A vez do atletismo nos Jogos

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Começou ontem e prossegue hoje com disputas até o dia 21, com a maratona, o atletismo, modalidade que reúne a maior atração dos Jogos, com mais 41 provas em destaque. Como acontece em todos os Jogos já se pode antecipar a participação fraca do atletismo do Brasil, em relação a perspectivas de medalhas, até mesmo as de bronze, porque às de ouro passam ser um sonho, devido a fragilidade dos atletas, muito abaixo do ranking mundial. Ontem, Geisa Arcanjo se colocou na classificação do arremesso do peso, e hoje disputa semifinal para obter vaga entre as oito finalistas. Nos 800 metros, Kleberson correu a distancia em 1m46,1 e sabe que, com esse tempo, terá dificuldade para figurar entre os finalistas.

A grande esperança de medalha para o atletismo é a saltadora de vara Fabiana Muerer,a melhor da América e também recordista do continente. Mesmo com a ausência de Yelena Ysinbayeva não facilita a colocação da brasileira, porque tem adversária nos Estados Unidos e em Cuba.

Robert Scheitd, bicampeão da Classe Laser, não está indo bem nas regatas deste ano, ocupando a 13ª colocação e com muita dificuldade para chegar às medalhas. O objetivo de Scheidt era permanecer na linha de frente nas primeiras regatas da série. Não aconteceu e em duas regatas chegou em 23ª e 27ª o coloca em séria dificuldade para chegar ao tri olímpico com se especulava.
Detentor de 22 medalhas de ouro em Jogos Olímpicos, sendo quatro delas no Rio de Janeiro, o nadador Mike Phelps pode ainda chegar a mais uma conquista, na prova de 100 metros borboleta, onde é especialista. Depois dos Jogos de Londres, em 2012, Phelps anunciou que poderia parar de nadar. Depois de um período afastado, com problemas de drogas,, afinal, desfeitos, o nadador objetivou as finais do Rio de Janeiro e, em grande forma, acabou ganhando quatro finais, aumentando sua estatística para 22 e próximo da 23ª.

A meta de se colocar entre os dez países vencedores de medalhas expressadas pelos dirigentes do COB está difícil de ser alcançada depois do baixo nível de conquista nas modalidades individuais, como a natação, por exemplo. Até agora, os brasileiros não subiram ao pódio o que torna a previsão longe de ser atingida. Ontem começou o atletismo, outra disputa que distribui muitas medalhas as chances são pequenas no máximo uma ou duas. Só agora é que o dirigentes avaliam o ocaso do atletismo do país, em comparação com as verdadeiras potências olímpicas.


Argentina na final da Copa América

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o que parece, a seleção da Argentina está reencontrando seu melhor futebol, como foi visto na goleada sobre a seleção dos Estados Unidos, pela Copa América Centenário, pelo placar de 4 a 0, diante de 70 mil torcedores, que saíram decepcionados com o fracasso, pouco admitido. A decisão da Copa América terá os argentinos, jogando contra o vencedor de Chile e Colômbia, participantes da outra semifinal. Durante a partida, Messi se consagrou como o maior artilheiro da seleção, com 55 gols, um a mais de Batistuta.

Gabriel Jesus
Mais uma promessa do futebol brasileiro poderá ir jogar na Europa. Este é Gabriel Jesus, 19 anos, do Palmeiras, que está sendo observado pelo Barcelona, que ontem mandou emissário para observá-lo na partida Palmeiras e América Mineiro, pelo Brasileirão, vencida pelos paulistanos, por 2 a 0, com os gols do atacante. A vitória manteve o time do Parque Antártica na liderança do Brasileirão, com 22 pontos.

Eurocopa
A seleção da Espanha, uma das favoritas para conquistar o título da Eurocopa, atualmente disputada na França, sofreu ontem inesperada derrota para a Croácia que, depois de dominada durante quase o tempo todo, fez um gol no final da partida, por 2 a 1, obrigando os espanhóis e terem que enfrentar a Itália, na seqüencia. O treinador Del Bosque escalou a seleção com vários reservas e não esperava o resultado o ruím. Durante o jogo a Espanha foi melhor e acabou perdendo um pênalti .

