Mundial de Clubes

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O caminho está praticamente traçado para aqueles que ainda mantêm vivo o sonho de conquistar o mundo em 2019. A Fifa sorteou nesta segunda-feira os confrontos do Mundial de Clubes, que será realizado entre 11 e 21 de dezembro, no Catar. E as bolinhas definiram que o vencedor da Copa Libertadores enfrentará o Esperánce, da Tunísia, ou o campeão asiático nas semifinais.

O Liverpool, campeão europeu, também entra direto na fase anterior à decisão, e terá como rival o Monterrey, do México, ou o vencedor do jogo de abertura – Al Sadd, do Catar, contra Hienghène, da Nova Caledônia.

O evento foi realizado em Zurique e teve como convidado de honra o atacante Michael Owen, que disputou 297 partidas com a camisa do Liverpool. No procedimento padrão das grandes confederações, as equipes estavam separadas em um pote, enquanto as posições dos confrontos estavam em outro.

Primeiro, foram sorteados os chamados times A, B, C e D, que figuravam em aberto na tabela divulgada anteriormente pela Fifa. Estes ficaram definidos como Monterrey, Esperánce, representante da Ásia e vencedor do jogo 1, respectivamente. Depois, ficou definido que o vencedor do jogo 3 seria o rival do representante da Conmebol, e o triunfante do jogo 2 duelaria com o Liverpool.

O Mundial de Clubes deste ano – penúltima edição neste formato – tem cinco de seus sete representantes definidos: Liverpool (Europa), Monterrey (Américas Central e do Norte), Esperánce (África), Hienghène (Oceania) e Al Sadd (Catar, país sede). Restam as definições dos campeões da América do Sul (Boca Juniors, Flamengo, Grêmio ou River Plate) e Ásia.
Veja o calendário do Mundial de Clubes:

Primeira fase:
11 de dezembro – Jogo 1 – Al Sadd (Catar – a confirmar) x Hienghène Sport (Nova Caledônia)
Segunda fase:
14 de dezembro – Jogo 2 – Monterrey x Vencedor do jogo 1
14 de dezembro – Jogo 3 – Representante asiático x Esperánce
Disputa de quinto lugar:
17 de dezembro – Jogo 4 – Perdedor Jogo 2 x Perdedor Jogo 3
Semifinais:
17 de dezembro – Jogo 5 – Campeão da Libertadores x Vencedor Jogo 3
18 de dezembro – Jogo 6 – Vencedor Jogo 2 x Liverpool
Disputa de terceiro lugar:
21 de dezembro – Jogo 7 – Perdedor Jogo 5 x Perdedor Jogo 6
Final:
21 de dezembro – Jogo 8 – Vencedor Jogo 5 x Vencedor Jogo 6


CBB aprova o trabalho de Petrovic

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Aleksandar Petrovic só não continua no comando da seleção brasileira de basquete caso não queira. O treinador, há dois anos no comando do Brasil, tem saldo mais que positivo com a gestão da Confederação Brasileira de Basketball, que tem a intenção de mantê-lo visando o pré-olímpico de junho do ano que vem, quando o time irá buscar sua última chance de vaga na Olimpíada de Tóquio 2020.

A avaliação é de que o Brasil apresentou evolução tática e técnica e recuperou o respeito dos rivais. E de que Petrovic, respeitado em toda a Europa, trouxe de volta a energia perdida após a campanha ruim na Rio 2016. Nos próximos dias, a CBB pretende conversar com Petrovic já para estabelecer os primeiros passos do planejamento para 2020. O treinador só sai se quiser.

– Nós aprovamos o trabalho dele e contamos com o Petrovic. Temos um acordo com ele e na próxima semana vamos conversar sobre junho do ano que vem. Do lado de cá, da CBB, queremos contar com Petrovic, citou Marcelo Souza, diretor da CBB.

Vale lembrar que o croata tem um salário considerado baixo para o padrão internacional. Ganha cerca de R$ 21 mil do Comitê Olímpico do Brasil, e outra parte da CBB. E também tem mercado no seu continente. A permanência no país se daria mais pelo desafio do que por dinheiro, como citou em entrevista ainda na Copa do Mundo.

