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EMTU avança na sinalização horizontal de vias da
zona sul da capital

De acordo com o diretor de trânsito da empresa, Jair Coelho, hoje o trabalho está concentrado na zona sul, mas será estendido a zona norte também

A Empresa Municipal de Transportes Urbanos (EMTU) está fazendo o trabalho de sinalização horizontal nas rotárias da cidade de Macapá. De acordo com o diretor de trânsito da empresa, Jair Coelho, hoje o trabalho está concentrado na zona sul, mas será estendido a zona norte também.
"Fizemos primeiro a sinalização próximo ao Sambódromo para evitar acidentes e organizar o nosso trânsito nesse período de carnaval. Agora estamos sinalizando as rotatórias com maior fluxo de veículo, além das faixas de pedestres que ficam próximas a esses pontos de maior tráfego. Já fizemos a sinalização completa da rotatória que fica próximo a Unimed e da rotatória que fica as proximidades do complexo turístico do Araxá e vamos continuar o trabalho seguindo o planejamento que fizemos para esse ano de 2012", explica.
Nos próximos dias a EMTU também vai começar o trabalho educativo com o objetivo de conscientizar os condutores para que não misturem álcool com direção, nesse período carnavalesco.
"O nosso departamento de educação fez todo planejamento para o trabalho de educação no trânsito e nos próximos dias vamos começar a fazer essas ações juntos aos condutores de veículos. Serão blitz educativas em vários pontos da nossa capital, com distribuição de material educativo e de orientação. Sabemos que nesse período as pessoas tendem a se exceder no consumo de bebidas e infelizmente, quando isso acontece o resultado não é dos melhores. Então, além de garantir a sinalização e fazer a fiscalização, vamos trabalhar também essa parte educativa como forma de prevenção de acidentes e de salvar vidas no nosso trânsito" enfatiza Jair.


Pescap realiza primeira feira do peixe popular de 2012

A Agência de Pesca do Amapá (Pescap) iniciou nesta sexta-feira, 3, mais uma edição do Projeto Peixe Popular nas feiras e colônias de pescadores da capital. A ação vai até domingo, 5, e o órgão alerta sobre a comercialização no período de defeso, que vai de outubro a fevereiro, onde diversas espécies continentais são proibidas de serem vendidas sem autorização.
As espécies a serem comercializadas
A chefe de Assessoria de Desenvolvimento Institucional da Pescap (Adin), Vanda Alves, lembra novamente que as espécies permitidas para a comercialização são filhote, dourada, pescada, pirapitinga e corvina.
"Algumas espécies que estejam no período de defeso serão comercializadas, desde que tenham sido armazenadas com antecedência e com a devida documentação que comprove a procedência desse pescado", enfatiza Vanda.
Multa
Quem for flagrado pela fiscalização ambiental fica sujeito às penalidades de multa e apreensão do produto. A fiscalização será realizada pelo Ibama, Imap, Batalhão Ambiental e os órgãos ambientais ligados às prefeituras.
Locais de venda
A venda do pescado é realizada na feira do Pacoval, no Infraero II (na avenida Carlos Lins Cortes, 115), na Colônia de Pescadores Z 1 localizada no bairro Perpétuo Socorro, incluindo o ponto de venda localizado na 7ª Avenida dos Congós.
A ação tem como objetivo a venda de peixe para a população a preços acessíveis. É apoiada pelo Governo do Estado do Amapá, desenvolvida pela Agência de Pesca do Amapá e executada pelas colônias e empreendedores do setor pesqueiro.


Projeto discute identidade da mulher negra no Amapá
A Secretaria Extraordinária de Políticas para o Afrodescendente (Seafro) promoveu nesta quinta-feira, 2, uma reunião para apresentar e discutir o planejamento do projeto "Afro Mulher: identidade da mulher negra do Amapá".
A finalidade é instrumentalizar as mulheres negras para que atuem efetivamente na sociedade como agentes políticos, além da construção de uma agenda de ações e atividades com foco na valorização dando visibilidade para a real identidade da mesma.
A proposta pretende ainda qualificar lideranças negras e organizações, em especial as mulheres, e possibilitar sua participação ativa na formulação, negociação e monitoramento de diferentes políticas e ações voltadas para a superação das desigualdades no Estado.
Participaram das primeiras discussões a respeito do projeto representantes das Secretarias de Estado da Inclusão e Mobilização Social (SIMS), do Turismo (Setur), da Comunicação (Secom), Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM) e do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram).
Segundo a servidora da Seafro, Rejane Soares, investir na organização e na valorização das mulheres negras é incentivar a mudança no cenário social, cultural e, sobretudo, econômico no Estado.
O projeto será realizado nos dias 29 e 30 de março, mês que se comemora o Dia Internacional das Mulheres. Na ocasião, ficou decido que todas as entidades envolvidas no projeto farão um levantamento de suas ações e de que forma cada uma irá inserir o plano em suas atividades.Um novo encontro será promovido para que seja definida uma agenda de trabalho específica sobre o projeto.

Números confirmam:Lacen realizou
mais de 500 mil exames
De janeiro a dezembro de 2011, o Laboratório de Análises Clínicas (LAC), vinculado ao Hospital Estadual de Clínicas Alberto Lima (HCAL), realizou mais de 500 mil exames. A instituição oferece cerca de 60 tipos de análises diferentes e atende pacientes ambulatoriais e internados na rede hospitalar do Estado. Entre exames hormonais e sorológicos foram aproximadamente 16,5 mil. Para este ano, a expectativa é que a oferta aumente em até 25%.
Segundo a chefe do LAC, farmacêutica bioquímica Mílria de Fátima da Costa Brabo, a maioria dos exames realizados no Laboratório de Análises Clínicas são de rotina, porém, a instituição já oferece análises mais complexas que antes só eram feitas fora do Estado. O tempo médio de entrega de resultado é de três dias. "Existem exames que conseguimos entregar o resultado em até 45 minutos, principalmente os casos mais urgentes".
Mílria Brabo explicou que o Laboratório recebe demandas de exames de paciente ambulatorial da rede hospitalar, Abrigo São José, Projeto Visão para Todos, Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), Casa do Índio, Centro de Referência em Tratamento Natural (CRTN) e das Unidades Básicas de Saúde da capital e do interior.
O serviço também atende pacientes internados no Hospital Estadual Alberto Lima, Hospital Estadual da Mulher Mãe Luzia (HMML), Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (HCA) e do Pronto Atendimento Infantil (PAI).
Tecnologia
O laboratório dispõe de um equipamento de automação capaz de realizar 800 exames/hora, o mesmo que é utilizado pelos principais laboratórios do Brasil e de países da Europa e dos Estados Unidos. "Isso torna o laboratório um grande centro diagnóstico em análises clínicas", comparou Mílria Brabo.
A interligação do sistema de informatização do Laboratório de Análises Clínicas, por meio de fibra óptica com o Hospital de Clínicas Alberto Lima, Hospital da Mulher Mãe Luzia e o Hospital da Criança e do Adolescente, agiliza a liberação do resultado dos exames. Os laudos são impressos diretamente nos referidos hospitais. A intenção é interligar ainda este ano o sistema com a Clínica de Nefrologia do Amapá e com o Hospital Estadual de Emergência.
 
