Mourão e a Nação verde-amarela

comentários

Tenho a mais absoluta certeza de que o Alto Comando do Exército Brasileiro, da Marinha e Aeronáutica sequer pensam em realizar uma intervenção militar em todo o território nacional brasileiro, tipo fechar portas do Congresso Nacional e outras medidas típicas de regimes totalitários. Essa história de comunismo e capitalismo já se perdeu nas brumas do tempo dos anos 60, 70 e 80. A mentalidade dos oficiais das Forças Armadas do Brasil, hoje, é bem outra e muito mais centrada na nossa Carta Magna enfocando o sistema democrático brasileiro.

Esse velho papo de esquerda e direita está tão fora de moda que já não cabe mais tal argumento na conjuntura política atual em que vivemos. Quando eles “juntinhos” discutem e falam em fatias de distribuição de poder e “Money forever (dinheiro para sempre)” e manipulação de massa, que se dane a esquerda e a direita. Mas, deixando essas ultrapassadas e tolas retóricas de lado, esquerda e direita volver, repercutiu muito mal em todo o território nacional a fala do general Mourão quando ironizou, generalizou e achincalhou as duas principais raças que edificaram a nossa cultura: o índio e o negro, chamando-os de indolentes e outros adjetivos desagradáveis de ouvir.

Fiquei me perguntando como humilde historiador e jornalista, filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), como é que um general do Exército Brasileiro fala tamanho absurdo na TV, em cadeia nacional?

Primeiro que toda a nossa riqueza cultural é de origem afro e indígena. O samba, o batuque, o carnaval, nosso artesanato, cultura de resistência, enfim, tudo está banhado pelo universo cultural verde amarelo afro e ameríndio.Muitos de nossos heróis nacionais, que inclusive foram maçons, eram negros ou mestiços, bravos intelectuais que marcaram seu tempo, tais como os poetas e escritores Castro Alves e José do Patrocínio.

Lembram da Batalha dos Guararapes, no morro dos Guararapes, Capitania de Pernambuco, ocorrida em 19 de fevereiro de 1646? Recordam do heroísmo de Antônio Filipe Camarão (Potiguaçu), indígena brasileiro da tribo Potiguar, nascido no início do século XVII, em Raposa, Vale do Babique, Capitania do Rio Grande? Lembram do negro Henrique Dias, filho de escravos africanos libertos, nascido em princípio do século XVII, na Capitania de Pernambuco?Lembram de José Tiaraju, mais conhecido como Sepé, que na língua guarani significa Facho de Luz? Sepé morou em uma região do Rio Grande do Sul, pertencente à Espanha, quando foi assinado o Tratado de Madri, em 1750.

Na época, os reis de Portugal e da Espanha combinavam uma troca de terrenos. Os guaranis teriam que abandonar as cidades para cumprir o acordo. Tiarajuse revoltou e liderou os guaranis na oposição ao tratado — a Guerra Guaranítica começou em 1754 e seguiu até 1756.

No último ano da batalha, o líder indígena e mais 1,5 mil índios lutaram contra mais de 3 mil homens. Diários de guerra do exército português contam que ele foi abatido com uma lança por um português e depois levou um tiro de um espanhol. A coragem de Tiaraju o fez conhecido por todo o Rio Grande do Sul.

Dia desses vi um documentário sobre o Centro Integrado de Guerra na Selva – CIGS, onde, percebem os senhores leitores, um dos principais instrutores era um indígena que conseguia manipular uma sucuri e uma jaguatirica. O CIGS é considerado excelência mundial em técnicas de guerra e sobrevivência na selva. Lá, os melhores são índios, negros e caboclos. Não sei se o general Mourão assistiu esse documentário. O que será que o Atleta do Século XX, o nosso Rei Pelé, achou das declarações de Mourão? E Pixinguinha, Portela e Jamelão, lá no andar de cima?

Palavras, palavras… As palavras, sempre as palavras… Mal pensadas, mal concebidas, muito mal ditas, são palavras que acabam atropelando a razão e pisoteando nossas raízes, nossa cultura, nosso povo, nossos índios, caboclos e quilombolas. Aqui não existem arianos. Nossa arvore genealógica Brasil é um rico produto genético muito miscigenado, misturado e muito bem temperado. É lua e sol, verão e céu estrelado…


Quantas vezes?

comentários

Se numa pesquisa pública séria o povo opinar por apenas uma vez sempre haverá alguém para dizer que o candidato X tem o pleno direito de concorrer à reeleição para poder continuar o seu trabalho. Mas se esse trabalho não é em benefício do povo e sim em benefício próprio e de grupos como é que fica a prole desassistida? E se o trabalho de outro candidato for comprovadamente e positivamente o contrário, com diversas ações, programas e projetos que resultem na melhoria da qualidade de vida de sua sociedade, “vai para o trono ou não vai”, como dizia o saudoso Chacrinha?

