Entreguismo e protecionismo

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O aumento abusivo dos combustíveis e a consequente e inevitável greve dos caminhoneiros nos faz refletir o seguinte:
O que fizeram com o Brasil nestes últimos tempos para chegarmos a essacrise atual se possuímos grandes reservas petrolíferas e minerais, riquezas que outros países não possuem?
O grave problema não está no governo e sim na velha e perversa política entreguista que sempre define e direciona rumos ou caminhos contrários ao desenvolvimento real de uma Nação livre, soberana e economicamente independente.

O que até hoje chama a atenção de jornalistas e pesquisadores socialistas e liberais quando se fala do modelo norte-americano?

Eles possuem e defendem uma política protecionista. Fixam tarifas alfandegárias elevadas e seletivas para proteger a sua indústria e concedem subsídios para favorecer o crescimento de empresas que comprovadamente geram empregos, renda e desenvolvimento. Eles realizam ótimos investimentos em ferrovias, rodovias, hidrovias, portos, energia e saneamento, um dever de casa imperativo para nós brasileiros. Eles possuem um bom banco nacional e um eficiente sistema estatal de financiamento da produção. O mais incrível de tudo, historicamente falando, é que essa base política de desenvolvimento foi lançada por Alexander Hamilton, um dos fundadores dos Estados Unidos da América, logo após a independência do país, ocorrida em 04 de junho de 1776, data em que foi selada a autonomia das Treze Colônias, sob a liderança do general George Washington.

Lamentavelmente, a política entreguista brasileira, por décadas na contramão, inversa e ao contrário da política norte-americana e de muitos países europeus e asiáticos, promoveu a desnacionalização sistemática da indústria, principalmente de setores considerados por determinados segmentos ideológicos e políticos como setores-chave da indústria de produção, transferindo seu controle para capitais estrangeiros. A remessa de lucros dessa velha política entreguista, como a dos combustíveis,atualmente se constitui uma política perversa.Brasileiros pagam e pagam muito alto por um produto que sãoconstitucionalmente proprietários. E é justamente a delegação de controle interno e administrativo de setores estratégicos da economia de um país que define seu rumo para o desenvolvimento ou para o buraco. Se não é protecionista e é entreguista, eis que as empresas multinacionais dominam o ambiente econômico nacional e impedem o surgimento de forças internas que eliminem os entraves de seu pleno desenvolvimento ou libertação econômica, para ser mais claro.

Sabem quanto multinacionais lucraram com o petróleo brasileiro, ao final de 2017?

Foram 410 mil barris por dia, além de 460 mil, que tirados, calculados ao preço do Brent a US$ 56,24, e com o dólar a R$ 3,23,em um dia, totalizaR$ 71 milhões de lucro. Em um ano, R$ 27,2 bilhões. Nos trinta anos de exploração de um campo, mesmo com a queda da produção média a 50%, são mais de R$ 400 bilhões de lucro. Quando fechamos este artigo o dólar comercial estava cotado a U$ 3,73 e o dólar turismo a U$ 3,90.

Nos últimos 40 anos,Japão, Alemanha, Estados Unidos, Suécia e Coreia do Sul usam medidas protetivas, subsídio estatal, controle sobre investimentos estrangeiros, fiscalização do capital volátil e o apoio às empresas privadas locais como estratégias de crescimento, desenvolvimento e inserção soberana no processo de mundialização. No nosso País, em nome de um saturado pseudoliberalismo, condena-se a proteção das empresas locais e se pratica a long time (muito tempo) o entreguismo de nossas riquezas.

Túnel do tempo:Em 1947 é iniciado um grande movimento nacionalista, a Campanha do Petróleo, movimento que contou com a ativa participação do escritor Monteiro Lobato, general Leônidas Cardoso (pai do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso), general Júlio Caetano Horta Barbosa e Arthur Bernardes (ex-presidente do Brasil) que liderou o Centro de Estudos e Defesa do Petróleo, solenemente instalado no dia 21 de abril de 1948. Já naquela época, como hoje, setores liberais fizeram feroz oposição aos nacionalistas. Logo a campanha ganhouàs ruas e a simpatia popular. Em1951, o presidente Getúlio Vargas encaminhou projeto de lei 1516 ao Congresso Nacional propondo a criação do Petróleo Brasileiro. No dia 03 de outubro de 1953 assinou a Lei 2004 e criou a Petrobrás, deflagrando a histórica campanha O Petróleo é Nosso. De Getúlio até a era Figueiredo a gasolina era barata, não havia corrupção, violência urbana e principalmente não havia entreguismo de nossas riquezas. O que fizeram com o Brasil nestes últimos tempos? O petróleo é nosso?


Desenvolvimento Sustentável? Como chegar lá?