Com Petrovic no comando, a seleção se classificou para a Copa do Mundo sem sofrimento, apesar da vaga ter vindo apenas na última janela, em fevereiro.

Já na preparação para o Mundial, vitórias sobre Uruguai, Montenegro, Argentina e China. Na Copa do Mundo, o time foi o primeiro do Grupo F, batendo Nova Zelândia, Grécia e Montenegro. E caiu na competição na segunda fase para República Tcheca e Estados Unidos.

Para o ano que vem, o Brasil deve tentar a candidatura para receber o pré-olímpico em que participará. Para isso, terá que enviar documentos para a Fiba, e pagar uma taxa que costuma ser alta, além de todos os custos do torneio. A questão financeira é exatamente o maior entrave. A CBB se recupera após anos no vermelho e cheia de dívidas. Serão quatro pré-olímpicos, com seis seleções em cada. Apenas os campeões vão para Tóquio.


Seleção olímpica convive com incertezas

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A seleção brasileira sub-23 dá nesta segunda-feira mais um passo na preparação para buscar uma vaga na Olimpíada de Tóquio, no ano que vem.
Porém, o time que entrará em campo no Pacaembu, às 20h, para amistoso contra o Chile, pode ser completamente diferente do que tentará a conquista do ouro em 2020.

O técnico André Jardine e a diretoria da CBF afirmam que pretendem contar com os melhores da categoria, mas sabem que isso não será fácil. Pré-Olímpico e Olimpíada não são realizados em datas Fifa, o que desobriga os clubes de liberar seus jogadores.

O veto do Atlético de Madrid, da Espanha, à apresentação do lateral-esquerdo Renan Lodi na última semana foi só uma prévia do que a Seleção terá de encarar nos próximos meses.

A estratégia de Jardine e Branco, coordenador de base da Seleção, é primeiro cativar os atletas e mostrar para eles a importância da disputa olímpica. Depois, com a ajuda dos jogadores, o próximo passo é tentar convencer os clubes a cedê-los para o Pré-Olímpico, em janeiro, na Colômbia.

– O primeiro e maior interessado tem que ser o jogador. Se a gente perceber que cada um deles faz questão de estar presente, com o olho brilhando de jogar pela Seleção, a gente parte para o segundo momento, de conversar com os clubes. Mas muito antes não conseguimos ter a certeza de quão importantes eles serão em dezembro e janeiro. Vamos ter esse segundo semestre todo para estreitar relação com os clubes e tentar a liberação lá na frente – explica Jardine. Outra medida adotada pela comissão técnica da Seleção sub-23 é aumentar o leque de jovens monitorados. Desta forma, se algum atleta não for cedido por sua equipe, é fácil encontrar um plano B.

– A gente tem no nosso banco de dados um acompanhamento de cinco a dez jogadores em cada posição e tenta trazer aquele que vive melhor momento e tem característica mais adequada – comenta o técnico. Além de Jardine e seus auxiliares, o acompanhamento dos jogadores de até 23 anos que atuam no Brasil e no exterior é feito por três observadores da CBF.

Ainda neste ano, a Seleção voltará a se reunir em outubro (para dois amistosos no Brasil) e novembro (em um torneio em Tenerife, na Espanha, com Argentina, Estados Unidos e Chile).

A ideia é usar esses próximos jogos não só para dar entrosamento à equipe, mas também para observar novos convocados.

– Haverá outros nomes nas próximas convocações, há uma gama de jogadores em momentos parecidos (com os dos convocados para estes dois amistosos). O fiel da balança lá na frente é o desempenho que eles vão ter nas convocações em que estiverem presentes. Vamos tentar manter alguns para ter uma espinha de equipe, mas vamos experimentar jogadores que podem estar aqui. Assim, no Pré-Olímpico, se eu não puder contar com um ou outro, terei jogadores com experiência com a camisa da Seleção – conta o treinador.


