O adeus de Bernardinho

Bernardinho assumiu seleção em 2001 e sob seu comando conquistou duas medalhas olímpicas (Rio, 2016) e (Atenas, 2004), e também oito título da Liga Mundial. Dedicado inteiramente a função de treinador, Bernardinho entendeu que chegou a hora de parar com a intensa atividade de um calendário muito forte, dentro e fora do país.

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O pessoal ligado ao voleibol está acostumado à só ter notícias boas dessa modalidade que consta com efetiva contribuição ao esporte olímpico do país, com várias medalhas de ouro, nos 23 anos em todas as disputas de que participou. Mas ontem, a notícias não foi tão alegre como à de sempre: o treinador Bernardinho, depois de 16 anos à frente das seleções nacionais pediu dispensa, prometendo não de desligar de todo do esporte da rede, mas reservar tempo para tratar da saúde e se dedicar à família. Ele será substituído por Renan Dal Zotto, medalhista olímpico em 1994 e com experiência na direção de várias equipes.

Bernardinho assumiu seleção em 2001 e sob seu comando conquistou duas medalhas olímpicas (Rio, 2016) e (Atenas, 2004), e também oito título da Liga Mundial. Dedicado inteiramente a função de treinador, Bernardinho entendeu que chegou a hora de parar com a intensa atividade de um calendário muito forte, dentro e fora do país.

O treinador enfrentou um problema de saúde em 2014, quando teve que extrair o rim direito, afetado com um tumor maligno, o que, mesmo assim, não o afastou da seleção.

A decisão foi em razão da doença que afetou o treinador da seleção de canoagem, Jesus Morlan, de quem é muito amigo e que, de repente, foi acometido por um câncer cerebral, o que chocou Bernardinho e por considerar que já tinha dado sua contribuição ao esporte brasileiro.

Renan Dal Zotto, o novo treinador, foi confirmado por Radamés Latari, diretor da Confederação. Rena fez parte da equipe que conquistou a medalha de prata em Los Angeles, em 1994, e que sempre se manteve em atividade, dirigindo várias equipes.

Legado em debate
Os descaminhos da CBF vão, a partir de agora, penalizar a entidade que está batalhando para receber 100 milhões de dólares, legado da Fifa, correspondente à Copa do Mundo de 2014.

Segundo a advocacia da entidade de Zurique o comportamento dos três últimos presidentes da entidade brasileira – Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero – foi irregular e o dinheiro que serviria para a construção de 15 centros esportivos nas subsedes da Copa foi desviado para outros objetivos e, pela denuncia do desvio da verba, a Fifa agora procurar destinar os recursos para os fins propostos.


 
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