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Para que o Brasil possa cumprir os 17 compromissos assumidos na Organização das Nações Unidas – ONU, até o prazo determinado, que é o ano de 2030, ele fundamentalmente necessitará vencer seus velhos e históricos problemas econômicos e sociais. Lembrar que em setembro de 2015 as Nações Unidas renovaram seu compromisso com uma agenda global para o desenvolvimento. Existe uma forte tendência mundial de balancear políticas de ajuda de desenvolvimento de um país, com benefícios de acesso ao mercado, desde que este país cumpra as exigências definidas pela ONU quais sejam o respeito ao direito, o apoio ao trabalho sustentável e livre, a proteção ao meio ambiente e o combate a corrupção. Tarefa não muito fácil para países em crise e democracias fragilizadas por atos de corrupção, violência urbana e taxas preocupantes de desemprego.

Um grande desafio:
Como o Brasil pretende criar melhorias para a geração de qualidade de vida de uma expressiva população na linha da pobreza e abaixo da linha de pobreza com taxas oscilantes e crescentes de pessoas que não conseguem acessar o mercado de trabalho?

O programa populista Bolsa Família é um programa paliativo que oferece bolacha a criança, por tempo determinado a curto tempo, e não lhe dá a oportunidade de frequentar a mesma escola de qualidade que crianças pertencentes ao staff de moradores de prédios e residenciais de luxo frequentam. Em nosso país perduram dificuldades para a promoção da igualdade social ou da justiça social. É uma herança que o governo atual e o próximo terão como desafio presente.

Na visão de muitos analistas a crise econômica, a corrupção, a violência urbana, o ajuste fiscal e os desastres ambientais são sérios problemas a serem vencidos para que o Brasil possa se firmar e ser respeitado no cenário internacional.

A adesão do Brasil aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ocorreu durante a Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, em Nova York, em setembro de 2015. Nos próximos 15 anos os chamados Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que são 17 objetivos e 169 metas, devem ser cumpridas pelos países que adotaram os ODS. Particularmente, nós brasileiros temos alguns pontos a comemorar. Nossa matriz energética é considerada muito mais limpa que a de muitos países que ainda apresentam dependência excessiva de combustíveis fósseis. A meta nacional de redução de desmatamento vem sendo aos poucos alcançada, figurando o Estado do Amapá como o mais bem conservado do País e um dos mais do planeta. O ex-governador e atual senador (PSB) pelo Amapá, João Alberto Rodrigues Capiberibe, se tornou um dos maiores defensores da política de desenvolvimento sustentável para o Brasil e para o mundo globalizado associando política, economia e questões ambientais. É também defensor da transparência das contas públicas. Agora, lamentável é o fato do mundo globalizado ainda não reconhecer o Amapá como uma das regiões mais bem preservadas do planeta deixando para lá e para depois as ditas e não cumpridas compensações financeiras.

Outro cenário nacional preocupante como um dos nossos maiores problemas é o excesso de tributação sobre bens e serviços, uma história de velhos fantasmas que assombram e penalizam os mais pobres e não perturbam os mais ricos, a exemplo da crise atual dos combustíveis e a greve dos caminhoneiros. Existe muita isenção, algumas até necessárias e outras nem tanto, incidentes sobre o ICMS, ISS e Imposto de Renda, que só geram lucros e dividendos aos mais ricos. Necessário se faz mudar a velha política perversa de tributar mais os salários do que a renda e o patrimônio.
Os pobres são os que mais pagam impostos, demandam mais políticas públicas e não conseguem o retorno que necessitam.


O Brasil que queremos

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Caro leitor e eleitor, que Brasil queremos?
Que tal um Brasil onde qualquer candidato (a) a cargo eletivo tenha por obrigatoriedade apresentar certidões cível e criminal e de protestos e títulos e seja comprovadamente idôneo no seio da sociedade em que vive. Que tenha formação superior e seja comprometido com todos os anseios sociais de melhorias da qualidade de vida de seu povo. Que seja reto no pensar e no agir e saiba ouvir mais do que falar besteiras e destilar falsas promessas que nunca irão se cumprir. Que seja fraterno, humanista, e acima de tudo olhe a todos e trate a todos de forma igualitária, porque, afinal de contas, como bem teoriza nossa Carta Magna, todos são iguais perante a lei sem distinção de cor, raça, credo e condição social.

Que todos os partidos políticos obrigatoriamente cumpram as boas regras da ética, da moralidade, do bom trato a coisa pública, do respeito à causa pública e a coisa pública, atividades públicas que nada mais são do que atos de bem servir a sociedade em que se vive.

Então, senhores, que se cumpra fielmente a Constituição Federal da República Federativa do Brasil, que diz textualmente o seguinte em seuTítulo I, dos Princípios Fundamentais, em seu Art.1º:
A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentosa soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. O Parágrafo único desse artigo enfatiza que“todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

O Art.3º, Título I, que trata Dos Princípios Fundamentais, diz:
Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idadee quaisquer outras formas de discriminação.

