Joaquim Carvalho Cruz

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A primeira de ouro na história do Brasil nos Jogos Olímpicos, em prova de corridas, veio pelo feito do atleta Joaquim Carvalho Cruz, nos 800 metros, em Los Angeles, em 1984, competição que foi marcada pela ausência da União Soviética, respondendo aos Estados Unidos ausentes, em 1980. Joaquim Cruz nasceu em Taguatinga, sexto filho de uma família que migrou do Piauí para Brasília. Na escola do SESI gostava de basquete e chamou a atenção de um professor da Universidade George Washington, que lhe ofereceu um par de tênis e o convite de que seria bem recebido nos Estados Unidos quando concluísse o ensino médio no Brasil.

Com grande aptidão esportiva, logo ingressou numa equipe para os jogos estudantis do Distrito Federal, onde correu a prova de 1.500 metros, com o tempo razoável para um iniciante. A sua vida no atletismo estava iniciada e com brilhantismo. A sua meta era deixar Brasília e ganhar o mundo. Isso aconteceu com sua ida para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Universidade Gama Filho, onde ganhou destaque nas competições nacionais, como Troféu Brasil e Campeonatos Brasileiros.

Em 1981 aceitou o convite do professor norte-americano, embarcando para os Estados Unidos, indo morar em Eugene e, depois, para a Universidade de Oregon. Integrado na equipe foi ao Mundial de Helsinque, obtendo a medalha de bronze nos l.500. Bem treinado, para chegar a Los Angeles, em 1984, foi um pulo e lá conquistou a primeira medalha de ouro para o atletismo de pista do Brasil, com o tempo de 1m43s, bem próximo do recorde olímpico.

Durante os Jogos Los Angeles, 1984, não era tão conhecido como seu adversário, inglês Sebastian Coe. Sem grande retrospecto na prova, pelo menos em nível olímpico, ninguém esperava a façanha do atleta brasileiro. Sua vitória não deixou dúvida, deixando para trás Coe, até então considerado o grande favorito.

Em 1995, Joaquim ainda estava presente nas pistas, ganhando a medalha de ouro nos 1.500, nos Jogos Pan-Americanos de Mar Del Plata, na Argentina.

Nos Jogos de Atlanta, em 1996, não conseguiu vaga na equipe, mas fez parte da equipe brasileira conduzindo pavilhão nacional na abertura. A despedida das pistas se deu em 1997, durante a disputa do Troféu Brasil. Hoje vive em San Diego, onde ocupa o cargo de treinador da equipe paraolímpica dos Estados Unidos e é responsável pela manutenção de projetos sociais esportivos e do Programa Rumo ao pódio Olímpico, sediado em Brasília.

Com a autoridade de campeão olímpico e vivendo no centro mais adiantado do atletismo do mundo, Joaquim Cruz faz crítica ao desinteresse pela propagação do atletismo em âmbito nacional, por concluir que o país tem valores que, explorados, estariam na dianteira desse esporte no mundo


Aurélio Miguel (VII)

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O judô é a modalidade brasileira que tem 18 medalhas conquistadas em Jogos Olímpicos, inclusive três de ouro, com Aurélio Miguel, Rogério Sampaio e Sara Menezes. O protagonista da série de campeões olímpico que estou apresentando é o meio pesado Aurélio Miguel, autor da primeira medalha de ouro nos Jogos de Seul, em 1988. Aurélio é filho de pais espanhóis, e começou a viver sua vida no judô aos quatro anos de idade. Nascido em São Paulo, no dia 10 de março de 1964, aos oito anos ganhou seu primeiro título, na categoria pré-mirim no torneio Budokan.

A carreira internacional começou na Finlândia, no Mundial Universitário, prosseguindo em 1982, com mais dois títulos: Mundial Junior, na Costa Rica e, em Caracas, nos Jogos Pan-Americanos, em Caracas. Judoca polêmico, se desentendeu com o presidente Confederação, na época, Joaquim Mamede, com pequeno desajuste na carreira. Vencendo as divergências, Aurélio brilhou nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987, chegando ao ouro. A grande conquista do judoca aconteceu em Seul, nos Jogos de 1988, quando levou o Brasil a ganhar a primeira medalha de ouro na modalidade.

