CBB aprova o trabalho de Petrovic

A avaliação é de que o Brasil apresentou evolução tática e técnica e recuperou o respeito dos rivais. E de que Petrovic, respeitado em toda a Europa, trouxe de volta a energia perdida após a campanha ruim na Rio 2016.

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Aleksandar Petrovic só não continua no comando da seleção brasileira de basquete caso não queira. O treinador, há dois anos no comando do Brasil, tem saldo mais que positivo com a gestão da Confederação Brasileira de Basketball, que tem a intenção de mantê-lo visando o pré-olímpico de junho do ano que vem, quando o time irá buscar sua última chance de vaga na Olimpíada de Tóquio 2020.

A avaliação é de que o Brasil apresentou evolução tática e técnica e recuperou o respeito dos rivais. E de que Petrovic, respeitado em toda a Europa, trouxe de volta a energia perdida após a campanha ruim na Rio 2016. Nos próximos dias, a CBB pretende conversar com Petrovic já para estabelecer os primeiros passos do planejamento para 2020. O treinador só sai se quiser.

– Nós aprovamos o trabalho dele e contamos com o Petrovic. Temos um acordo com ele e na próxima semana vamos conversar sobre junho do ano que vem. Do lado de cá, da CBB, queremos contar com Petrovic, citou Marcelo Souza, diretor da CBB.

Vale lembrar que o croata tem um salário considerado baixo para o padrão internacional. Ganha cerca de R$ 21 mil do Comitê Olímpico do Brasil, e outra parte da CBB. E também tem mercado no seu continente. A permanência no país se daria mais pelo desafio do que por dinheiro, como citou em entrevista ainda na Copa do Mundo.

Com Petrovic no comando, a seleção se classificou para a Copa do Mundo sem sofrimento, apesar da vaga ter vindo apenas na última janela, em fevereiro.

Já na preparação para o Mundial, vitórias sobre Uruguai, Montenegro, Argentina e China. Na Copa do Mundo, o time foi o primeiro do Grupo F, batendo Nova Zelândia, Grécia e Montenegro. E caiu na competição na segunda fase para República Tcheca e Estados Unidos.

Para o ano que vem, o Brasil deve tentar a candidatura para receber o pré-olímpico em que participará. Para isso, terá que enviar documentos para a Fiba, e pagar uma taxa que costuma ser alta, além de todos os custos do torneio. A questão financeira é exatamente o maior entrave. A CBB se recupera após anos no vermelho e cheia de dívidas. Serão quatro pré-olímpicos, com seis seleções em cada. Apenas os campeões vão para Tóquio.


 
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