A arrogância e a fera

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Arrogante! Tu não percebes que jogou a rede e lutou com unhas e dentes pela captura da fera?

Agora tu tens uma fera domada que não vê sentido em voltar para a vida selvagem; está amedrontada e ferida, e boa parte de sua vida lhe foi roubada.
Agora pegas a fera e queres submetê-la a maus tratos, e a natureza diz, tu és eternamente responsável pelos teus desejos, não maltrates aquilo pelo qual lutastes tanto, pedistes tanto, fizestes oferendas aos santos pela fera, vendestes a tua alma.

Lembra das horas em que teu desespero foi grande e rogaste para vencê-la? Lembra que trancastes a jaula? Lembra dos gritos e depois do prazer que tivestes em possuí-la?

Lembre das coisas que tirastes dela, o verde da mata, o azul do céu, o cheiro do mar. Lembre de quando ela era viçosa e tinha forças para correr pelos campos.
Agora tu a humilhas e a deixas no canto, amarrada, sem saber o que poderia ser a vida em liberdade; agora a fera gorda e sem brilho no olhar é triste e nem sabe que é triste, olha a lua e chora, e nem sabe porque chora, dizem que chora pela certeza de estar vencida.

Conhecias os segredos e os costumes da fera, ficastes de tocaia noites e noites, esperando com tua isca e armadilha para atraí-la.

Olha, mulher, desde o início sabias da maçã e da língua da serpente; sabias que serias estátua de sal se na fuga de Sodoma olhasses para trás; sabias que não esconderias nada de Deus, e riste, tu não acreditastes que a luta tem seus dias e suas conquistas, e que isso seria a verdade da tua vida inteira. Tua, da tua arrogância e do teu desprezo pelo amor conquistado.

A Lua, a única coisa que preenche o vazio da fera, queres apagá-la, queres cegar a fera, cutucar suas feridas; agora ameaças matá-la, e matar o amor que a fera deixa cair dos olhos por ti, quando sozinha no escuro.

Vou rogar para que a fera alimentada pela luz da Lua num surto de força se erga e quebre a jaula e corra pela última vez para a beira do riacho de águas doces e límpidas para morrer e matar da memória seus dias perdidos, e quando estiver deitada em plena relva verde e úmida fixe seu olhar na Lua acesa pelo Sol e deixe que tudo seja o fim.

Osmar Jr.


A profecia da cobra mundiada

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Ela é Honorato, é Sofia, é Madalena, espia no centro da floresta misteriosa com suas narinas para fora do pântano; ela sabe de tudo lá de longe, porque de tão velha e gigantesca, é parte desta terra, mãe da mata, atrai o que quiser.

Ela é com um hacker, um poder que percorre as mentes, hipnotiza, atrai, come e se satisfaz com a vida natural, traduzindo para o mundo digital que os poderes de Deus é que ficam.

Não ficará pedra sobre pedra, computador sobre computador.

Somente um assovio de vento soprando no deserto, carcaças em silêncio, ferro retorcido. Depois do caos a mata volta a dominar.
A serpente sabe que se a humanidade não estiver no rumo certo, vai ser extirpada; não pode ser nem muito mística nem muito tecnológica. Tem que ser na medida de Deus.

A cobra renasce e olha o reinício; ela é kundaline, morde a própria calda e mostra que tudo é um ciclo, tudo se acaba, civilizações desaparecem. Essas entidades também estão sendo mortas em seus santuários.

A bela num programa da televisão subestimava a sucuri enorme que para os índios é sagrada, que para as lendas é mistério. A mulher e a serpente, novamente, uma brincadeira entre seres com o poder nos olhos. Se uma bela mulher te olha, você esta perdido, mundiado.

E nos projetos que estão invadindo as reservas onde esses animais têm o direito de viver, as sucuris são desmistificadas e assassinadas.

Agora é a serpente que está mundiada, está perto das cidades, porque as cidades estão invadindo os mundos, invadindo as almas, por isso as selvas de concreto e ferro desaparecerão, a serpente não, nem a mulher, Deus queira.

