Ricardo/Emanuel elimina holandeses, e Brasil segue firme no Mundial

facil | Ricardo e Emanuel estão nas oitavas de final da competição Billy e Bruno | perdem para letões e dão adeus ao Campeonato Mundial

O Brasil segue firme no Mundial de vôlei de praia. Nesta quinta-feira, em Stavanger, na Noruega, Ricardo/Emanuel mostrou a força da dupla e bateu os holandeses Nummerdor e Schuil por 2 sets a 0, com parciais de 21-18 e 21-15. Sem grandes dificuldades, a dupla que conquistou o bronze em Pequim-2008 está nas oitavas de final da competição.
Nesta etapa, Ricardo e Emanuel irão enfrentar os franceses Ces e Cès, que bateram Mesa e Lario, da Espanha. Outros dois times brasileiros já haviam conquistado presença na próxima fase do torneio. E o confronto contra Nummerdor e Schuil foi um bom teste para Ricardo e Emanuel, que tiveram que suar para conquistar a classificação.
Com aces de Ricardo, os brasileiros conquistaram vantagem logo no início de partida. O time holandês conseguiu reagir e voltar ao jogo na metade do set, mas Emanuel mostrou grande categoria nas defesas e nos contra-ataques para evitar que os rivais pudessem ensaiar reação. Com belo serviço de Ricardo, os brasileiros fecharam a parcial com 21-18.
No segundo set, Ricardo e Emanuel tiveram menos trabalho, isso porque os holandeses erraram demais no ataque. No comando do placar desde o início, a dupla conseguiu abrir frente para os europeus, já desanimados no jogo, e não teve trabalho para conquistar a vitória no segundo set.
Primeira dupla masculina do Brasil a entrar em ação na fase eli-minatória, Márcio/Fábio Luiz avançou com facilidade. Os vice-campeões olímpicos não tomaram conhecimento de Dmitri Barsouk e Igor Kolodinsky, da Rússia, e venceram os europeus por 2 sets a 0, parciais de 21-16 e 21-14, em 34 minutos.
Os brasileiros foram muito eficientes no ataque, colocando na quadra adversária 26 das 38 bolas que atacaram - 17 com Fábio e nove pela mão esquerda de Márcio. O capixaba conseguiu ainda três pontos de bloqueio, enquanto o cearense contribuiu com dois pontos de saque e seis defesas.
"Foi um jogo mais tranquilo do que esperávamos. Conseguimos esquecer a má atuação que tivemos diante da dupla da Espanha e nos concentramos apenas em jogar, sem nos preocupar com o placar. Meu saque entrou bem, a defesa funcionou e o bloqueio do Fábio também", diz Márcio. Nas oitavas-de-final, Márcio e Fábio Luiz medirão forças com os suíços Patrick Heuscher e Sascha Heyer.
A dupla formada por Harley e Alison também representou bem o Brasil nas areais da Noruega. O time bateu os austríacos Doppler e Mellitzer por 2 sets a 0, com parciais de 21-18 e 21-14. A única baixa do Brasil no Mundial nesta quinta-feira aconteceu com a dupla de Billy e Bruno Schmidt. Eles perderam o seu jogo para os letões Samoilovs e Sorokins por 2 sets a 0 (21-15 e 21-16).

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Proposta oficial nos próximos dias pode tirar Nilmar do Internacional

Internacional receberá nos próximos dias uma proposta oficial por Nilmar. O empresário do jogador, Orlando da Hora, esteve no Beira-Rio na tarde desta quinta-feira para conversar com a diretoria colorada. Ele disse que exibirá a oferta de um clube estrangeiro em no máximo oito dias. O representante do atleta não revela qual a equipe interessada no atacante, mas diz que é uma possibilidade interessante para o atacante. O Napoli, da Itália, foi descartado.
- Temos conversado e vamos apresentar uma proposta em breve. É interessante para o Nilmar. Cabe ao Inter decidir se também é para o clube. Posso garantir que não é o Napoli. O Napoli não seria interessante no momento - disse Orlando da Hora.
O empresário ainda disse que o clube interessado é grande, maior do que o Palermo, que também teve interesse. A diretoria do Inter ma-nifesta que não pretende negociar jogadores, mas também não descarta a ideia.
Nilmar admite sair, mas não para qualquer lugar. Ele não quer prejudicar o sonho de ir à Copa do Mundo. Defender um clube pequeno da Europa poderia escondê-lo.
- É aquilo que sempre disse: só saio se for para um clube bom, em um lugar bom, e que seja algo inte-ressante para o Inter também - falou o atacante.
A saída de Nilmar vem sendo desenhada há tempo. Ele é o jogador do Inter com maior vitrine no exterior. A proposta que o clube gaúcho receberá, segundo o empresário, será boa, mas abaixo dos € 18 milhões (cerca de R$ 49 milhões) oferecidos pelo Palermo no ano passado.