E quando o candidato à reeleição detém e usa a máquina pública como ferramenta de marketing e de pressão contra seus adversários, utilizando inclusive partidários estrategicamente nomeados não para promover o desenvolvimento da região mas para perseguir, constranger, anular e desmoralizar pessoas de bem que não concordam com seu governo, como é que fica? Tudo não fica tão desigual e antidemocrático?

E os candidatos envolvidos em mar ou oceano de lama da corrupção, como o cacique “superpower” Luizinho, ainda tem direito a concorrer a cargo eletivo, com seus advogados o tempo todo enchendo o saco do TSE e do Supremo Tribunal Federal, tudo graças ao circo jurídico graciosamente de muito estabelecido em nosso país, para vergonha nossa e chacota internacional?

É como dizia o saudoso comediante Agildo Ribeiro, encarnando o personagem Adriano Cannalli:

– O que falta no Brasil é classe!

Mais que classe, nos falta definição de regras claras e sérias para consolidar, ampliar, robustecer e fortalecer o que está explícito na Lei da Ficha Limpa. Falar em Ficha Limpa, é preciso que a Nação, o sistema jurídico nacional e o próprio Congresso Nacional façam uma reflexão e adotem regras claras para que pessoas possam concorrer a qualquer cargo eletivo no Brasil. Formação superior tem de ser a primeira exigência seguida de atestado de sanidade mental, atestado civil e criminal e de protestos e títulos. Invocando a Lei da Ficha Limpa, a própria Justiça Eleitoral poderia expedir uma certificação ao candidato, aprovando ou reprovando a sua candidatura, e sem mais aquele circo jurídico dos tais embargos infringentes e embargos declaratórios.
Nos Estados Unidos da América o Presidente da República é eleito para um mandato de cinco anos, mandato esse que pode ser repetido só mais uma vez, sem direito a uma terceira eleição. Cumpridos e encerrados os dois mandato, ele passa a trabalhar para a Nação, porém nunca mais como Presidente.

Se viessem a ocorrer tais mudanças, o Brasil certamente tomaria novos rumos, e quem sabe a comunidade internacional nos levaria mais a sério.

Mas tudo é uma questão interna de mudar mentalidades e de acabar com idolatrias e idólatras da extrema esquerda e da extrema direita, se é que esse termo ainda existe por aqui quando se fala em “money forever” e manipulação de massa. Lamentavelmente, parte dessa massa populacional nacional e até do sindicalismo brasileiro ainda se deixa levar pela idolatria, mesmo com seu ídolo ou idólatra condenado por sérios atos de corrupção. Aberração maior não poderia ocorrer do que ver este idólatra como o preferido nas pesquisas eleitorais quando se fala na concorrência eletiva à Presidência da República. Estaremos num circo?


Entreguismo e protecionismo

comentários

O aumento abusivo dos combustíveis e a consequente e inevitável greve dos caminhoneiros nos faz refletir o seguinte:
O que fizeram com o Brasil nestes últimos tempos para chegarmos a essacrise atual se possuímos grandes reservas petrolíferas e minerais, riquezas que outros países não possuem?
O grave problema não está no governo e sim na velha e perversa política entreguista que sempre define e direciona rumos ou caminhos contrários ao desenvolvimento real de uma Nação livre, soberana e economicamente independente.

O que até hoje chama a atenção de jornalistas e pesquisadores socialistas e liberais quando se fala do modelo norte-americano?

Eles possuem e defendem uma política protecionista. Fixam tarifas alfandegárias elevadas e seletivas para proteger a sua indústria e concedem subsídios para favorecer o crescimento de empresas que comprovadamente geram empregos, renda e desenvolvimento. Eles realizam ótimos investimentos em ferrovias, rodovias, hidrovias, portos, energia e saneamento, um dever de casa imperativo para nós brasileiros. Eles possuem um bom banco nacional e um eficiente sistema estatal de financiamento da produção. O mais incrível de tudo, historicamente falando, é que essa base política de desenvolvimento foi lançada por Alexander Hamilton, um dos fundadores dos Estados Unidos da América, logo após a independência do país, ocorrida em 04 de junho de 1776, data em que foi selada a autonomia das Treze Colônias, sob a liderança do general George Washington.

Lamentavelmente, a política entreguista brasileira, por décadas na contramão, inversa e ao contrário da política norte-americana e de muitos países europeus e asiáticos, promoveu a desnacionalização sistemática da indústria, principalmente de setores considerados por determinados segmentos ideológicos e políticos como setores-chave da indústria de produção, transferindo seu controle para capitais estrangeiros. A remessa de lucros dessa velha política entreguista, como a dos combustíveis,atualmente se constitui uma política perversa.Brasileiros pagam e pagam muito alto por um produto que sãoconstitucionalmente proprietários. E é justamente a delegação de controle interno e administrativo de setores estratégicos da economia de um país que define seu rumo para o desenvolvimento ou para o buraco. Se não é protecionista e é entreguista, eis que as empresas multinacionais dominam o ambiente econômico nacional e impedem o surgimento de forças internas que eliminem os entraves de seu pleno desenvolvimento ou libertação econômica, para ser mais claro.

