Joaquim Carvalho Cruz

Com grande aptidão esportiva, logo ingressou numa equipe para os jogos estudantis do Distrito Federal, onde correu a prova de 1.500 metros, com o tempo razoável para um iniciante. A sua vida no atletismo estava iniciada e com brilhantismo. A sua meta era deixar Brasília e ganhar o mundo. Isso aconteceu com sua ida para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Universidade Gama Filho, onde ganhou destaque nas competições nacionais, como Troféu Brasil e Campeonatos Brasileiros.

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A primeira de ouro na história do Brasil nos Jogos Olímpicos, em prova de corridas, veio pelo feito do atleta Joaquim Carvalho Cruz, nos 800 metros, em Los Angeles, em 1984, competição que foi marcada pela ausência da União Soviética, respondendo aos Estados Unidos ausentes, em 1980. Joaquim Cruz nasceu em Taguatinga, sexto filho de uma família que migrou do Piauí para Brasília. Na escola do SESI gostava de basquete e chamou a atenção de um professor da Universidade George Washington, que lhe ofereceu um par de tênis e o convite de que seria bem recebido nos Estados Unidos quando concluísse o ensino médio no Brasil.

Com grande aptidão esportiva, logo ingressou numa equipe para os jogos estudantis do Distrito Federal, onde correu a prova de 1.500 metros, com o tempo razoável para um iniciante. A sua vida no atletismo estava iniciada e com brilhantismo. A sua meta era deixar Brasília e ganhar o mundo. Isso aconteceu com sua ida para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Universidade Gama Filho, onde ganhou destaque nas competições nacionais, como Troféu Brasil e Campeonatos Brasileiros.

Em 1981 aceitou o convite do professor norte-americano, embarcando para os Estados Unidos, indo morar em Eugene e, depois, para a Universidade de Oregon. Integrado na equipe foi ao Mundial de Helsinque, obtendo a medalha de bronze nos l.500. Bem treinado, para chegar a Los Angeles, em 1984, foi um pulo e lá conquistou a primeira medalha de ouro para o atletismo de pista do Brasil, com o tempo de 1m43s, bem próximo do recorde olímpico.

Durante os Jogos Los Angeles, 1984, não era tão conhecido como seu adversário, inglês Sebastian Coe. Sem grande retrospecto na prova, pelo menos em nível olímpico, ninguém esperava a façanha do atleta brasileiro. Sua vitória não deixou dúvida, deixando para trás Coe, até então considerado o grande favorito.

Em 1995, Joaquim ainda estava presente nas pistas, ganhando a medalha de ouro nos 1.500, nos Jogos Pan-Americanos de Mar Del Plata, na Argentina.

Nos Jogos de Atlanta, em 1996, não conseguiu vaga na equipe, mas fez parte da equipe brasileira conduzindo pavilhão nacional na abertura. A despedida das pistas se deu em 1997, durante a disputa do Troféu Brasil. Hoje vive em San Diego, onde ocupa o cargo de treinador da equipe paraolímpica dos Estados Unidos e é responsável pela manutenção de projetos sociais esportivos e do Programa Rumo ao pódio Olímpico, sediado em Brasília.

Com a autoridade de campeão olímpico e vivendo no centro mais adiantado do atletismo do mundo, Joaquim Cruz faz crítica ao desinteresse pela propagação do atletismo em âmbito nacional, por concluir que o país tem valores que, explorados, estariam na dianteira desse esporte no mundo


 
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