Um único elo com o melhor Flamengo

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No primeiro dia em que o português Jorge Jesus pisou no Ninho do Urubu, para conhecer um de seus locais de trabalho, ele se incomodou com a altura da grama do campo principal. Chamou o responsável pelo corte e perguntou: “Quanto você corta?” A resposta: “21 (e uma medida qualquer de altura de grama, que confesso desconhecer)”. A tréplica de Jesus: “Não, não, não. Agora vai cortar 16. Ou, de preferencia, 15”. Traduzindo: o técnico exige um campo impecável e grama mais curta, que possibilita um jogo mais veloz. Não à toa o Flamengo pisa no acelerador em campo, e não se complica. A velocidade existe até nas cobranças de falta, nas quais o time não perde mais tempo – caiu, levantou, bateu. E tampouco reclama da arbitragem, diminuíram muito os cartões por reclamação.

São alguns exemplos do rigor, da competência, do profissionalismo trazidos para o futebol brasileiro por Jorge Jesus, valores que lhe conferem absoluto respeito e obediência do elenco rubro-negro. Quando os resultados começam a aparecer no campo, e como falamos de Flamengo, começam a pipocar as comparações com o melhor Fla de todos os tempos – que começa a crescer em 1978, ganha o mundo em 1981 e fecha o ciclo em 1983.
O primeiro erro é a comparação em si. Pelo fato simples de que o time atual ainda não conquistou. Ora, como o anterior conquistou tudo, comparar é apenas jogar nos ombros do atual um peso inútil – nessa linha, se o time for campeão brasileiro, da Libertadores, mas não vencer o Liverpool, vão dizer que é ruim porque em 1981 ganhou. Mais: o futebol era outro esporte nos anos 80. Mais: o time dos anos 80 era quase todo formado na base do Flamengo, esse é quase todo de “estrangeiros” (por mais que o atual seja vitorioso, a identificação com o torcedor jamais poderá ser a mesma, até porque não haverá como esse elenco ser mantido por tantos anos, não se faz mais isso no Brasil há anos).

Para quem se acha que pelo investimento e pelo treinador que tem o Flamengo tem de ganhar tudo, é preciso lembrar que o time de Zico e Júnior não ganhou tudo. Em 79 ganhou dois estaduais e perdeu o Brasileiro; em 80, o inverso, campeão brasileiro, nada de estadual; em 81, ganha estadual, Libertadores, Mundial, mas perde o Brasileiro; em 82, ganha o Brasileiro mas perde estadual e Libertadores; e em 83 bisa o Brasileiro e perde o Estadual (este com Zico já na Itália).

Há contudo, um aspecto que já une o Flamengo atual com o melhor de todos os tempos – e se Jesus continuar, ou deixar esse legado, pode ser o ponto de partida para novos anos de glória. O técnico que iniciou a gloriosa caminhada em 1978, o capitão Cláudio Pêcego Coutinho, usava uma situação do boxe para exemplificar o que o Flamengo fazia: “Quando você encaixa um golpe no oponente, aproveite que ele está grogue e saia batendo firme até ele cair. Se o time fizer um gol, faço o possível para fazer dois, ou três para ganhar o jogo, se possível ganhar com folga.”


Pia Sundhage e Seleção Brasileira

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Há muito otimismo no discurso Pia Sundhage sobre o futuro da seleção brasileira feminina. Se a primeira experiência da sueca no Brasil teve um final inesperado, o saldo é positivo.

Pia não entrou no torneio internacional de seleções pensando na taça. O objetivo era conhecer mais as jogadoras convocadas. Prova disso foi a escalação bastante modificada para a final contra o Chile em relação ao time encaixado que goleou a Argentina.

A opção, aliada à chuva torrencial que castigou o gramado do Pacaembu e aos vários pênaltis desperdiçados, custou a taça, mas não tirou da treinadora e esperança em solidificar o trabalho até a Olimpíada de Tóquio, em 2020. Já existe, inclusive, a programação definida até lá.

O jogo
A bola rolou menos do que deveria no primeiro tempo da partida, graças à chuva torrencial que assolou o gramado do Pacaembu. Na tentativa de carregar a bola e construir o jogo, o Brasil sofreu sem poder usar o meio-campo, repleto de poças d’água.

Com o fim da chuva, a grama, aos poucos, voltou às condições normais. E a entrada de Ludmila no lugar de Debinha também colaborou para a melhora da partida. Veloz, a camisa 19 formou boa dupla de ataque com Bia Zaneratto, assim como já havia feito em partida contra a Argentina.
Com as inúmeras mudanças feitas por Pia Sundhage no time titular, a Seleção pareceu sofrer sem o entrosamento demonstrado no jogo anterior. Com um volume de jogo considerável, o Brasil incomodou o Chile, mas errou muito o último passe e não finalizou bem.