A humanidade pensa sincronizada quando as divindades liberam ideias. Parece que um caos se aproxima, água, energia e emprego faltarão; a violência e a corrupção são um câncer que se espalha a cada tempo. A droga, a saúde pública e novas pragas e doenças são grandes nuvens negras formando tempestades.

Entre tudo isso, o amor pelo qual Jesus foi pregado.

Tudo isso viu a cobra, e me disse.

Ótimo domingo.


Sol de Primavera

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– Um Sol de Primavera virá em breve iluminar as esperanças do Brasil.

É a anunciação de um movimento rumo a um novo horizonte que talvez as ciências políticas teorizem, mas agora começa a aparecer como prática de uma nova mentalidade, que é a organização social que cria um movimento dos cidadãos que querem saber o destino dos impostos que pagamos.

Eu sempre soube que o problema do brasileiro é cultura, porque nós ainda pensamos cultura como somente a arte e a fomentação dela. Acontece que cultura é cidadania também, é quando o povo tem sua parcela intelectual conscientizada, para não passar por bobo da corte, que é como nos veem os políticos de mentalidade medíocre, pois o brasileiro não luta por seus direitos por não conhecê-los e não exigi-los. Isso não vai mais acontecer!

São mais de oitocentos bilhões em impostos que desaparecem, deixando-nos sem serviços básicos, como saúde e educação. Se pagássemos menos impostos viveríamos bem melhor, e o salário daria para nos fazer mais feliz.

A grande verdade é que pagamos com a vida e o sofrimento as regalias dos três poderes, do paletó à moradia dos homens poderosos.

Estão mostrando na televisão pra todo o Brasil ver como funciona a organização escusa de políticos no Brasil; são facções que riem da gente o tempo todo, e se revelam em telefonemas grampeados, e poucos se salvam.

Nessa semana ouvi no programa do meu amigo Ivo Canutti, na Diário, uma entrevista com a jovem Jessica Pereira anunciando essa ideia de conscientização da população mediante a exploração que sofremos todos os dias; trabalhamos mais de 150 dias só pra pagar impostos. Houve uma campanha nacional semana passada promovida pela CDL Jovem, onde a gasolina aqui em Macapá foi vendida sem impostos mostrando à população quanto seria pagar combustível sem os impostos. Pasmem! Sairia por R$ 1,60 o litro. O problema não é pagar imposto, disse Jessica, é receber isso de volta em forma de benefício.

Os homens estão cometendo aquele erro que cometeu a rainha Vitória, a Louca, que disse ao povo da França a frase que lhe levou a ser decapitada: “O povo tem fome? Dê brioches a eles”.

Temos que dar um jeito de decapitar as verbas desses vampiros do poder, e suas cabeças doentias.

Um Sol de Primavera anuncia um Brasil mais culto, um Brasil que cansou de ser enganado.

Osmar Jr.


No tempo em que o amor andou pelas calçadas

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Era uma vez quando ainda existia fim de tarde e todos se sentavam nas calçadas em cadeiras de embalo para conversar olhos nos olhos sobre o dia que passou.
Sonhos eram narrados para construírem algo para o amanhã, eram conversas puras e divertidas, quando os anjos passavam pelas calçadas todos davam “bom dia”, as moças sorriam, os rapazes tiravam o chapéu, e os velhos abençoavam.

Para cada casa uma arvore na frente e varias outras no quintal, não havia grades nas janelas, ladrões somente de corações, e o canto dos passarinhos eram ouvidos tanto quanto o sino da igreja chamando para um sermão de paz, sem gritos, sem milagres profissionais.

A natureza era o brinquedo das crianças que tinham os olhos ávidos de uma certa igualdade perante os quintais sem cerca. Peões, carro de lata e cantiga de roda para ensinar poesia. Tempo de chuva era tempo de chuva, tempo de sol era tempo amansado por sombra e rio em verões de sorrisos.

Uma amizade solidaria andava pelos corações, comprava-se a retalho, emprestava-se do vizinho, pois vizinhos eram familia, as relações de confiança iam do médico ao prefeito, do policial ao dono da taberna. O rio era limpo e os garotos tomavam banho em seu leito, enchentes eram lançantes de março que deixavam a flor dágua transparente, a água vivia em paz com a gente.