Sabem quanto multinacionais lucraram com o petróleo brasileiro, ao final de 2017?

Foram 410 mil barris por dia, além de 460 mil, que tirados, calculados ao preço do Brent a US$ 56,24, e com o dólar a R$ 3,23,em um dia, totalizaR$ 71 milhões de lucro. Em um ano, R$ 27,2 bilhões. Nos trinta anos de exploração de um campo, mesmo com a queda da produção média a 50%, são mais de R$ 400 bilhões de lucro. Quando fechamos este artigo o dólar comercial estava cotado a U$ 3,73 e o dólar turismo a U$ 3,90.

Nos últimos 40 anos,Japão, Alemanha, Estados Unidos, Suécia e Coreia do Sul usam medidas protetivas, subsídio estatal, controle sobre investimentos estrangeiros, fiscalização do capital volátil e o apoio às empresas privadas locais como estratégias de crescimento, desenvolvimento e inserção soberana no processo de mundialização. No nosso País, em nome de um saturado pseudoliberalismo, condena-se a proteção das empresas locais e se pratica a long time (muito tempo) o entreguismo de nossas riquezas.

Túnel do tempo:Em 1947 é iniciado um grande movimento nacionalista, a Campanha do Petróleo, movimento que contou com a ativa participação do escritor Monteiro Lobato, general Leônidas Cardoso (pai do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso), general Júlio Caetano Horta Barbosa e Arthur Bernardes (ex-presidente do Brasil) que liderou o Centro de Estudos e Defesa do Petróleo, solenemente instalado no dia 21 de abril de 1948. Já naquela época, como hoje, setores liberais fizeram feroz oposição aos nacionalistas. Logo a campanha ganhouàs ruas e a simpatia popular. Em1951, o presidente Getúlio Vargas encaminhou projeto de lei 1516 ao Congresso Nacional propondo a criação do Petróleo Brasileiro. No dia 03 de outubro de 1953 assinou a Lei 2004 e criou a Petrobrás, deflagrando a histórica campanha O Petróleo é Nosso. De Getúlio até a era Figueiredo a gasolina era barata, não havia corrupção, violência urbana e principalmente não havia entreguismo de nossas riquezas. O que fizeram com o Brasil nestes últimos tempos? O petróleo é nosso?


Desenvolvimento Sustentável? Como chegar lá?

comentários

Para que o Brasil possa cumprir os 17 compromissos assumidos na Organização das Nações Unidas – ONU, até o prazo determinado, que é o ano de 2030, ele fundamentalmente necessitará vencer seus velhos e históricos problemas econômicos e sociais. Lembrar que em setembro de 2015 as Nações Unidas renovaram seu compromisso com uma agenda global para o desenvolvimento. Existe uma forte tendência mundial de balancear políticas de ajuda de desenvolvimento de um país, com benefícios de acesso ao mercado, desde que este país cumpra as exigências definidas pela ONU quais sejam o respeito ao direito, o apoio ao trabalho sustentável e livre, a proteção ao meio ambiente e o combate a corrupção. Tarefa não muito fácil para países em crise e democracias fragilizadas por atos de corrupção, violência urbana e taxas preocupantes de desemprego.

Um grande desafio:
Como o Brasil pretende criar melhorias para a geração de qualidade de vida de uma expressiva população na linha da pobreza e abaixo da linha de pobreza com taxas oscilantes e crescentes de pessoas que não conseguem acessar o mercado de trabalho?

O programa populista Bolsa Família é um programa paliativo que oferece bolacha a criança, por tempo determinado a curto tempo, e não lhe dá a oportunidade de frequentar a mesma escola de qualidade que crianças pertencentes ao staff de moradores de prédios e residenciais de luxo frequentam. Em nosso país perduram dificuldades para a promoção da igualdade social ou da justiça social. É uma herança que o governo atual e o próximo terão como desafio presente.

Na visão de muitos analistas a crise econômica, a corrupção, a violência urbana, o ajuste fiscal e os desastres ambientais são sérios problemas a serem vencidos para que o Brasil possa se firmar e ser respeitado no cenário internacional.