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Corinthians cumpre "ritual pós-título" e visita Lula em Brasília

Campeão da Copa do Brasil, o elenco do Corinthians teve em Brasília a primeira etapa das comemorações do título. Ronaldo, Cristian, Dentinho, Jorge Henrique, William e o técnico Mano Menezes visitaram, nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, torcedor fervoroso do clube.
O encontro ocorreu no Palácio da Alvorada após pedido do presidente, que negociou com o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, a vinda dos atletas minutos antes de o elenco deixar Porto Alegre, onde empatou com o Internacional, por 2 a 2, no Beira-Rio.
Não é a primeira vez que Lula "convoca" jogadores do Corinthians para uma homenagem após uma conquista nacional. Estrelado pelo argentino Carlos Tevez, o time campeão do Brasileiro de 2005 visitou o presidente em Brasília.
O plantel corintiano que retornou de Porto Alegre se dividiu em dois grupos: uma parte ficou em São Paulo; ou-tros visitaram Lula.
Desembarcaram em São Paulo os jogadores Felipe, Alessandro, Elias, Douglas, Chicão, Lulinha, Otacílio Neto, Jean, Júlio César, Boquita, Morais e Diego.
O empate por 2 a 2 no Beira-Rio, na quarta-feira, representou o tricampeonato corintiano da Copa do Brasil. Com o título, o time de Parque São Jorge assegurou presença na Copa Libertadores de 2010, ano do centenário do clube.
Três vezes campeão da Copa do Brasil, o Corinthians possui outros quatro títulos nacionais, obtidos pelo Brasileirão.

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Mórmon, Tavernari, da seleção de basquete, mantém-se virgem

Rumo à Copa América, a seleção brasileira de Moncho Monsalve promove um vestibular para 16 jogadores, em busca dos que terão a chance de entrar na equipe principal. Um dos dois únicos que joga e estuda em universidade americana, Jonathan Tavernari certamente é o único mórmon, crença de poucos adeptos no Brasil, e segue sua fé tão a sério que mantém a virgindade até o casamento.
Nestas férias do basquete universitário norte-americano, em que atua na BYU (Brigham Young University) de Utah, Tavernari é um dos jogadores que briga por uma das vagas no "vestibular" de Moncho Monsalve. Além das principais estrelas do país, que foram dispensadas desta primeira fase de treinos, três ou quatro jogadores de uma espécie de time B do Brasil devem ser incluídos para a disputa da Copa América, a partir do fim de agosto.
Mas, além do talento dentro de quadra, algo que define Ta-vernari é sua relogiosidade. Ao lado de sua mãe, técnica de basquete, o hoje ala de 1,96 m de altura mudou-se para os EUA aos 16 anos e, lá, conheceu a religião mórmon e resolveu converter-se, deixando o catolicismo. Há seis anos nos EUA, ele concilia estudos, primeiro na high school (o ensino médio brasileiro), agora na universidade, com os treinos de basquete.
Se no Brasil fazer as duas coisas era um fator de complicação, a nova vida de Tavernari permitiu que ele se dedicasse ainda com mais intensidade ao esporte. Com a experiência de jogar nas seleções brasileiras de base, partiu para Las Vegas, ficando com uma família adotiva. Na hora de entrar na universidade, optou pela BYU, a mesma que revelou Baby Araújo.
A escolha pela faculdade teve a ver justamente com a religiosidade, já que a BYU é uma universidade ligada aos mórmons. "Uma das maiores razões da minha opção foi essa. Eu me batizei mórmon quando cheguei nos Estados Unidos. É a igreja correta, a que funciona para mim", explica Ta-vernari, de 22 anos, que cursa Gerenciamento e Negócios.
Considerada uma religião cristã restauracionista, a comunidade mórmon tem suas regras e Jonathan procura respeitá-las. Inclusive quando o assunto é sexo apenas depois do casamento. "A igreja me mantém focado, eu não saio à noite e prefiro me guardar quanto ao sexo. Acho uma inti-midade muito grande e que deve ser reservada para um relacionamento muito forte, que vem com o casamento", diz o jogador, que está com matrimônio marcado para o mês de setembro.

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Após derrota na Copa do Brasil, Inter avisa que nada muda no clube

Internacional foi derrotado pelo Corinthians na decisão da Copa do Brasil, o que abalou as convicções no clube gaúcho, de que está no Beira-Rio o melhor grupo de jogadores do País. Mesmo com o fracasso os dirigentes, um dia depois do empate em 2 a 2 que fez escapar o título em casa, avisam que nada vai mudar. Segue o mesmo treinador. Seguem os mesmos atletas.
“Não há motivo para mudar o treinador, afinal somos líderes do Brasileiro com ele", declarou nesta quinta-feira o vice-presidente de futebol do Internacional, Fernando Carvalho, a respeito da situação do técnico Tite.
Quanto ao grupo de jogadores, Carvalho admite que os boatos são grandes e frequentes, sobre a possível saída de muitos destaques do time, "mas oficialmente não recebemos proposta por ninguém e dificilmente teremos alguma modificação no elenco".
Entre os atletas sobre os quais se cogita de saída para cubes europeus, estão o meia D'Alessandro e o atacante Nilmar. O primeiro concedeu entrevistas ao final da partida desta quarta, contra o Corinthians, e disse que não deseja ir embora do Beira-Rio. "Principalmente depois do que ocorreu nesta final, quero permanecer e conquistar títulos para a torcida do Inter, retribuir todo o apoio e confiança dela".
O presidente Vitório Píffero igualmente antecipa que o Inter seguirá o mesmo, inclusive porque "na semana que vem já teremos uma decisão pela frente - da Recopa, contra a LDU, no Equador - e confiamos nesse grupo para conquistar o título".
Mas, ressaltou o dirigente maior do Colorado, "vamos voltar nosso foco para a Copa Sul-Americana e, principalmente, para o Campeonato Brasileiro". Conquistar esse último passa a ser, mais do que um sonho, uma obsessão, uma obrigação no clube, após a derrota na Copa do Brasil.