Desperdiçar as chances criadas custou muito caro ao Brasil. Nos pênaltis, sobrou qualidade nas mãos de Aline Reis, responsável por três defesas, mas faltou tranquilidade. Foram quatro pênaltis perdidos em oito cobranças.

E agora, Brasil?
Agora, cabe a Pia Sundhage e sua comissão tranquilidade e paciência para que, aos poucos, as ideias de jogo se solidifiquem na cabeça das jogadoras.
A sueca não pretende podar o estilo de jogo brasileiro, quer dar liberdade às jogadoras no ataque, mas pretende focar o trabalho na melhora defensiva para que o jogo seja bem construído desde a primeira linha.

Há praticamente um ano de lacuna entre a derrota no amistoso no último domingo até a disputa da Olimpíada, em Tóquio, no fim de julho de 2020. Há tempo suficiente para que o “estilo Pia” se una naturalmente ao estilo brasileiro.


Esboço da Fórmula 1 para 2020

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Com a confirmação da realização do GP da Espanha em 2020, a Fórmula 1 deverá ter 22 corridas a partir da próxima temporada, um recorde na história da categoria. A direção ainda não oficializou, mas a revista alemã “Auto Motor und Sport” divulgou nesta quarta-feira um esboço de calendário com as 22 etapas.

Levando em consideração a abertura do campeonato no meio de março como nos últimos anos, na Austrália, a primeira parte do campeonato seria frenética, com 13 corridas contra nove depois das férias de verão. Além disso, seriam quatro “dobradinhas” em fins de semana seguidos só na primeira parte, com as duplas Austrália/Barein, Holanda/Espanha, Azerbaijão/Canadá e França/Áustria – depois das férias, serão mais três “dobradinhas: Bélgica/Itália, Singapura/Rússia e Estados Unidos/México.

Uma das dobradinhas seria um desafio logístico muito grande para as equipes, pela grande distância de Baku para Montreal, que estão separadas por 8.924 km. Em 2010, os times conseguiram cumprir um deslocamento ainda maior em uma semana, do Brasil para Abi Dhabi, em 12.107 km.

Pelo esboço divulgado, a etapa brasileira da Fórmula 1 seria disputada no feriado da Proclamação da República, no dia 15 de novembro. Será o último ano do atual contrato da categoria com o Brasil.

A Federação Internacional de Automobilismo deve divulgar o calendário da temporada 2020 nas próximas semanas.

Mercedes
Os dez títulos recentes da Mercedes na Fórmula 1 não foram conquistados por acaso. Para se ter ideia do comprometimento do time, os engenheiros que cuidam da parte de motorização continuaram a trabalhar para o desenvolvimento da unidade de potência, em busca de performance e confiabilidade, mesmo durante as férias de verão, quando a equipe “de pista” da escuderia teve um breve momento de descanso.

– Outros membros do time continuaram a trabalhar nas últimas semanas. Nosso time em Brixworth trabalhou direto durante as férias de verão (na Europa) para melhorar a performance e confiabilidade do nosso motor. In Brackley, usamos os dias tranquilos para melhorar nossa fábrica.


Pia Sundhage e a luta das mulheres no futebol

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De calça jeans, blusa de manga comprida azul marinho e tênis, Pia Sundhage chegou para a entrevista pontualmente às 16h. Acostumando-se aos hábitos brasileiros ao mesmo tempo em que se prepara para a primeira partida à frente da seleção na próxima quinta-feira, ela faria naquele dia primeira aula de português.

Educada e simples, ela tem dispensado liturgias do cargo, como ter uma sala só pra ela, pelo menos por enquanto. Também não quer fazer uso de carro para seu dia-a-dia. Procura um local para morar de onde possa ir andando para a CBF, na Barra da Tijuca.
– Gosto muito de andar, mas não gosto de correr, acho um pouco entediante. Quero aproveitar esse tempo para me exercitar”, disse a sueca que foi jogadora de futebol (atacante) e dirigiu grandes seleções como a dos Estados Unidos e da Suécia.