A adesão do Brasil aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ocorreu durante a Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, em Nova York, em setembro de 2015. Nos próximos 15 anos os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que são 17 objetivos e 169 metas, devem ser cumpridas pelos países que adotaram os ODS. Particularmente, nós brasileiros temos alguns pontos a comemorar. Nossa matriz energética é considerada muito mais limpa que a de muitos países que ainda apresentam dependência excessiva de combustíveis fósseis. A meta nacional de redução de desmatamento vem sendo aos poucos alcançada, figurando o Estado do Amapá como o mais bem conservado do País e um dos mais do planeta. O ex-governador e atual senador (PSB) pelo Amapá, João Alberto Rodrigues Capiberibe, se tornou um dos maiores defensores da política de desenvolvimento sustentável para o Brasil e para o mundo globalizado associando política, economia e questões ambientais. É também defensor da transparência das contas públicas. Agora, lamentável é o fato do mundo globalizado ainda não reconhecer o Amapá como uma das regiões mais bem preservadas do planeta deixando para lá e para depois as ditas e não cumpridas compensações financeiras.

Outro cenário nacional preocupante como um dos nossos maiores problemas é o excesso de tributação sobre bens e serviços, uma história de velhos fantasmas que assombram e penalizam os mais pobres e não perturbam os mais ricos, a exemplo da crise atual dos combustíveis e a greve dos caminhoneiros. Existe muita isenção, algumas até necessárias e outras nem tanto, incidentes sobre o ICMS, ISS e Imposto de Renda, que só geram lucros e dividendos aos mais ricos. Necessário se faz mudar a velha política perversa de tributar mais os salários do que a renda e o patrimônio.
Os pobres são os que mais pagam impostos, demandam mais políticas públicas e não conseguem o retorno que necessitam.


O Brasil que queremos

comentários

Caro leitor e eleitor, que Brasil queremos?
Que tal um Brasil onde qualquer candidato (a) a cargo eletivo tenha por obrigatoriedade apresentar certidões cível e criminal e de protestos e títulos e seja comprovadamente idôneo no seio da sociedade em que vive. Que tenha formação superior e seja comprometido com todos os anseios sociais de melhorias da qualidade de vida de seu povo. Que seja reto no pensar e no agir e saiba ouvir mais do que falar besteiras e destilar falsas promessas que nunca irão se cumprir. Que seja fraterno, humanista, e acima de tudo olhe a todos e trate a todos de forma igualitária, porque, afinal de contas, como bem teoriza nossa Carta Magna, todos são iguais perante a lei sem distinção de cor, raça, credo e condição social.

Que todos os partidos políticos obrigatoriamente cumpram as boas regras da ética, da moralidade, do bom trato a coisa pública, do respeito à causa pública e a coisa pública, atividades públicas que nada mais são do que atos de bem servir a sociedade em que se vive.

Então, senhores, que se cumpra fielmente a Constituição Federal da República Federativa do Brasil, que diz textualmente o seguinte em seuTítulo I, dos Princípios Fundamentais, em seu Art.1º:
A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentosa soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. O Parágrafo único desse artigo enfatiza que“todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

O Art.3º, Título I, que trata Dos Princípios Fundamentais, diz:
Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idadee quaisquer outras formas de discriminação.

O texto é perfeito, mas ainda bem distante de nossa triste realidade. A estatística direta aponta 12 milhões e setecentos mil desempregados. Diariamente assistimos na televisão novos atores acusados e investigados pela justiça por corrupção ativa ou passiva. Esses atores compõe um elenco sem fim em um mar de lama de corrupção em que meteram este país.

No contraponto assistimos a violência brutal de grupos armados do tráfico de drogas a promover cenas de puro terrorismo não só no Rio de Janeiro como em outros estados da federação, dentro ou fora da cadeia.Torturam e eliminam cruelmente seus desafetos, policiais e pessoas de bem. O artigo 4º da Carta Magna, também composição do Título I, Dos Princípios Fundamentais, afirma:
VIII – Repúdio ao terrorismo.

Já o Capítulo II, que trata dos Direitos Sociais, diz textualmente o seguinte em seu artigo 6º:
São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

Bem, senhores leitores e eleitores, tudo é muito bonito, tudo é muito lindo, se o livrinho constitucional fosse rigorosamente cumprido. Assim fosse não haveria necessidade do povão fazer desabafos na telinha da Globo.

O grande Mestre Confúcio nos faz refletir o seguinte:
– O homem superior exige muito de si mesmo. O homem comum exige muito dos outros.

Quer dizer: O homem superior busca a evolução e o homemcomum exige do outro aquilo que ele não pode dar. Enquanto isso poucos sacrificam e subjugam a tantos por esperteza, perversidade ou poder. Agora não é hora de se lamentar. Temos de nos conscientizar e transformar o que é necessário transformar.

“Quem tem o fel dá o fel, quem tem o mel dá o mel, quem nada tem, nada dá!” (Zé Ramalho)


Estradas, fronteiras e a intervenção federal

comentários

O Rio de Janeiro vive momentos de terror. A Cidade Maravilhosa virou um caos moral e social nas mãos de traficantes de armas e drogas. Medo, pânico, terror e terrorismo são as experiências do dia vividas por cidadãos de bem que já não conseguem dormir e ter uma vida normal, ir ao supermercado, curtir uma praia, passear e fazer compras, andar de ônibus, ir à escola, trabalhar e ter o direito de ir e vir tranquilamente.