Prefeitura inicia entrega de cestas suplementares de alimentos para 31 mil alunos
A iniciativa da entrega da cesta suplementar de alimentos faz parte do programa Escola Viva, de acordo com a Lei nº 1751/2009 PMM. Em 2011 foram entregues 20 mil cestas, onde os critérios estabelecidos para o acesso ao benefício era ser aluno matriculado na rede de ensino do município, está inserido no Programa Bolsa Família Federal e ter idade máxima de 16 anos.
Em 2012, a Prefeitura de Macapá e a Secretaria de Educação do Município estabeleceram a meta em atender todos os alunos da rede municipal de ensino, inclusive os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A distribuição da cesta suplementar de alimentos garante ao estudante do município de Macapá a complementação alimentar. Cada cesta contém 16 itens que complementam a alimentação dos alunos mesmo no período das férias escolares.
A entrega das 31 mil cestas será realizada no período de07 a 27 de fevereiro. Na área urbana da capital a cerimônia de entrega acontecerá na zona norte da cidade no dia 07 de fevereiro, às 9h, na Escola Municipal José Leoves Teixeira, na Rua Renascimento no Bairro Renascer s/nº. As 23 escolas desta zona da cidade atenderão 12.103 alunos.
Na zona sul de Macapá a cerimônia de entrega acontecerá no dia 9 de fevereiro, às 9h, na Escola Municipal Amapá, localizada na Rua Jovino Dinoá, Bairro do Trem. As 31 escolas, da zona sul atenderão 15.063 alunos.
Na zona rural da capital a entrega nas localidades de Curralinho, Campina Grande, Tessalônica São Joaquim do Rio Pedreira e Maruanum será dia 15 de fevereiro. Para região do Pacuí as datas previstas para a distribuição da cesta será nos dias 16 e 17 de fevereiro. Para as escolas da região ribeirinha e Arquipélago do Bailique as datas estão previstas para o período de 23 a 27 de fevereiro de 2012.

Convênio com Governo Federal permite repasse de novas viaturas à segurança pública
O governador Camilo Capiberibe entregou na manhã desta quinta-feira, 2, onze novas viaturas para a Segurança Pública. Os veículos são resultados de convênios entre o Governo do Estado do Amapá (GEA) e o Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça. Para adquirir as viaturas, o GEA investiu R$ 531.690,90 e o Governo Federal entrou com R$ 1,8 milhão.
Os veículos entregues serão destinados ao Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP), Centro de Atendimento à Mulher (Cram) e Núcleos Biopsicossocial da Segurança Pública, da Polícia Civil, Polícia Militar e CBM/AP.
Para o Corpo de Bombeiros foram entregues dois caminhões Ford, modelo Cargo 712. Para o Cram foram entregues quatro Ford Fiesta Heatch 1.6, que atenderão as unidades do Centro nos municípios de Santana, Laranjal do Jari, Amapá e Oiapoque. O restante dos veículos foi destinado ao Núcleo Biopsicossocial da Segurança Pública.
O secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Marcos Roberto, diz que o investimento feito pelo GEA vem para apoiar a criação de quatro novos Crams que estão sendo criados. "Além dos municípios para onde serão destinados, os veículos vão dar apoio aos Centros que serão criados em Porto Grande, Oiapoque, Laranjal do Jari e Mazagão", disse o secretário.
"Esse é mais um ganho para a Segurança Pública do Amapá, pois esse investimento é uma das formas de garantir melhores condições de trabalho para os servidores e um melhor atendimento à população", destacou Marcos Roberto.
Camilo Capiberibe destacou que durante o ano 2011 o GEA entregou vários equipamentos à Segurança Pública Estadual. "Os veículos entregues não atenderão somente a segurança, mas também outras áreas do go-verno. Também conseguimos salvar alguns convênios repassados, com contrapartida do Estado", afirmou o governador.
"O GEA se empenhou em garantir a contrapartida e comprar as viaturas porque isso se mostrou algo de extrema necessidade. Mas as viaturas não andam so-zinhas, elas precisam de recursos humanos, e para isso convocamos os concursados da Polícia Militar", completou Camilo Capiberibe.
O governador afirmou ainda que o esforço do go-verno é garantir que a sociedade perceba que os investimentos estão sendo feitos e o resultado deles estão nas ruas. "Hoje, a sociedade percebe que existe uma política de Segurança Pública e mais importante que o investimento, é a população entender que atualmente a Segurança Pública do Amapá tem rumo", destacou.