Você viu dois jogos desde que chegou ao Brasil antes da convocação, qual foi sua primeira impressão sobre o futebol brasileiro jogado aqui?
Foi o que eu esperava, vocês são boas com a bola, e é isso que eu gosto no Brasil, vocês são boas com a bola. Acho que essa é um dos seus pontos fortes. Às vezes os jogos de ligas nacionais, eu já disse isso nos Estados Unidos e na Suécia, é mais rápido do que os jogos de seleções. Se você olhar para a Copa do Mundo, há uma grande diferença. Vocês têm muita habilidade, são muito técnicas. Uma coisa que eu já vi, é que na Suécia nós somos muito organizadas, esse é um dos nossos pontos fortes, os Estados Unidos são muito fortes, e aqui eu posso dizer que a transição do ataque para a defesa é diferente. É algo que na seleção eu preciso trabalhar um pouco para estarmos na mesma página.

Qual é a diferença?
A diferença é que na Suécia, quando perdemos a bola, todos pensam que agora é uma defensora, e vai tentar estar atrás da linha da bola, a não ser que recupera a bola imediatamente. Mas aqui não há a mesma velocidade para estar atrás da bola. Demora um pouco mais, você tenta recuperar no um contra um. Eu quero pedir mais ter um pouco mais de energia no ataque, por isso precisamos tentar guardar um pouco de energia trabalhando em conjunto defensivamente.


10anos depois, a 100ª vitória do Brasil na Fórmula 1

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Há exatos dez anos, no dia 23 de agosto de 2009, Rubens Barrichello conquistou a centésima vitória do Brasil na Fórmula 1. Numa tarde ensolarada – e quente – em Valência, o piloto da Brawn levou a melhor sobre Lewis Hamilton (McLaren) e Kimi Raikkonen (Ferrari) para vencer pela décima vez na categoria justamente na primeira prova depois do gravíssimo acidente de Felipe Massa na Hungria – Barrichello homenageou o compatriota no capacete.

O F1 Memória já relembrou essa prova no ano passado, então nada melhor do que o próprio Rubinho, com as palavras dele, nos contar mais detalhes daquela temporada especial e do próprio fim de semana do GP da Europa de 2009. Fala, Rubinho!

“O ano da Brawn começou, logicamente, como o mais difícil da minha vida porque eu não sabia se estaria empregado ou desempregado. Depois daquilo, se tornou o mais especial da minha vida porque mostrou que sonhar vale a pena.

Todo o dia é um renascer, e já provei isso várias vezes. Naquele ano, na primeira vez que eu testei o carro, sabia que seria um ano especial.

omeçamos imbatíveis no campeonato, mas tive um problema de freio, pois tinha pastilhas e discos diferentes do Jenson (Button). Por alguma razão, os meus freios não acoplavam no carro, ou melhor, acoplavam O.K., mas superaqueciam demais, e isso fazia com que eu tivesse de tirar um aditivo aerodinâmico no no carro. Isso desbalanceava, e era uma luta para recompor o balanço do carro.

Aquilo acabou me prejudicando, e todo ano eu testava os freios do Jenson. Eu gostava de testar tudo, não gostava de coisas diferentes nos carros, e o freio era pior. Eu gosto de freios que esquentam imediatamente, que dão aquela pegada e não dão a sensação de que o carro não está parando. Gosto de apertar o pedal e sentir a pegada.

Os freios dele nunca foram bons para mim, mas naquele ano quando colocaram no carro, funcionou. Só que colocaram apenas depois da sexta corrida. Depois, as únicas duas vitórias da equipe foram da minha parte, mas já era tarde. Fico muito orgulhoso de ter dado a centésima vitória para o Brasil, e a 101ª também, em Monza, a última vitória do Brasil. De qualquer forma foi um ano especial.


Jorge Jesus destaca força do Flamengo

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O Flamengo tentou, tentou e tentou até abrir o placar e fazer 2 a 0 para vencer o Internacional, pela partida de ida das quartas de final da Libertadores. Diante da retranca adversária, o técnico Jorge Jesus ficou satisfeito com a experiência e a paciência do Rubro-Negro no Maracanã. O que também, novamente, deixou o treinador contente foi a participação da torcida do Flamengo na partida. Jorge Jesus ousou dizer que o Rubro-Negro costuma iniciar as partidas no Maracanã já à frente no placar.