E o que é terrorismo?
Segundo a Wikipédia, terrorismo é o uso de violência, física, armada ou psicológica,através de ataques localizados a elementos ou instalações de um governo da população governada, de modo a incutir medo, pânico e, assim, obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas, incluindo, antes, o resto da população do território.

Existe o terrorismo físico, que é o uso de violência, assassinato e tortura para impor seus interesses. O terrorismo psicológico promove a indução do medo por meio da divulgação de noticias em benefício próprio. O terrorismo de Estado é um recurso usado por governos ou grupos para manipular uma população conforme seus interesses. O terrorismo econômico subjuga economicamente uma população por conveniência própria. O terrorismo religioso é quando o incentivo do terrorismo vem de alguma religião.

De muito, alguns estados, e não é só o Rio de Janeiro, já estão vivenciando o chamado terrorismo físico. Traficantes e criminosos torturam e assassinam cruelmente seus desafetos, policiais e concorrentes no território do crime. De muito vários estados estão vivenciando o terrorismo psicológico. A atividade comercial normal e as escolas são fechadas à mando do crime e quem desobedecer morre. De muito alguns estados estão vivenciando o poder econômico do crime organizado. Eles compram pessoas, subjugam, corrompem e controlam autoridades públicas e manipulam e influenciam resultados eleitorais para conveniência do grupo de comando. Nossas fronteiras e nossas estradas precisam melhor ser fiscalizadas. Para isso é necessário dispor recursos ao Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Isso inclui aumento considerável de efetivos e ampliação territorial na capacidade de fiscalização, ataque e defesa nas fronteiras. Isso é essencial, principal e fundamental. No caso específico do Rio de Janeiro, a situação é crítica. Para casos extremos, medidas extremas. De nada adiantará a permanência de tropas do Exército até 31 de dezembro de 2018 se a força presente não tiver licença para matar, interrogar, prender, revidar o fogo armado e eliminar. Conceitualmente, toda força militar é preparada para matar. Qualquer soldado no mundo é treinado para matar, e o Exército brasileiro possui excelentes atiradores. As cadeias estão lotadas, e de lá partem as ordens para a promoção do caos urbano. É lá dentro, na cadeia, que as quadrilhas rivais disputam territórios e se matam. O momento é tão crítico que já não cabe mais a argumentação hipócrita de alguém ou algum político achar em sã consciência que a intervenção militar no Rio é estupidez. Estupidez foi permitir chegar ao ponto em que chegou. Agora, até que ponto governos corruptos, em alguns estados brasileiros, estão envolvidos nesse mar de lama e terror? Subjugam a população ao desemprego, ao medo, pânico e desesperança no amanhã. Se comprovadamente a educação é a base de uma sociedade, 12 milhões de desempregados é uma estatística que preocupa, assusta e empurra a violência a escaladas imprevisíveis. É triste ver a paz das belas e paradisíacas cidades de Natal e Fortaleza sob a ameaçado crime organizado. Um poder paralelo que se aproveita, cada vez mais, das fraquezas do poder público constituído, infelizmente. Hoje tenho medo do projeto da ponte sobre o Rio Jari que vai ligar o Amapá ao Pará e ao resto do Brasil por via terrestre.

E todas as formas da Natureza mostravam a grandeza do mundo, em lágrimas. Condenados, como Ulisses… (Zé Ramalho/Força Verde)
Até onde essa onda de violência e corrupção pretendem ir?


Justiça com saneamento básico nacional

comentários

Não, não pensem que a nossa corajosa justiça brasileira, entenda-se Juiz Sérgio Moro, Superior Tribunal Federal e TRF-4 (Tribunal Regional Federal, 4ª Região) tenham mudado de ramo de atividade, não, nada disso. O que está sendo por eles saneado é a vida pública nacional, entenda-se, o poder executivo e legislativo, com suas exceções é claro, sem generalizar.Muita creolina, diabo verde e soda cáusticaestá sendo jogada eas intrincadas tubulações dos esgotos estão sendo descobertas e reparadas. É que entupiram os esgotos. Um grande elenco sem fim foi formado sob o comando de excelsos caciques do petismo brasileiro que se misturaram em um mercado aberto de negócios com outras legendas partidárias. E o que vemos?Um elenco sem fim, digno de uma trama de guerra fria de bastidores entre caciques e testas-de-ferro, de roubar a cena e faltar espaço em um descampado de Brasília.Bom, que tal um filme nacional com o título Dia D Brasil? Seria um longa metragem com quatro horas ou mais de duração, com vilão que não acaba mais e sacanagem que não acaba mais. O espectador teria que ter muito saco para esperar o final, leia-se, os taisembargos declaratórios, recurso que não pode reverter o resultado, mas permite protelar o bom final do filme, isto é, finalmente ver a justiça acontecer. O filme poderia ser um pé no saco misturado com uma grande revolta interior se não fosse à persistência cirúrgica e detalhista da justiça contra os vilões, para um final justo e feliz.

