O amor em tempos perdidos

Analisando com mais atenção tudo aquilo que nos ensinam na escola e no seio familiar, é imprescindível para a felicidade um bom dia, um por favor, um diálogo, e calma, muita calma entre boas maneiras.

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Estive à mesa de uma família abastada e feliz, pois às vezes as duas coisas não andam juntas. E percebi que a harmonia se fazia presente o tempo todo, algo no ar garantia que aquilo acontecia com ou sem minha presença ali. E também almocei com um amigo que mora de forma simples e está sem trabalho e com problemas de saúde – a comida simples e saborosa mostrava que a paz e a felicidade estavam lá naquela família também.

 

Admiro pessoas que são simplesmente felizes, não por conta de terem colocado a fé em suas vidas, o dinheiro, ou decorado suas caras com sorrisos falsos, é que em certas famílias se pode sentir o cheiro da paz, da alegria que insiste sobre a tristeza.

 

Analisando com mais atenção tudo aquilo que nos ensinam na escola e no seio familiar, é imprescindível para a felicidade um bom dia, um por favor, um diálogo, e calma, muita calma entre boas maneiras. Até lembrei que enquanto o meu pai não sentasse à mesa nem um filho se servia. Será que aquela oração, aquela conversa solta é o segredo?

 

Então, outro dia vi um menino que dizia “eu te amo” ao pai que chegava cansado de uma capina, e sei que outros que dão ao filho carros e roupas de marca, viagens e liberdade nunca ouviram uma palavra de carinho verdadeira. Isso não é regra, mais existe um distanciamento entre pais e filhos. Algo aconteceu no mundo virtual que a palavra respeito perdeu o sentido, pois há quem pense que sabedoria e amor se conseguem em um aplicativo de internet.

 

Os velhos estão condenados à falta de respeito, os casais à falta de diálogo e os filhos, à falta de tudo que vem da ternura, pois não se compra amor e respeito com prendas de luxo.

 

Arrependo-me de certas palavras que erro quando me desentendo com meu filho. Então peço ajuda a minha capacidade de pedir desculpas que vem do aprendizado árduo de ter cometido erros por toda a vida.

 

Um amigo que carrega a carga de alimentar muitas bocas, está com câncer e não tem trabalho, disse-me: “Você não imagina quanto amor paira sobre o meu sorriso”.

Bom domingo, Osmar Junior.


 
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