Ruy Guarany

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Sucinto, preciso, claro, objetivo e sem ‘floreados’ no caminho para não tropeçar no embaralhado de frases desnecessárias. Assim era o texto de Ruy Guarany Neves.A qualidade de seus artigos são retratos escritos da História do Amapá. Sonhos de um Amapá melhor para todos. Ele era um garimpeiro das frases simples e curtas. Poucas palavras diziam muito. Resumia a complexidade de uma situação histórica com a verdade imperativa do contexto histórico, e apontava soluções.

Foram várias as situações vivenciadas em nossa terra e em nosso Brasil varonil que não passavam despercebidas do olhar clínico do Ruy. Quantos artigos de sua autoria já não foram lidos discorrendo sobre a velha situação da BR 156, a estrada mais longeva a construir na História do Brasil, com primeiro termo aditivo datado de 1976.

E a Base Aérea do Amapá?
Falar nela, certo dia encontrei com o Ruy, no canto da lotérica localizada na rua Jovino Dinoá, próximo ao Complexo Administrativo do Governo do Amapá, para tocarmos nas mesmas teclas. E assim, em rápido raciocínio, como um político sem mandato, do alto de sua experiência, ele falou:

– Rapaz, é simples! Tem que ir alguém conversar com a Força Aérea Brasileira e com a Força Aérea Americana, via Itamaraty, para construir o Museu da Base Aérea do Amapá. Aquilo lá tá se acabando. É uma memória viva da 2ª Guerra Mundial que o tempo está destruindo. Se não cuidarmos, vai se acabar tudo!

Nossas preocupações com o Amapá sempre eram compartilhadas. E não era só a questão da Base Aérea do Amapá e da BR 156 a grande pauta de nossos papos, eu quase sempre como provocador e ouvinte do Ruy. O velho isolamento territorial de nossa região, por via terrestre, vem desde 1943, assunto que também abordou com muita propriedade e por um bom tempo nas páginas do Jornal do Dia e por mais de 20 anos no Diário do Amapá.

A velha política do contracheque, a lentidão da obra do Aeroporto de Macapá, o sítio arqueológico de Calçoene e várias outras questões de fundamental importância para nossa região foram objetos de observação analítica deste grande amapaense oriundo de Clevelândia do Norte, Oiapoque, Amapá, nascido em 1930.

Ficamos velhos, de cabeças brancas, de tanto falar e de tanto escrever sobre esses assuntos…

Não mais veremos nas páginas do Diário do Amapá as claras argumentações do articulista, de uma amapalidade e de uma brasilidade ímpar e rara nestes tempos bicudos de denúncias, apurações de ilícitos administrativos e vergonha nacional e internacional.

Ficará perene na nossa memória o seu exemplo de decência, civismo, simplicidade, bom caráter e capacidade de servir sempre.

O premiado jornalista Douglas Lima, do Diário do Amapá, assim o descreveu, num bate papo descontraído no saguão do Jornal: – O texto do Ruy é um texto leve, sucinto, objetivo e agradável de ler…


Lutero e a maçonaria

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A união histórica de duas correntes importantes teve papel determinante para o sucesso da reforma protestante: A Maçonaria Católica e a Protestante.

E por quê? A tradução dos textos sagrados do grego para línguas conhecidas, e a necessidade de respeito à profissão de fé de cada um. A história tem como base e se fundamenta na memória oral, documentos históricos e achados arqueológicos (ossadas, antigas construções, urnas funerárias).

Para ávidos pesquisadores, o mais interessante são os chamados bastidores da história, fontes reveladoras do fio da meada da construção histórica.

Martinho Lutero jamais teria alcançado seus objetivos, a realização da Reforma Protestante, se não tivesse tido apoio das ordens iniciáticas da época e pego carona na embalada do Iluminismo, movimento que entusiasmou e empolgou príncipes, intelectuais, pensadores e burgueses, com a participação ativa de ilustres maçons. Teria virado torresmo na fogueira da inquisição! Em 1521, Lutero é acusado de heresia e condenado à fogueira da inquisição. Logo é procurado pelas tropas leais aos cardeais de Lyon, na França, sede do poder máximo da Igreja Católica. Através de Frederico, o sábio, figura respeitada no seio da maçonaria (operativa) alemã, consegue apoio político, abrigo e se refugia no castelo de Wartburg, em Eisenah, Alemanha. Protegido, deixa a barba crescer, para não ser reconhecido, e empreende sua luta pela tradução do Antigo e Novo testamentos, do original grego para o alemão. Martinho defendia que todas as pessoas tivessem acesso às escrituras sagradas, e não somente o clero, o que empolgava Frederico e as correntes filosóficas de apoio.

A Igreja Católica tinha a Maçonaria Protestante como voraz inimiga e a própria Maçonaria Católica também tinha aderido ao Movimento Iluminista e, consequentemente, à Reforma Protestante. Ela, a maçonaria, foi e sempre será a Grande Mãe abrigadora da diversidade cultural e intelectual do mundo. Aos olhos da Igreja Inquisitorial da Idade Média, pré Moderna e Moderna, a maçonaria seria formada por hereges tais como Jaques De Molay e seus templários, John Huss, Martinho Lutero, João Calvino e todos os outros protestantes, Henrique VIII e os anglicanos, Copérnico, Galileu Galilei e Giordano Bruno.

Em 1526 eclode o movimento dos príncipes e burgueses, defensores da Reforma. Surge então o nome Reforma Protestante. Todo simpatizante da reforma seria um protestante, contestador ou protestador contra o clero. No ano de 1530 a Reforma se espalha por toda a Europa. Em 1534 a Bíblia Sagrada é traduzida por Lutero e amplamente divulgada em alemão. Em 18 de fevereiro de 1546 morre o Grande Cavaleiro Martin Luther (Martinho Lutero) após finalmente ver sua obra divulgada e compreendida em outros países, como a Inglaterra, hoje de maioria protestante. Sua casa, o quarto no monastério, a sala onde trabalhou os textos sagrados, localizada no castelo de Wartburg (Alemanha), e o sofá onde faleceu, em Eisleben, são alvos constantes de visitação pública.

No Brasil, os primeiros cultos protestantes foram realizados dentro de templos maçônicos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. O primeiro pastor batista brasileiro, Robert Porter Thomas, foi maçom e consagrado ao ministério da palavra em salão de loja maçônica em 12 de julho de 1880. A primeira Igreja Batista estabelecida no Brasil (10 de outubro de 1871) foi em Santa Bárbara (SP) com trabalho altivo do pastor e maçom Richard Ratcliff. O missionário e declarado maçom Salomão Luiz Ginsburg, missionário da Junta de Missões Estrangeiras de Richmond, editor da imensa obra Cantor Cristão (16 hinos), e tradutor de 102 hinos, foi o fundador, em São Fidélis (RJ), da Loja Maçônica Auxílio à Virtude, em 2 de fevereiro de 1894. No dia 27 de julho de 1894 funda a Igreja de Christo, chamada Batista. Segundo Salomão, outro pioneiro templo batista no Brasil foi o da Igreja Batista de Campos, edificado sob o seu pastorado, com a colaboração financeira de irmãos maçons, também na mesma época.

São João Batista, pelo seu exemplo e renúncia aos vícios do mundo profano romano é consagrado como padroeiro da maçonaria brasileira e de potência maçônica de outros países. O rei Salomão, pela sua sabedoria e vidência dadas por Deus é permanente objeto de estudo de maçons espalhados pela superfície do globo terrestre.


IRMANAR Amapá – Maçonaria e Sociedade

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Por Pedro Velleda & Wellington Silva

A Maçonaria desperta muita curiosidade e desconfiança em muitas pessoas da sociedade.

Para alguns, os maçons se reúnem em poderosas, sinistras e até perigosas irmandades secretas e praticam cumprimentos e rituais obscuros.

Para outros, os benefícios da Maçonaria podem ser encontrados desde a formação dos Estados Latino americanos.

Mas qual é o segredo da Maçonaria, quem são os maçons, o que fazem, porque se reúnem, para que os rituais.

A maçonaria já foi acusada de tudo: fazer rituais sinistros, promover orgias, querer dominar o mundo… Muita gente acredita que a organização controla governos e que seus integrantes usam cargos públicos para se ajudar mutuamente.

Mas a verdade é que tudo isso não passa de um grande engano.

Somos um grupo filosófico, filantrópico e progressista. Nosso escopo é o de cumprir as leis e ajudar uns aos outros, vencer nossas paixões e combater veementemente os vícios.

A maçonaria não é tão secreta assim. Em vários países, inclusive no Brasil, todo mundo sabe onde ficam as lojas maçônicas e quem são seus membros. Maçons publicam revistas e divulgam suas ideias em sites da internet. E, se antes mantinham seus templos imersos numa aura de mistério, hoje permitem visitas.

O grande segredo da maçonaria é não ter segredo algum, apesar de nossas sessões serem realizadas a portas fechadas.

A maçonaria não é secreta, mas discreta.

Nossa Irmandade é uma rede global, hoje composta de cerca de 6 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Só no Brasil estima-se que existam 150 mil maçons e 4.700 lojas regulares.

Os rituais variam muito, de um país para outro. Cada loja tem autonomia, mesmo que pertença a uma federação nacional ou continental.

E foi graças a ela que personalidades extraordinariamente distintas já vestiram o avental da irmandade: de Mozart a Dom Pedro 1º, de Winston Churchill a Simon Bolívar.

Mas todas têm muito em comum. Independentemente do país, defendem os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Veneramos o Grande Arquiteto do Universo – como nos referimos a Deus.

Embora seja proibido falar de política e religião dentro do templo, os maçons continuam tendo o poder e a influência de sempre.

A mesma que usaram para orquestrar capítulos decisivos da história, como a independência do Brasil, dos EUA e de quase todos os países da América Latina.

A origem da maçonaria é um mistério até para os maçons. Uma das teorias diz que ela surgiu há cerca de 3 mil anos, durante a construção do Templo de Salomão, em Jerusalém.

Nossa ordem deixou de ser “operativa” para ser “especulativa”. E as lojas maçônicas passaram a interpretar esses símbolos por meio de conceitos morais, éticos e filosóficos. A sociedade foi aberta a outros profissionais, como os cientistas, e deixou-se influenciar até pela alquimia.