Após o resultado do julgamento com condenação de Lula no TRF-4 (Tribunal Regional Federal) em Porto Alegre, a 12 anos de prisão, em regime fechado, o petismo nacional ficou balançado. Logo começaram a jogar pedras pra todo lado:

“A culpa é da imprensa, é armação, é perseguição sistemática contra nosso líder, é pura conspiração, é coisa da Globo…”

O PT acabou com o PT e suas lideranças acabaram com a digna luta do velho trabalhismo petista. Ninguém acabou com Lula e o perseguiu sistematicamente. Ele mesmo acabou consigo mesmo e suas lideranças também. Ninguém torpedeou o barco petista. Foram eles, embriagados pelo poder e pela sede insaciável de poder, que bateram contra os recifes. O grande decano da jurisprudência nacional, Hélio Bicudo, fundador do PT, deixou o PT e formatou o volumoso processo de impeachment contra Dilma Rousseff movido por uma profunda decepção.

No estado democrático de direito ameaçar a justiça e a imprensa e provocar a violência não são atitudes dignas de quem teoricamente defende a democracia e o trabalhismo. Lembro certo dia em Brasília, lado a lado com servidores federais do Amapá e sindicalistas. Era um dia de sérios conflitos no planalto central do Brasil. Mais parecia uma batalha campal. Gente do PT e da CUT se digladiava com seguranças e Polícia do Senado. No grande salão do hall de entrada do Senado Federal logo notei a presença de uma figura histórica que me fez voltar ao passado. Era o jornalista e senador Hélio Costa, braço direito do saudoso Tancredo Neves, grande ícone da Campanha Diretas Já e símbolo da Constituinte de 1988. Aproximei, indaguei e pedi autógrafo:

– Senador, me perdoe à intromissão, mas o senhor faz parte da história nacional. Acompanhou Tancredo Neves e tudo mais. Fico imaginando a contribuição que Tancredo não daria a esse País. Sou servidor público do Estado do Amapá e escrevo para o Jornal Diário do Amapá. Não poderia esquecer o senhor.

Ele educadamente pegou a minha agenda, meio emocionado, e autografou:

“Ao colega jornalista Wellington Silva, com minha admiração, Hélio Costa.”

Depois, disse:

– Certamente, o doutor Tancredo daria uma grandiosa contribuição ao Brasil. Muito havia por fazer, mas, os tempos são outros…

Lá fora, a batalha campal continuava. Ele agradeceu e eu também disse muito obrigado. Fiquei olhando para aquele homem com cabelos esbranquiçados pelo tempo, que viveu um tempo e tantas reportagens fantásticas fez para o Fantástico. Foi um tempo difícil,tempo delicado, era de transição para o regime democrático. Para muitos, a morte de Tancredo Neves é uma história por detrás da oficial. A obra de Laurentino Gomes, 1808, resultado de 10 anos de investigação jornalística, mostra como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. Pensei: “Foi assim que tudo começou…”

Lá fora, muito barulho, com a batalha campal continuando à frente do gramado do Senado Federal…


Em busca do céu

comentários

De muito já estavam acostumados com a rotina. Todo dia terrestre era aquela grande leva de almas, algumas em busca de luz, outras perdidas, desorientadas, e outras mais abusivamente soberbas, prepotentes, perversas, arrogantes, sem limite algum em seus atos.

Como observadores deste grande cenário de contrastes de vibrações estavam alguns acadêmicos de luz, ou como se diz aqui na Terra, estagiários, aprendizes, orientados por monitores.
Chamou atenção a chegada de um cardeal e de um importante missionário, pois ambos discutiam pontos divergentes entre a igreja católica e protestante. Cada um achava que tinha mais razão do que o outro, querendo impor seus argumentos. Um experiente anjo se aproximou para encerrar a questão, pois ambos já estavam atrapalhando o natural processo de seleção. Ele fitou os dois com firmeza, e falou:
– Olhem para dentro de si mesmos. Primeiramente vós, senhor cardeal, que seduzia menores ao vosso aposento. Cuidastes das Coisas Sagradas? Não, apenas te aprouve cuidar e atender vícios sem limites! E tu, vil missionário, que acumulou riqueza ilícita e enganou criaturas ingênuas citando as sagradas escrituras. Achavam que não os observávamos? Como ousam aqui tentar persuadir, achando-se superiores aos humildes e aos retos? Em verdade digo a todos vós que aquele camponês é mais digno das honras do céu do que estes dois.Ele semeoua terra com amor para dela retirar o sustento e amou e honrou com especial ternura sua família e seus amigos.

