A incrível atuação de Schumacher apenas com a quinta marcha em Barcelona

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Uma das atuações mais marcantes da carreira de Michael Schumacher completa 25 anos neste dia 29 de maio. E olha que foi numa corrida em que ele não venceu. O alemão foi o segundo colocado no GP da Espanha de 1994 com uma atuação brilhante, conduzindo sua Benetton-Ford encravada em quinta marcha por dois terços da prova. A vitória ficou com Damon Hill, a primeira da Williams depois de um conturbado começo de temporada, que teve a morte de Ayrton Senna na terceira etapa, em San Marino.

Chefe da Benetton, Flavio Briatore bradava aos quatro ventos que não mudaria seu carro por questões de segurança. Os comissários do GP da Espanha, então, ameaçaram impedir a participação de Michael Schumacher e JJ Lehto. No fim das contas, a Benetton fez as mudanças necessárias em seus carros para deixá-los dentro do novo regulamento. Além disso, foi adaptada uma chicane com pneus no ponto mais crítico da pista para reduzir a velocidade no local. Ninguém gostou…

Dada a largada, Schumacher disparou na ponta. Com um ritmo alucinante, o alemão abriu 17 segundos sobre Hill em 18 voltas, dando a impressão de que chegaria tranquilamente à quinta vitória consecutiva. Mas, quando se encaminhava para fazer o primeiro pit stop programado, o carro de Schumacher ficou encravado na quinta marcha. O alemão fez a parada sem colocar ponto morto e teve de arrancar da inércia em quinta marcha. Será que daria para ele seguir na prova?

Tão logo voltou à pista, na 23ª volta, Schumacher foi ultrapassado por Mika Hakkinen, que superara Damon Hill na dança dos pit stops. Era a McLaren liderando uma corrida pela primeira vez com o motor Peugeot. Com um ritmo bem mais lento por causa do problema no câmbio, Schumacher também foi superado rapidamente por Hill.

No entanto, a vantagem para o quarto colocado JJ Lehto era muito grande, e Schumacher também conseguiu encontrar um ritmo o mais veloz possível dadas as condições. Mesmo só contando com a quinta marcha, Schumi manteve com firmeza a terceira colocação, o que já era bom demais. Todos fizeram muita festa. Hill pela sua primeira vitória na temporada para a Williams, Schumacher por salvar seis pontos importantíssimos para o campeonato mesmo com uma marcha só, e Blundell pelo improvável terceiro lugar.

Damon Hill até quebrou o protocolo e colocou o boné para trás no pódio. Naquele momento ele não sabia, mas daria um calor terrível em Schumacher na briga pelo título.


VAR e seus percalços

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Nunca houve tão poucas faltas no Campeonato Brasileiro da Série A. Nas primeiras cinco rodadas de 2019 – uma amostra de 50 jogos – a média de infrações ficou em 27,8 por jogo, o menor número desde 2015, último ano para o qual há dados disponíveis. Este é a primeira edição do torneio que conta com a tecnologia do árbitro de vídeo (VAR).

A queda no número de faltas também fez cair a quantidade de cartões amarelos: foram 207 nas primeiras 50 partidas do ano, mesmo número de 2017. A quantidade de cartões vermelhos é a mesma nos últimos três anos: nove.

Até o número de reclamações formais caiu. De acordo com a CBF, nenhum clube procurou a Ouvidoria da entidade para se queixar de decisões de arbitragem. No ano passado, depois de cinco rodadas, já havia 16 reclamações registradas. Vale ressaltar que o São Paulo chegou a entregar um “dossiê” após um empate em 0 a 0 com o Bahia no Morumbi, mas não percorreu o caminho que a CBF exige para considerar formal uma queixa contra decisões de arbitragem.

O departamento de arbitragem da CBF também mede o impacto direto do VAR no andamento dos jogos. Contando as primeiras 58 partidas do Brasileirão – as seis primeiras rodadas menos os dois jogos desta segunda-feira – o tempo médio de paralisação é de 1 minuto e 50 segundos.
Trata-se de um número acima da média mundial – um minuto e 30 segundos, meta que a CBF quer atingir até o final do ano. Mas o tempo de paralisação não é a prioridade. A ordem é: precisão acima da velocidade. É melhor demorar para acertar do que errar com pressa.