A história de perseguição explica por que os maçons desenvolveram códigos para se reconhecer no meio de outras pessoas, através de sinais, toques e palavras.

Para ingressar na maçonaria, é necessário ter ficha limpa, ser maior de idade e acreditar em Deus.

Nossa meta é formar homens melhores, ensiná-los a se libertar dos dogmas e a pensar por si mesmos.

As pessoas ficam constantemente se perguntando quem está entre os maçons, o quanto já sabemos, e o quanto é simplesmente invenção.

Mas nossa preocupação, no momento, como maçons comprometidos com o Brasil, e no particular com o Estado do Amapá, é justamente com o futuro.

Nós, da Maçonaria, não desejamos mais a continuidade de um estado de violência e ao mesmo tempo de preconceitos de toda ordem. Observamos a corrupção teimar em manter impérios e em propiciar preocupantes índices de fome, miséria e má qualidade de vida em regiões do Brasil.

Não que se reduza, num curto prazo, esse número extremamente preocupante, mas que haja um programa sério de geração de emprego e renda em parceria com o setor privado.

Percebemos que políticas imediatistas, qual seja a que dá bom visual e votos vem sobrepondo emergenciais necessidades públicas e privadas e estrangulando, de certa forma, a confiança e a vida do empresariado. Não existe nação, Estado e município forte sem uma atividade comercial forte e competitiva.

É doente uma nação, um Estado ou um município que possua baixos índices de escolaridade e de formação acadêmica, principalmente para negros, ameríndios e pobres.

É doente uma nação quando uma das principais razões do crescimento da violência reside justamente no câncer maldito da corrupção.

É doente uma nação quando o mínimo serviço de atenção básica de saúde, em determinado município, não possui estrutura física adequada, médicos bem remunerados, equipe suficiente de apoio, leitos e medicamentos.

É doente uma nação quando parte do dito staff do executivo e do legislativo responde a processos na justiça.

O que fazer? Quem me apontaria uma saída? ( … )

Religiosos diriam que só Jesus salva!

O pragmático político teima em pensar num sistema parlamentarista!

Já o filósofo, pensador e esotérico sustentaria que o homem é a razão de si mesmo, causa e efeito de tudo de bom e de ruim. Que o mal reside dentro de nós mesmos, e que se agiganta quando homens de boa vontade silenciam e se acovardam.

Grandiosa é a tarefa daqueles que ousam transformar o veneno da cobra em remédio, pois realimenta vidas à beira da cova e dá-lhes nova chance de recomeçar.

Oxalá um dia seja controlado ou amenizado o estado ruim da natureza humana, momento em que reinarão na Terra homens de boa vontade tão anunciados pelos profetas.

Numa só palavra, parafraseando o poeta:Depende de nós!

O projeto Ficha Limpa, por exemplo, foi cuidadosamente gestado pela Maçonaria goiana, escrito por renomados advogados maçons, ganhou apoio total do Grande Oriente do Brasil – GOB, da Grande Loja Maçônica, da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, assim  como da Associação Brasileira de Imprensa – ABI, Confederação Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, e de empresários e políticos sérios deste rico Brasil varonil.

Muito ainda precisa ser feito para sanear a vida pública do Brasil.

Essa luta também é da Maçonaria, por justiça, liberdade, equidade social e de reconhecimento do mundo para a soberania nacional e a justa melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro.

Luta que surgiu a partir de Gonçalves Ledo, José Bonifácio, D. Pedro I, Frei Caneca, Padre José Maurício, Padre Diogo Antônio Feijó, e muitos outros, que não podem ser esquecidos, pois foram homens maçons que lutaram pela independência do Brasil e pela Proclamação da República Federativa do Brasil.

Outro exemplo, que para nós é digno de permanentes reconhecimentos, e neste evento nossa homenagem pública, é Cabralzinho, o herói deste Estado, patrono do IRMANAR Amapá.

Poucos sabem que Francisco Xavier da Veiga Cabral (Cabralzinho), oficial militar, para o Amapá veio exilado, a mando do governador João de Abreu, do Grão-Pará, por defender abertamente, em Belém, no Ver-o-Peso e nas tabernas e clubes militares e de dança, a República, fato que profundamente irritava o governador, que era monarquista e defensor de D.Pedro II. Cabralzinho só não foi enforcado graças à intervenção de maçons que convenceram o governador a não praticar o ato para não causar insurreição na tropa e no meio do povo, devido a grande popularidade de Xavier e a força do movimento republicano em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco.

Pergunto aos senhores e senhoras: Alguma semelhança da história de Benjamin Constant e de Cabralzinho com o presente?

A época é diferente, os atores são outros, mas a história de uma forma ou outra se repete no presente: CORRUPÇÃO, ESPERTEZA e PERSEGUIÇÃO contra o justo.

Mas, como nem só de pão e passado vive o homem maçom e nossa secular Ordem maçônica, a Maçonaria do Amapá realizou, em setembro de 2017, a 21ª edição do Projeto IRMANAR.