30 anos
O famoso gol de mão de Diego Maradona, contra a Inglaterra, em 1986, na Copa do México, fez ontem 30 anos, e, ainda hoje, é lembrado como grande feito do jogador argentino que, num lance com o goleiro Peter Shilton, de 1m83 e ele com 1m65, disputou a bola no ar e, com a mão, desviou-a para o gol.Todo mundo testemunhou que o gol foi feito com a mão, e apenas, o árbitro tunisiano Al bin Nasser, não viu.Argentina ganhou o título. Nesse jogo ficou também a marca que, para alguns, foi o gol mais bonito do futebol em todos os tempos. Maradona passou por sete adversários e na pequena área completou para as redes.

Neymar
Não há novidade no caso da transferência de Neymar para o PSG, da França. O Barcelona quer renovar seu contrato que tem vigência até 2018 e diz que não cobre qualquer quantia vinda do time francês. A idéia de Neymar e sua assessoria querem a mudança, por acharem que na Espanha ele não ganha o Bola de Ouro, devido a presença de Suarez e Messi.


Vitória é vital no futebol

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Qualquer que seja o resultado do jogo entre Brasil e Dinamarca, logo mais, em Manaus,mais uma vez ficará patenteado que o futebol brasileiro perdeu o brilho de outrora e, hoje, se apoia na ideia de que ainda é o melhor, deixando de lado o principal fator para se chegar à vitória, ou seja, responsabilizar quem de fato tem mérito e não indicar profissional amigos para as grandes decisões do país. Isso acaba de ocorrer na seleção olímpica, que hoje terá que vencer e, mesmo assim, depender do comportamento dos adversários, sob pena de ficar a ver navios, na fase final da competição. Micale, o nome do treinador não tem peso nenhum no futebol, mas foi indicado, provavelmente, por amigos e está dando no atual sofrimento.

O primeiro modelo que começou a afundar o futebol penta campeão do mundo é a maneira como treinam as equipes, como aconteceu agora nos Jogos Olímpicos. Devido a compromisso com seus clubes os jogadores se apresentam em períodos intercalados e, aí, o trabalho sofre desgaste, e, com o agravante, de que são chamados os preferidos dos dirigentes. Resultado, uma seleção que um dia já teve Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Romário e outros craques, hoje fica limitada a jogadores menores e com a pretensão de mostrar ao mundo um futebol exuberante. Em esporte não há castigo e sim mérito. O Brasil desaprendeu.

Desde há muito tempo que os dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro alimentam a ideia de colocar o país até o décimo lugar entre os vencedores de medalhas. Para isso contava com vitórias no voleibol, de quadras e praias, na performance do judô, da vela, da ginástica. Com apenas medalhas, uma de ouro, de Rafaela Silva e Wu, no tiro, o percentual parece ser dificil de ser atingido, porque o antes era tido como certo não parece tão afirmativo. O voleibol de Bernardinho e o voleibol de praia, pelo menos os dos homens, não estão assim tão à vontade. Mas para compensar, tem o handebol masculino e feminino e, quem sabe, ainda outra modalidade que pode surpreender. A ideia do COB parece que corre algum risco.

Antes de fazer qualquer prognóstico sobre medalhas, o COB deveria atentar para o valor da natação e do atletismo,ambos com chuvas de medalhas. O atletismo por exemplo, distribui mais de 40 medalhas individuais, o mesmo acontecendo com a natação. Por isso, os norte-americanos vencem sempre as olimpíadas, porque eles são imbatíveis. Usain Bolt, provável vencedor dos 100 metros rasos, faz jus ao premio igual a todo time de futebol.


Medalhas, sonho distante

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De nada adianta propagar qualidades em atividades esportivas se, paralelamente, não houver as devidas ações para atingir os resultados desejados. O que está acontecendo com o esporte brasileiro nestes Jogos Olímpicos faz parte do desejo de se conquistar muitas medalhas, sem, contudo, ter havido o necessário trabalho para viabilizar os objetivos.

É cedo ainda para se prognosticar um saldo positivo ou negativo do esporte do país. Salvo algumas modalidades, a exemplo, o voleibol, a vela, o judô, as demais correm por sua própria conta e risco.

Quando se reúnem os melhores atletas do mundo desaparece a possibilidade de milagre, ou seja, brilham só os que de fatos estão preparados. O Comitê Olímpico Brasileiro projetou a décima colocação entre os vencedores e o saldo dos primeiros dias deixa dúvida quanto ao resultado. Um dos grandes trunfos para aumentar o número de medalha, 108 até agora, pode sofrer um sério revés, com a péssima atuação do futebol, duas vezes vice-campeões e que, agora, está correndo sério risco de não se classificar para as quartas de final. Também a seleção masculina de voleibol, de Bernardinho, não está no seu auge.