O texto é perfeito, mas ainda bem distante de nossa triste realidade. A estatística direta aponta 12 milhões e setecentos mil desempregados. Diariamente assistimos na televisão novos atores acusados e investigados pela justiça por corrupção ativa ou passiva. Esses atores compõe um elenco sem fim em um mar de lama de corrupção em que meteram este país.

No contraponto assistimos a violência brutal de grupos armados do tráfico de drogas a promover cenas de puro terrorismo não só no Rio de Janeiro como em outros estados da federação, dentro ou fora da cadeia.Torturam e eliminam cruelmente seus desafetos, policiais e pessoas de bem. O artigo 4º da Carta Magna, também composição do Título I, Dos Princípios Fundamentais, afirma:
VIII – Repúdio ao terrorismo.

Já o Capítulo II, que trata dos Direitos Sociais, diz textualmente o seguinte em seu artigo 6º:
São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

Bem, senhores leitores e eleitores, tudo é muito bonito, tudo é muito lindo, se o livrinho constitucional fosse rigorosamente cumprido. Assim fosse não haveria necessidade do povão fazer desabafos na telinha da Globo.

O grande Mestre Confúcio nos faz refletir o seguinte:
– O homem superior exige muito de si mesmo. O homem comum exige muito dos outros.

Quer dizer: O homem superior busca a evolução e o homemcomum exige do outro aquilo que ele não pode dar. Enquanto isso poucos sacrificam e subjugam a tantos por esperteza, perversidade ou poder. Agora não é hora de se lamentar. Temos de nos conscientizar e transformar o que é necessário transformar.

“Quem tem o fel dá o fel, quem tem o mel dá o mel, quem nada tem, nada dá!” (Zé Ramalho)


Estradas, fronteiras e a intervenção federal

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O Rio de Janeiro vive momentos de terror. A Cidade Maravilhosa virou um caos moral e social nas mãos de traficantes de armas e drogas. Medo, pânico, terror e terrorismo são as experiências do dia vividas por cidadãos de bem que já não conseguem dormir e ter uma vida normal, ir ao supermercado, curtir uma praia, passear e fazer compras, andar de ônibus, ir à escola, trabalhar e ter o direito de ir e vir tranquilamente.

E o que é terrorismo?
Segundo a Wikipédia, terrorismo é o uso de violência, física, armada ou psicológica,através de ataques localizados a elementos ou instalações de um governo da população governada, de modo a incutir medo, pânico e, assim, obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas, incluindo, antes, o resto da população do território.

Existe o terrorismo físico, que é o uso de violência, assassinato e tortura para impor seus interesses. O terrorismo psicológico promove a indução do medo por meio da divulgação de noticias em benefício próprio. O terrorismo de Estado é um recurso usado por governos ou grupos para manipular uma população conforme seus interesses. O terrorismo econômico subjuga economicamente uma população por conveniência própria. O terrorismo religioso é quando o incentivo do terrorismo vem de alguma religião.

De muito, alguns estados, e não é só o Rio de Janeiro, já estão vivenciando o chamado terrorismo físico. Traficantes e criminosos torturam e assassinam cruelmente seus desafetos, policiais e concorrentes no território do crime. De muito vários estados estão vivenciando o terrorismo psicológico. A atividade comercial normal e as escolas são fechadas à mando do crime e quem desobedecer morre. De muito alguns estados estão vivenciando o poder econômico do crime organizado. Eles compram pessoas, subjugam, corrompem e controlam autoridades públicas e manipulam e influenciam resultados eleitorais para conveniência do grupo de comando. Nossas fronteiras e nossas estradas precisam melhor ser fiscalizadas. Para isso é necessário dispor recursos ao Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Isso inclui aumento considerável de efetivos e ampliação territorial na capacidade de fiscalização, ataque e defesa nas fronteiras. Isso é essencial, principal e fundamental. No caso específico do Rio de Janeiro, a situação é crítica. Para casos extremos, medidas extremas. De nada adiantará a permanência de tropas do Exército até 31 de dezembro de 2018 se a força presente não tiver licença para matar, interrogar, prender, revidar o fogo armado e eliminar. Conceitualmente, toda força militar é preparada para matar. Qualquer soldado no mundo é treinado para matar, e o Exército brasileiro possui excelentes atiradores. As cadeias estão lotadas, e de lá partem as ordens para a promoção do caos urbano. É lá dentro, na cadeia, que as quadrilhas rivais disputam territórios e se matam. O momento é tão crítico que já não cabe mais a argumentação hipócrita de alguém ou algum político achar em sã consciência que a intervenção militar no Rio é estupidez. Estupidez foi permitir chegar ao ponto em que chegou. Agora, até que ponto governos corruptos, em alguns estados brasileiros, estão envolvidos nesse mar de lama e terror? Subjugam a população ao desemprego, ao medo, pânico e desesperança no amanhã. Se comprovadamente a educação é a base de uma sociedade, 12 milhões de desempregados é uma estatística que preocupa, assusta e empurra a violência a escaladas imprevisíveis. É triste ver a paz das belas e paradisíacas cidades de Natal e Fortaleza sob a ameaçado crime organizado. Um poder paralelo que se aproveita, cada vez mais, das fraquezas do poder público constituído, infelizmente. Hoje tenho medo do projeto da ponte sobre o Rio Jari que vai ligar o Amapá ao Pará e ao resto do Brasil por via terrestre.