Um projeto não só da Maçonaria e nem só de alguns, mas um despertar de todos nós, do povo do Amapá, e de todos que aqui vivem. Foi para isso que o IRMANAR foi concebido.

Sua missão foi discutir com os participantes que estiveram na Câmara de Vereadores de Macapá, assuntos de interesse de nossa Terra sobre política, saúde, segurança pública, meio ambiente, educação, cultura, esporte, Maçonaria, e questões sociais cruciais.

E foi assim que aconteceu, discutido com muita paz, sobriedade e, sobretudo, com compromisso para o futuro.

Por isso, podemos afirmar, o IRMANAR em Macapá foi sucesso absoluto.


Federais, motores do serviço público no norte do Brasil

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Já imaginaram os estados da região Norte sem o desempenho dos servidores federais? E se de repente houvesse uma paralisação? Já foi observada a completa e total falta de respeito ou, por que não dizer, descaso do Poder Central para com esses servidores que tantos serviços já prestaram e continuam prestando à sua região e ao país.

A Medida Provisória nº 660/2014, por exemplo, que altera a Lei nº 12.800, de 23 de abril de 2013, e dispõe sobre tabelas de salários, vencimentos, soldos e demais vantagens aplicáveis aos servidores civis, aos militares e aos empregados oriundos dos ex territórios federais de Rondônia, Roraima e Amapá, foi uma proposta lamentavelmente barrada pelo Planalto Central do Brasil, no governo Dilma, após folgada aprovação na Câmara Federal, com quase quatrocentos votos. Passada a vitória, inesperadamente veio atraiçoada derrota, numa triste madrugada, depois de tanta luta de servidores e sindicalistas nos corredores do Congresso Nacional, nos gabinetes de lideranças, etc. e tal. Na época o governo conseguiu aprovar na calada da noite a famigerada Lei 13.121 com o claro objetivo de sepultar as conquistas aprovadas no Legislativo Federal, expressas na Medida Provisória nº 660. Toda a estratégia de ‘derrubada da MP-660’ já estava armada pela tropa de choque do governo, entenda-se, caciques do Ministério do Planejamento e da Casa Civil. E a história se repete, desta vez com o governo atual, com a novela da Medida Provisória 765, após aprovação de seu texto base na Câmara Federal. Argumentaram que partes do texto da MP 765 continha vício de origem, tal e coisa, coisa e tal, traduza-se, que o Legislativo não pode propor despesa para o Executivo e, sim o contrário. Faz lembrar a doutora Lorca, do Zorra Total: “Isso pode, isso não pode!”

Para nós, nortistas, servidores federais, particularmente do Amapá, tudo tem sido muito difícil em Brasília, e nada, quase nada pode, mesmo o direito e toda a legislação pertinente sinalizando verde que sim.

Cada servidor federal, de cada estado da região Norte, Amapá, Roraima e Rondônia inseridos, são acúmulos de experiências vividas no serviço público. É raro constatar que nenhum tenha se destacado em função pública, seja por falta de ocupação de cargo comissionado ou por falta de dedicação, presteza ou qualificação profissional e acadêmica. Muitos já foram, no mínimo, chefes de seção ou setor, diretores de departamento, coordenadores ou secretários de Estado. Outros mais começaram do zero, organizaram setores e puseram a máquina pública para funcionar como deveria funcionar. São verdadeiros exemplos de dedicação pública, alguns esquecidos no tempo, ativos e inativos. Numa só verdade: a história da Norte por eles foi construída com muita luta e sacrifício, quando tudo estava por fazer. E ela continua sendo construída.

É impossível falar do desenvolvimento de qualquer região situada no região setentrional amazônica sem citar o valoroso trabalho do servidor público federal. Sem eles jamais haveria planejamento e execução de ações de curto, médio e longo prazos, focadas no presente ou para o futuro nas áreas de educação, saúde, segurança pública, cultura, assistência social, esporte e lazer. Servimos o governo militar e, agora, os eleitos, porque nossa bandeira sempre foi o desenvolvimento de nossa terra e o bem-estar geral de nossa gente.

O Amapá foi elevado à categoria de estado com a Constituição da Nova República, em 1988, território federal que era desde 1943. Desde 1988 alguns direitos, vantagens e padrões remuneratórios inerentes aos servidores federais do Amapá são protelados ou ficam no freio de mão. Não foram poucas as lutas dos sindicatos locais e do Fórum de Servidores do Acre, Amapá, Roraima e Rondônia, para ver seus direitos garantidos pelo Planalto Central. A luta dos membros da Comissão Estadual e do Fórum de Servidores do Amapá, Roraima e Rondônia (Grupo Planejamento Amapá) nunca foi individual. Lutamos por diversas categorias! A transposição de diversos servidores para os quadros da União Federal é resultado desta luta, com apoio da bancada parlamentar amapaense.

Não podemos continuar concordando com a forma discriminadora com que nós, servidores federais, somos tratados, sempre vendo nossos direitos cerceados, vedados, soterrados, sepultados, “deixa eles pra lá”, como se fossemos párias e não fizéssemos parte da Unidade Federativa. Estamos sempre lá, atrás, e às vezes nem isso, esquecidos e ignorados como filhos bastardos da Pátria Mãe Gentil.

