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Lei
sobre busca e apreensão em
escritórios
de advogacia opõe juízes
e OAB
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Sem
alarde, o plenário do Senado
aprovou no início de julho
projeto de lei que torna invioláveis
os escritórios de advocacia
do país. O texto, que modifica
o estatuto da advocacia brasileiro,
estabelece que escritórios
de advogados não podem mais
ser alvo de busca e apreensão
mesmo que por ordem judicial. A lei
também veta a utilização
dos documentos e objetos de clientes
do advogado investigado, assim como
outros instrumentos de trabalho que
reúnam informações
sobre os clientes.
O projeto foi encaminhado à
sanção do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva nesta
terça-feira. Se o presidente
não vetar o projeto, os escritórios
de advocacia não poderão
mais ser alvo de mandatos de busca
e apreensão em operações
policiais --como freqüentemente
ocorre em operações
da Polícia Federal.
O projeto foi aprovado pelos senadores
em um mutirão realizado no
plenário do Senado no dia 9
de julho, antes do recesso parlamentar.
Para adiantar o início das
férias, os senadores aprovaram
mais de 20 matérias até
a madrugada entre elas o projeto que
torna invioláveis os escritórios
de advocacia.
O texto prevê a quebra da inviolabilidade
dos escritórios se houver indícios
da prática de crime por parte
do advogado. A Justiça, no
entanto, deverá expedir mandado
de busca e apreensão que deve
ser cumprido na presença de
um representante da OAB (Ordem dos
Advogados do Brasil).
Contrárias à mudança,
associações de juízes
federais, procuradores da República
e de membros do Mi-nistério
Público argumentam que a lei
permite que advogados ocultem indícios
de crimes cometidos pelos clientes
dos advogados ---uma vez que os escritórios
se tornam invioláveis.
Em nota conjunta, a Ajufe (Associação
dos Juízes Federal do Brasil),
a ANPR (Associação Nacional
dos Procuradores da República)
e o Conamp (Associação
Nacional dos Membros do Ministério
Público) argumentam que a lei
fere a Constituição
Federal.
"Não poderiam ser decretadas
a busca e a apreensão em escritório
de advogado mesmo se surgissem indícios
veementes de que o local estaria sendo
utilizado para ocultar a arma, um
revólver ou uma faca, utilizada
para a prática de um homicídio",
argumentam as entidades.
A OAB, em contrapartida, sustenta
que a mudança garante o sigilo
na relação entre o cliente
e o seu advogado --uma vez que impede
que os instrumentos de trabalho do
advogado sejam usados para a acusação
dos seus clientes.
"Permitir que o estado-polícia,
o estado-ministério público
e o estado-juiz espionem, vasculhem,
invadam e destruam a defesa é
fortalecer a ló-gica autoritária
que a Constituição Federal
expressamente revogou há vinte
anos. Querer revogar o direito de
defesa sob a ótica de que alguns
advogados cometem deslizes éticos
é o mesmo que querer acabar
com a vitaliciedade da magistratura
porque alguns magistrados compactuam
com a corrupção",
disse o presidente nacional da OAB,
César Britto.
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Casa
Civil divulga nova explicação
para dossiê
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A
mais nova versão do Palácio
do Planalto para o dossiê anti-FHC
atesta que, apesar de terem perdido
o caráter sigiloso, os gastos
da Presidência durante o segundo
mandato do ex-presidente tucano não
podem ser divulgados. A publicidade
de informações que dizem
respeito à vida privada e à
intimidade deve ser restrita a quem
fez compras com dinheiro público,
segundo o Gabinete de Segurança
Institucional que, a pedido da Casa
Civil, elaborou parecer de 20 páginas
sobre o tema.
Para sustentar o argumento de que
os gastos do ex-presidente e da ex-primeira-dama
Ruth Cardoso não podem ser
divulgados na íntegra, o GSI
evocou legislação de
2005, que estabeleceu prazos e critérios
para a abertura dos arquivos da ditadura
militar. A lei definiu que documentos
públicos que contenham informações
relacionadas a intimidade, vida privada,
honra e imagem das pessoas terão
"acesso restrito à pessoa
diretamente interessada ou, em se
tratando de morto ou ausente, ao seu
cônjuge, ascendentes ou descendentes".