– Parabéns aos jogadores, ao torcedor, que mais uma vez empurrou a equipe para vitoria. No Maracanã, já começamos ganhando por 1 a 0. Jogamos contra um adversário com uma ideia de jogo muito bem concebida, que defende bem, não tinha perdido na Libertadores e há cinco jogos não sofria gol. Mas encontrou um Flamengo muito experiente, que não foi a procura do gol a qualquer maneira, disse o técnico.

Com a vitória por 2 a 0, o Flamengo pode perder por um gol de diferença na partida de volta, no Beira Rio, para ir à semifinal da Libertadores. Jorge Jesus ficou satisfeito, também, com o fato de o Flamengo não ter sofrido gols no Maracanã.

– Fomos uma equipe muito experiente. Para jogar competição mata-mata, não pode entrar em estresse. O Flamengo sempre foi sólido no ponto de vista defensivo, teve a posse da bola para criar as oportunidades. Tenho o privilégio de ter uma linha de frente com jogadores de muita qualidade, criatividade e velocidade. Pelo menos, vamos ter uma ou duas oportunidades de gol. E vai ser esse o nosso caminho.

Willian Arão suspenso
– Não sei qual a forma que olhavam para qualidade do Arão. Mesmo antes de ser treinador dele, sempre achei que tinha muita qualidade e hoje tenho certeza. Está sempre em alto nível, está numa rotação muito alta.

Escalação do Gabigol
– Tenho o privilégio de ter um departamento clínico de muita qualidade, que toma decisão em conjunto comigo. Temos que levar os jogadores ao limite do risco. Isso aconteceu com o Gabigol, Arrascaeta, Diego… Eles nos dão sinais, mas com a experiência de ver o jogador em campo conseguimos entender se está fadigado, carregado. Se o jogo tivesse sido em Porto Alegre, não levaria o Gabigol. Mas foi no Rio, tivemos tempo e resolvemos arriscar.


CBF e o VAR

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Presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Leonardo Gaciba apresentou os números do árbitro de vídeo (VAR) no auditório da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo o chefe dos árbitros, houve 98% de acerto dos lances nas decisões capitais (gols, expulsões, erros de identificação e pênaltis) com a ajuda do novo sistema até a 14ª rodada da Campeonato Brasileiro.

De acordo com Gaciba, sem o VAR, 77,4 % dos lances capitais foram acertados no mesmo período. O chefe da arbitragem informou que os árbitros erraram apenas em 10 lances capitais neste ano com a ajuda do vídeo contra 88 em 2018. Os jogos do último fim de semana do Brasileiro não entraram no levantamento da entidade.

– Isso é uma melhora de 90%. Eu enxergo o copo meio cheio. O auxílio do VAR é indispensável hoje em dia. A reclamação dos clubes diminuiu muito. Os acertos da arbitragem brasileira crescem, disse Gaciba

Na apresentação desta segunda, o chefe da arbitragem afirmou que o índice de acertos em situações de pênaltis foi de 91,76 % com o VAR, sendo 27 erros corrigidos, ante 68,23% no ano anterior. O VAR ainda acertou 93,5% nos impedimentos.

– O VAR mostra que a velocidade do jogo acabou vencendo o olho humano.

A análise usou 139 jogos para contabilizar os números do VAR. Segundos os dados apresentados, foram 764 checagens e 87 revisões, com uma média de 6,12. Em 90% das ocasiões, o árbitro de vídeo concordou com a decisão de campo.

– Queria agradecer ao clubes brasileiros pela aprovação do árbitro de vídeo. Eles estavam certos. O que parece fácil na TV não é tão fácil no campo de jogo, explicou.

O maior número de checagens foi para a marcação ou não de gol: 385, o que equivale a 50,4% do total. Em 255 oportunidades, houve checagem de pênaltis (33,4%). Os outros itens checados foram cartão vermelho (15,2%) e erro de identidade (1%).

Em 69 das 87 revisões, o árbitro mudou sua decisão depois da análise, o que corresponde a 78% do total. Gaciba disse que existe a consciência da necessidade de melhorar no tempo de tomada de decisão. No Brasileiro, a média é de um minuto e 54 segundos.