Nas primeiras 58 partidas do Brasileirão de 2019, houve 35 lances revisados pelos árbitros de vídeo. Em 30 deles, o árbitro mudou a decisão que havia tomado em campo. Nas outras cinco, manteve. De novo, trata-se de um número bem acima da média mundial: um lance revisado a cada três partidas. “Isso mostra que os árbitros de campo estão deixando a desejar”, opina Sandro Meira Ricci, ex-árbitro, que apitou na Copa do Mundo de 2018 e hoje é comentarista do Grupo Globo.

NA CBF, a avaliação é de que o VAR já causou efeito positivo no Campeonato Brasileiro, e que ainda vai levar tempo para que árbitros, jogadores, técnicos e dirigentes se acostumem com a tecnologia.


Multa para desfazer venda de JP é de R$ 90 milhões

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O Fluminense acordou a venda de João Pedro ao Watford ainda no ano passado, mas há chances de o futuro do atacante de 17 anos ser longe do clube inglês. Isso porque o contrato firmado entre os clubes estabelece uma multa de 20 milhões de euros (R$ 90,4 milhões) a ser paga aos ingleses a cargo de indenização para que o acordo seja desfeito. Uma situação já monitorada por gigantes europeus.

A noite fenomenal vivida pelo atacante, na quinta-feira, quando marcou três gols e deu uma assistência na goleada por 4 a 1 sobre o Atlético Nacional, pela Sul-Americana, intensificou a procura de informações por parte de outras equipes. Uma delas é o Liverpool, que sondou detalhes da negociação. Mas há outras. Ou seja: os sete gols em dez jogos fizeram a joia tricolor ser alvo no mercado da bola mesmo já negociada.

Por ser menor de idade – faz 18 anos em setembro -, Não pode se transferir imediatamente. Por isso, a ida ao Watford está prevista para janeiro de 2020, podendo ser atrasada para junho do ano que vem em caso de acordo entre os clubes. O time inglês postou após a noite de gala: “Nos vemos em janeiro”.

Além disso, a venda efetivamente ainda não foi feita: o contrato assinado é uma promessa de compra por parte do time europeu, que pagou no ato uma parcela de 2,5 milhões de euros e se comprometeu a desembolsar mais 7,5 milhões de euros em bonificações a partir de gatilhos que podem ou não ser alcançados.

O Watford, então, estabeleceu uma “cláusula de rompimento”. Caso o Fluminense não efetive a venda ou João Pedro se recuse a se transferir, o time inglês tem direito a receber os 20 milhões de euros (R$ 90,4 milhões). Isso permite que um terceiro interessado pague a quantia ao Flu para quitar a indenização e possa negociar uma nova compra.

Exemplo de funcionamento da cláusula
* Clube X oferece, por exemplo, 30 milhões de euros ao Fluminense por João Pedro.
* Watford recebe 20 milhões de euros de indenização.
* E o Tricolor fica com os 10 milhões de euros restantes.
* Watford não precisa mais pagar os bônus de 7,5 milhões de euros
* Flu não precisa devolver os 2,5 milhões e meio de euros já recebidos
João Pedro foi negociado com o Watford ao final do ano passado, após marcar 38 gols no sub-17 do Flu. Em janeiro deste ano, subiu ao profissional com Fernando Diniz. Soma 216 minutos – o equivalente a dois jogos e meio em campo e tem sete gols.


Vinicius Junior mira Olimpíadas

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Fora da lista final do técnico Tite, o atacante Vinicius Junior nem quer pensar muito em Copa América – embora, é claro, vá torcer pela seleção brasileira. O jogador do Real Madrid mira um horizonte um pouco mais distante: a Olimpíada de 2020, em Tóquio. Ainda falta um ano, mas o jovem de 18 anos vem reforçando, sempre que possível, o desejo de ser convocado para disputar a competição.