A grande distancia existente pelos países vitoriosos é formada, principalmente, pela natação, atletismo e ginástica. Nessas modalidades o nível brasileiro é baixo, criando, assim, dificuldade para se sobressair entre vencedores. A natação brasileira é muito forte na América do Sul, mas sem índice compatível a confronto internacional. Igualmente, o atletismo, com mais de 37 eventos e que só em um, no salto com vara, Fabiana Murer, pode ter êxito. Na ginástica, a concorrência com Europa é enorme, diminuído as chances brasileiras. A grande saída para desenvolvimento no esporte é o intercambio. Antigamente não havia dinheiro, diferente de hoje, onde sobram recursos. No momento, é preciso idéias.

O exemplo seguido agora vem de longa data. Só se preocupam com Jogos na véspera da disputa. Um pequeno deslize do esporte nacional, aconteceu em março de 2014, quando foi demolida a principal pista de atletismo do Rio e uma das melhores do país sob alegação que era preciso o espaço para fazer garagem para a Copado Mundo de 2014. Talvez consigamos a posição pensada pelo COB, mas é tarefa exagerada para os atletas, porque eles não foram preparados para a grande batalha.

Claro que esse não é um diagnostico final da atuação do esporte nos jogos. O brasileiro é de superação e tudo pode acontecer, embora se admita que melhor seria que os atletas estivessem preparados para oferecerem luta de igual para igual.


Legado dos Jogos para o Rio

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Para ao analista é difícil acompanhar o desenrolar do dia a dia das disputas nas diversas arenas, porque nos primeiros dias os confrontos são em número considerável começando pela manhã e vão até à noite, durante os 16 dias de batalha.

O mais que pode fazer é destacar algum resultado fora da linha comum, um recorde, por exemplo, de Usain Bolt, nos 100 ou 200 metros, ou o nadador Mike Phelps aumentar seu rosário de 22 medalhas olímpicas, nesse caso, são pois assuntos relevantes, merecendo destaque mais do que especial. Mas, de resto, a análise a ser feita corresponde mais ao envolvimento dos Jogos na sua extensão. Há mais de sete anos o assunto sobre a promoção do Rio de Janeiro preocupa quanto ao legado que o evento deixará para a cidade.

Quando os países encarnam com seriedade a questão o resultado é sempre benéfico e os gastos astronômicos feitos nas arenas, ao final, acabam trazendo resultado. O Rio de Janeiro foi vítima de um período político ruim criando dificuldade para desempenho melhor.Mas, mesmo assim, o resultado que ficará para a população será compensador.O legado, em relação às obras, só poderá ter efeito, se, paralelamente, houver ações que promovam o seu aproveitamento.

No meu entender, para o Rio foi bom o resultado final, pois ganhou não só mais visibilidade no mundo, como também ofereceu à população investimento que, de outra forma, não seria possível.
O metrô, por exemplo, na Barra da Tijuca, é um bom exemplo. Alguém vai perguntar: mas isso é tarefa dos governantes e não esperar algo especial. Pois bem, mais o fato é que com obrigação ou não o adiantamento foi concluído.

Quem for ao Rio notará varias mudanças arquitetônicas na cidade que foram possível pela presença do Jogos. A conclusão é que cada um tem que fazer sua parte. Disse que a época foi ingrata para o Rio. E foi mesmo. Se a epidemia grassou no período, deve-se culpar outros segmentos, nunca os Jogos. As criticas dirigidas ao Rio, na verdade, são decorrentes, sim, do tipo organização atual do Jogos, que responsabiliza os promotores por tudo o que houver de errado, quando, na verdade, a culpa maior é do próprio Comitê Internacional delegando poderes excessivos aos promotores que acabam embaralhados com dificuldade para atender o gigantismo dos Jogos, alíás, na mira do COI que pensa em mudanças. O Rio fez seu papel de casa e merece os parabéns.