Um silêncio sepulcral tomou conta do ambiente e um grave arrependimento invadiu a alma de muitos. Não havia mais nada a dizer a não ser se penitenciar das grandes faltas cometidas. Passado algum momento, um grande grupo de beatas paramentadas com fitas votivas fez-se notar em meio à multidão, e a mais falante histericamente gritava:
– Dá licença, dá licença, queremos passar porque somos servas de Deus!
Outro anjo se aproximou e falou, observado pelos acadêmicos de luz:
– Aonde as senhoras pensam que vão? Todas são serviçais da discórdia, da infâmia e da calúnia. Ao invés de auxiliarem o próximo destruíram sua moral. Ainjúria sepultou a caridade em vossos corações.

Cada uma delas então relembrou seus atos. Arrependimento, arrependimento, arrependimento! Quanto arrependimento…
Um inteligente acadêmico de luz recentemente chegado observou que o céu com todas as forças de luz era na realidade composta por uma rica diversidade de culturas, etnias, raças, credos.Não havia rivalidades, muito pelo contrário, somente interação, compreensão, integração, busca de conhecimento, aprendizado e muita iluminação. Curioso e surpreso ele pergunta ao anjo mais experiente como e de que forma chegou-se a esse belíssimo resultado se na Terra tudo é sempre tão difícil, e historicamente tanto já se matou em nome da religião. E o anjo excelso de luz assim respondeu:
– Foi tua dor, teus atos e tua fé que te trouxeram aqui. A perda de teus entes queridos, em meios aos escombros da guerra insana, te fez nobre em auxiliar o próximo. Amparastes crianças desamparadas, socorrestes viúvas desamparadas e deste tua vida para que outros pudessem viver. Por isto és nobre para nós. Vedes, o que pregava Moisés, João Batista, o Divino Mestre, Buda, Maomé, o escritor Alan Kardeck e o vidente Chico Xavier e outros profetas a não ser o amor, a tolerância, compaixão, compreensão, retidão, a humildade e a caridade. Combater a intolerância religiosa, os vícios humanos, a soberba, a arrogância, déspotas, tiranos, zombeteiros e espíritos atrasados sem limites ou falta de prática de conhecimento daquilo que é certo e errado é nosso dever eterno.

(Sob a inspiração do povo do Andar de Cima)


Ruy Guarany

comentários

Sucinto, preciso, claro, objetivo e sem ‘floreados’ no caminho para não tropeçar no embaralhado de frases desnecessárias. Assim era o texto de Ruy Guarany Neves.A qualidade de seus artigos são retratos escritos da História do Amapá. Sonhos de um Amapá melhor para todos. Ele era um garimpeiro das frases simples e curtas. Poucas palavras diziam muito. Resumia a complexidade de uma situação histórica com a verdade imperativa do contexto histórico, e apontava soluções.

Foram várias as situações vivenciadas em nossa terra e em nosso Brasil varonil que não passavam despercebidas do olhar clínico do Ruy. Quantos artigos de sua autoria já não foram lidos discorrendo sobre a velha situação da BR 156, a estrada mais longeva a construir na História do Brasil, com primeiro termo aditivo datado de 1976.

E a Base Aérea do Amapá?
Falar nela, certo dia encontrei com o Ruy, no canto da lotérica localizada na rua Jovino Dinoá, próximo ao Complexo Administrativo do Governo do Amapá, para tocarmos nas mesmas teclas. E assim, em rápido raciocínio, como um político sem mandato, do alto de sua experiência, ele falou:

– Rapaz, é simples! Tem que ir alguém conversar com a Força Aérea Brasileira e com a Força Aérea Americana, via Itamaraty, para construir o Museu da Base Aérea do Amapá. Aquilo lá tá se acabando. É uma memória viva da 2ª Guerra Mundial que o tempo está destruindo. Se não cuidarmos, vai se acabar tudo!

Nossas preocupações com o Amapá sempre eram compartilhadas. E não era só a questão da Base Aérea do Amapá e da BR 156 a grande pauta de nossos papos, eu quase sempre como provocador e ouvinte do Ruy. O velho isolamento territorial de nossa região, por via terrestre, vem desde 1943, assunto que também abordou com muita propriedade e por um bom tempo nas páginas do Jornal do Dia e por mais de 20 anos no Diário do Amapá.

A velha política do contracheque, a lentidão da obra do Aeroporto de Macapá, o sítio arqueológico de Calçoene e várias outras questões de fundamental importância para nossa região foram objetos de observação analítica deste grande amapaense oriundo de Clevelândia do Norte, Oiapoque, Amapá, nascido em 1930.

Ficamos velhos, de cabeças brancas, de tanto falar e de tanto escrever sobre esses assuntos…

Não mais veremos nas páginas do Diário do Amapá as claras argumentações do articulista, de uma amapalidade e de uma brasilidade ímpar e rara nestes tempos bicudos de denúncias, apurações de ilícitos administrativos e vergonha nacional e internacional.