Paralisação de obras da Caesa completa 15 dias sem qualquer solução
Duas semanas após a determinação da prefeitura de Macapá em paralisar as obras de readequação e ampliação das redes de água e esgoto em Macapá, realizadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, em parceria com o Governo do Estado, a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) continua impedida de autorizar a retomada dos serviços.
A Caesa vem tentando resolver a situação junto ao secretário de obras do Município, Carlos Aragão, desde a intervenção nas obras, porém ainda não ouve avanços. De acordo com o presidente da companhia, engenheiro Ruy Smith, o plano de obras e ação foi enviado ao município na expectativa de uma solução, ainda assim não houve resposta.
A prefeitura mandou paralisar os serviços alegando que as empresas construtoras não vinham recuperando o asfalto das ruas e avenidas da capital, mas de acordo com o presidente da Caesa, dos 20 km de obras do PAC, já realizadas, falta repor menos de 1km de asfalto.
O Governo do Estado permanece impedido de retomar o cronograma de execução, atrasando as obras já prejudicadas pelo período do inverno. O atual governo corre ainda contra o tempo para corrigir o atraso nos projetos que deveriam se encontrar na fase de conclusão, pois os convênios de repasses de recursos do PAC, entre o Estado e a União, foram assinados em 2007. Desde então, apenas 2% das foram realizadas.
No caso das obras de rede de distribuição de água, o presidente Ruy Smith lamenta que a paralisação esteja impedido o Estado de continuar levando o serviço à população que ainda não dispõe do líquido nas torneiras. A Caesa entrou com um recurso judicial para tentar retomar os trabalhos.

Superfácil discute gestão participativa para aprimorar atendimento em 2012
Visando o planejamento das ações a serem implementadas no decorrer do ano de 2012, o Sistema Integrado de Atendimento ao Cidadão, Siac Super Fácil , realizou nas dependências do Ceta Ecotel, o Planejamento Participativo da instituição.
O evento aconteceu em parceria com a Escola de Administração Pública-EAP, que disponibilizou facilitadores para a exposição de conteúdos relacionados às atividades e construção do planejamento.
A diretoria, gerentes e coordenadores de unidades estiveram reunidos com o objetivo de definir as metas e diretrizes que irão nortear as atividades que serão desenvolvidas pelo Super Fácil, tanto nas ações administrativas quanto nas itinerantes.
Segundo o diretor Dário Nascimento, o Planejamento é a continuação do Diagnóstico Participativo ocorrido em setembro de 2011, que identificou as necessidades do órgão para a melhoria das atividades.
"Com esse encontro, estamos dando continuidade ao Diagnóstico Participativo que realizamos com nossos funcionários e buscaremos salientar nossas metas de acordo com o planejamento do governo do Estado, visando os anseios da população", diz Dário.

Direção do HCAL afirma que 100 médicos especialistas estão atuando em sistema de revezamento no Hospital
de Clínicas
O serviço de ambulatório do Hospital Estadual de Clínicas Alberto Lima (HCAL) é um dos mais utilizados diariamente pelos milhares de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O Ambulatório reúne três blocos de atendimento (A, B e C), com os serviços de consulta médica especializada e oferta de exames de endoscopia e eletrocardiograma.
Atualmente são oferecidos cerca de 20 tipos de consultas especializadas. As especialidades mais requisitadas pelos usuários são cardiologia, ortopedia, cirurgia geral, urologia, gastroentereologia e oftalmologia. Aproximadamente 100 médicos especialistas realizam consultas diariamente no Ambulatório do HCAL.
Segundo a responsável pelo Ambulatório, enfermeira Nêmora Brito, na área de cardiologia são contabilizadas até 900 consultas/mês. Nas áreas de cirurgia geral e otorrinolaringologia os números também são expressivos e somam 500 e 700 consultas/mês, respectivamente.
A oferta de exames é outro serviço bastante requisitado. A enfermeira Nêmora Brito ressaltou que o Ambulatório realiza em média mil exames de eletrocardiograma por mês e 250 endoscopias no mesmo período. "Recebemos requisição de exames para pacientes vindos das unidades de Atenção Primária, dos hospitais públicos do Estado e de pacientes agendados".
O Ambulatório funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. O atendimento de emergência funciona 24 horas com atendimento específico nas áreas de oftalmologia, otorrinolaringologia e endoscopia para retirada de corpo estranho.

