Bendito seja o senhor, meu rochedo!

O salmo 143 da Bíblia se concentra sobre o Messias. É um hino que resgata outros textos que poderíamos defini-los em duas partes: dos versículos de 1 a 11 e a outra parte de 12 a 15. Na primeira parte, constatamos a exaltação da vitória do rei, ligada à manifestação poderosa de Deus salvador. Por […]

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O salmo 143 da Bíblia se concentra sobre o Messias. É um hino que resgata outros textos que poderíamos defini-los em duas partes: dos versículos de 1 a 11 e a outra parte de 12 a 15. Na primeira parte, constatamos a exaltação da vitória do rei, ligada à manifestação poderosa de Deus salvador. Por isso, o fiel, humildemente, reconhece que sem Deus nada seria: “Que é o homem, Senhor, para cuidardes dele, que é o Filho do Homem para que vos ocupeis dele? O homem é semelhante ao sopro da brisa, seus dias são como a sombra que passa.”

Os versículos de 5 a 7 revelam que Deus se manifesta na história pelos cortejos de elementos do universo e de eventos históricos, demonstrando a sua transcendência e a sua realeza sobre o cosmo e o tempo: “Inclinai, Senhor, os vossos céus e descei, tocai as montanhas para que se abrasem, fulminai o raio e dispersai-os, lançai vossas setas e afugentai-os”. Perante tudo isso, segue o agradecimento pela ação salvadora de Deus nos versículos de 9 a 10: “Ó Deus, vou cantar-vos um cântico novo, vos louvarei com a harpa de dez cordas. Vós que aos reis dais a vitória, que livrastes Davi, vosso servo”.

É um hino messiânico. Quem nos ajuda a compreender é o período histórico desse canto. Estamos no tempo do pós-exílio e a monarquia de Davi caiu e, portanto, era esperado o Messias ideal. De fato, o salmista, perante a destruição de Jerusalém no ano 586 a. C. e da dinastia de Davi, revela que Deus está presente na casa de Davi através do Messias. Assim sendo, a alegria reaparece pela paz e prosperidade que vive o povo escolhido: “Sejam nossos filhos como as plantas novas, que crescem na sua juventude; sejam nossas filhas como as colunas angulares esculpidas, como os pilares do templo. Encham-se os nossos celeiros de frutos variados e abundantes, multipliquem-se aos milhares nossos rebanhos, por miríades cresçam eles em nossos campos; sejam fecundas as nossas novilhas. Não haja brechas em nossos muros, nem ruptura nem lamentações em nossas praças… Feliz o povo cujo Deus é o Senhor.”

O que se apresenta nesse texto? A família, os campos e a cidade. A família aparece como uma descendência bem rica: os filhos comparados a plantas novas e colunas angulares e pilares do templo. Os campos e as suas prosperidades são sinal da bênção divina. E, enfim, a cidade é descrita como segura, e, portanto, não deve temer os ataques dos inimigos, as deportações e o desespero dos órfãos. Assaltos, deportações, lamentações são eliminados pelos livros da história. As famílias são felizes e ricas de filhos. Os campos produzem muitos frutos. Perante uma paisagem exuberante e serena aumenta a alegria e a esperança por uma humanidade justa e fraterna. E nisso parece que a paz se torna uma realidade.

Quero parabenizar, neste dia 27.07.19, a senhora Vera Bandeira Arruda por mais um ano de vida; vida ao serviço de Deus! Exultem ‘céu e terra’ por essa filha de Deus!


 
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