… E o amor?

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Tendo como cenário o vasto e caudaloso rio Amazonas, na tarde de sábado, uma caninha como aperitivo e o conforto da brisa emanada da maior água corrente do mundo, ouvi do doutor Miguel Gomes de Almeida (foto), o veterinário, algumas divagações sobre o amor. Sim, reflexões sobre o AMOR, esse ente sentimental que de tão importante não tem significado, mas que, paradoxalmente, talvez seja o único com infinitas significações. Doutor Miguel entende o mesmo que eu sobre o amor. Ora, lendo amor de trás pra frente chegamos a Roma, a cidade dos césares que eram homens para todas as mulheres, e mulheres para todo os homens. Em contrapartida, tornou-se a cidade dos papas, eufemisticamente num enclave chamado Vaticano. Para doutor Miguel, o amor é algo inconcreto, abstrato, tanto que ainda hoje a humanidade lembra do maior amor entre duas pessoas, vivido no fim do século XVI, o de Romeu e Julieta. Quer dizer, lembramos de um amor que não existiu, fruto da imaginação de Shakespeare. Doutor Miguel vê que o amor nunca recua, sempre avança, tal qual os ponteiros do relógio. Com isso, ele explica que o reatamento de uma relação não se dar porque os protagonistas se amam, mas quase sempre, ou sempre, por fingimento ou ilusão. Em suma, para o veterinário doutor Miguel Gomes de Almeida o único amor verdadeiro é o de mãe, que morre pelo filho. Acho isso correto, mas acrescento: o maior amor é o ágape – AMOR DE DEUS.

Vida cristã

Paz, amor, bondade, fidelidade e alegria. Acordei de madrugada, por volta das quatro e meia. A primeira coisa que li foi um trecho de uma biografia de Santo Agostinho. A doutora Maria Teresa Renó escreveu no Jornal Diário do Amapá, já faz tempo, o artigo ‘A menina que roubava livros’. Lá em Minas Gerais, a terra dela, quando adolescente, ela furtava livros da biblioteca particular de um velhinho, e os devolvia, também sorrateiramente, para pegar outros. O trecho da biografia de Santo Agostinho falava do cerco a Hipona, de onde ele era o bispo católico, por forças contrárias ao Império Romano que na época começava a se diluir. Vim para o Jornal, abro meu e-mail e deparo com estas expressões, mandadas pelas Edições Paulinas: ‘Um cristão leva a paz aos outros. E não só a paz, mas também o amor, a bondade, fidelidade e alegria”. Um bom começo de dia. Oxalá eu aplique esse ensinamento na minha vida prática. Caso eu cometa escorregões, não me censure, sou alguém cheio de imperfeições. Mas pelo menos aja como aquele pai mau exemplo repreendido pelo filho sapeca: ‘Faça o que digo, não o que faço’.

Compaixão ativa
Às vezes, quando chego ao escritório, encontro uma surpresa sobre a minha mesa. Há pouco tempo, encontrei uma caneca com a imagem de um girassol, presente de uma colega de trabalho. Ela a comprou, pois sabia que esse presente alegraria minha esposa. Encontrei a caneca sobre a minha mesa, com uma nota de encorajamento.

Tive o prazer de levar o presente para minha mulher, em nome dessa amiga que queria encorajá-la.

Ela poderia simplesmente ter pensado em minha esposa, ou ter falado positivamente sobre ela com alguém. Mas essas coisas nem de perto se assemelham ao encorajamento que resulta de uma ação que praticamos.

Na carta de 1 João 3:18, o apóstolo falou a respeito do que devemos fazer quando vemos os outros em necessidade. Ele nos disse que devemos agir com compaixão “…não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade”. Quando vemos uma necessidade é bom falar a respeito, mas também devemos fazer algo. Somos instruídos a ser: “…praticantes da palavra e não somente ouvintes…” (Tiago 1:22).

Peça que o Espírito Santo mostre alguém ao seu coração a quem você possa ajudar em nome de Jesus. Em seguida, aja. Faça a diferença, hoje. Envie um cartão, mensagem ou e-mail. Dê um presente. Ofereça carona ou telefone a quem precisa. O amor em ação é verdadeiramente amor. A compaixão é o amor em ação. — Dave Branon


 
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