– Não é um sonho só meu, mas de todo brasileiro de jogar as Olimpíadas. Temos só um ouro, queremos colocar o Brasil no topo, como é na Copa do Mundo. Vou ficar feliz se eu vier a disputar as Olimpíadas – afirmou Vinicius, que passou justamente em Tóquio para participar de eventos de patrocinadores do Real Madrid, em entrevista ao repórter Carlos Gil.

O lado flamenguista de Vinicius Junior aflora em qualquer bate-papo, não tem jeito. Em poucos minutos de prosa, o nome do Flamengo surgiu, e ele revelou um detalhe que faz parte da rotina desde que saiu do clube onde foi criado no final do ano passado.

– Sempre quando acordo, primeira notícia que vou ler é o resultado do jogo.

E a torcida pela seleção brasileira na Copa América tem mais um motivo: o amigo Lucas Paquetá, do Milan. Revelados juntos no Rubro-Negro da Gávea, os dois alimentam o contato na medida do possível.

– Três semanas estava lá em Milão, fui visitar ele. E eu fico feliz pela evolução, por estarmos conquistando tudo que a gente sempre comentava quando concentrava junto. Eu fico feliz por ele, e ele por mim – conta, que gostaria de vê-lo atuando com o Real Madrid. – De branco ia ficar melhor (risos).

Ao todo, Vinicius Junior disputou 31 partidas pelo time principal do Real Madrid e marcou quatro gols. Pelo Castilla, fez os mesmos quatro gols, mas em apenas cinco jogos disputados.

Terminada a primeira temporada como jogador do Real Madrid, é hora de uma autoavaliação. O momento do clube não jogou a favor de Vinicius Junior, que viu a equipe sucumbir ainda nas oitavas de final da Liga dos Campeões; e ficar fora da briga pelo título tanto no Campeonato Espanhol quanto na Copa do Rei. Ainda assim, numa visão mais particular, o atacante brasileiro é bastante otimista – por mais que tenha ficado fora da lista da seleção brasileira para a disputa da Copa América.


Real Madrid: Mbappé ou Neymar?

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As declarações de Mbappé durante a premiação dos melhores da temporada no Campeonato Francês abriram o festival de especulações na imprensa espanhola. Ao dizer que deve aceitar novas responsabilidades, o atacante deixou o Real Madrid em alerta. Mas o dilema para a próxima janela de transferências está além do jovem campeão do mundo com a França.

Em sua capa da edição desta quinta, o “As” diz que o desafio de Florentino Pérez, presidente merengue, é escolher entre Mbappé e Neymar. De acordo com a publicação, o clube aguarda por um sinal positivo em ambos para ir ao ataque. No entanto, é um sonho imaginar que os dois seriam contratados.

O jornal diz que o silêncio do atacante francês diante do comunicado do PSG, que garantia a permanência do jogador no clube, é um indício de que o atleta não quer permanecer na França. Sobre o brasileiro, o “As” garante que o Real Madrid não encerrou os contatos com o atacante, com quem já ensaiou um namoro no início da temporada.

No entanto, o clube espera de Neymar uma atitude semelhante à de Mbappé: deixar claro que quer sair do Paris. Isso facilitaria a operação para a equipe da capital espanhola.

A dupla de estrelas do PSG também foi capa do “Marca” na última terça-feira. Nela, o diário esportivo reforça que Mbappé deixou aberta a possibilidade de sua saída do clube e abriu espaço para uma possível negociação de Neymar.

A temporada conturbada do PSG, com mais uma decepção na Liga dos Campeões, ajudou a alimentar as especulações que indicam para as possíveis saídas de Neymar e Mbappé. Os dois são cotados como alvos de gigantes europeus, a começar pelo Real Madrid, que estaria na dúvida entre quem investir. E o técnico Thomas Tuchel indicou que está ciente da possibilidade de ter que dar adeus a um dos astros.

Na última entrevista coletiva da temporada, na véspera da rodada final do Campeonato Francês, o comandante parisiense foi questionado sobre possíveis transferências dos atacantes. E Tuchel respondeu de forma resignada.

“Isso é futebol, então tudo pode acontecer. Eu não sou ingênuo. A janela de transferências é louca, e muitos clubes estão buscando comprar. Se você está me perguntando como treinador, então sim, quero que eles fiquem aqui. Mas se isso não acontecer, encontraremos soluções”, disse Tuchel.


