10anos depois, a 100ª vitória do Brasil na Fórmula 1

O F1 Memória já relembrou essa prova no ano passado, então nada melhor do que o próprio Rubinho, com as palavras dele, nos contar mais detalhes daquela temporada especial e do próprio fim de semana do GP da Europa de 2009. Fala, Rubinho!

Compartilhe:

Há exatos dez anos, no dia 23 de agosto de 2009, Rubens Barrichello conquistou a centésima vitória do Brasil na Fórmula 1. Numa tarde ensolarada – e quente – em Valência, o piloto da Brawn levou a melhor sobre Lewis Hamilton (McLaren) e Kimi Raikkonen (Ferrari) para vencer pela décima vez na categoria justamente na primeira prova depois do gravíssimo acidente de Felipe Massa na Hungria – Barrichello homenageou o compatriota no capacete.

O F1 Memória já relembrou essa prova no ano passado, então nada melhor do que o próprio Rubinho, com as palavras dele, nos contar mais detalhes daquela temporada especial e do próprio fim de semana do GP da Europa de 2009. Fala, Rubinho!

“O ano da Brawn começou, logicamente, como o mais difícil da minha vida porque eu não sabia se estaria empregado ou desempregado. Depois daquilo, se tornou o mais especial da minha vida porque mostrou que sonhar vale a pena.

Todo o dia é um renascer, e já provei isso várias vezes. Naquele ano, na primeira vez que eu testei o carro, sabia que seria um ano especial.

omeçamos imbatíveis no campeonato, mas tive um problema de freio, pois tinha pastilhas e discos diferentes do Jenson (Button). Por alguma razão, os meus freios não acoplavam no carro, ou melhor, acoplavam O.K., mas superaqueciam demais, e isso fazia com que eu tivesse de tirar um aditivo aerodinâmico no no carro. Isso desbalanceava, e era uma luta para recompor o balanço do carro.

Aquilo acabou me prejudicando, e todo ano eu testava os freios do Jenson. Eu gostava de testar tudo, não gostava de coisas diferentes nos carros, e o freio era pior. Eu gosto de freios que esquentam imediatamente, que dão aquela pegada e não dão a sensação de que o carro não está parando. Gosto de apertar o pedal e sentir a pegada.

Os freios dele nunca foram bons para mim, mas naquele ano quando colocaram no carro, funcionou. Só que colocaram apenas depois da sexta corrida. Depois, as únicas duas vitórias da equipe foram da minha parte, mas já era tarde. Fico muito orgulhoso de ter dado a centésima vitória para o Brasil, e a 101ª também, em Monza, a última vitória do Brasil. De qualquer forma foi um ano especial.


 
Compartilhe: