Educação, chave do desenvolvimento nacional

Nunca esqueço o sublime momento em que aprendi a ler. Foi como um passe Divino de mágica, aos seis para sete anos de idade, na primeira série primária da Escola Princesa Izabel. Minha professora era a querida e gentil Mestra, Professora Francisca, na já distante década dos anos 70. Ela, sempre atenta aos seus alunos, […]

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Nunca esqueço o sublime momento em que aprendi a ler. Foi como um passe Divino de mágica, aos seis para sete anos de idade, na primeira série primária da Escola Princesa Izabel. Minha professora era a querida e gentil Mestra, Professora Francisca, na já distante década dos anos 70. Ela, sempre atenta aos seus alunos, tinha um jeito especial em lidar com cada um e uma excelente didática. Seu empenho era pura dedicação para que aprendêssemos o a, e, i, o, u, o alfabeto, a soletrar corretamente e finalmente a ler. Era final de ano e a aprovação na prova de exame de leitura oral seria a grande nota à segunda série primária.Todos tinham de ir para frente da sala de aula ler o texto e a maioria da turma estava nervosa, cada um com o seu pequeno texto, trêmulos.

De repente, como num passe de mágica, eufórico segurando o texto na mão, gritei:

– Professora, professora, já sei, já, sei, já sei ler!

E comecei a ler o texto em voz alta. Minha gentil professora, meio que emocionada, chegou até mim e disse:

– Calma Wellington! Pelo visto você já sabe mesmo. Vai chegar sua vez. Sua letra é W!

E esperei impaciente meu glorioso momento chegar como que Tocado pelo Dom Divino do conhecimento da leitura. Enquanto isso, meus colegas, muito nervosos, gaguejavam e tremiam ao ler seu texto.

Finalmente, quando chegou minha vez, li o texto em voz alta para toda a turma escutar, aplaudido pela querida Mestra que incentivou a turma a fazer o mesmo.

Mas foi somente mais tarde, com a orientação da querida Mestra Nair de Moura Palha, que aprendi a ler com ênfase, corretamente, textos literários de Camões, Drumond e Vinicius de Moraes, por exemplo.

Infelizmente, hoje em dia, alguns não tem a real dimensão da grande importância ou valor que o professor tem como transmissor intelectual de conhecimento em sala de aula. É algo que não tem preço, pois historicamente a educação é e sempre será a grande chave de evolução da humanidade, em todos os sentidos morais e em todos os campos do conhecimento, evidentemente, para ser bem explícito.

Enquanto que no Japão educadores são reverenciados e tratados com todo o respeito, principalmente os mais velhos, aqui no Brasil ainda preocupa e muito o nível de agressão e violência que nossos mestres e mestras sofrem, já a algum tempo, desde a agressão moral e física, a salários baixos e falta de condições dignas para educar.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, lamentavelmente, apenas 12% da população adulta brasileira possui ensino superior. Mais da metade da população brasileira não possui o ensino médio. O Brasil historicamente é o país que também possui baixo índice de professores graduados, com mestrado e doutorado. Um total de 7% da população brasileira com 15 anos ou mais ainda é analfabeta. Significa dizer que 11,3 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais, principalmente idosos, não são alfabetizados.

Temos de mudar essa velha e triste realidade!

O investimento em educação abre portas e possibilita ao jovem conhecimento técnico, científico ou acadêmico para ingresso qualitativo no mercado de trabalho.

Somente através da educação é que o Brasil, em um breve dia, assim esperamos, poderá ocupar um lugar de destaque neste globalizado mundo competitivo.

Reduzir as desigualdades sociais, investindo em educação e geração de emprego e renda, obviamente significa combater o perverso e inconsequente índice histórico de 12 milhões e oitocentos mil desempregados.


 
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