Por que é injusto medir Guardiola – e apenas ele – com a régua da Liga dos Campeões

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“Fui julgado no Bayern e assim serei aqui. O meu período lá não foi bom para a maioria porque não chegamos a uma final de Champions. Fomos até a semi e acabamos julgados. Então eu sou um cara sortudo. Os meus padrões são altos e eu tenho que alcançá-los sempre (…). Tenho que aceitar. Nós ganhamos muito no passado e é por isso que as pessoas acreditam que isso é normal. Mas não é”.

Em março deste ano, ainda antes da dolorosa eliminação para o Tottenham, Pep Guardiola tentou desenhar com algumas palavras e doses de ironia ao responder as exigências de ter novamente a Liga dos Campeões em seu currículo. O técnico catalão é cobrado na medida em que o seu sucesso carrega fãs incondicionais – e com eles os inseparáveis haters. Como muita coisa na vida, ele também é uma dicotomia.

No sábado, o seu Manchester City atingiu um feito sem precedentes na história do futebol masculino inglês ao consumar a Tríplice Coroa nacional (Copa da Liga, Campeonato Inglês e Copa da Inglaterra) – com a Supercopa ainda de lambuja. O último troféu veio após inapeláveis 6 a 0 sobre o Watford, noutra atuação soberba na temporada.

Mas vá dizer que você não ouviu ou leu por aí qualquer relação entre fracasso e ausência da Liga dos Campeões? Se Pep não a ganhar já sabemos o que vai acontecer: sua passagem no City não terá o carimbo de sucesso para muitos dos críticos.

Pois minha função aqui é tentar convencê-lo a mudar de ideia. Sinta-se livre para discordar ao fim deste artigo 😉.

Desde 1956, 43 treinadores diferentes já venceram a Champions (contabilizando a antiga Copa da Europa). O 44º virá daqui a alguns dias – será o alemão Jürgen Klopp ou o argentino Mauricio Pochettino. Apenas três a ganharam três vezes: o inglês Bob Paisley, pelo Liverpool, o italiano Carlo Ancelotti, pelo Milan e Real Madrid, e, mais recentemente, o francês Zinedine Zidane, pelo Real Madrid.

Guardiola está ao lado de outros 16 treinadores com duas conquistas (2009 e 2011) – e estamos falando aqui de nomes com invejável contribuição ao futebol como Béla Guttmann, Helenio Herrera, Brian Clough, Arrigo Sacchi, Vicente del Bosque, Alex Ferguson, José Mourinho, Jupp Heynckes…
Então, por que apenas Pep é medido com a régua da Liga dos Campeões? Se vencê-la fosse mera formalidade, por que ninguém o fez por mais de três vezes?


O legado de Lauda

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Por mais que o estado de saúde de Niki Lauda não indicasse que ele fosse viver por muito tempo depois do transplante de pulmão, a perda sempre choca. Não o vi correr, mas desde pequeno soube da sua importância. Meu avô foi o grande mestre que tive, desde pequeno me ensinou tudo sobre o esporte. Foi ele quem me levou para conhecer pela primeira vez um carro de F1, ainda em 1986, e ele sempre falou do Niki Lauda. Conforme fui crescendo, passei a ler muitas revistas, jornais e livros sobre Fórmula 1, e passei a entender ainda mais a relevância deste personagem único. Pragmático, genial e, sobretudo, corajoso.

Só mesmo alguém com muita coragem para voltar a correr depois daquele acidente de 1976 e, paradoxalmente, desistir da última corrida daquele ano por causa da chuva, ciente de que levaria bordoada de todos os lados por falta de… coragem. Simplesmente, a falta da pálpebra no olho direito não o permitia enxergar no aguaceiro de Fuji. Logo, ele recolheu o carro aos boxes porque aquilo não fazia sentido. Niki foi corajoso ao bancar sua posição. Foi bi em 1977, e depois mandou a Ferrari às favas.