O Objetivo agora é medalha

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Mais de três bilhões de pessoas acompanharam ontem, à noite, a solenidade de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio Janeiro, espetáculo que fez jus ao carisma do povo brasileiro, com relação à alegria, bom humor e generosidade. Várias artistas nacionais desfilaram para mais de 80 mil pessoas de olhos fixos no grande palco montado no Maracanã, que já foi o maior estádio do mundo. Representantes de mais de 200 países formaram longas delegações que acompanharam a entrada da Tocha Olímpica e o acendimento da Pira Olímpica que arderá até o dia 21, no encerramento do evento.

A partir de hoje, começam as disputas nas arenas e 15 modalidades iniciam as disputas, algumas nas fases preliminares, outras, com a luta pelas medalhas, como o tiro ao arco, no Sambódromo , com a presença do brasileiro Felipe Wu, cotado para subir ao pódio numa das três posições, inclusive à meta do ouro.

Diariamente, até o dia 21, o calendário aponta encontros diários com, pelo menos, 10 esportes. Para amanhã são os seguintes confrontos, poucos ainda para classificação. Hoje serão disputados o rugby, remo, pólo aquático, handebol, hipismo, judô, levantamento de peso, na natação, tiro ao arco, este em caráter final, na pistola na distancia de 10 metros.

Das atividades previstas para hoje, o judô tem boas chances de obter medalhas para o país. A razão disso é que os lutadores das sete categorias a grande maioria figura no ranking internacional, boa credencial para a vitória. A ginástica artística e outra especialidade em que o país espera grande resultado através Arthur Zanetti, campeão olímpico em 2012, em Londres, e que se mantém em forma.

Os dirigentes brasileiros garantem que os atletas, neste ano, superarão o recorde anterior de medalhas e chegarão entre os país classificados no cômputo geral. O recorde nacional foi estabelecido em Londres, em 2012, e pelas contas, o saldo será positivo, considerando que algumas modalidades têm capacidade de chegar a um grande número de conquistas citando , em primeiro lugar, o voleibol, de quadra, masculino e feminino, além das duplas de praia, masculina e feminina. Também a vela, judô são especialidades que têm prestígio no mundo.

O objetivo do COB de passar para a posição entre os dez primeiros pode ser alcançado, primeiro pelo fato de os atletas atuarem dentro de casa, mais confiantes. Acima de tudo,o problema de alguns países não terem mandados grande parte de seus campeões facilita a tarefa dos brasileiros, embora, a partir de Londres, o esporte nacional passou a contar com mais verba para a preparação das equipes olímpicas.


Hoje, o inicio da grande festa

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Aguardados há sete anos os Jogos Olímpicos mostram sua cara hoje, no Rio de Janeiro, com a solenidade de abertura, às 20 horas, no Maracanã, que dá inicio ao período de 16 dias de competições. Com mais de 40 modalidades.

Como de costumes em todos os Jogos, o Rio também vai apresentar uma programação artística e cultural, com a participação de artistas nacionais.

Durante a solenidade, depois do acesso das delegações ao gramado, procede-se a entrada da Tocha Olímpica conduzida pela pentatleta Yanes Marques que a entregará ao Pelé, com a incumbência de acender a Pira Olímpica, símbolo que ficará até o encerramento no dia 21 do mês.

Segundo a programação distribuída pelo Comitê Olímpico Brasileiro, além da presença de mais de 10 artistas nacionais, haverá ainda, a exibição de uma réplica do 14-Bis, de Santos Dumont e um show virtual,com desfile de Gisele Bundchen.
Na parte musical, consta a espetáculo com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Paulinho da Viola e outros e mais a presença de passistas das Escolas de Samba.

De acordo com a programação estabelecida pelo COI, em todos os Jogos, o futebol começa dois antes das demais das modalidades.

A razão é que o futebol tem regras fixas em relação ao tempo de uma partida outra. Por isso, as seleções brasileiras já fizeram suas estréias, com o pé direito rumo à medalha de ouro, tanto no masculino e feminino.

Comandada por Marta a seleção feminina venceu a da China por 3 a 0, e terá ainda pela frente para se classificar às quartas, a Suécia e África do Sul.

Depois de correr mais de 300 cidades do país a Tocha Olímpica passeou ontem pelo Rio de Janeiro, e hoje estará no Maracanã. Durante sua passagem por Niterói, cidade vizinha ao Rio, houve protestos de torcedores contrários à realização dos Jogos, pedindo, em seu lugar, mais escolas e melhores condições de vida.