Programa social quer ressocializar menor infrator
através da música
Fundação da Criança e do Adolescente (Fcria), em parceria com o Comando da Polícia Militar do Estado (PM/AP), trabalha na criação de um projeto musical, voltado para a capacitação dos jovens e adolescentes atendidos pelo Núcleo de Medida Socioeducativa de Internação Masculina (Cesein).
O projeto, denominado "Banda na Praça", visa à qualificação profissional destes jovens e a criação de uma banda de música dentro da instituição. O primeiro passo para a concretização do projeto foi a visita do Tenente Caldas e de membros da Banda de Música da PM ao Cesein, para conhecer o espaço físico e avaliar os instrumentos musicais que o Núcleo possui.
O passo seguinte será a apresentação do projeto aos adolescentes, que dará início ao processo de seleção dos mesmos, por meio da avaliação e do interesse de cada adolescente para a participação no projeto.
A parceria com a Polícia Militar se dará por intermédio da realização de oficinas de música, com instrumentos de sopro e corda, que serão ministradas pelos músicos da PM.
De acordo com a diretora da Fcria, Dinete Regina Pantoja, a finalidade maior do projeto é qualificar os jovens da instituição, por meio da música, uma vez que muitos adolescentes já demonstraram interesse na arte.
"Nosso objetivo com a realização desse projeto é valorizar as aptidões apresentadas pelos socioeducandos que cumprem medidas socioeducativas dentro da instituição e despertar o interesse dos mesmos pela criação de uma banda musical dentro da instituição, fortalecendo o interesse destes adolescentes. Haja vista que, ao se envolverem com os ensaios musicais, os mesmos podem se identificar com a arte e quando estiverem fora da instituição ter despertado dentro deles o interesse pela busca de uma formação profissional no segmento musical", declarou a diretora.

Pais de alunos denunciam exorbitância de preços em colégio particular e exigência da compra de livros na própria instituição; direção nega
A matrícula de alunos para o ano letivo de 2012 não tem causado descontentamento apenas para pais da rede pública de ensino. O sistema particular também tem sido alvo de várias denúncias, principalmente no que diz respeito ao reajuste de preços – considerados abusivos em alguns educandários, além da suposta obrigatoriedade da compra de livros na própria instituição.
Ontem, 2, um grupo de pais de alunos do Colégio Santa Batoloméa Capitanio, no centro de Macapá, fez várias denúncias contra a instituição de ensino. Segundo eles, o colégio estaria exigindo que os livros didáticos dos ensinos infantil e fundamental, que custam entre R$ 173,50 (maternal I) e R$ 790,10 (8ª série - 2º ciclo fundamental) fossem adquiridos na própria escola.
"Eles estão dizendo que esses livros só serão encontrados lá mesmo. Acho um absurdo não termos o direito à livre escolha. Além disso, ainda afirmam que existe urgência na compra, pois os alunos já estão fazendo trabalhos a partir dos livros e os que não tiverem ficarão sem notas", declarou a mãe de um aluno que preferiu se manter anônima.
Por telefone, ontem à tarde, a diretora da escola, Neurizete Colares, negou as denúncias, afirmando que no momento em que os pais buscam a relação de livros eles são informados, sim, de que existem os exemplares no colégio, mas que podem ser encontrados em outras livrarias, ou via internet.
"Em momento algum existe a imposição de que os livros sejam comprados aqui, salvo quando se trata de ensino médio cujos volumes são repassados pela editora diretamente aos estabelecimentos credenciados na região, como é o nosso caso. Fora isso os pais podem comprar os livros em outras livrarias ou até mesmo pela internet. Porém, sempre alertamos para que verifiquem se aquela edição pleiteada via internet é a versão atualizada do livro", afirmou Neurizete.
Ela explicou ainda que recentemente o Procon-AP esteve fiscalizando a empresa e não identificou qualquer tipo de irregularidade. Quanto à forma de pagamento, a diretora disse que as parcelas no cartão são em até cinco vezes iguais. "Já tivemos experiência com cheques pré-datados, mas isso não funcionou. O valor repassado pela editora não sofre qualquer sobretaxa aqui, ou seja, o mesmo valor repassado por eles é o que chega até o consumidor final", concluiu.