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Eike
Batista foi “mentor intelectual”
de fraude em licitação,
afirma PF
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O
inquérito da Polícia
Federal que culminou na Operação
Toque de Midas aponta indícios
de que Eike Batista, presidente da
MMX, empresa suspeita de ter sido
be-neficiada na licitação
de uma ferrovia do complexo minerador
da serra do Navio (AP), foi o "mentor
intelectual" da suposta fraude,
informa reportagem de João
Carlos Magalhães, publicada
pela Folha.
"Eike Batista, como mandante,
mentor intelectual, tinha ciência
de todas as fases da licitação
[...]. Até porque, na função
de presidente do conselho administrativo
da MMX, era e continua sendo ele quem
dá as ordens a serem executadas,
as diretrizes a serem seguidas, no
que concerne à empresa. Não
restam dúvidas [...] que deve
responder por suas condutas",
afirma o inquérito da PF.
Segundo a reportagem, para os policiais,
essa ilação é
lógica, já que Flávio
Godinho, que aparece em diversas escutas
discutindo o andamento das supostas
irregularidades, não só
ocupa cargos de direção
em várias empresas de Eike
como também é seu "fiel
escudeiro".
O advogado Márcio Thomaz Bastos,
que defende Eike no inquérito
da Operação Toque de
Midas, classificou como "absolutamente
desnecessária" a ação
da PF na casa do empresário,
no Rio, no último dia 11.
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Zeca
do PT é alvo de mais 4 ações
por improbidade
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Mais
quatro ações judiciais
por improbidade administrativa foram
impetradas pelo Ministério
Público Estadual contra o ex-governador
de Mato Grosso do Sul José
Orcírio Miranda dos Santos,
o Zeca do PT. Os quatro promotores
que assinam os documentos alegam que
houve enriquecimento ilí-cito
do ex-governador e dos demais denunciados
no esquema conhecido como "caixa
2 do PT". Eles pediram imediata
quebra de sigilo bancário e
interdição de todos
os bens dos acusados.
Além de Zeca do PT, são
suspeitos o ex-secretário de
Governo Raufi Marques, o ex-subsecretário
de Comunicação Oscar
Ramos Gaspar, ex-funcionários
públicos estaduais, proprietários
de nove agências de publicidade
e duas gráficas. São
quase 50 pessoas acusadas de envolvimento
no esquema em que, segundo as investigações,
o governo usava verba destinada à
propaganda oficial para pagar serviços
nunca realizados, por meio de notas
fiscais frias.
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Pitta
diz que sua prisão foi para
atingir Kassab e Maluf
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Preso pela Operação
Satiagraha, da Polícia Federal
-está em liberdade devido a
um habeas corpus-, o ex-prefeito de
São Paulo Celso Pitta, 61,
afirma que foi vítima de ação
eleitoral, por avaliar que seu nome
"está associado"
ao prefeito Gilberto Kassab (DEM)
e ao ex-prefeito Paulo Maluf (PP),
candidatos na eleição
paulistana. "Há uma disputa
eleitoral próxima e meu nome
está associado a dois candidatos,
Gilberto Kassab e Paulo Maluf",
disse à Folha, por telefone.
Pitta nega envolvimento com operações
ilegais de venda de precatórios
da prefeitura, conforme apontou o
inquérito da PF, e prometeu
recorrer a tribunais internacionais
por violação de direitos
humanos. "Houve abuso ao entrarem
na minha casa e permitirem que eu
fosse filmado de pijama."
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Juro já afeta decisão
de investimento
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As empresas brasileiras começam
a diminuir o ritmo dos investimentos,
temendo uma desaceleração
da economia. Um dos motivos da perda
de fòlego da atividade econômica
seria a elevação dos
juros. Pesquisa feita em junho pela
Serasa revela que o número
de empresas que pretendem ampliar
os investimentos caiu em relação
ao verificado no mesmo período
do ano passado. Das 636 empresas consultadas
em todo o País, 53% disseram
que vão ampliar investimentos
este ano, ante 58% em 2007.