Sinto dizer, mas é assim que nós do Grupo Planejamento Amapá nos sentimos!
Agradecimentos à Bancada Parlamentar do Amapá.


Deus nos livre de uma herança nuclear

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Bom seria se o professor Pardal, da Disney, levasse o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, a dar um passeio legal em sua máquina do tempo, e desse um bug daqueles, na máquina, fazendo-o ver “in loco” a “desgraceira” que é um cogumelo nuclear e suas malditas consequências. Melhor seria se de repente uma inteligência superior, de um planeta longínquo, lhe ofertasse uma passagem só de ida a um planeta desolado e bem distante da Terra somente para fazê-lo ver quão pequeno é diante do muito que tem de aprender sobre si mesmo, os mistérios da natureza terrestre e os mistérios da natureza universal. Levaria algum tempo em nosso tempo terrestre para ocorrer uma reforma positiva nesta criatura predadora, mas, para o Supremo Arquiteto do Universo, nada, absolutamente nada é impossível!

Os testes de mísseis balísticos intercontinentais promovidos pela Coréia do Norte, aqueles medonhos monstrengos que só causam destruição e morte, cortaram os céus do território japonês. E muita gente não sabe quão caro, the long, long time (ha muito e muito tempo) está custando ao sofrido povo da Coreia do Norte o custeio deste diabólico arsenal atômico e de seu exército, marinha e aeronáutica.Com uma população de 24 milhões de habitantes, as taxas de mortalidade infantil e materna sofreram um aumento de pelo menos 30%, isso no período de 1993 a 2008. Atualmente, a situação por lá é bem pior. De acordo com dados do censo-coreano e do Fundo de População das Nações Unidas, a expectativa de vida (69 anos) é desesperadora e caiu consideravelmente. O Programa Alimentos para o Mundo, da ONU, informa que uma entre três crianças norte-coreanas, com menos de cinco anos, é desnutrida. E mais: mais de uma entre quatro pessoas precisa de ajuda alimentar. Apenas uma entre 17 recebe ajuda. Motivo: os doadores não desejam enviar ajuda a um país que insiste em desenvolver armas nucleares.

Em 1945, quando a Península Coreana foi dividida, a Coreia do Sul era mais pobre do que a Coreia do Norte. Atualmente, em média o trabalhador ganha 15 vezes mais no Sul. O número de desertores da Coreia do Norte que chegam à China e a Coreia do Sul tem aumentado consideravelmente. Os mercados são a única fonte de renda desse povo sofrido, considerados uma afronta ao credo do falido governo socialista estatal norte-coreano. As empresas estatais estão definhando há 30 anos e eles fazem de tudo para escaparem da fome e da miséria.“Se você não vender, você morre”, declarou uma ex-professora, uma mulher de 51 anos com rosto redondo e cabelo preso. Ela foi forçada pelas circunstâncias da vida a passar de funcionária pública obediente a comerciante ilegal, porém, não conseguiu escapar das dificuldades. Um operário de construção vive há tanto tempo na miséria e seu empregador estatal não lhe paga faz tanto tempo que já esquecera seu próprio salário. Ele e sua esposa, clandestinamente, procuram ganhar a vida vendendo pequenos sacos de detergente no mercado negro. Com a drástica decisão do governo norte-coreano de desvalorizar a moeda do país, a economia da família caiu de cerca de US$ 1.560 para US$ 3 (DADOS: THE NEW YORK TIMES).

Não queremos a continuidade da miséria do povo da Coréia do Norte e não queremos jamais a medonha reedição de uma guerra fria de fortes tensões como a que se viu entre Estados Unidos da América e a extinta União Soviética, em outubro de 1962, com a famigerada crise dos mísseis de Cuba, ou crise do Caribe. Na época, um acordo entre o líder soviético, Nikita Kruschev, e Fidel Castro, possibilitou a instalação de mísseis balísticos R-12 Dvina e R-14 Chusovaya, em território cubano. Um avião espião norte-americano Lockheed U-2 fotografou as instalações dos mísseis. Isso foi o suficiente para os EUA militarmente cercar Cuba com sua frota naval. Os russos, por seu turno, vendo seus planos ameaçados, também resolveram enviar navios de guerra para a região do conflito em apoio ao líder cubano Fidel Castro. O Papa João XXIII, na época, se jogou ao chão da Santa Cruz, com os braços abertos, em forma de cruz, implorando clemência Divina, e muito orou pela paz no mundo. Depois, conversou por telefone com os líderes envolvidos no conflito, implorando bom senso e paz. Finalmente, os russos cederam e os mísseis foram desmontados e levados à ex-União Soviética.

Que Deus nos livre de uma herança nuclear. O mundo está abalado com toda esta loucura propagada pela Coréia do Norte e suas ameaças à Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos. O saudoso poeta Vinicius de Moraes nos faz sempre refletir seu poema, Rosa de Hiroshima, musicado nos anos 70 pelo fantástico grupo Secos& Molhados:
“Pensem nas crianças mudas, telepáticas, pensem nas meninas cegas, inexatas, a rosa radioativa, estúpida e inválida …”
Paz na Terra aos homens de boa vontade…


Cassação ou estabilidade econômica?