Uma rosa por um beijo, um desejo mais desejo, uma moça interessada em romance, uma nudez bem vestida, uma carta bem redigida, o amor caminhava pelas calçadas e pisava sobre as flores de jambo num caminho tão rosado.

Um tempo onde a tecnologia era mais contida, havia muito mais vida, e conforme os ventos de dezembro traziam o natal éramos visitados durante a noite por um bom velho de barbas brancas chamado de papai Noel, na verdade era meu pai, meu amigo e herói das noites de febre e dos dias de espera.
Agora lembro das fadas, e do bicho papão, da mãe do mato, e da mãe dágua, tudo tinha no fundo uma historinha de minha mãe para que eu sossegasse de tanto sonho.

Tempo em que o amor andou pelas calçadas.

Bom domingo.


Erros de amor

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Meus erros foram erros de amor, portanto, não toques minhas feridas que já são por elas mesmas doloridas demais, e em noites de chuva são tão companheiras quanto o abraço que tu me deves por eu ter errado tanto nesta vida ao teu lado; meus erros foram somente os teus.

Só fui atrás das contrapartidas de uma solidão insana que nunca saiu de dentro de mim, por costume, por vício, por insistência do meu coração feito por poetas de terras longínquas de reis poderosos e maus, um coração de sonhador, por assim dizer.

Essa coisa da paixão não tem conceitos, não tem fórmulas, não se aprende em universidades, apenas se sente, entre mágoas e delírios, entre a vida e a certeza do fim; analisar o amor a partir da psicologia é muito engraçado, não topo encontros de casais, meu encontro é com você à luz de velas e vinho tinto, sem falar da vida, só rindo dela, falando besteiras, quem entenderia nossas dores e desencontros, senão nós mesmos?

O segredo da vida é você fingir que não tem medo, é você manter seu corpo vivo e sua alma voando, ou seja, tudo pelo desejo de viver e compreender a liberdade, mil vivas a você que entendeu a verdadeira fonte do amor.

É muito estranho ver alguém que pensa que o amor é besteira se deitar no asfalto de braços abertos e querer morrer de repente; ainda existem aqueles que tratam o amor como uma instituição, ou um negócio fechado, há quem pense ser dono da pessoa física, pobres de espírito não sabem que só os sentimentos nos garantem a verdade, os sentimentos têm matéria, como os ventos têm as velas, e você, minha companheira, é um porto, ou planeta, se preferir, é mais que um barco. Gosto de dormir ao seu lado, perto de você e seus sonhos; não posso dormir com seus pesadelos ou beijar sua língua pesada, não posso ser seu desespero, sou sua espera, minha pátria é a sua casa, minha vida é uma porta que você deixa aberta o tempo todo, quero ser como essa porta na velhice, sentindo as passagens do ir e vir da vida.

Bom domingo.


Eu sou da Amazônia

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Uma história ocorreu comigo em uma viagem de barco.
O cidadão dizia ao telefone:
– Manda um beijo pro meu pai, mês que vem eu vou por aí.
– Com licença, eu disse. O senhor é caixeiro viajante? Perdão, não pude deixar de escutar o fim da sua conversa ao telefone. O senhor passa muito tempo longe de casa?
– Sim. Sou representante comercial de uma fábrica de alimentos; a minha área de trabalho são as localidades ribeirinhas; passo um bom tempo longe da família.
Estendemos o papo e assim a viagem foi agradável.
Olhei ao redor e vi rostos viajantes, viajantes de rio, viajantes da Amazônia. O barco motor do Norte chega aos festivais do interior, que são muitos, tocando alto um som de festa, um som que essa minha gente gosta.
Eu fiz ‘Os passa vida’ em parceria com o Rambôlde Campos, que foi um grande sucesso, gravada por Alcyr Guimarães, Lucinha Bastos e Sayonara, e também por Fafá de Belém.
‘Fiz coração tropical’, gravada por Amadeu Cavalcante.
Agora mando mais algumas dessas receitas de salão, através de Dani Li, uma cantora que vai dar o que falar. A voz poderosa, o ritmo, o carisma e uma mensagem vinda do fundo do coração de sua terra. A receita certa para fazer sucesso na região.
Às margens, o povo, a dança, esses caminhos de rio, essas cidadezinhas de interior, essas meninas da Amazônia me encantam, fazem compor. Quero ser nortista, quero ser habitante do coração dessa gente, dos capitães de barcos que são bons de alma. Eu sou da Amazônia.