Como não fazia sentido continuar “andando em círculos”, justificativa dada por Niki para encerrar abruptamente a carreira em 1979 para fundar sua primeira companhia aérea, a Lauda Air. Quando as finanças não andavam lá muito bem, outra vez foi pragmático ao aceitar uma oferta milionária da McLaren. E, com extrema inteligência, bateu o grande Alain Prost para ser tri em 1984.

Depois de parar de correr, Lauda sempre manteve a verve crítica em suas declarações, seja como comentarista da TV alemã RTL, seja dando entrevistas. Como consultor da Ferrari, botou a cara à tapa ao se juntar a Gerhard Berger, Michael Schumacher e Christian Fittipaldi para restaurar a Associação de Pilotos quando das mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger.

Falando em cara à tapa, o que dizer de sua jornada na Mercedes? Niki Lauda foi peça fundamental na contratação de Lewis Hamilton em 2012, ao convencer o inglês de que a equipe alemã era o futuro da Fórmula 1. Na época, quase todo mundo disse que Hamilton estava fazendo uma colossal bobagem ao deixar a – na época – competitiva McLaren. Deu no que deu.

Niki seguiu seu caminho e lamentavelmente não tive a oportunidade de falar com ele novamente. A missão do austríaco Andreas Nikolaus Lauda está cumprida. Fica a lenda.


Senna e Toleman: 35 anos

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A seção “Máquinas Eternas” desta vez não vai lembrar um carro campeão mundial. Aliás, um carro que jamais venceu uma corrida sequer. Três pódios e uma volta mais rápida foram o máximo que o Toleman-Hart TG184 conseguiu. Mas o carro projetado pelo engenheiro sul-africano Rory Byrne entrou para a história por ter conduzido Ayrton Senna aos seus primeiros resultados expressivos na Fórmula 1. Mais do que isso, foi o carro que projetou o futuro tricampeão mundial ao estrelato.

Antes de o TG184 elevar o patamar da Toleman, a modesta equipe inglesa vinha progredindo muito lentamente na F1. Estreou em 1981, teve uma corrida histórica e surpreendente com Derek Warwick na Inglaterra, em 1982, quando o britânico chegou a andar em segundo antes de o carro quebrar, e fez seus primeiros pontos em 1983, com o próprio Warwick e o italiano Bruno Giacomelli. Mas em 1984, o time contava com uma nova dupla de pilotos, formada pelo venezuelano Johnny Cecotto e o promissor brasileiro Ayrton Senna.

Naquele momento, Toleman e Pirelli estavam em rota de colisão, e a equipe boicotou os treinos iniciais para protestar, já que o fabricante italiano não aceitava quebrar o contrato. O problema é que Senna teve problemas intermináveis no carro e uma chuva atrapalhou o brasileiro, que não se classificou para a corrida. Ayrton ainda ficou irritado quando soube que o TG184 já estava pronto, e a Toleman não quis estreá-lo em Imola em meio ao imbróglio com a Pirelli.

Mas o potencial era bom. Na etapa seguinte, em Mônaco, Senna repetiu o 13º lugar no grid, cinco posições à frente de Cecotto. A corrida foi um show histórico de Ayrton debaixo de chuva – Cecotto bateu. Deixaremos para relembrar mais detalhes desta corrida em outro post. Depois do segundo lugar e da melhor volta em Monte Carlo, os olhos do mundo passaram a observar Senna e a Toleman.

Mas a recompensa viria para Senna em Brands Hatch. Com um carro bastante equilibrado, Ayrton foi sétimo no grid e logo ganhou terreno. Andou em quinto durante toda a prova, brigando com Elio de Angelis (Lotus) até superá-lo na curva Paddock Bend. Com a quebra de Nelson Piquet (Brabham), Senna herdou o terceiro lugar, garantindo o segundo pódio no ano.
Senna foi o único piloto da Toleman nas três corridas seguintes, e o TG184 continuou andando bem.


Tite e a lista da Copa América

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Tite anunciou “a lista mais difícil” de elaborar desde que assumiu o comando da seleção brasileira. Palavras do próprio treinador. Repleto de dúvidas no que diz respeito a lesões e surpresas de última hora, o técnico convocou a Seleção para a Copa América que será disputada no Brasil entre 14 de junho e 7 de julho.