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Dona economia, uma velha senhora doente e muito sofrida, muito conhecida dos brasileiros, “fileira” do INSS, já tinha saído da UTI e estava bem melhor na enfermaria quando, de súbito, foi abalada por fortes oscilações. A ameaça de cassação de um presidente da República em um país de economia frágil como o nosso, ainda em lenta recuperação de saúde, inevitavelmente sofrerá fortes implicações em seu quadro. E esta estabilidade poderá ser alterada através das emoções políticas, com resultados clínicos dos mais diversos.

E qual o resultado final disso tudo, a bem da verdade, para brasileiros e brasileiras?

É a dona economia voltar a passar muito mal e voltar a UTI sob intensos cuidados e gerar mais desemprego, queda no PIB, queda em seus índices de desenvolvimento econômico e evasão de investidores.

O que preocupa a todos nós, da área de planejamento, orçamento e finanças, não são as afloradas emoções e paixões políticas passageiras de momento. O que preocupa a todos é o fato de que as paixões políticas e os interesses pessoais podem ignorar a boa saúde econômica do Brasil. Isso sim é extremamente preocupante para quem acompanha a vida econômica e a política nacional. São duas coisas bem distintas, que poderiam muito bem conviver em harmonia, para o bem de todos e felicidade geral da Nação.

Assim como hoje o Congresso Nacional vive momentos delicados ele também já foi palco de momentos históricos tais como a promulgação da Constituição (1988), invocada sob o calor da emoção por Ulisses Guimarães, ladeado por Tancredo Neves, Brizola, José Sarney e outros tantos líderes históricos da Campanha Diretas Já.

Fico me perguntando o que leva certas pessoas a destruírem tudo o que encontram pela frente, como se um prédio ou um espaço físico de utilidade pública, um bem público pela sua própria natureza, fosse causa maior de todos os males que sofre este país acometido por insanidades, ganância e vaidades desmedidas, atos absurdamente praticados por governos passados, com fortes reflexos no presente? Logo eles que tinham como discurso mudar a cara deste país para melhor.

Governos passarão e tudo novamente passará, assim como outros por ali já passaram, no tempo e o vento, e o Planalto Central do Brasil lá estará do mesmo jeito, com seus ministérios, Itamaraty, Congresso Nacional, Palácio do Planalto, etc.. Eles estarão sempre lá, estáticos, imóveis, com seus funcionários, políticos e autoridades transitando apressados nos corredores após as eleições de 2018.

Mas, como diriam os americanos:

To be, or not to be, ou seja, ser ou não ser? Eis a questão!

O que fazer? Usar a razão ou a emoção política de momento? Retrabalhar o futuro do Brasil ou enterrar a estabilidade econômica?

Nesta perigosa onda do to be, or not to be parece que os americanos estão numa pior pior do que a nossa com o senhor Trump, pois, bem pior do que a Lava Jato é um Presidente da República colocar em risco a segurança nacional de seu país e até do mundo com sua descompostura impensável. Mas, isso é lá com o Congresso americano.

Vem aí 2018, e já bate na porta, e com ele vêm as eleições. Não seria mais racional deixar dona velha economia brasileira respirar um pouco de saúde e contribuir na redução de 14 milhões de desempregados no Brasil?
Pensem nisso!


Projetos esquecidos (final)

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O Projeto Rondon foi criado em junho de 1968, e era vinculado ao Ministério do Interior. Atualmente ele é desenvolvido em parceria com diversos Ministérios e tem o apoio das Forças Armadas, que proporcionam o apoio logístico e a necessária segurança às operações. Conta também com a colaboração dos Governos Estaduais, Prefeituras Municipais e empresas socialmente responsáveis. No momento possui atuação em 844 municípios, com 19.170 rondonistas, 291 instituições envolvidas e 151 ações. Coordenado pelo Ministério da Defesa, é um projeto de integração social que envolve a participação voluntária de estudantes universitários em busca de soluções sustentáveis para o desenvolvimento das comunidades, gerando bem-estar a essas populações.

Desenvolvido nos anos 70, as primeiras propostas de Campus Avançado tinham o objetivo de contribuir para o desenvolvimento local e regional através de atividades educativas, culturais e científicas a fim de proporcionar o desenvolvimento sociopolítico, educacional e econômico das populações. As parcerias eram sempre realizadas entre instituições universitárias e municípios. Havia financiamento direto de bolsas de extensão para discentes, docentes e material de consumo destinado ao desenvolvimento de cada projeto. Os municípios parceiros forneciam transporte, hospedagem e alimentação da equipe envolvida, bem como selecionavam o público alvo a participar de cada projeto. Felizmente, essa feliz ideia até hoje ainda é mantida entre instituições universitárias e municípios, a exemplo da Universidade Estadual do Pará.