E todas as formas da Natureza mostravam a grandeza do mundo, em lágrimas. Condenados, como Ulisses… (Zé Ramalho/Força Verde)
Até onde essa onda de violência e corrupção pretendem ir?


Justiça com saneamento básico nacional

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Não, não pensem que a nossa corajosa justiça brasileira, entenda-se Juiz Sérgio Moro, Superior Tribunal Federal e TRF-4 (Tribunal Regional Federal, 4ª Região) tenham mudado de ramo de atividade, não, nada disso. O que está sendo por eles saneado é a vida pública nacional, entenda-se, o poder executivo e legislativo, com suas exceções é claro, sem generalizar.Muita creolina, diabo verde e soda cáusticaestá sendo jogada eas intrincadas tubulações dos esgotos estão sendo descobertas e reparadas. É que entupiram os esgotos. Um grande elenco sem fim foi formado sob o comando de excelsos caciques do petismo brasileiro que se misturaram em um mercado aberto de negócios com outras legendas partidárias. E o que vemos?Um elenco sem fim, digno de uma trama de guerra fria de bastidores entre caciques e testas-de-ferro, de roubar a cena e faltar espaço em um descampado de Brasília.Bom, que tal um filme nacional com o título Dia D Brasil? Seria um longa metragem com quatro horas ou mais de duração, com vilão que não acaba mais e sacanagem que não acaba mais. O espectador teria que ter muito saco para esperar o final, leia-se, os taisembargos declaratórios, recurso que não pode reverter o resultado, mas permite protelar o bom final do filme, isto é, finalmente ver a justiça acontecer. O filme poderia ser um pé no saco misturado com uma grande revolta interior se não fosse à persistência cirúrgica e detalhista da justiça contra os vilões, para um final justo e feliz.

Após o resultado do julgamento com condenação de Lula no TRF-4 (Tribunal Regional Federal) em Porto Alegre, a 12 anos de prisão, em regime fechado, o petismo nacional ficou balançado. Logo começaram a jogar pedras pra todo lado:

“A culpa é da imprensa, é armação, é perseguição sistemática contra nosso líder, é pura conspiração, é coisa da Globo…”

O PT acabou com o PT e suas lideranças acabaram com a digna luta do velho trabalhismo petista. Ninguém acabou com Lula e o perseguiu sistematicamente. Ele mesmo acabou consigo mesmo e suas lideranças também. Ninguém torpedeou o barco petista. Foram eles, embriagados pelo poder e pela sede insaciável de poder, que bateram contra os recifes. O grande decano da jurisprudência nacional, Hélio Bicudo, fundador do PT, deixou o PT e formatou o volumoso processo de impeachment contra Dilma Rousseff movido por uma profunda decepção.

No estado democrático de direito ameaçar a justiça e a imprensa e provocar a violência não são atitudes dignas de quem teoricamente defende a democracia e o trabalhismo. Lembro certo dia em Brasília, lado a lado com servidores federais do Amapá e sindicalistas. Era um dia de sérios conflitos no planalto central do Brasil. Mais parecia uma batalha campal. Gente do PT e da CUT se digladiava com seguranças e Polícia do Senado. No grande salão do hall de entrada do Senado Federal logo notei a presença de uma figura histórica que me fez voltar ao passado. Era o jornalista e senador Hélio Costa, braço direito do saudoso Tancredo Neves, grande ícone da Campanha Diretas Já e símbolo da Constituinte de 1988. Aproximei, indaguei e pedi autógrafo:

– Senador, me perdoe à intromissão, mas o senhor faz parte da história nacional. Acompanhou Tancredo Neves e tudo mais. Fico imaginando a contribuição que Tancredo não daria a esse País. Sou servidor público do Estado do Amapá e escrevo para o Jornal Diário do Amapá. Não poderia esquecer o senhor.

Ele educadamente pegou a minha agenda, meio emocionado, e autografou:

“Ao colega jornalista Wellington Silva, com minha admiração, Hélio Costa.”