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Venus atropela Safina e avança à final em busca do hexacampeonato em Wimbledon

Venus Williams fez a número 1 do mundo parecer juvenil. Em apenas 51 minutos, a americana deu uma aula de tênis, superou a russa Dinara Safina por 6/1 e 6/0 e avançou à sua oitava final em Wimbledon. Pentacampeã do torneio, a atual terceira colocada no ranking mundial viverá uma ree-dição da decisão do ano passado, já que sua irmã, Serena, venceu a ou-tra semifinal desta quinta-feira.
Será a quarta final entre as irmãs no All England Club. Em 2002 e 2003, Serena levou a melhor. No ano passado, Venus ficou com o troféu. Com cinco títulos de Wimbledon (2000, 2001, 2005, 2007 e 2008) e dois do US Open (2000 e 2001) no currículo, Venus tentará seu oitavo título de Grand Slam. Serena, por sua vez, buscará o 11º. A mais jovem das Williams venceu o Australian Open em 2003, 2005, 2007 e 2009, Roland Garros em 2002, Wimbledon em 2002 e 2003, e o US Open em 1999, 2002 e 2008.
A partida entre Venus e Safina teve poucas emoções. A americana venceu nove pontos antes que a número 1 do mundo saísse do zero. Rapidamente, Venus conseguiu duas quebras de saque e abriu 5/0. Melhor no saque, nas trocas de bola e subindo à rede com eficiência, a americana venceu incríveis 73% dos pontos no primeiro serviço e fechou a parcial em 6/1.
O panorama não mudou no segundo set. Enquanto Safina lutava para apenas conseguir devolver as bolas fundas e pesadas da americana, Venus ditava os pontos e não errava. Em apenas 24 minutos, a americana aplicou um pneu e garantiu seu lugar na decisão.
Números comprovam a disparidade
A facilidade da vitória de Venus se reflete nas estatísticas do jogo. Enquanto a americana executou 16 bolas vencedoras e cometeu um erro não forçado, Safina conseguiu seis golpes decisivos e errou 16 vezes.
A número 1 do mundo venceu apenas 30% dos pontos com o primeiro saque, enquanto a adversário obteve 80% de aproveitamento. Ao todo, Venus somou 55 pontos, contra 20 de Safina.

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Kelly Slater vence por ‘goleada’ e vai às oitavas pela primeira vez no ano

Kelly Slater acordou de um pesadelo nesta quinta-feira. Pela primeira vez na temporada, o americano eneacampeão mundial conseguiu passar às oitavas de final de uma etapa. Foi nas ondas da Praia da Vila, em Imbituba, com uma vitória sobre o australiano Ben Dunn. E com direito a combinação, a "goleada" no surfe.
Na Gold Coast (AUS), Slater venceu na estreia, mas foi derrotado na terceira fase. Em Bells Beach (AUS) e em Teahupoo (TAH), perdeu logo na primeira bateria. Chegou a Imbituba na 25ª colocação do ranking. Entrou na água sem suas pranchas, extraviadas, e caiu para a repescagem. Depois, já com sua prancha de quatro quilhas, passou pelo pernambucano Bernardo Pigmeu.
Desta vez, Kelly não arriscou com suas revolucionárias pranchas de quatro quilhas. Usou um modelo antigo. E com ele parecia voar nas ondas. Ao australiano, por sua vez, faltava velocidade.
Slater ganhou 5,67 em sua primeira onda. Logo depois, um 6,27. Mas as duas notas seriam trocadas. Acelerou em uma esquerda, deu dois floaters e levou 8,70. No fim da bateria, trocou o 6,27 por um 6,83 e deixou o rival em combinação, ou seja, precisando de mais de uma nota 10 para virar.
É como se eu tivesse vencido um campeonato – disse.
Todos os cinco primeiros colocados do ranking avançaram: Joel Parkinson, Mick Fanning, Taj Burrow, CJ Hobgood e Adriano de Souza, o Mineirinho. Revelação da África do Sul, Jordy Smith parou diante do havaiano Dustin Barca. Ele, que está na sexta colocação do ranking, vai disputar a próxima etapa em casa: Jeffreys Bay.