João
M. Canuto, 55
anos, representante
comercial em
Duque de Ca-xias
(RJ) - Por que
o governo não
investe mais
nos transplantes
no sistema público
de saúde?
Será
que é
para favorecer
hospitais particulares?
Presidenta Dilma
- João,
melhorar a saúde
pública
é prioridade
no meu governo
e isto inclui
mais investimentos
e avanços
também
na área
de transplantes.
Já temos
resultados excelentes:
no ano passado,
houve 23.397
transplantes
no país,
e deste total,
nada menos que
95% foram feitos
pelo SUS, de
forma totalmente
gratuita. Para
você ter
uma idéia
da evolução,
em 2001 foram
realizados 10.428
transplantes.
O Brasil já
se consolidou
como referência
por ter o maior
sistema público
de transplantes
de todo o mundo.
Os recursos
destinados ao
Sistema Nacional
de Transplantes,
em 2011, foram
de R$ 1,3 bilhão,
quatro vezes
mais que os
R$ 328 milhões
aplicados em
2003. Desde
o início
de 2011, autorizamos
o funcionamento
de 54 novos
centros de transplantes
e credenciamos
72 novas equipes
para a realização
das cirurgias.
Criamos, também
no ano passado,
35 novas Organizações
de Procura de
Órgãos
(OPOs), além
das 16 que estão
em fase de implantação.
No início
de 2011, eram
apenas 10 em
funcionamento.
Também
estamos aperfeiçoando
a infraestrutura
para as doações,
principalmente
na capacitação
de equipes para
o contato com
as famílias
de possíveis
doadores. Este
trabalho é
apoiado por
campanhas publicitárias
anuais de incentivo
a este gesto
humano e de
solidariedade.
Maria
Regina dos Santos
Silva, 50 anos,
assistente social
em Salvador
(BA) - A senhora
apoiaria projetos
para implementação
de creche escola?
Como enviar
o projeto?
Presidenta Dilma
- Na
educação,
nosso governo
dedica uma atenção
especial exatamente
à construção
de creches e
pré-escolas
para atender
crianças
de 0 a 5 anos.
No PAC 2, Maria
Regina, previmos
recursos para
construir e
equipar 6.427
novas creches
e pré-escolas
até 2014.
Até agora
já foram
assinados convênios
com os municípios
para a construção
de 1.507 unidades.
Com esta ação,
estamos dando
continuidade
ao esforço
iniciado no
governo Lula,
em 2007, de
apoiar os municípios
e o Distrito
Federal na construção
e na aquisição
de equipamentos
para creches
e pré-escolas
públicas.
Entre 2007 e
2014, teremos
apoiado a construção
de 8.955 unidades
em todo o país.
Para saber quais
são as
providências
para ter um
projeto de creche
aprovado, o
município
deve entrar
em contato com
o Fundo Nacional
de Desenvolvimento
da Educação
(FNDE), pelos
telefones 0800-616161
ou 61-2022-4142
ou 4933. Toda
a documentação
a ser preenchida
está
no site www.fnde.gov.br.
Estamos investindo
na melhoria
da educação
desde os primeiros
anos de vida
da criança,
consolidando
uma base de
aprendizado
que será
fundamental
nas demais etapas
do processo
educacional.
Esse é
o caminho para
formarmos cidadãos
plenamente capazes
de participar
ativamente da
construção
do nosso país.
Francisco
Xavier Lima
e Souza, 56
anos, professor
universitário
em Xapuri (AC)
- O que a senhora
achou das obras
de transposição
do São
Francisco, que
visitou esses
dias? Sabemos
que estão
atrasadas e
paradas.
Presidenta Dilma
- O
objetivo de
minha viagem,
Francisco, foi
justamente avaliar
a situação
efetiva das
obras e reafirmar
que faremos
o que for necessário
para que os
novos prazos
sejam cumpridos.
Ao longo de
2011, o ministro
da Integração
Nacional renegociou
contratos, redefiniu
projetos e construiu
um novo formato
de monitoramento
das obras. Nós
temos uma perspectiva
excelente de
que agora os
trabalhos entrarão
num ritmo adequado.
O Projeto de
Integração
do São
Francisco é
uma obra fundamental
para 12 milhões
de pessoas de
390 cidades.
A situação
hoje é
de retomada
das obras, algumas
já em
ritmo normal
e outras sendo
reiniciadas
em nove dos
14 lotes que
compõem
os eixos Leste
e Norte. Entregaremos
o trecho da
captação
no São
Francisco até
a Barragem de
Areias, em Pernambuco,
no final deste
ano e outros
quatro trechos
até 2014.
O último,
no eixo Norte,
será
entregue em
2015. Nós
renegociamos
os contratos,
removemos os
obstáculos
dos problemas
técnicos,
mas agora queremos
resultados e
cumprimento
dos prazos.
Vou cobrar do
ministro, que
vai cobrar de
todos os funcionários
de seu Ministério
e todos nós,
juntos, vamos
cobrar das empresas
privadas e do
Exército,
que estão
executando as
obras. Chegou
a hora de criar
todas as condições
para que o Nordeste
tenha água
suficiente para
o consumo humano,
para os animais
e para alimentar
o seu processo
de desenvolvimento. |