Depois, disse:

– Certamente, o doutor Tancredo daria uma grandiosa contribuição ao Brasil. Muito havia por fazer, mas, os tempos são outros…

Lá fora, a batalha campal continuava. Ele agradeceu e eu também disse muito obrigado. Fiquei olhando para aquele homem com cabelos esbranquiçados pelo tempo, que viveu um tempo e tantas reportagens fantásticas fez para o Fantástico. Foi um tempo difícil,tempo delicado, era de transição para o regime democrático. Para muitos, a morte de Tancredo Neves é uma história por detrás da oficial. A obra de Laurentino Gomes, 1808, resultado de 10 anos de investigação jornalística, mostra como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. Pensei: “Foi assim que tudo começou…”

Lá fora, muito barulho, com a batalha campal continuando à frente do gramado do Senado Federal…


Em busca do céu

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De muito já estavam acostumados com a rotina. Todo dia terrestre era aquela grande leva de almas, algumas em busca de luz, outras perdidas, desorientadas, e outras mais abusivamente soberbas, prepotentes, perversas, arrogantes, sem limite algum em seus atos.

Como observadores deste grande cenário de contrastes de vibrações estavam alguns acadêmicos de luz, ou como se diz aqui na Terra, estagiários, aprendizes, orientados por monitores.
Chamou atenção a chegada de um cardeal e de um importante missionário, pois ambos discutiam pontos divergentes entre a igreja católica e protestante. Cada um achava que tinha mais razão do que o outro, querendo impor seus argumentos. Um experiente anjo se aproximou para encerrar a questão, pois ambos já estavam atrapalhando o natural processo de seleção. Ele fitou os dois com firmeza, e falou:
– Olhem para dentro de si mesmos. Primeiramente vós, senhor cardeal, que seduzia menores ao vosso aposento. Cuidastes das Coisas Sagradas? Não, apenas te aprouve cuidar e atender vícios sem limites! E tu, vil missionário, que acumulou riqueza ilícita e enganou criaturas ingênuas citando as sagradas escrituras. Achavam que não os observávamos? Como ousam aqui tentar persuadir, achando-se superiores aos humildes e aos retos? Em verdade digo a todos vós que aquele camponês é mais digno das honras do céu do que estes dois.Ele semeoua terra com amor para dela retirar o sustento e amou e honrou com especial ternura sua família e seus amigos.

Um silêncio sepulcral tomou conta do ambiente e um grave arrependimento invadiu a alma de muitos. Não havia mais nada a dizer a não ser se penitenciar das grandes faltas cometidas. Passado algum momento, um grande grupo de beatas paramentadas com fitas votivas fez-se notar em meio à multidão, e a mais falante histericamente gritava:
– Dá licença, dá licença, queremos passar porque somos servas de Deus!
Outro anjo se aproximou e falou, observado pelos acadêmicos de luz:
– Aonde as senhoras pensam que vão? Todas são serviçais da discórdia, da infâmia e da calúnia. Ao invés de auxiliarem o próximo destruíram sua moral. Ainjúria sepultou a caridade em vossos corações.

Cada uma delas então relembrou seus atos. Arrependimento, arrependimento, arrependimento! Quanto arrependimento…
Um inteligente acadêmico de luz recentemente chegado observou que o céu com todas as forças de luz era na realidade composta por uma rica diversidade de culturas, etnias, raças, credos.Não havia rivalidades, muito pelo contrário, somente interação, compreensão, integração, busca de conhecimento, aprendizado e muita iluminação. Curioso e surpreso ele pergunta ao anjo mais experiente como e de que forma chegou-se a esse belíssimo resultado se na Terra tudo é sempre tão difícil, e historicamente tanto já se matou em nome da religião. E o anjo excelso de luz assim respondeu:
– Foi tua dor, teus atos e tua fé que te trouxeram aqui. A perda de teus entes queridos, em meios aos escombros da guerra insana, te fez nobre em auxiliar o próximo. Amparastes crianças desamparadas, socorrestes viúvas desamparadas e deste tua vida para que outros pudessem viver. Por isto és nobre para nós. Vedes, o que pregava Moisés, João Batista, o Divino Mestre, Buda, Maomé, o escritor Alan Kardeck e o vidente Chico Xavier e outros profetas a não ser o amor, a tolerância, compaixão, compreensão, retidão, a humildade e a caridade. Combater a intolerância religiosa, os vícios humanos, a soberba, a arrogância, déspotas, tiranos, zombeteiros e espíritos atrasados sem limites ou falta de prática de conhecimento daquilo que é certo e errado é nosso dever eterno.

(Sob a inspiração do povo do Andar de Cima)


Ruy Guarany

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Sucinto, preciso, claro, objetivo e sem ‘floreados’ no caminho para não tropeçar no embaralhado de frases desnecessárias. Assim era o texto de Ruy Guarany Neves.A qualidade de seus artigos são retratos escritos da História do Amapá. Sonhos de um Amapá melhor para todos. Ele era um garimpeiro das frases simples e curtas. Poucas palavras diziam muito. Resumia a complexidade de uma situação histórica com a verdade imperativa do contexto histórico, e apontava soluções.

