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Apenas 'um baseadinho'

A cantora Rita Lee pisou na bola, escorregou no quiabo como diz o linguajar popular, ao agredir verbalmente policiais que reprimiam maconheiros que fumavam 'apenas um baseadinho', no dizer dela.
A cantora, conhecida pelo talento e pelo mau hábito da grosseria e da vulgaridade, além de gostar de um 'baseadinho', ao que parece esqueceu que defender drogas alucinógenas é uma bela maneira de aumentar a violência, cujas raízes estão solidamente fincadas na impunidade ampla, geral e irrestrita de um ado, e do tráfico de drogas na outra. E não venham os defensores de drogas e drogados dizer que liberar ou descriminalizar a droga seria a solução, porque é isso é uma basófia, é balela, é argumento de quem não raciona com todos os seus neurônios, possivelmente por excesso de 'baseadinhos', isso pra sermos gentis.
Nenhum outro crime ou pecado, como queiram, provoca tantos crimes, tantos horrores quanto a droga de um modo geral, algumas em particular. É claro que não há comparação entre usuários de 'apenas um baseadinho' e um veterano do crack. Este é uma tragédia infinitamente maior. Porém, convém lembrar que a maioria dos usuários de qualquer droga começaram com 'apenas um baseadinho', como diz a roqueira Lee.
A polícia agiu corretamente e a cantora não. Isso é tão certo como dois mais dois são quatro. Se o leitor discorda, não reclame quando o próprio, um amigo ou familiar for vítima da violência motivado por que alguém queria 'apenas um baseadinho.'
Que todo drogado é um doente que precisa de tratamento, nenhuma dúvida. E é dever do estado fazer com que recebam o tratamento devido. Mas também não se pode esquecer que o drogado, além de doente, também é um contraventor da lei, pois na ânsia de conseguir dinheiro para conseguir sustentar o vício, não conhece limites para a ação criminosa.
Sabemos que os 'politicamente corretos', os que fogem de problemas reais e tentam mascará-los com palavras ou expressões que tentam enganar o obvio ululante vão torcer o nariz por condenarmos de forma absoluta o uso de drogas, exceto por motivos médicos. Lamentamos informá-los: nós estamos certos. Eles, errados.

 
Diário Opinião
"Nenhum outro crime ou pecado, como queiram, provoca tantos crimes, tantos horrores quanto a droga de um modo geral, algumas em particular. É claro que não há comparação entre usuários de 'apenas um baseadinho' e um veterano do crack. Este é uma tragédia infinitamente maior. Porém, convém lembrar que a maioria dos usuários de qualquer droga começaram com 'apenas um baseadinho', como diz a roqueira Lee."
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