Seleção olímpica convive com incertezas

O técnico André Jardine e a diretoria da CBF afirmam que pretendem contar com os melhores da categoria, mas sabem que isso não será fácil. Pré-Olímpico e Olimpíada não são realizados em datas Fifa, o que desobriga os clubes de liberar seus jogadores.

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A seleção brasileira sub-23 dá nesta segunda-feira mais um passo na preparação para buscar uma vaga na Olimpíada de Tóquio, no ano que vem.
Porém, o time que entrará em campo no Pacaembu, às 20h, para amistoso contra o Chile, pode ser completamente diferente do que tentará a conquista do ouro em 2020.

O técnico André Jardine e a diretoria da CBF afirmam que pretendem contar com os melhores da categoria, mas sabem que isso não será fácil. Pré-Olímpico e Olimpíada não são realizados em datas Fifa, o que desobriga os clubes de liberar seus jogadores.

O veto do Atlético de Madrid, da Espanha, à apresentação do lateral-esquerdo Renan Lodi na última semana foi só uma prévia do que a Seleção terá de encarar nos próximos meses.

A estratégia de Jardine e Branco, coordenador de base da Seleção, é primeiro cativar os atletas e mostrar para eles a importância da disputa olímpica. Depois, com a ajuda dos jogadores, o próximo passo é tentar convencer os clubes a cedê-los para o Pré-Olímpico, em janeiro, na Colômbia.

– O primeiro e maior interessado tem que ser o jogador. Se a gente perceber que cada um deles faz questão de estar presente, com o olho brilhando de jogar pela Seleção, a gente parte para o segundo momento, de conversar com os clubes. Mas muito antes não conseguimos ter a certeza de quão importantes eles serão em dezembro e janeiro. Vamos ter esse segundo semestre todo para estreitar relação com os clubes e tentar a liberação lá na frente – explica Jardine. Outra medida adotada pela comissão técnica da Seleção sub-23 é aumentar o leque de jovens monitorados. Desta forma, se algum atleta não for cedido por sua equipe, é fácil encontrar um plano B.

– A gente tem no nosso banco de dados um acompanhamento de cinco a dez jogadores em cada posição e tenta trazer aquele que vive melhor momento e tem característica mais adequada – comenta o técnico. Além de Jardine e seus auxiliares, o acompanhamento dos jogadores de até 23 anos que atuam no Brasil e no exterior é feito por três observadores da CBF.

Ainda neste ano, a Seleção voltará a se reunir em outubro (para dois amistosos no Brasil) e novembro (em um torneio em Tenerife, na Espanha, com Argentina, Estados Unidos e Chile).

A ideia é usar esses próximos jogos não só para dar entrosamento à equipe, mas também para observar novos convocados.

– Haverá outros nomes nas próximas convocações, há uma gama de jogadores em momentos parecidos (com os dos convocados para estes dois amistosos). O fiel da balança lá na frente é o desempenho que eles vão ter nas convocações em que estiverem presentes. Vamos tentar manter alguns para ter uma espinha de equipe, mas vamos experimentar jogadores que podem estar aqui. Assim, no Pré-Olímpico, se eu não puder contar com um ou outro, terei jogadores com experiência com a camisa da Seleção – conta o treinador.


 
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