Quem não se lembra dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), popularmente chamados de Brizolões? O projeto, de autoria do antropólogo Darcy Ribeiro, foi implantado no Rio de Janeiro durante os dois governos de Leonel Brizola (1983 – 1987 e 1991 – 1994). Seu objetivo era oferecer ensino público de qualidade, em período integral, aos alunos da rede estadual. O horário das aulas estendia-se das 8 às 17 horas. Além do currículo regular havia atividades culturais, estudos dirigidos, educação física, refeições completas, atendimento médico e odontológico. Cada Ciep tinha uma capacidade média de atendimento para mil alunos. Durante o período de férias eram realizadas atividades recreativas para que as crianças pudessem continuar a frequentar o CIEP, as salas de leitura e receber uma boa refeição. Materiais didáticos eram entregues as crianças tais como cadernos, lápis e borracha. O grande objetivo do projeto, de acordo com a visão de Leonel Brizola, era tirar crianças carentes das ruas e oferecer-lhes os chamados “pais sociais”, funcionários do Centro que cuidavam das crianças. A concepção arquitetônica do Ciep é de autoria do conhecido arquiteto de Brasília, Oscar Niemeyer. Durante o governo brizolista, mais de 500 unidades foram construídas. A ideia de edificar cada unidade com peças pré-moldadas de concreto barateou, em muito, o custo da construção. Cada complexo Ciep constava de salas de aula, centro médico, cozinha, refeitório, banheiros, áreas de apoio e recreação, ginásio esportivo, espaço para atividades artísticas e culturais, biblioteca, dormitórios e piscina.Infelizmente, governos que sucederam a Brizola não deram continuidade administrativa ao projeto. As unidades construídas tornaram-se escolas comuns, com ensino em turnos. Outras irresponsavelmente foram simplesmente abandonadas. E o que é pior, a “fábrica de escolas”, que produzia as peças pré-moldadas de concreto, também fora irresponsavelmente desativada. Brizola, Darcy e Niemeyer foram visionários além de seu tempo. Brizola foi um nacionalista convicto, sem ser fascista.


Projetos esquecidos (I)

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Que fim levaram os bons projetos do nosso Brasil varonil, esquecidos na poeira do tempo, largados em velhas estantes, entre teias de aranhas, fungos e traças?

Quem ainda se lembra do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), da Legião Brasileira de Assistência (LBA), Projeto Rondon, Campus Avançado e do Centro Integrados de Educação Pública (Ciep), projeto considerado como a melhor concepção de estrutura física que já se viu neste país especificamente voltado ao desenvolvimento da boa educação nacional?

O Movimento Brasileiro de Alfabetização-Mobral foi instituído pelo decreto nº 62.455, de 22 de Março de 1968, autorizado pela Lei n° 5.379, de 15 de dezembro de 1967. Era vinculado ao Ministério da Educação e Cultura como órgão executor do Plano de Alfabetização Funcional e Educação Continuada para Adolescentes e Adultos. O Mobral foi criado pelo governo federal com o objetivo de erradicar em dez anos o analfabetismo no Brasil. A proposta era desenvolver na pessoa humana a capacidade de adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida. O programa foi extinto em 1985 e substituído pelo Projeto Educar. Em 1990, a Fundação Educar também foi extinta. Em 1970 o Brasil tinha mais de 18 milhões de adultos analfabetos, o que representava 33,6% da população com mais de 15 anos. Durante o seu primeiro ano de funcionamento o Movimento Brasileiro de Alfabetização registrou sete milhões de alunos matriculados, ou seja, 38% dos analfabetos. Chegou a diplomar 15 milhões de brasileiros, dado considerado bom se for levado em consideração o fato de que em 1970 havia mais de 18 milhões de analfabetos. Em 1976, um convênio firmado com a Massey-Ferguson, fabricante de tratores, possibilitou em um ano o treinamento de 40.000 tratoristas, alunos formados pelo Mobral.

A Legião Brasileira de Assistência (LBA) foi criada no dia 28 de agosto de 1942 pela primeira-dama Darcy Vargas, esposa de Getúlio Vargas. Seu objetivo inicial era o de ajudar famílias de soldados enviados à Segunda Guerra Mundial. Nessa época, a LBA contava com o apoio da Federação das Associações Comerciais e da Confederação Nacional da Indústria. O Decreto-lei nº 593, de 27 de maio de 1969, transforma a LBA em fundação, e mantém o mesmo nome: Fundação Legião Brasileira de Assistência, com vínculo ao Ministério do Trabalho e Previdência Social. No dia 1º de janeiro de 1995 a LBA é extinta através do artigo 19, inciso I, da Medida Provisória nº 813. Dispensável dizer os inúmeros bons serviços que a LBA prestou em todo o território nacional. E o Amapá teve uma amapaense servidora: Fátima Pelaes.


A mais longa recessão nacional

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E a recessão chegou sem pedir licença, não bateu à porta do brasileiro, e veio como um dragão para tentar ficar como inquilina indesejável.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que nossa economia encolheu 3,6% ano passado. E o que é pior, a queda continua em 2017. Vivemos atualmente a mais longa recessão que este país já experimentou. O PIB, que é a somatória de todas as riquezas produzidas por uma nação, já tinha apresentado, em 2015, baixo índice: 3,8%.
Nunca antes neste país havíamos experimentado dois anos seguidos de completo retrocesso da economia. Analistas da Agência de notícias Reuters estimavam uma queda no PIB brasileiro de 3,5%. Já o Banco Central tinha projetado resultado pior: queda de 4,55%.