Ficará perene na nossa memória o seu exemplo de decência, civismo, simplicidade, bom caráter e capacidade de servir sempre.

O premiado jornalista Douglas Lima, do Diário do Amapá, assim o descreveu, num bate papo descontraído no saguão do Jornal: – O texto do Ruy é um texto leve, sucinto, objetivo e agradável de ler…


Lutero e a maçonaria

comentários

A união histórica de duas correntes importantes teve papel determinante para o sucesso da reforma protestante: A Maçonaria Católica e a Protestante.

E por quê? A tradução dos textos sagrados do grego para línguas conhecidas, e a necessidade de respeito à profissão de fé de cada um. A história tem como base e se fundamenta na memória oral, documentos históricos e achados arqueológicos (ossadas, antigas construções, urnas funerárias).

Para ávidos pesquisadores, o mais interessante são os chamados bastidores da história, fontes reveladoras do fio da meada da construção histórica.

Martinho Lutero jamais teria alcançado seus objetivos, a realização da Reforma Protestante, se não tivesse tido apoio das ordens iniciáticas da época e pego carona na embalada do Iluminismo, movimento que entusiasmou e empolgou príncipes, intelectuais, pensadores e burgueses, com a participação ativa de ilustres maçons. Teria virado torresmo na fogueira da inquisição! Em 1521, Lutero é acusado de heresia e condenado à fogueira da inquisição. Logo é procurado pelas tropas leais aos cardeais de Lyon, na França, sede do poder máximo da Igreja Católica. Através de Frederico, o sábio, figura respeitada no seio da maçonaria (operativa) alemã, consegue apoio político, abrigo e se refugia no castelo de Wartburg, em Eisenah, Alemanha. Protegido, deixa a barba crescer, para não ser reconhecido, e empreende sua luta pela tradução do Antigo e Novo testamentos, do original grego para o alemão. Martinho defendia que todas as pessoas tivessem acesso às escrituras sagradas, e não somente o clero, o que empolgava Frederico e as correntes filosóficas de apoio.

A Igreja Católica tinha a Maçonaria Protestante como voraz inimiga e a própria Maçonaria Católica também tinha aderido ao Movimento Iluminista e, consequentemente, à Reforma Protestante. Ela, a maçonaria, foi e sempre será a Grande Mãe abrigadora da diversidade cultural e intelectual do mundo. Aos olhos da Igreja Inquisitorial da Idade Média, pré Moderna e Moderna, a maçonaria seria formada por hereges tais como Jaques De Molay e seus templários, John Huss, Martinho Lutero, João Calvino e todos os outros protestantes, Henrique VIII e os anglicanos, Copérnico, Galileu Galilei e Giordano Bruno.

Em 1526 eclode o movimento dos príncipes e burgueses, defensores da Reforma. Surge então o nome Reforma Protestante. Todo simpatizante da reforma seria um protestante, contestador ou protestador contra o clero. No ano de 1530 a Reforma se espalha por toda a Europa. Em 1534 a Bíblia Sagrada é traduzida por Lutero e amplamente divulgada em alemão. Em 18 de fevereiro de 1546 morre o Grande Cavaleiro Martin Luther (Martinho Lutero) após finalmente ver sua obra divulgada e compreendida em outros países, como a Inglaterra, hoje de maioria protestante. Sua casa, o quarto no monastério, a sala onde trabalhou os textos sagrados, localizada no castelo de Wartburg (Alemanha), e o sofá onde faleceu, em Eisleben, são alvos constantes de visitação pública.

No Brasil, os primeiros cultos protestantes foram realizados dentro de templos maçônicos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. O primeiro pastor batista brasileiro, Robert Porter Thomas, foi maçom e consagrado ao ministério da palavra em salão de loja maçônica em 12 de julho de 1880. A primeira Igreja Batista estabelecida no Brasil (10 de outubro de 1871) foi em Santa Bárbara (SP) com trabalho altivo do pastor e maçom Richard Ratcliff. O missionário e declarado maçom Salomão Luiz Ginsburg, missionário da Junta de Missões Estrangeiras de Richmond, editor da imensa obra Cantor Cristão (16 hinos), e tradutor de 102 hinos, foi o fundador, em São Fidélis (RJ), da Loja Maçônica Auxílio à Virtude, em 2 de fevereiro de 1894. No dia 27 de julho de 1894 funda a Igreja de Christo, chamada Batista. Segundo Salomão, outro pioneiro templo batista no Brasil foi o da Igreja Batista de Campos, edificado sob o seu pastorado, com a colaboração financeira de irmãos maçons, também na mesma época.

São João Batista, pelo seu exemplo e renúncia aos vícios do mundo profano romano é consagrado como padroeiro da maçonaria brasileira e de potência maçônica de outros países. O rei Salomão, pela sua sabedoria e vidência dadas por Deus é permanente objeto de estudo de maçons espalhados pela superfície do globo terrestre.