são
confeccionadas
com plástico
comum. Sei que
precisamos começar
por algum ponto,
e acho ótimo
que tenhamos
começado,
finalmente,
pelas sacolas
plásticas.
Mas não
podemos ficar
apenas nas sacolas.
Há muito
mais feito de
plástico:
embalagens de
refrigerantes,
de iogurtes,
de toda sorte
de produtos
alimentícios
secos ou não,
quase todo produto
que se compra
vem envolto
em plástico,
seja uma peça
para o carro,
um eletrodoméstico,
um brinquedo,
tudo. E isso
tudo leva um
século
para se decompor,
a exemplo das
sacolas de supermercado.
Então,
se não
for possível
substituir todas
as embalagens
de plástico
comum - e parece
que tudo é
embalado com
plástico
- o que precisamos
é nos
educar no sentido
de separar todo
esse plástico
para ser reciclado,
de maneira que
não vá
parar nos aterros
sanitários,
nos esgotos,
nos rios, no
mar, etc. E
urgente, porque
o meio ambiente
já não
aguenta tanto
plástico.
Pelo prazo que
ele precisa
para se degradar,
os primeiros
produtos feitos
de plástico,
aqueles do início
do uso do plástico
ainda não
começaram
a se decompor.
Já imaginaram
quanto plástico
está
acumulado na
natureza?
Luiz
Carlos Amorim
Escritor
Site: luizcarlosamorim.blogspot.com |
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