Adhemar Ferreira da Silva (III)

Possuindo a força e a técnica de quatro anos antes, Adhemar confirmou se favoritismo, apesar de uma história pouco revelada, mas que trouxe apreensão na delegação brasileira como ameaça à conquista da segunda medalha de ouro.

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Parte da vida do atleta Adhemar Ferreira da Silva foi dissecada no triunfante do primeiro título olímpico do salto triplo nos Jogos de 1952, em Helsinque, Finlândia, quando, numa tarde superou quatro recordes mundiais e garantir a medalha de ouro. Hoje, a história de Adhemar prossegue com mais um título olímpico, desta vez, em Melbourne, Austrália, vitorioso no triplo com 16m35, abaixo de recorde de seu 16m56. Mais uma vez o mundo se curvou para o brasileiro com o bi olímpico, numa modalidade pouco conhecida no programa atlético.

Possuindo a força e a técnica de quatro anos antes, Adhemar confirmou se favoritismo, apesar de uma história pouco revelada, mas que trouxe apreensão na delegação brasileira como ameaça à conquista da segunda medalha de ouro. Três dias antes da prova, Adhemar apareceu com um terrível dor dente, levando os adversários já o considerarem carta fora do baralho. Tinha 29 anos e se recuperou deixando para trás 31 saltadores, dando ao Brasil o bi olímpico.

A participação de Adhemar, além de importante para o esporte nacional, com suas vitórias, valeu para impulsionar a prova do salto triplo, que fez história no mundo, com João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, recordista mundial no Pan-Americano do México, em 1975, e a medalha de prata de Nelson Prudêncio nos Jogos do México, em 1968. Ele é hoje o único atleta brasileiro no Hall da Fama, da Federação Internacional de Atletismo.

A vida de Adhemar Ferreira da Silva, nascido no bairro de Casa Verde, em São Paulo, no dia 29 de setembro de 1927,foi vitoriosa não apenas no esporte. Filho único, Adhemar cuidou da vida profissional com acerto e se tornou bacharel em Artes Plásticas, Professor de Educação Física, Advogado, Relações Públicas e Jornalistas. Com essa bagagem, foi Adido Cultural, em Lagos, Nigéria, de ‘1964 a 1967. Na sua biografia tem o episódio de quando ganhou o primeiro ouro, em Helsinque, O Jornal Gazeta Esportiva, de São Paulo, lhe ofereceu uma casa e, ele prontamente, recusou para não perder a condição de atleta amador.

Depois de Melbourne, Adhemar ainda alimentava esperança de chegar ao tri, nos Jogos de Roma, quatro anos depois. Os Jogos na capital italiana foram realizados de 25 de agosto a 11 de setembro de 1960. Seria uma tarefa dificil, considerando que uma prova desgastante como o triplo, é muito dificil para um atleta se manter em forma física e técnica. Além do mais, dois anos antes da competição, ele adoeceu de tuberculose óssea, mas, com dificuldade, continuou treinando, competindo e ganhando como sempre. Em Roma, porém, não conseguiu acompanhar o ritmo da prova e, após não obter classificação entre os oito finalistas, deixou o estádio sob aplausos de milhares de torcedores.

Com 73 anos, Adhemar faleceu em 12 de setembro de 2001, deixando saudável legado para o atletismo olímpico mundial.


 
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