Bom domingo.


A verdade sobre os corações

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Neste exato momento milhões de corações se ritualizam para amar, e não venha dizer ao meu coração que o amor é só isso, compromisso e filhos, a fidelidade é um espelho, você é fiel ou quase fiel aos seus sentimentos, ou mesmo ao seu medo de amar, o amor é um ser pensante e espiritual, ele pode estar escondido dentro de você esperando o momento certo.

O amor vai por ai como o vento, como a luz de Deus, vai por si mesmo e entra no seu coração sem ser convidado. Agora mesmo, em algum café em Paris, num bistrô em Londres, num barzinho da ilha de Marajó, numa peixaria de Icoaraci, ou as margens do rio amazonas em Macapá, os amantes se encontram, e se encontram também os olhos dos distraídos que nem percebem que o amor é o mestre do disfarce, e que pode a partir de um olhar se tornar inesquecível.

Então perguntaram a Billy Paul, cantor de ” Me and Mrs Jones”, musica que fala de um encontro secreto de amantes num café todos as tardes, porque essa musica se tornou um eterno sucesso mundial? _ ele responde , “as pessoas quiseram colocar a coisa da infidelidade como marca nessa canção, mais os amantes existem e são de verdade. E fez tremer os moralistas, e salvou os corações ocupados com seus pares fieis.

Bom, mon cherie amour, tenha uma boa noite, ou bon jour. E escutem “Amado”, da Vanessa da Mata, ela diz tudo, “quero dançar com você”, ou seja, quero fazer amor com você.


A era do regionalismo em nova ordem

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Na arte sou um buscador da universalidade, a partir da região. Isso leva à criação do gênero que vai ser descoberto mais tarde por um público também buscador. O novo está por aqui, e isso me interessa, dá sentido à minha vida artística.

A nova era deve ser levada a sério pois em todos os setores sociais ela deverá influenciar filosoficamente, e dar à humanidade já cansada um novo horizonte de qualidade de vida. São diversas as transformações, que vão dos desastres naturais ao caos das grandes cidades, do uso consciente da água à substituição do combustível fóssil, da paz religiosa à evolução política e da educação ambiental ao coração do homem.

A nova era abrirá literalmente o cérebro humano e teremos longevidade, pois isso nos fará parecidos com os seres bíblicos que viviam centenas de anos, pois é comum a evolução do corpo humano. Através da ciência, perdemos a proximidade do divino, e os homens foram demais seduzidos pela tecnologia e as marcas supérfluas que as redes de comunicação nos atiram a todo segundo. O novo homem estará mais próximo da natureza e terá alimento mais saudável.

Por isso canto e faço do Amapá meu universo criativo, pois o futuro dessa qualidade de vida não está nas grandes metrópoles, e sim nesses santuários, onde o homem voltará a adorar o simples. Hoje, velhas bandeiras políticas de lutas populares são corrompidas pelo dinheiro e estragam o país. Esta é a hora de novas mentalidades. Mas o que nossa juventude anda vendo é corrupção, violência institucionalizada, sexo sem limites e muita banalização do respeito. Para muitos, o ceio familiar é o início da mudança. Como estará esta cultura dentro de casa?

Não é de hoje que ser pai ou mãe é dizer sim de forma desmedida. Isso é quase doentio, é transferir para os filhos seu ego insatisfeito, relações abaladas e sabe lá o que mais. A relação com os pais não pode ficar no materialismo. A televisão prega a violência e a cultura de massa com inclusão social e exclusão de qualidade; os aplicativos servem de fuga à solidão urbana e a religião é quase um franchising. O povo vê muita novela e nada de livros; as cidades estão no caos. Quem quer viver neste caos infernal?