Aos poucos a delegações estão se sentindo em boas condições na Vila Olímpica, a princípio motivo de reclamações por parte de alguns países. A Austrália, a primeira de reclamar do estado dos apartamentos, através de seus dirigentes Já disseram que Vila está em nível superior a várias outras.

Para a disputa em si vários analistas asseguram que o Brasil superará seu recorde de medalhas e, com certeza, ficará entre os 10 melhore colocados no geral. O melhor resultados do país em Jogos aconteceu em Londres, 2012, quando foram conquistadas 17 medalhas, sendo cinco de ouro. Agora, no Rio, o prognóstico vai além desse índice.


Voleibo Feminino (Final)

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Esta série falando sobre os 23 campeões olímpico brasileiro, iniciada em 5 julho, com o medalhistas Guilherme Paraense, em 1920, e que se encerra hoje destacando, mais uma, vez a equipe feminina de voleibol e sua gigante vitória nos Jogos de Londres, em 2012, repetição do que já ocorrera em Pequim, quatro anos antes quando as brasileiras subiram ao pódio mais alto para o primeiro coletivo da modalidade feminina. Vale a apenas citar agora as campeões daquele feito, sem dúvida o inicio do domínio do voleibol do país pelas quadras do mundo. Seus nomes: Adenizia, Dani Lins, Fabi, Fabiana, Fernandinha, Fernanda Garay, Jacqueline Carvalho, Natália, Paula Pequeno, Sheila,Tandara e Tayssa.

Muitas delas estarão representando novamente a seleção dirigida por José Roberto Guimarães e podem ser apontadas como favoritas ao inédito título de tricampeães olímpicas.

É preciso porém,colocar os pés no chão, porque na disputa estão adversárias de peso, como Estados Unidos,Sérvia, França, Itália, todas, aliás, já derrotadas na recente disputa da Liga Mundial, na qual chegaram à décima conquista.

Nunca é de mais ressaltar que o salto dado pelo voleibol brasileiro no mundo se deveu à ação da Confederação criando desde o inicio da década de 90 um Centro de aperfeiçoamento, na cidade fluminense de Saquarema.De lá saem os campeões adultos e das demais categorias de base.

Com o trabalho de divulgar os feitos dos medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos procuramos aproximar os leitores da importância desse evento por excelência universal. Todos acompanharam o brilho dos atletas empenhados na competição na qual o mais objetivo é participar dessa festa de grata recordação para todos. Revelo um dado estatístico que dá bem a dimensão de ser um praticante: desde inicio de sua história, em 1920, na cidade belga de Antuérpia, os brasileiros participaram em 90% das edições e nesses 96 anos, o total de atletas do país inscritos nas diversas provas foram no total de 1.875 homens e 689 mulheres, revelando um dado que muito orgulha ser um dia olímpico em defesa de seu país.

Ao concluir essa série não posso deixar de expressar os agradecimentos à Professora Doutora Kátia Rúbio que publicou, no ano passado, com ajuda do Sesi e de um batalhão de professores, um livro- documento de 647 páginas, contendo o histórico brasileiro com o título Atletas Olímpicos Brasileiros, com dado estatístico de todas as delegações, com foto e biografia dos 2 mil 564 atletas que estiveram presentes até Londres, 2012. Servi-me desse documentos para oferecer uma visão ampla do esporte que se pratica no Brasil, colocando em pauta minha experiência de mais de 60 anos.


Sarah Menezes (XXII)

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Mais uma vez o judô aparece na série de campeõs olímpicos, desta vez, com Sarah Gabrielle Cabral de Menezes, pódio maior em Londres, em 2012, na categoria até 48 quilos, e a primeira mulher a se laurear na modalidade do país.O Judô já havia ganho, anteriormente, dois ouros, com Aurélio Miguel e Rogério Sampaio. A campeã Sarah que continuou treinando ativamente, confia que nas lutas no Rio de Janeiro o resultado não seja outro, o mesmo de Londres, quando venceu cinco duelos.

Que é de março de 1990,começou o judô com nove na os na escola primária que estudava em Teresina. Após esse período começou freqüentar a academia, mas teve que parar aos 13 anos, devido o fechamento do estabelecimento. Já gostando imensamente das tarefas a que se submetia durante todo o tempo, manteve firme o treinamento, até que foi convocado pela Confederação para participar de uma seleção para a formação de uma equipe pré-juvenil, para a disputa do Pan-Americano, da categoria.