A briga com o então presidente da CBJ, pouco retardou sua projeção e, como consequências, não participou de um campeonato mundial, decisão que abalou o meio da modalidade, havendo boicote por parte de vários outros judocas. Apesar do atrito com a cúpula do esporte, continuou treinando e, ainda, conseguiu medalhas nos campeonatos mundiais de 1993 e 1997. Em 1996, ainda estava brilhando como atesta a medalha de bronze nos jogos de Atlanta, Estados Unidos, em 1996. Uma lesão no joelho, o privou de participar dos Jogos Olímpicos de Sidney, em 2000, encerrando a carreira um ano depois.

Como reconhecimento ao judoca vitorioso, a Comitê Olímpico Brasileiro deu-lhe o privilégio de conduzir a Bandeira Nacional na abertura nos Jogos de Barcelona, em 1992. Aurélio Miguel deixou de lutar em 2001. Em 2004 foi eleito Vereador, em São Paulo, momento em que trabalhou para incentivar o judô em todas as áreas da cidade, principalmente nas escolas.

Parte do programa das artes marcais, o judô foi criado em 1882, por Jigoro Kano, propagando-se como atividade esportiva, mas, basicamente, como defesa pessoal. Por isso. a proliferação de academias que mantém turmas, em parte por puro lazer e, também, como competição esportiva. Como arte marcial, o preparo maior da prática do judô é a disciplina que impõe ao praticante, que sabe, no caso de confronto com adversário despreparado, jamais usa da sua força e da técnica para levar vantagem. No Brasil inteiro existem centros próprios para desenvolver suas qualidades, que visam, em primeiro lugar, educar com disciplina.


Eduardo Penido – Marcos Soares (V)

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No universo de uma programação com mais de 32 modalidades, nesses 96 anos de olimpismo, o Brasil só em 10 esportes conseguiu chegar ao ouro, alguns como o atletismo, a vela e voleibol masculino, feminino e de praia, em mais de uma vez.

A partir da década de 90 é que o país, com diversas leis de incentivo ao esporte, deram condições aos atletas para fazer presença nos Jogos Olímpicos, que sempre foram comandados pelos Estados Unidos e a então União Soviética que, juntos, possuem quase a metade das conquistas de outros países: Estados Unidos 2mil 402, pódios, sendo 979 de ouro. A União tem 1 mil 10.

Por isso, não há de que estranhar que até esta quinta reportagem, apenas três esportes tenham figurados entre os medalhistas , Paraense, (tiro), Adhemar (atletismo), Alex e Lars, (vela) e, hoje, mais uma vez, vamos falar sobre vela, desta vela com os campeões em Moscou, em 1980, na Classe Star.
Eduardo Henrique Gomes Penido, nasceu o Rio de Janeiro. Sendo filho de oficial da Marinha, começou a velejar com 10 anos, pilotando as Classes Pinguim e Optimist, barcos pequenos com facilidade para conduzir.

Durante a lida no iatismo, juntou-se na vela a Marcos Soares e, com 20 anos, ganhou o ouro. Depois de Moscou competiu por mais um ano, abandonando em seguida. Formado em engenharia ainda mantém o gosto pela vela sendo coordenador técnico da equipe olímpica da Confederação.

O companheiro de Penido, Marcos Soares se tornou campeão olímpico com apenas 19 anos, título que conquistou na Classe Star, na cidade de Talin, na última regata, surpreendendo os favoritos, soviéticos, americanos e noruegueses.

Igualmente ao companheiro Penido ele começou também na Classe Pinguim, onde chegou a campeão. brasileiro, mostrando a qualidade para, mas tarde, colocar a medalha de ouro no peito.

As cidades que compõem o complexo do Rio de Janeiro são boas para a prática de competição de vela, por onde surgem bons campeões. A Baia de Guanabara, hoje mais poluída do que nunca é sempre o local onde todas as semanas o Iate Clube do Rio de Janeiro promove competição nas variadas classes. Ainda tem a Lagoa Rodrigo de Freitas e Marina da Glória, igualmente propícias às regatas. Fora da capital, tem Búzios, em Cabo Frio, verdadeiro recanto para a prática da vela, além de oferecer condições de lazer para a multidão que o visita.

A vela não pára por aí com suas vitórias. Falaremos ainda de Torben Grael e Robert Scheidt, campeões autênticos não só no Brasil, mas no mundo, principalmente em Jogos Olímpicos, onde são recordistas.


Alex Welter-Lars Björkström (IV)

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Com 21 participações em Jogos Olímpicos, desde 1920, o esporte brasileiro conquistou 108 medalhas, e a vela contribuiu com 17 delas, inclusive à de ouro conquistada pela dupla de velejadores Alex Welter e Lars Björsktröm, na Classe Tornado, que hoje não mais faz parte do programa olímpico, desde 2008, em Pequim.

A dupla campeã é formada em engenharia e se juntou 1976 no Iate Clube Santo Amaro, em competição eliminatória conquistando a segunda colocação e o direito de participar do Campeonato Mundial, daquele ano na Austrália. Welter que é descendente de alemães, foi morar e estudar na Alemanha, aonde aproveitou para ter acesso aos barcos de competições e à tecnologia.

Lar Björkström é sueco de nascimento e se naturalizou para ter condição de competir pelo Brasil. Por influencia de um parente começou a velejar aos 12 anos. Formado em engenharia civil, em 1971 veio, para a América do Sul e, em São Paulo, conheceu a Represa de Guarapiranga e daí começou sua trajetória vitoriosa na vela.Em 1975, já em companhia de Alex Welter o barco conseguiu a classificação para a competição pré-olímpica de Talin, onde foram realizadas as regatas dos Jogos de Moscou, em 1980. A dupla velejou até 1984, quando se dedicou à vida profissional.

A Classe Tornado foi olímpica de 1976, em Montreal, até 2008, em Pequim. A proibição na programação decorreu por ser um barco multicascos, com grande velocidade.A medalha de ouro veio para a estatística brasileira 24 anos depois da medalha de Adhemar Ferreira, em 1956, em Melbourne, com defasagem menor do que o espaço entre Paraense, 1920 e 1952.

A partir dos Jogos de Moscou, o esporte olímpico brasileiro ganhou outra dimensão e, cada evento, os atletas foram melhorando suas performances, aumentando o número de medalhas para o país.

O iatismo brasileiro sempre esteve presente no Brasil dentro e fora dos Jogos Olímpicos. O histórico dessa modalidade é cheia de grandes vitórias, principalmente em campeonatos sul-americanos e mesmo mundiais. Sendo o Brasil banhado pelo Oceano Atlântico nas suas principais capitais, o número de campeões, comparado com a facilidade para a pratica da modalidade é pequena, tendo, porém, forte dependência em relação aos seus praticantes, por ser um esporte caro, praticamente permitido em que tem recursos para dispor de barcos e tempo necessário para os treinamentos exaustivos.

Esta série ainda falar de Robert Scheidt e sua vitoriosa participação nos diversos eventos mundiais. Mas, por certo, nesses Jogos do Rio de Janeiro, ele vai ocupar lugar destacado, contribuindo assim para aumentar o número de medalhas no currículo da vela, que está atrás do voleibol de quadra e praia e do judô, outra modalidade que poderá aumentar na disputa do Rio de Janeiro. A seguir, a série prossegue com outra dupla do iatismo, Eduardo Penido e Marcos Soares, heróis da vela, também em Moscou.


Adhemar Ferreira da Silva (III)

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Parte da vida do atleta Adhemar Ferreira da Silva foi dissecada no triunfante do primeiro título olímpico do salto triplo nos Jogos de 1952, em Helsinque, Finlândia, quando, numa tarde superou quatro recordes mundiais e garantir a medalha de ouro. Hoje, a história de Adhemar prossegue com mais um título olímpico, desta vez, em Melbourne, Austrália, vitorioso no triplo com 16m35, abaixo de recorde de seu 16m56. Mais uma vez o mundo se curvou para o brasileiro com o bi olímpico, numa modalidade pouco conhecida no programa atlético.

Possuindo a força e a técnica de quatro anos antes, Adhemar confirmou se favoritismo, apesar de uma história pouco revelada, mas que trouxe apreensão na delegação brasileira como ameaça à conquista da segunda medalha de ouro. Três dias antes da prova, Adhemar apareceu com um terrível dor dente, levando os adversários já o considerarem carta fora do baralho. Tinha 29 anos e se recuperou deixando para trás 31 saltadores, dando ao Brasil o bi olímpico.

A participação de Adhemar, além de importante para o esporte nacional, com suas vitórias, valeu para impulsionar a prova do salto triplo, que fez história no mundo, com João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, recordista mundial no Pan-Americano do México, em 1975, e a medalha de prata de Nelson Prudêncio nos Jogos do México, em 1968. Ele é hoje o único atleta brasileiro no Hall da Fama, da Federação Internacional de Atletismo.

A vida de Adhemar Ferreira da Silva, nascido no bairro de Casa Verde, em São Paulo, no dia 29 de setembro de 1927,foi vitoriosa não apenas no esporte. Filho único, Adhemar cuidou da vida profissional com acerto e se tornou bacharel em Artes Plásticas, Professor de Educação Física, Advogado, Relações Públicas e Jornalistas. Com essa bagagem, foi Adido Cultural, em Lagos, Nigéria, de ‘1964 a 1967. Na sua biografia tem o episódio de quando ganhou o primeiro ouro, em Helsinque, O Jornal Gazeta Esportiva, de São Paulo, lhe ofereceu uma casa e, ele prontamente, recusou para não perder a condição de atleta amador.

Depois de Melbourne, Adhemar ainda alimentava esperança de chegar ao tri, nos Jogos de Roma, quatro anos depois. Os Jogos na capital italiana foram realizados de 25 de agosto a 11 de setembro de 1960. Seria uma tarefa dificil, considerando que uma prova desgastante como o triplo, é muito dificil para um atleta se manter em forma física e técnica. Além do mais, dois anos antes da competição, ele adoeceu de tuberculose óssea, mas, com dificuldade, continuou treinando, competindo e ganhando como sempre. Em Roma, porém, não conseguiu acompanhar o ritmo da prova e, após não obter classificação entre os oito finalistas, deixou o estádio sob aplausos de milhares de torcedores.

Com 73 anos, Adhemar faleceu em 12 de setembro de 2001, deixando saudável legado para o atletismo olímpico mundial.


Adhemar Ferreira da Silva (II)

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Na história do esporte olímpico talvez não tenha havido um campeão mais badalado pelo público e mídia do que o atleta paulista Adhemar Ferreira da Silva, na prova de salto triplo, campeão nos Jogos de Helsinque, em 1952, quando, numa tarde, melhorou por quatro vezes, o recorde mundial, que já lhe pertencia , estabelecido em 1951, saltando seguidamente diante de um estádio lotado, 16m05, 16m09, 16m12 e , finalmente, 16m22, novo recorde mundial.

A trajetória do saltador aconteceu durante a disputa do Troféu Brasil de Atletismo, na pista improvisada do Fluminense, no bairro das Laranjeiras. Numa pista sem as condições ideais, ele saltou 16m01, superando a marca do japonês Nabu, antes de 16 metros cravados.

Adhemar Ferreira da Silva começou a pratica atletismo com 20 anos e seu primeiro salto foi a marca de 12m90, inicio de uma trajetória que logo atingiu os 15m. Em 1948, esteve em Londres, na reabertura dos Jogos, depois da guerra, mas não conseguiu nada para mostrar seu talento só saltou 14m46. Com uma rotina dura de treinamento em apenas três dias por semana, Adhemar reservava o resto do tempo para estudar o que lhe valeu uma boa posição na vida profissional e, como poliglota, foi adido cultural na Nigéria, país que muito se aproveitou dos ensinamentos que ele tinha do esporte e, em especial, das provas de saltos.

A vida de Adhemar continuou intensa no atletismo participando de inúmeras seleções brasileiras nas disputas de Pan-Americanos e sul-americanos. Depois de 1952, como detentor do recorde mundial estabelecido em Helsinque, Adhemar aumentou a marca de 16m22, para 16m56, nos segundos Jogos Pan-Americanos, na cidade do México, em 1955, resultado que despertava no mundo grande reviravolta, pois a partir daí, vários países começaram a se espelhar no estilo do brasileiro para melhorar os índices dos seus atletas.

A figura de Adhemar despertava enorme atração e por onde passava encantando a todos, pelo prestígio que lhe dava, não apenas marca olímpica e mundial mas , também, pela cultura, resultado do seu enorme esforço. Além do sucesso nas pistas, a versatilidade o levou a ser convidado para estrelar o filme Orfeu do Carnaval, roteiro de Vinicius de Morais, onde

fazia o papel da morte.

A atuação de Adhemar despertou o interesse do Ministério da Educação e Cultura, na época em desenvolver um projeto de salto triplo no país inteiro, tal o prestígio que o atleta levou ao mundo, em razão da maneira nobre como valorizou o esporte. Depois de vários anos competindo pelo São Paulo, onde começou, Adhemar se transferiu para o Vasco da Gama, clube ao qual deu grandes resultados, e hoje é nome bem lembrado no clube de São Januário.


Guilherme Paraense ( I )

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Na história mundial do esporte os Jogos Olímpicos sempre ocuparam singular importância como a união da juventude na busca da superação de seus ideais, servindo-se do evento como elo de aproximação na programação esportiva e cultural.

O Brasil, apesar de não está entre os primeiros países em conquistas de medalhas, tem, porém, a meritória 37ª posição, entre os 134 países filiados que chegaram a ganhar tão somente apenas uma solitária medalha de bronze.

Nos 96 anos de participação os atletas brasileiros ganharam 108 medalhas, sendo 23 de ouro, 30 de prata e 55 de bronze. Com a aproximação dos XXX Jogos, no Rio de Janeiro, a partir de 5 de agosto, ofereceremos aos leitores as histórias e a glória desses medalhistas de ouro, lembrando, de per si, as dificuldades logo compensadas pela a alegria de ter subido no lugar mais alto do pódio.
Foi na VII olimpíada, na cidade belga de Antuérpia, que Brasil ganhou seu primeiro ouro, através do Tenente Guilherme Paraense, na prova de tiro individual, com 274 pontos, no máximo possíveis de 300.

Conta a história que a equipe nacional, sem material ao chegar ao local da competição teve que aceitar a oferta da equipe norte-americana, disponibilizando munição para treinamentos dos atiradores.

Com Guilherme Paraense iniciamos esta série com os lances e seus personagens das heróicas conquistas, desde o longínquo 1920 até Londres, 2012.

A delegação que viajou para Bélgica tinha participantes do atletismo, natação, pólo aquático e tiro e por falta de recursos , a viagem foi feita de navio. Os anais olímpicos registram que os atletas, sem dinheiro, dormiam nas cabines do restaurante do navio e só se recolhiam quando terminava o trabalho da cozinha.

Guilherme Paraense nasceu em Belém, no dia 25 de junho 1844 e, aos cinco anos sua família se mudou para o Rio de Janeiro.

Na Escola Militar de Realengo onde ficou conhecido como rapaz tranqüilo e com gosto pelas competições de tiro. Foi campeão brasileiro e sul-americano. Quando relacionado para os Jogos de 1920 tinha 26 anos, e boa bagagem na modalidade.

Os Jogos da era moderna foram restaurados em 1896, em Atenas, pelo Barão Pierre de Coubertin. As guerras de 1914/1939 impediram que fossem disputados os de 1916, 1940 e 1944, mas, mesmo assim, o Comitê Olímpico Internacional manteve a seqüência numérica. A seguir, na série, Adhemar Ferreira da Silva.


França e Islândia, hoje

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A última semifinal da Eurocopa de 2016 tem hoje, às 16 horas (Brasília) o confronto França e Islândia, quando ficará evidente o que essas duas seleções podem aspirar em termo de título. França,logicamente, se preparou para não perder a oportunidade de provar mais uma vez ser a melhor Europa. Noutro lado, está a Islândia, país de apenas 33 mil habitantes e, pela primeira vez, chega brilhando, superando inclusive, a poderosa Inglaterra. Pelo fato de jogar dentro de casa, com o torcedor ovacionando a seleção, pode-se esperar um resultado positivo. No caso de classificação dos islandeses, o bloco dos considerados favoritos sofreu abalo, pois sempre se tem a ideia de Alemanha, Itália, França e até a eliminada Espanha, têm a preferência nos palpites.

Brasileirão
O Palmeiras, líder do Brasileirão, corre risco, amanhã, na Ilha do Retiro, quando pega pela frente o Sport, local. Sob o comando de Cuca os palmeirenses deram a volta por cima estão na liderança. Ao lado do clássico no Nordeste, outros jogos merecem destaque pela 13ª rodada da competição:Primeiro o tradicional GreNal,em Porto Alegre e, ainda, no Itaquerão, Corinthians e Flamengo. A rodada se completa com mais: Cruzeiro x Vitória;Botafogo x Santa Cruz;Santos x Chapecoense; Ponte Preta x São Paulo; Figueirense x Atlético Mineiro.