Então aceite esta cultura regionalista como avistamento da nova era. Pode estar aí o nosso talento natural, futuro para o Amapá.

Bom domingo.


De Bob Marley à Costa Norte

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Quando ouvi Bob, chorei. Sabia do que havia atrás da ideologia daquela música jamaicana. Ele me ensinou a real essência do compositor idealista, que foge dos clichês modistas, quer criar sua própria nave sonora, quer o sucesso e a liberdade pra si e pra sua gente, como remédio para a injustiça social, e faz música com paixão.

Os melhores sons são os afros, até porque tudo é afro, mas também quero dizer que os melhores sons são acompanhados de originalidade, de valores políticos e sociais, e servem de espada para um povo em guerra ou paz. Na nossa realidade imaginei junto com Amadeu, Val, Zé e tantos outros que fizeram o Movimento Costa Norte, uma ilha musical que pudesse enriquecer seu povo de bens materiais e imateriais, fizemos força, puxamos o marabaixo e o batuque para a popularidade, apontamos para nossos valores turísticos e culturais, fizemos intercâmbios com nossas fronteiras, através dos ritmos e das parcerias, ajudamos a mudar o panorama cultural de nossa época.

Mas precisávamos de mentalidades mais abrangentes na política e no meio empresarial para que nossa ilha fosse construída.

É…, a Jamaica é pobre, o Amapá também.

Se aqui tem milionários, eles são pobres de espírito, pois não vemos neste estado nem um sinal de riqueza; fachadas de empresa não valem, pois fachadas são apenas fachadas, iguais a quem investe uma dinheirama em propaganda para sua empresa e não incentiva os valores públicos.

Insisto: o turismo e a cultura precisam ser parte da economia do Amapá. Crescemos em população, expandimos Macapá, no entanto precisamos de um novo recurso econômico organizado. Das velhas cabeças, nada, eles não acreditaram o suficiente em seus valores materiais e imateriais. Será que seremos uma miniSão Paulo, que não aguenta mais?

Fiz uma pequena pesquisa entre os músicos e todas as classes culturais. Estamos mais interessados do que nunca em crescer. A velha e nova gerações estão a postos para acreditar em um novo herói na política.

Quanto a Bob Marley, continua vivo pra dizer que você precisa de uma ideia, e não somente de um som perfeitinho e sem sentido.

Bom domingo.


O louco e o anjo

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Há dias que conversamos e não tenho certeza de sua existência, mas acho que isso não faz diferença pra você , pois se seus poderes forem os tais poderes de criação, amor e justiça, minhas incertezas permitirão que eu te busque, mesmo às vezes achando que é um lado do meu cérebro conversando com o outro.

Mas não vou desistir de falar com você. Isso seria desconstruir dentro de mim uma antiga relação ou ideia. E as ideias se ligam no plano dimensional, como foi ensinado por Jesus. O que liga embaixo, liga em cima.

Sou motivado um pouco por vícios humanos, algum materialismo e outras coisas medíocres que esse corpo pede. É insignificante o que faço diante da loucura do mundo. Eu acho que não posso saber de toda verdade sobre as suas verdades, mas vou acreditar naquilo que meu coração sente, e chamar por você sempre que me sentir em desgraça ou quando eu ficar feliz e grato.

Dentro de mim imagino você, fora de mim te vejo nas árvores e nos pássaros, na música e nas estrelas. Às vezes creio na saudade, e ela fala em voltar pra você. Pedacinhos, mil pedacinhos de Deus somos. Seria ideal ou no minimo divino se fosse assim.

Nem todo mundo entende as mensagens, sinais, gravuras, acontecimentos. Sua linguagem além de midrash pra mim é puramente arte, e está em duo na fala das pessoas. Consigo ouvir você e consigo infelizmente ouvir outros que são sarcásticos.

Não quero ficar feito louco por aí achando que minha verdade é a única. Só quero uma fórmula de viver e morrer levemente, e quem sabe ser feliz com você até o fim dos tempos, se é que o tempo tem fim.

Bom domingo.