Futebol na hora da verdade

A seleção que escalou sexta-feira foi, para ele, a melhor possível. Os torcedores alinhados com a vitória, não têm não nenhum critério optando sempre pela preferência pessoal, diferente do treinador vivendo o dia a dia com os jogadores conhecendo melhor seus recursos.

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Na hora da derrota é muito fácil detectar os erros que levaram a equipe ser superada. Mas pode-se encontrar razões que favoreçam uma boa análise a favor da derrotada. Foi o caso do jogo Bélgica e Brasil que resultou na eliminação da seleção brasileira de tentar o título de hexa campeão. A campanha do treinador Tite não deve ter responsabilidade sobre os 2 a 1 dos belgas. Ele comandou o selecionado durante 26 partidas e venceu 24 delas. Perdeu, todavia, no momento crucial para o desempenho no futebol mundial.

A seleção que escalou sexta-feira foi, para ele, a melhor possível. Os torcedores alinhados com a vitória, não têm não nenhum critério optando sempre pela preferência pessoal, diferente do treinador vivendo o dia a dia com os jogadores conhecendo melhor seus recursos.

A derrota para a Bélgica decorreu de de ações naturais de jogo, onde prevaleceu a estratégia nas concepções nas jogadas durante a partida. Nisso, parece-me, a vantagem dos belgas. No inicio do jogo viu-se nitidamente a diferença de esquema com os jogadores belgas bloqueando os avanços dos brasileiros impedidos de se aproximarem do goleiro Cortois. O drama brasileiro começou quando surgiu o primeiro gol, aumentando o desequilíbrio do time de Tïte. O segundo então, aumentou o abismo e, nessa hora, seleção teve que buscar variantes para conter o desastre. O Brasil agiu como se esperava com o talento que tem. O sistema belga manteve-se inalterado chegou, afinal, a vitória e a classificação.

A saída do Brasil mais vez na reta final da Copa deve suscitar reflexões que devem ser acolhidas pelo futebol brasileiro. A saída precoce dos jovens talentos brasileiros causa grande prejuízo ao desenvolvimento da área. Durante as transmissões do jogo os locutores repetiram que as quatro saídas da seleção nas ultimas se deu por derrota para países europeus, canal direto do futebol brasileiro. O que se viu em Karan, sexta-feira não foram os craques com a qualidade que notabilizou Pelé, Töstão, Jairzinho e outros. A seleção brasileira jogou como europeia. Com estilo de onde vive. E derrota passa ser inevitável.


 
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