Foram várias as situações vivenciadas em nossa terra e em nosso Brasil varonil que não passavam despercebidas do olhar clínico do Ruy. Quantos artigos de sua autoria já não foram lidos discorrendo sobre a velha situação da BR 156, a estrada mais longeva a construir na História do Brasil, com primeiro termo aditivo datado de 1976.

E a Base Aérea do Amapá?
Falar nela, certo dia encontrei com o Ruy, no canto da lotérica localizada na rua Jovino Dinoá, próximo ao Complexo Administrativo do Governo do Amapá, para tocarmos nas mesmas teclas. E assim, em rápido raciocínio, como um político sem mandato, do alto de sua experiência, ele falou:

– Rapaz, é simples! Tem que ir alguém conversar com a Força Aérea Brasileira e com a Força Aérea Americana, via Itamaraty, para construir o Museu da Base Aérea do Amapá. Aquilo lá tá se acabando. É uma memória viva da 2ª Guerra Mundial que o tempo está destruindo. Se não cuidarmos, vai se acabar tudo!

Nossas preocupações com o Amapá sempre eram compartilhadas. E não era só a questão da Base Aérea do Amapá e da BR 156 a grande pauta de nossos papos, eu quase sempre como provocador e ouvinte do Ruy. O velho isolamento territorial de nossa região, por via terrestre, vem desde 1943, assunto que também abordou com muita propriedade e por um bom tempo nas páginas do Jornal do Dia e por mais de 20 anos no Diário do Amapá.

A velha política do contracheque, a lentidão da obra do Aeroporto de Macapá, o sítio arqueológico de Calçoene e várias outras questões de fundamental importância para nossa região foram objetos de observação analítica deste grande amapaense oriundo de Clevelândia do Norte, Oiapoque, Amapá, nascido em 1930.

Ficamos velhos, de cabeças brancas, de tanto falar e de tanto escrever sobre esses assuntos…

Não mais veremos nas páginas do Diário do Amapá as claras argumentações do articulista, de uma amapalidade e de uma brasilidade ímpar e rara nestes tempos bicudos de denúncias, apurações de ilícitos administrativos e vergonha nacional e internacional.

Ficará perene na nossa memória o seu exemplo de decência, civismo, simplicidade, bom caráter e capacidade de servir sempre.

O premiado jornalista Douglas Lima, do Diário do Amapá, assim o descreveu, num bate papo descontraído no saguão do Jornal: – O texto do Ruy é um texto leve, sucinto, objetivo e agradável de ler…


Lutero e a maçonaria

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A união histórica de duas correntes importantes teve papel determinante para o sucesso da reforma protestante: A Maçonaria Católica e a Protestante.

E por quê? A tradução dos textos sagrados do grego para línguas conhecidas, e a necessidade de respeito à profissão de fé de cada um. A história tem como base e se fundamenta na memória oral, documentos históricos e achados arqueológicos (ossadas, antigas construções, urnas funerárias).

Para ávidos pesquisadores, o mais interessante são os chamados bastidores da história, fontes reveladoras do fio da meada da construção histórica.

Martinho Lutero jamais teria alcançado seus objetivos, a realização da Reforma Protestante, se não tivesse tido apoio das ordens iniciáticas da época e pego carona na embalada do Iluminismo, movimento que entusiasmou e empolgou príncipes, intelectuais, pensadores e burgueses, com a participação ativa de ilustres maçons. Teria virado torresmo na fogueira da inquisição! Em 1521, Lutero é acusado de heresia e condenado à fogueira da inquisição. Logo é procurado pelas tropas leais aos cardeais de Lyon, na França, sede do poder máximo da Igreja Católica. Através de Frederico, o sábio, figura respeitada no seio da maçonaria (operativa) alemã, consegue apoio político, abrigo e se refugia no castelo de Wartburg, em Eisenah, Alemanha. Protegido, deixa a barba crescer, para não ser reconhecido, e empreende sua luta pela tradução do Antigo e Novo testamentos, do original grego para o alemão. Martinho defendia que todas as pessoas tivessem acesso às escrituras sagradas, e não somente o clero, o que empolgava Frederico e as correntes filosóficas de apoio.

A Igreja Católica tinha a Maçonaria Protestante como voraz inimiga e a própria Maçonaria Católica também tinha aderido ao Movimento Iluminista e, consequentemente, à Reforma Protestante. Ela, a maçonaria, foi e sempre será a Grande Mãe abrigadora da diversidade cultural e intelectual do mundo. Aos olhos da Igreja Inquisitorial da Idade Média, pré Moderna e Moderna, a maçonaria seria formada por hereges tais como Jaques De Molay e seus templários, John Huss, Martinho Lutero, João Calvino e todos os outros protestantes, Henrique VIII e os anglicanos, Copérnico, Galileu Galilei e Giordano Bruno.