O PIB nacional alcançou, em valores atuais, R$ 6,3 trilhões.

De acordo com analistas, no quarto trimestre, a economia encolheu 0,9% em relação aos três meses anteriores e 2,5% na comparação com o mesmo período de 2015. O resultado é pior que o esperado e indica que a recessão se aprofundou no final do ano passado. Foi o décimo primeiro trimestre seguido de queda, na comparação anual, e o oitavo na comparação com o trimestre anterior.

Desde 1996, data em que o IBGE começou a atual pesquisa, que o resultado expressa a maior sequência de dados negativos. Portanto, são 20 anos de pesquisa.

Em 2016, todos os setores da economia tiveram forte queda. O mais atingido com a recessão foi à agropecuária, que caiu 6,6%, seguido da indústria, com índice percentual de -3,8%. O setor de transformação, que fornece equipamentos e insumos para outros setores, despencou 5,2%. O mesmo índice de queda foi registrado na construção. A atividade de indústria ligada a energia, gás, água, esgoto e limpeza urbana cresceu 4,7%.

O setor de serviços teve uma queda de -2,7. As piores quedas foram registradas nas atividades de transporte, armazenagem e correio (-7,1%), seguido pelo comércio (-6,3%). O total de desempregados, de acordo com nova pesquisa, saltou para 24 milhões.

Os piores anos para a economia brasileira, quando obteve péssimo desempenho, foi, incialmente, em 1990, no governo de Fernando Collor de Mello, com o confisco da poupança. Depois veio 2015 e 2016, com a era petista. E já fazia tempo que o governo petista vinha mascarando números. Inicialmente, o bicho papão mascarado de carneirinho carneirão estava na moita e depois já estava na área, descaradamente, perturbando a economia e tirando o sossego do povo brasileiro.

Na sequência do filme, veio o pior: escândalos, mensalão, caso Petrobrás, etc e tal. Uma espécie de tsunami político/moral que até hoje a todos preocupa, e muito.

“Eu não sei de nada, eu não vi nada companheiro…”

Em que fim vai dar isso tudo?
É o que perguntam milhares de brasileiros.


O Brasil e os países mais pacíficos do mundo

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O Índice Global da Paz divulga os 20 países mais pacíficos do mundo. A pesquisa, minuciosa, foi realizada e complementada no fim do ano passado. Ela mostra em primeiro lugar a Islândia, país nórdico europeu situado no oceano Atlântico Norte. Seu território é uma ilha com cerca de 103 mil quilômetros quadrados. Sua população é de quase 320 mil habitantes. Island fica próxima a algumas pequenas ilhas localizadas entre a Europa Continental e a Groenlândia. Seu sistema de governo é republicano parlamentarista.

Em segundo lugar figura a Dinamarca. Depois vêm a Áustria, Nova Zelândia, Portugal, República Theca, Suíça, Canadá, Japão, Eslovênia, Finlândia, Irlanda, Butão, Suécia, Austrália, Alemanha, Noruega, Bélgica, Hungria e Cingapura. O Índice Global da Paz 2016 mediu o nível de proteção e segurança na sociedade, grau de conflitos locais ou internacionais e o grau de militarização de 163 países e territórios independentes.

O Brasil está na 105ª posição, isto é, entre os fonas (últimos da fila), no total de 163 países. Isso quer dizer que o nível de segurança em nosso país continua ruim muito em função dos graves conflitos locais capitaneados pela violência urbana. Então temos como sérios vetores a violência urbana aos extremos, drogas, armas e corrupção como imagens negativas para o mundo.
O brasileiro decente já não sabe o que mais no momento lhe preocupa. Se é a violência urbana cada vez mais assustadora nas grandes capitais e nos presídios, a corrupção sem fim a cada dia com novos fatos e cifras assustadoras mostradas pela mídia, ou o desemprego.

Muitos já concordam com o professor Ulisses Laurindo, do alto de sua experiência, na qualidade de comentarista da Rádio Diário FM e articulista do Jornal Diário do Amapá. Realmente, o presidente Michel Temer herdou uma herança maldita, assim como o presidente americano Barak Obama. A diferença é que os EUA buscaram superar uma crise econômica. Aqui, a nossa crise é moral. Bombas de retardo de governos que antecederam o presidente Temer simplesmente implodiram a economia deste país, chegando inclusive a abalar a economia internacional, vide o escândalo de milhões e mais que tais da Petrobras.

E o partido traíra dos trabalhadores, com seus caciques? Bom, na ânsia do topa tudo por dinheiro, praticaram oceanos de corrupção, deixaram uma herança de 14 milhões de desempregados e a desconfiança e insegurança nos investidores.

Heranças de imagens péssimas, isso é o que sempre vemos nos noticiários, nesses últimos tempos, cumprindo a imprensa o seu importante papel em denunciar e informar a sociedade local e mundial acerca destes lamentáveis fatos.

Isso tem que mudar!
O presidente Temer tem um grande desafio em suas mãos: construir um novo Brasil mais digno com oportunidades e qualidade de vida para homens de boa vontade, pessoas simples e decentes, jovens que edificarão o Brasil do futuro.