Small man

O jantar aconteceu, mas o gringo se fechou em copas; não tratou de negócios com o gestor amapaense, e no dia seguinte seguiu para Belém, onde foi recebido como chefe de estado, e lá instalou as bases da empresa petrolífera. Ah, ao ser perguntado sobre o que achara do governador do Amapá, respondeu: “Small man”. Traduzindo: “homem pequeno”. E eu digo: “É por essa e outras que o Amapá não vai pra frente”.

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Angra dos Reis - RJ, 03/06/2011. SCAVE - Local do evento da Cerimônia de batismo da Plataforma P - 56. Foto: Ichiro Guerra/PR.

Em conversa com dois amigos, nesse fim de semana, soube que um magnata do petróleo estadunidense veio ao Amapá, há alguns anos, disposto a basear no estado a gestão da exploração petrolífera que sua empresa faria na costa norte brasileira. Praticamente todas as autoridades do estado recepcionaram o gringo, com exceção do governador, a quem cabia dar o ‘ok’ à intenção da multinacional. O ruim dessa história é que o governante estava em Macapá, mas com os ‘seus botões’ achou que tinha que ser omisso àquela visita empresarial. Antes, o mesmo mandatário já descartara projeto para construção de um porto com 12 quilômetros extensão, partindo do acanhado logradouro de Santana, indo até ao rio Matapi. Como que intencionalmente para desmotivar de vez a intenção do norte-americano, o governador resolveu ir a um jantar oferecido ao visitante, no restaurante ‘Sagrada Família’. Chegou atrasado no evento, trajando calça jeans desbotada com rasgos nos joelhos e camiseta ordinária de mangas enroladas, quer dizer, bem ao estilo despojado. O jantar aconteceu, mas o gringo se fechou em copas; não tratou de negócios com o gestor amapaense, e no dia seguinte seguiu para Belém, onde foi recebido como chefe de estado, e lá instalou as bases da empresa petrolífera. Ah, ao ser perguntado sobre o que achara do governador do Amapá, respondeu: “Small man”. Traduzindo: “homem pequeno”. E eu digo: “É por essa e outras que o Amapá não vai pra frente”.

 

Combate a mosquito
Já publiquei na Revista Diário, e aqui neste espaço, a descoberta do amapaense estudante de farmácia da Unifap, Ícaro Sarquis. O jovem, apenas 22 anos, elaborou o larvicida até agora mais potente contra o Aedes Aegypti, mosquito cruel que transmite, entre outros males, o zika vírus, febre amarela e chikungunya. O composto foi inventado a partir de uma substância do óleo de sucupira, insolúvel na água. O rapaz até ganhou um grande prêmio nacional, por causa do seu feito. Bravo! Que alegria! Que distinção para o Amapá! Mas, em que pese a importância da descoberta, o larvicida continua retido no laboratório de farmácia, ainda em sua dosagem inicial. De lá não pode sair porque a Unifap não tem recursos para produzi-lo em escalas, e ninguém aparece para financiar esse bem para a humanidade. Até quando, não sei, mas continuo acreditando que logo a invenção passará a servir efetivamente no combate ao Aedes, e assim abrir uma guerra mais implacável contra esse mosquito.

 

Nunca abandonados
O escritor russo Fiódor Dostoiévski disse: “O grau de civilização de uma sociedade pode ser julgado entrando-se nas suas prisões”. Com isso em mente, li na internet um artigo que descrevia “As 8 prisões mais mortais do mundo.” Em uma dessas prisões, todos os prisioneiros são mantidos em confinamento solitário.

Espera-se que vivamos e nos identifiquemos em relacionamentos e comunidade, não em isolamento. É isto o que torna o confinamento solitário um castigo tão severo.

Cristo sofreu a agonia do isolamento quando o Seu relacionamento eterno com o Pai foi rompido na cruz. Ouvimos isso em Seu grito, registrado em Mateus 27:46: “Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Ao sofrer e morrer sob o fardo dos nossos pecados, Cristo ficou subitamente sozinho, abandonado, isolado, afastado do Seu relacionamento com o Pai. Contudo, o Seu sofrimento em isolamento nos garantiu a promessa do Pai: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hebreus 13:5).

Cristo suportou a agonia e o abandono da cruz por nós, para que nunca estejamos sozinhos ou abandonados pelo nosso Deus. Jamais. Aqueles que conhecem Jesus nunca estão sozinhos. — Bill Crowder


 
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