Em 1526 eclode o movimento dos príncipes e burgueses, defensores da Reforma. Surge então o nome Reforma Protestante. Todo simpatizante da reforma seria um protestante, contestador ou protestador contra o clero. No ano de 1530 a Reforma se espalha por toda a Europa. Em 1534 a Bíblia Sagrada é traduzida por Lutero e amplamente divulgada em alemão. Em 18 de fevereiro de 1546 morre o Grande Cavaleiro Martin Luther (Martinho Lutero) após finalmente ver sua obra divulgada e compreendida em outros países, como a Inglaterra, hoje de maioria protestante. Sua casa, o quarto no monastério, a sala onde trabalhou os textos sagrados, localizada no castelo de Wartburg (Alemanha), e o sofá onde faleceu, em Eisleben, são alvos constantes de visitação pública.

No Brasil, os primeiros cultos protestantes foram realizados dentro de templos maçônicos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. O primeiro pastor batista brasileiro, Robert Porter Thomas, foi maçom e consagrado ao ministério da palavra em salão de loja maçônica em 12 de julho de 1880. A primeira Igreja Batista estabelecida no Brasil (10 de outubro de 1871) foi em Santa Bárbara (SP) com trabalho altivo do pastor e maçom Richard Ratcliff. O missionário e declarado maçom Salomão Luiz Ginsburg, missionário da Junta de Missões Estrangeiras de Richmond, editor da imensa obra Cantor Cristão (16 hinos), e tradutor de 102 hinos, foi o fundador, em São Fidélis (RJ), da Loja Maçônica Auxílio à Virtude, em 2 de fevereiro de 1894. No dia 27 de julho de 1894 funda a Igreja de Christo, chamada Batista. Segundo Salomão, outro pioneiro templo batista no Brasil foi o da Igreja Batista de Campos, edificado sob o seu pastorado, com a colaboração financeira de irmãos maçons, também na mesma época.

São João Batista, pelo seu exemplo e renúncia aos vícios do mundo profano romano é consagrado como padroeiro da maçonaria brasileira e de potência maçônica de outros países. O rei Salomão, pela sua sabedoria e vidência dadas por Deus é permanente objeto de estudo de maçons espalhados pela superfície do globo terrestre.


IRMANAR Amapá – Maçonaria e Sociedade

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Por Pedro Velleda & Wellington Silva

A Maçonaria desperta muita curiosidade e desconfiança em muitas pessoas da sociedade.

Para alguns, os maçons se reúnem em poderosas, sinistras e até perigosas irmandades secretas e praticam cumprimentos e rituais obscuros.

Para outros, os benefícios da Maçonaria podem ser encontrados desde a formação dos Estados Latino americanos.

Mas qual é o segredo da Maçonaria, quem são os maçons, o que fazem, porque se reúnem, para que os rituais.

A maçonaria já foi acusada de tudo: fazer rituais sinistros, promover orgias, querer dominar o mundo… Muita gente acredita que a organização controla governos e que seus integrantes usam cargos públicos para se ajudar mutuamente.

Mas a verdade é que tudo isso não passa de um grande engano.

Somos um grupo filosófico, filantrópico e progressista. Nosso escopo é o de cumprir as leis e ajudar uns aos outros, vencer nossas paixões e combater veementemente os vícios.

A maçonaria não é tão secreta assim. Em vários países, inclusive no Brasil, todo mundo sabe onde ficam as lojas maçônicas e quem são seus membros. Maçons publicam revistas e divulgam suas ideias em sites da internet. E, se antes mantinham seus templos imersos numa aura de mistério, hoje permitem visitas.

O grande segredo da maçonaria é não ter segredo algum, apesar de nossas sessões serem realizadas a portas fechadas.

A maçonaria não é secreta, mas discreta.

Nossa Irmandade é uma rede global, hoje composta de cerca de 6 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Só no Brasil estima-se que existam 150 mil maçons e 4.700 lojas regulares.

Os rituais variam muito, de um país para outro. Cada loja tem autonomia, mesmo que pertença a uma federação nacional ou continental.

E foi graças a ela que personalidades extraordinariamente distintas já vestiram o avental da irmandade: de Mozart a Dom Pedro 1º, de Winston Churchill a Simon Bolívar.

Mas todas têm muito em comum. Independentemente do país, defendem os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Veneramos o Grande Arquiteto do Universo – como nos referimos a Deus.

Embora seja proibido falar de política e religião dentro do templo, os maçons continuam tendo o poder e a influência de sempre.

A mesma que usaram para orquestrar capítulos decisivos da história, como a independência do Brasil, dos EUA e de quase todos os países da América Latina.

A origem da maçonaria é um mistério até para os maçons. Uma das teorias diz que ela surgiu há cerca de 3 mil anos, durante a construção do Templo de Salomão, em Jerusalém.

