Zelo
materno
Via de regra,
as mães
vigiam os filhos
com tamanha
atenção
e amor que chegam
a desprezar
a si mesmas
quando enfrentam
enormes perigos
que poderão
levá-las
à morte.
Os peixes tornam-se
alvos quase
fixos ou fixos,
pois a sua atenção
está
mais voltada
para a ova ou
para os filhos.
O bacalhau-amazônico,
o maior peixe
de escamas da
América
do Sul, quando
está
velando a ova
ou os filhos
raramente se
defende de arpoada.
Contudo, se
estiver "solteiro",
defende-se espetacularmente,
dando violento
rodopio para
um dos lados
ou propelindo
o corpo em alta
velocidade.
O boto fêmea
"solteiro"
defende-se de
arpoada com
extraordinária
rapidez, não
o fazendo quando
está
de fi-lho novo.
O condor, a
águia-dourada,
o tuiuiú,
o urubu-rei,
o cauauá,
o mutum e o
carapirá
são aves
raras, por isso,
correm o risco
de extinção.
Já os
animais gregários
dificilmente
se extinguem,
pois uns ficam
em estado de
alerta máximo,
enquanto os
outros comem
ou repousam.
Qualquer rumor
estranho ou
a presença
de algum predador
por perto, rápido
dão o
alarme e todos
saem
às pressas,
desse local.
O tracajá,
logo que põe
os ovos no ninho,
mija sobre a
terra cavada
com que cobre
os ovos e fecha
a cova. Em seguida
bate e alisa
essa terra com
o plastrão
(peito), o que
lhe dá
uma certa solidez
contra a ação
de predadores
como a raposa
o jacuraru,
o teju e o cacaraí.
Porém,
o cheiro forte
e exalante da
urina atrai
os papa-ovos
que descobrem
fácil
o ninho.
Em agosto de
1946, eu mariscava
só, numa
tarde de sol
radiante! De
repente vi os
filhos de um
casal de tucunarés-pitangas
que comiam no
lodo. Parei
a montaria ao
lado de uma
tinteira meio
copada e fiquei
a espreitá-los
já com
o arco e flecha
nas mãos.
Lentamente eles
vinham se aproximando
de mim. Súbito
o sol clareou
bem e o tucunaré
macho apareceu-me
numa boa posição
e eu o atingi
com uma certeira
flechada que
lhe quebrou
o espinhaço.
Nesse momento,
o infeliz peixe
ficou instantaneamente
com a maioria
das escamas
amarelas, com
exceção
das faixas transversais
negras do corpo.
Em seguida foi
morrendo e afundando.
Os filhos em
alvoroço
foram cobrindo-o
até a
terra, num gesto
incomum de amor,
proteção
e último
adeus!
Uma sucuri jovem,
com cerca um
1,30 m de comprimento,
foi vista em
terra, à
margem de um
lago. Estava
muito quieta.
Vieram vários
pássaros
admirá-la:
maçaricos,
piaçocas
e téu-téus.
Uns apenas piavam,
outros cantavam.
Deduzi que,
depois desse
coro e ritual,
essa serpente
traiçoeira
ia abocanhar
um deles para
sua refeição.
Depois que a
temível
sucuri come
um ou mais animais
de porte médio
(porco, capivara,
etc.), fica
com a barriga
túmida,
mofina e de
movimentos lerdos,
por conseguinte,
muito vulnerável.
A garcinha-branca
faz, das costas
do búfalo,
mutá
para, daí,
apanhar peixinhos,
sapinhos cobrinhas,
etc. Nos lugares
mais fundos
do lago, ela
passa das costas
para o pescoço
e deste para
o coco da cabeça
e, por fim,
para os chifres.
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