Eduardo Penido – Marcos Soares (V)

A partir da década de 90 é que o país, com diversas leis de incentivo ao esporte, deram condições aos atletas para fazer presença nos Jogos Olímpicos, que sempre foram comandados pelos Estados Unidos e a então União Soviética que, juntos, possuem quase a metade das conquistas de outros países: Estados Unidos 2mil 402, pódios, sendo 979 de ouro. A União tem 1 mil 10.

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No universo de uma programação com mais de 32 modalidades, nesses 96 anos de olimpismo, o Brasil só em 10 esportes conseguiu chegar ao ouro, alguns como o atletismo, a vela e voleibol masculino, feminino e de praia, em mais de uma vez.

A partir da década de 90 é que o país, com diversas leis de incentivo ao esporte, deram condições aos atletas para fazer presença nos Jogos Olímpicos, que sempre foram comandados pelos Estados Unidos e a então União Soviética que, juntos, possuem quase a metade das conquistas de outros países: Estados Unidos 2mil 402, pódios, sendo 979 de ouro. A União tem 1 mil 10.

Por isso, não há de que estranhar que até esta quinta reportagem, apenas três esportes tenham figurados entre os medalhistas , Paraense, (tiro), Adhemar (atletismo), Alex e Lars, (vela) e, hoje, mais uma vez, vamos falar sobre vela, desta vela com os campeões em Moscou, em 1980, na Classe Star.
Eduardo Henrique Gomes Penido, nasceu o Rio de Janeiro. Sendo filho de oficial da Marinha, começou a velejar com 10 anos, pilotando as Classes Pinguim e Optimist, barcos pequenos com facilidade para conduzir.

Durante a lida no iatismo, juntou-se na vela a Marcos Soares e, com 20 anos, ganhou o ouro. Depois de Moscou competiu por mais um ano, abandonando em seguida. Formado em engenharia ainda mantém o gosto pela vela sendo coordenador técnico da equipe olímpica da Confederação.

O companheiro de Penido, Marcos Soares se tornou campeão olímpico com apenas 19 anos, título que conquistou na Classe Star, na cidade de Talin, na última regata, surpreendendo os favoritos, soviéticos, americanos e noruegueses.

Igualmente ao companheiro Penido ele começou também na Classe Pinguim, onde chegou a campeão. brasileiro, mostrando a qualidade para, mas tarde, colocar a medalha de ouro no peito.

As cidades que compõem o complexo do Rio de Janeiro são boas para a prática de competição de vela, por onde surgem bons campeões. A Baia de Guanabara, hoje mais poluída do que nunca é sempre o local onde todas as semanas o Iate Clube do Rio de Janeiro promove competição nas variadas classes. Ainda tem a Lagoa Rodrigo de Freitas e Marina da Glória, igualmente propícias às regatas. Fora da capital, tem Búzios, em Cabo Frio, verdadeiro recanto para a prática da vela, além de oferecer condições de lazer para a multidão que o visita.

A vela não pára por aí com suas vitórias. Falaremos ainda de Torben Grael e Robert Scheidt, campeões autênticos não só no Brasil, mas no mundo, principalmente em Jogos Olímpicos, onde são recordistas.


 
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