Mas o sucesso da judoca começou a aparecer mesmo em 2008 quando integrou a delegação brasileira para os Jogos de Pequim China, em 2008. Não foi bem, pois perdeu a primeira luta do programa e foi desclassificada. Mesmo assim permaneceu durante muito tempo no ranking internacional dos 48 quilos , condição que lhe deu ânimo para encarar um forte treinamento visando às disputas de Londres. Sempre bem cotada dentro do ranking nacional Sarah estabeleceu roteiro para conquistar uma das três medalhas reservadas aos vencedores;

Quem ainda podia duvidar de seu valor passou a pensar diferente, depois que ela pisou no tatame em Londres. Foram cinco lutas seguidas e a todas elas aplicava senão o ippon ou o vazári, e a luta chegava ao fim. O judô faz parte do programa olímpico em sete categorias, sendo o mais leve, ligeiro vai de 36 quilos a 55 , enquanto o maior peso é acima de 100 quilos. Além de Sarah a equipe nacional será composta por mais seis judocas, entre elas Mayra Aguiar. A equipe masculina será composta também de sete integrantes entre outros, Tiago Camilo e Rafael Buzacarini.

As provas de judô geralmente são realizadas logo no segundo ou terceiro dia da programação oficial e ocupa exatamente sete dias do calendário. As lutas são em caráter de eliminatórias, perdeu é eliminado sem chance de nova oportunidade. A medalha bronze é conquistada pelos dois litigantes na luta pelo terceiro lugar, o mesmo sistema utilizado no boxe.


Arthur Zanetti (XXI)

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A estrela do esporte brasileiro a coroar esta série dos campões olímpicos é o ginasta Arthur Nabarrete Zanetti, de 26 anos, nascido, em São Caetano do Sul (SP) e que hoje vive no Rio Grande do Sul, onde montou sua base para brilhar nas argolas, um dos seis aparelhos no programa masculino. Completa lista olímpica o cavalo com alça, barras paralelas, barra fixa, solo e saltos. O título inédito de Zanetti, foi em Londres, 2012, no aparelho argolas, vitória que lhe valeu os elogios de todo o mundo da ginástica pela excelência da forma como se apresentou, derrotando rivais russos, franceses, americanos, e outros países que se destacam na modalidade.

O campeão teve contato com o esporte aos sete anos. Durante as aulas de educação física o professor reparou no seu biótipo próprio para ginástica, argumento de que se valeu o mestre para conduzi-lo aos treinamentos. Depois de um ano e meio de iniciação passou a treinar diariamente com Marcos Goto, que o acompanha até hoje. Em 2007, aos 17 anos, Zanetti foi convocado para competir nos Jogos Pan-Americanos, do Rio de Janeiro, mas sua atuação foi discreta, o que, aliás, não lhe trouxe desânimo e, pelo contrário, mais se motivou para novas competições.

O passo seguinte foi à seleção que o selecionou para um estágio no Japão, visando os Jogos de Pequim, 2008, ocasião que integrou a equipe, como reserva. Em 2009 começou a aparecer no cenário mundial, conquistando a quarta colocação em um campeonato mundial. Com os treinamentos em Tóquio e o lastro conseguido em vários outros torneios, Zanetti ganhou em Londres o título olímpico, façanha até hoje louvada pelos especialistas em ginástica artística. A trajetória de vitória não terminou na terra londrina e se estendeu até 2013, quando novamente ganhou o mundial da sua especialidade, as argolas.

Entre os reais candidatos à medalha de ouro para 2016, Zanetti tem grande credito, embora não seja tarefa fácil, porque é modalidade em que os países asiáticos, europeus bem como os das Américas, aplicam todas as fichas para vencer. Ele comanda a esperança dos dirigentes brasileiros de, que este ano, o Brasil superará o recorde medalhas, passando Londres, quando foram 17 delas, inclusive, três de ouro, um de Zanetti. O otimismo do país se concentra no fato de que os atletas competem dentro de casa e, ainda, com o atenuante de muitos países não mandarem suas delegações com força máxima, como aconteceu com a Rússia, que estará presente com apenas 115 atletas, diferente de outros Jogos, nos quais os russos eram, junto com os norte-americanos competiam com delegação enormes. A epidemia de alguns vírus também afastou muitos campeõs.