Gabriel Jesus
Mostrando qualidade excepcional, o jogador Gabriel Jesus ganhou, agora nova motivação, ao ser convocado para a seleção olímpica confiando que o Brasil pode conquistar o titulo inédito dos Jogos Olímpicos. O treinador Rogério Micale já apresentou a lista dos18 primeiros convocados e, tem, até 18 deste mês, para confirmar, junto ao Comitê Organizador os nomes finais para a disputa. A seleção brasileira estreia no dia 4 de agosto, contra a África do Sul. Na primeira relação, consta o nome do zagueiro Marquinhos, do PSG. A última notícia é que o clube francês não está querendo liberar o jogador, ocasião que Micale poderá relacionar outro jogador.

Dopping
A entidade responsável pela vigilância do dopping nos Jogos Olímpicos continua firme em sua atividade. A severidade quanto a afastar competidor faltoso é necessária, pois mancha o espírito olímpico de que o mais importante é competir, barrando a sanha de quem vê no esporte vitórias a qualquer preço. A fiscalização está operante e, agora, tirou dos Jogos do Rio, uma equipe de remo da Rússia, flagrada em dopping. Muita gente denominou os Jogos do México, em 1968, como o encontro da paz, porque a partir de 1972, em Munique, o que era paz transformou-se em guerra, com o massacre entre judeus. Foi ganância da conquista que levou a Olímpiadas a essa fase ruim.


Neymar, até 2021

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Finalmente, jogador Neymar fixou residência no Barcelona. A família tomou juízo e concordou em dilatar o prazo de permanência do jogador no clube catalão até 2021, tempo suficiente para chegar a atingir o seu maior objetivo, que a Bola de Ouro, prêmio maior do profissional de futebol. Com isso, sossegou o torcedor brasileiro que, diretamente, faz parte da vida do jogador e espera ansiosamente sempre fortalecer em campo a seleção para reconquistar o título que lhe pertenceu.

A oferta do PGS, da França, para levar Neymar é bom por um lado, mas manifesta um lado negativo para o esporte número do mundo, qual seja, o de tirar do campo todas as atenções, nesse caso, convergindo para o mundo fantasioso da riqueza. A primeira dessa simbiose – dinheiro e craques – se firma no fato de que não é o dinheiro o modelo para a criação de jogadores ídolos como Pelé, Maradona e atual Messi. Esses astros não surgiram pela força do dinheiro e sim pelo próprio talento, arma em se aproveita o dinheiro para ganhar manchetes. A suposta proposta do PSG para Neymar buscava, acredita-se, lucros em detrimento da grandeza do jogador. Mas com essa dualidade de ações, o futebol continua em plano superior junto aos torcedores e, agora, mas alegre, pelo fato de que Neymar ficou na casa certa e isso é bom para todos.

Ora, pois, pois
Não é que a quase desacreditada seleção de Portugal furou a barreira e chegou à semifinal da Eurocopa. A Ideia que se sustentava em relação à seleção lusa é que só poderia contar com o craque Cristiano Ronaldo. Ledo engano. A equipe não tem grandes astros, e colocou o peito a ideia de que é preciso lutar para atingir o objetivo simbolizada conquista do título, o qual já esteve próximo, em 2008, contra a Grécia. Só que agora, a equipe lusitana vai enfrentar um adversário de respeito: o vencedor de Bélgica e País de Gales. Nesse duelo, pelo retrospecto, os belgas são favoritos. Mas se perder a vaga, a seleção portuguesa que se cuide, pois os gauleses vêm com força total, depois de deixar para trás a seleção sensação da Europa.

Ganso
Má notícia para o time do São Paulo. O meio campista Paulo Henrique Ganso vai desfalcar o time do Morumbi, na partida de quarta-feira, dia 6, no Morumbi, contra o Atlético Nacional, da Colômbia, pela semifinal final da Taça Libertadores. O jogador sofreu estiramento do músculo adutor da coxa direita e a previsão é que no dia 13, ele possa atuar. Nesse caso a precisão do time é maior, pois vai jogar em Bogotá.