Essa tendência vai ficar reforçada
hoje, caso se confirme a expectativa
do mercado de que o Comitê de
Política Monetária (Copom)
do Banco Central (BC) anuncie um novo
aumento da taxa básica de juros
(Selic). De acordo com o boletim Focus,
divulgado ontem pelo BC, analistas
de mercado esperam que seja mantida
a "dosagem" do aumento dos
juros, de 0,5 ponto porcentual, como
ocorreu nas duas últimas reuniões
do comitê.
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Governo
promete benefício por parto
normal
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A
partir de dezembro, grávidas
que optarem pelo parto normal terão
direito a um pacote de vantagens oferecido
pelo governo, como acompanhante antes,
durante e depois da realização
do procedimento, quarto com banheiro
e, no máximo, duas gestantes
por quarto. Caso haja indicação
médica ou opção
da paciente pela cesárea, não
há obrigação
de cumprimento da regra.
A medida está prevista em resolução
da Anvisa (Agência Nacional
de Vigilância Sanitária)
com regras para incentivar a humanização
do parto. O texto estabelece também
que os hospitais a serem construídos,
ampliados ou reformados deverão
adequar suas estruturas. O local também
deve possibilitar que o bebê
fique permanentemente em companhia
da mãe, a não ser que
haja indicação médica
contrária. As regras abrangem
tanto os estabelecimentos de saúde
públicos como os privados.
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Milicianos
já faturaram R$ 4 milhões
por mês
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O delegado da 35 DP (Campo Grande),
Marcus Neves, informou que o grupo
de milicianos chefiado pelo deputado
estadual Natalino Guimarães
(DEM), preso com mais cinco integrantes
do bando na madrugada desta terça-feira
, já chegou a faturar R$ 4
mi-lhões por mês com
exploração de transporte
alternativo, TV a cabo clandestina
e venda superfaturada de botijões
de gás em favelas da Zona Oeste.
O valor caiu, disse Marcus, a algo
entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8
milhão, devido à repressão
policial. Natalino foi transferido
para a penitenciária Bangu
8 nesta terça, onde fará
companhia ao ex-banqueiro Salvatore
Cacciola.
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Você
quer saber quem são os candidatos
processados?
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A
maioria dos políticos está
furiosa com a iniciativa da Associação
dos Magistrados Brasileiros de divulgar
em seu site a lista dos candidatos
às eleições deste
ano que respondem a processos.
Alega que quase sempre os processos
são abertos com base em falsas
acusações. E que todo
cidadão, segundo a lei, deve
ser considerado inocente até
que a Justiça, em última
instância, o declare culpado.
A divulgação de listas
com nomes de candidatos processados
funcionaria como uma espécie
de condenação de véspera.
Prejudicaria desde já pessoas
que mais tarde poderão ser
inocentadas.
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Saques
no Opportunity se igualam aos da crise
de 2004
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Os
saques nos fundos de investimento
do Grupo Opportunity já somam
mais de R$ 1,8 bilhão desde
que a Operação Satiagraha
da Polícia Federal (PF) foi
deflagrada, com a prisão da
cúpula do grupo, no último
dia 8 de julho. Segundo a PF, o Opportunity
fazia parte de esquema de desvio de
recursos públicos, lavagem
de dinheiro e uso de informação
privilegiada, entre outros crimes.
Ao todo, foram expedidos 24 mandados
de prisão e 56 de busca e apreensão.
Entre os presos estiveram o sócio-fundador
do grupo, Daniel Dantas, o investidor
Naji Nahas e o ex-prefeito de São
Paulo Celso Pitta.
Os dados sobre os saques nos fundos
são do site Fortuna, especializado
no setor e que usa informações
da Comissão de Va-lores Mobiliários
(CVM) e da Associação
Nacional de Bancos de Investimentos
(Anbid). A pesquisa contabilizou todos
os pedidos de resgate feitos pelos
clientes até o dia 18, último
informativo divulgado pelo Opportunity.
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