Pia Sundhage e Seleção Brasileira

Pia não entrou no torneio internacional de seleções pensando na taça. O objetivo era conhecer mais as jogadoras convocadas. Prova disso foi a escalação bastante modificada para a final contra o Chile em relação ao time encaixado que goleou a Argentina.

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Há muito otimismo no discurso Pia Sundhage sobre o futuro da seleção brasileira feminina. Se a primeira experiência da sueca no Brasil teve um final inesperado, o saldo é positivo.

Pia não entrou no torneio internacional de seleções pensando na taça. O objetivo era conhecer mais as jogadoras convocadas. Prova disso foi a escalação bastante modificada para a final contra o Chile em relação ao time encaixado que goleou a Argentina.

A opção, aliada à chuva torrencial que castigou o gramado do Pacaembu e aos vários pênaltis desperdiçados, custou a taça, mas não tirou da treinadora e esperança em solidificar o trabalho até a Olimpíada de Tóquio, em 2020. Já existe, inclusive, a programação definida até lá.

O jogo
A bola rolou menos do que deveria no primeiro tempo da partida, graças à chuva torrencial que assolou o gramado do Pacaembu. Na tentativa de carregar a bola e construir o jogo, o Brasil sofreu sem poder usar o meio-campo, repleto de poças d’água.

Com o fim da chuva, a grama, aos poucos, voltou às condições normais. E a entrada de Ludmila no lugar de Debinha também colaborou para a melhora da partida. Veloz, a camisa 19 formou boa dupla de ataque com Bia Zaneratto, assim como já havia feito em partida contra a Argentina.
Com as inúmeras mudanças feitas por Pia Sundhage no time titular, a Seleção pareceu sofrer sem o entrosamento demonstrado no jogo anterior. Com um volume de jogo considerável, o Brasil incomodou o Chile, mas errou muito o último passe e não finalizou bem.

Desperdiçar as chances criadas custou muito caro ao Brasil. Nos pênaltis, sobrou qualidade nas mãos de Aline Reis, responsável por três defesas, mas faltou tranquilidade. Foram quatro pênaltis perdidos em oito cobranças.

E agora, Brasil?
Agora, cabe a Pia Sundhage e sua comissão tranquilidade e paciência para que, aos poucos, as ideias de jogo se solidifiquem na cabeça das jogadoras.
A sueca não pretende podar o estilo de jogo brasileiro, quer dar liberdade às jogadoras no ataque, mas pretende focar o trabalho na melhora defensiva para que o jogo seja bem construído desde a primeira linha.

Há praticamente um ano de lacuna entre a derrota no amistoso no último domingo até a disputa da Olimpíada, em Tóquio, no fim de julho de 2020. Há tempo suficiente para que o “estilo Pia” se una naturalmente ao estilo brasileiro.


 
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