Daniel Alves, Fernandinho e David Neres talvez sejam os maiores destaques. O lateral do Paris Saint-Germain volta à seleção depois de mais de um ano longe – a última convocação foi em março de 2018. O volante do Manchester City não era lembrado desde a Copa do Mundo do ano passado. E o atacante do Ajax ficou com a vaga que também tinha na disputa Vinicius Junior, do Real Madrid, e Lucas Moura, do Tottenham.

Everton, do Grêmio, e a dupla Cassio e Fagner, do Corinthians, são os representantes de clubes brasileiros na lista. Ambos os times têm compromisso pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil: o Grêmio pega o Juventude no dia 29 de maio, e o Timão encara o Flamengo no dia 4 de junho. A ideia é que os atletas se apresentem à seleção somente depois dessas datas para, portanto, não desfalcarem suas respectivas equipes.

Os jogadores começam a se apresentar no dia 22, próxima quarta-feira, na Granja Comary, em Teresópolis. Antes de estrear na Copa América, a seleção brasileira fará dois amistosos: contra o Catar no dia 5, em Brasília; e contra Honduras no dia 9, no Beira-Rio.

O Brasil está no Grupo A da Copa América ao lado de Bolívia, Peru e Venezuela. A estreia será contra os bolivianos no dia 14 de junho, às 21h30 (de Brasília), no Morumbi.

Veja a lista completa:
Goleiros: Alisson (Liverpool), Cássio (Corinthians) e Ederson (Manchester City)
Defensores: Alex Sandro (Juventus); Marquinhos, Thiago Silva e Dani Alves (PSG); Éder Militão (Porto), Fagner (Corinthians), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Miranda (Inter de Milão)
Meio-campistas: Allan (Napoli); Philippe Coutinho e Arthur (Barcelona); Casemiro (Real Madrid), Fernandinho (Manchester City) e Lucas Paquetá (Milan)
Atacantes: David Neres (Ajax), Everton (Grêmio), Roberto Firmino (Liverpool), Gabriel Jesus (Manchester City), Neymar (PSG) e Richarlison (Everton)


Flamengo se impõe em Itaquera

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Uma vitória justa de um Flamengo que esteve longe de ser brilhante, mas foi competitivo e consistente. Se o duelo contra o Corinthians pela Copa do Brasil serve de laboratório para o mata-mata com o Emelec pela Libertadores, o 1 a 0 em Itaquera foi conquistado com uma atuação segura e madura de um time que não teve seus craques em noite inspirada.

A surpresa pela formação mais ofensiva de Fábio Carille não tirou a tranquilidade de um Flamengo que fez valer da organização defensiva e superioridade técnica para respirar. A marcação alta dos atacantes corintianos resultou em chutões apenas nos minutos iniciais. Depois, o que se viu foi uma equipe que soube trocar passes para ditar o ritmo e entrar no jogo.

Real Madrid
Um estudo da consultoria britânica de valor de marcas Brand Finance divulgado nesta quinta-feira colocou o Real Madrid no topo do ranking das 50 marcas mais valiosas do futebol mundial, desbancando o Manchester United. O clube espanhol não ocupava o primeiro posto desde 2010 e foi avaliado em € 1.646 bilhões, quase R$ 7,4 bilhões, um crescimento de 26,9% em relação ao ano passado.

Jean Lucas
Titular nos últimos três jogos do Santos, o volante Jean Lucas começa a se firmar na equipe e no esquema que o técnico Jorge Sampaoli propõe para o Santos. Emprestado pelo Flamengo até o fim da temporada (sem opção de compra), Jean Lucas começou bem sua trajetória no Santos, depois perdeu espaço por um período, até que voltou a ser escalado com frequência novamente às vésperas do clássico contra o Palmeiras, justamente o rival contra o qual o volante estreou como titular e deixou boa impressão no Peixe.

Commebol
A partida entre River Plate x Athletico, que define o campeão da Recopa, teve sua data alterada. O jogo de volta do torneio, anteriormente previsto para o dia 29 de maio, será realizado no dia 30 de maio, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. A nova data foi confirmada pela Conmebol.