Eu gosto de tudo o que vem da música
Osmar Júnior Gonçalves de Castro ou Osmar Jr., o Poetinha do cancioneiro amapaense. Um artista musical de mão cheia – pesquisador, compositor e cantor. Autor de uma produção gigantesca, em se tratando de um iluminado do extremo norte do Brasil. Osmar Jr., por enquanto, tem quatro CDs na praça, dois DVDs, várias coletâneas em parceria com outras expressões da música local e já se deu ao luxo de fazer uma opereta. Osmar é um artista antenado não só no “latifúndio musical” amazônico; ele curte sons universais, e também faz da política alvo de uma das suas veias de protesto. Acompanhe a entrevista feita com Osmar Jr.
Diário do Amapá – O senhor é casado?
Osmar Jr. – Sou. E pai de dois filhos, um menino e uma menina.
Diário – Quantos anos nas costas?
Osmar Jr. – 47.
Diário – Desde quando é artista?
Osmar Jr. – Aí pelos 14 anos. Eu já compunha às escondidas.
Diário – Como assim?
Osmar Jr. – Olha, parece incrível, mas Igarapé das Mulheres eu compus, botei a música, aos 14 anos de idade. Mas tinha vergonha de apresentá-la aos meus colegas, ao público.
Diário – Logo o seu maior sucesso...
Osmar Jr. – Né que parece incrível?
Diário – Mas por que essa vergonha?
Osmar Jr. – Eu tinha pra mim que era uma música careta.
Diário – Pô...
Osmar Jr. – Só aos 21 anos é que saquei que Mulheres do Igarapé era uma obra fácil de ser popularizada.
Diário – Como foi essa sacada?
Osmar Jr. – Percebi que a música vem de clássicos como o minueto e a guaranha.
Diário – É mesmo?
Osmar Jr. – Verdade.
Diário – Que bom.
Osmar Jr. – É uma música da Idade Média.
Diário – O senhor tem um grande conhecimento musical.
Osmar Jr. – Ah, gosto de tudo o que é música, do que vem da música.
Diário – Dá pra se exibir a respeito disso?
Osmar Jr. – Sou pesquisador do cancioneiro amazônico, tive formação de rock, passei pelo folclorismo, curti Evaldo Braga, entrei na boemia, zook love. Quer mais?
Diário – Não. Chega. O senhor é daqueles que considera a música universal...
Osmar Jr. – É verdade. Eu não tenho limites a respeito da música; aliás que nunca vou ter limite.
Diário – Mas como o senhor hoje se limita aos ritmos mais nossos, amazônicos?
Osmar Jr. – É que eu nasci num tempo em que ninguém fazia isso.
Diário – Dá para explicar?
Osmar Jr. – Sim. A juventude estava impregnada pelo dance e pelos rocks internacional e nacional.
Diário – E daí?
Osmar Jr. – Então quando eu descobri isso, fui firmando primeiro, pesquisando, depois virei compositor e posteriormente cantor.
Diário – Agora é um artista nortista completo.
Osmar Jr. – Olha, quando eu fiz a opereta Sentinela Nortente, em 1989, logo de início tive a percepção do movimento, que aquilo era do jeito do Amadeu Cavalcante. Ali eu percebi que a nossa música evoluiria, chegaria onde nós estamos, mas eu quero muito mais.
Diário – O senhor realmente merece ir muito além; o senhor e todos os artistas musicais amapaenses...
Osmar Jr. – Tomara.
Diário – Infelizemente o espaço do jornal já foi todo ocupado com essa conversa...
Osmar Jr. – Uma pena, né? Muito obrigado por esse espaço limitado.
(Risos, aperto de mãos)
Diário
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