Nossa ordem deixou de ser “operativa” para ser “especulativa”. E as lojas maçônicas passaram a interpretar esses símbolos por meio de conceitos morais, éticos e filosóficos. A sociedade foi aberta a outros profissionais, como os cientistas, e deixou-se influenciar até pela alquimia.

A história de perseguição explica por que os maçons desenvolveram códigos para se reconhecer no meio de outras pessoas, através de sinais, toques e palavras.

Para ingressar na maçonaria, é necessário ter ficha limpa, ser maior de idade e acreditar em Deus.

Nossa meta é formar homens melhores, ensiná-los a se libertar dos dogmas e a pensar por si mesmos.

As pessoas ficam constantemente se perguntando quem está entre os maçons, o quanto já sabemos, e o quanto é simplesmente invenção.

Mas nossa preocupação, no momento, como maçons comprometidos com o Brasil, e no particular com o Estado do Amapá, é justamente com o futuro.

Nós, da Maçonaria, não desejamos mais a continuidade de um estado de violência e ao mesmo tempo de preconceitos de toda ordem. Observamos a corrupção teimar em manter impérios e em propiciar preocupantes índices de fome, miséria e má qualidade de vida em regiões do Brasil.

Não que se reduza, num curto prazo, esse número extremamente preocupante, mas que haja um programa sério de geração de emprego e renda em parceria com o setor privado.

Percebemos que políticas imediatistas, qual seja a que dá bom visual e votos vem sobrepondo emergenciais necessidades públicas e privadas e estrangulando, de certa forma, a confiança e a vida do empresariado. Não existe nação, Estado e município forte sem uma atividade comercial forte e competitiva.

É doente uma nação, um Estado ou um município que possua baixos índices de escolaridade e de formação acadêmica, principalmente para negros, ameríndios e pobres.

É doente uma nação quando uma das principais razões do crescimento da violência reside justamente no câncer maldito da corrupção.

É doente uma nação quando o mínimo serviço de atenção básica de saúde, em determinado município, não possui estrutura física adequada, médicos bem remunerados, equipe suficiente de apoio, leitos e medicamentos.

É doente uma nação quando parte do dito staff do executivo e do legislativo responde a processos na justiça.

O que fazer? Quem me apontaria uma saída? ( … )

Religiosos diriam que só Jesus salva!

O pragmático político teima em pensar num sistema parlamentarista!

Já o filósofo, pensador e esotérico sustentaria que o homem é a razão de si mesmo, causa e efeito de tudo de bom e de ruim. Que o mal reside dentro de nós mesmos, e que se agiganta quando homens de boa vontade silenciam e se acovardam.

Grandiosa é a tarefa daqueles que ousam transformar o veneno da cobra em remédio, pois realimenta vidas à beira da cova e dá-lhes nova chance de recomeçar.

Oxalá um dia seja controlado ou amenizado o estado ruim da natureza humana, momento em que reinarão na Terra homens de boa vontade tão anunciados pelos profetas.

Numa só palavra, parafraseando o poeta:Depende de nós!

O projeto Ficha Limpa, por exemplo, foi cuidadosamente gestado pela Maçonaria goiana, escrito por renomados advogados maçons, ganhou apoio total do Grande Oriente do Brasil – GOB, da Grande Loja Maçônica, da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, assim  como da Associação Brasileira de Imprensa – ABI, Confederação Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, e de empresários e políticos sérios deste rico Brasil varonil.

Muito ainda precisa ser feito para sanear a vida pública do Brasil.

Essa luta também é da Maçonaria, por justiça, liberdade, equidade social e de reconhecimento do mundo para a soberania nacional e a justa melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro.

Luta que surgiu a partir de Gonçalves Ledo, José Bonifácio, D. Pedro I, Frei Caneca, Padre José Maurício, Padre Diogo Antônio Feijó, e muitos outros, que não podem ser esquecidos, pois foram homens maçons que lutaram pela independência do Brasil e pela Proclamação da República Federativa do Brasil.

Outro exemplo, que para nós é digno de permanentes reconhecimentos, e neste evento nossa homenagem pública, é Cabralzinho, o herói deste Estado, patrono do IRMANAR Amapá.

Poucos sabem que Francisco Xavier da Veiga Cabral (Cabralzinho), oficial militar, para o Amapá veio exilado, a mando do governador João de Abreu, do Grão-Pará, por defender abertamente, em Belém, no Ver-o-Peso e nas tabernas e clubes militares e de dança, a República, fato que profundamente irritava o governador, que era monarquista e defensor de D.Pedro II. Cabralzinho só não foi enforcado graças à intervenção de maçons que convenceram o governador a não praticar o ato para não causar insurreição na tropa e no meio do povo, devido a grande popularidade de Xavier e a força do movimento republicano em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco.

Pergunto aos senhores e senhoras: Alguma semelhança da história de Benjamin Constant e de Cabralzinho com o presente?

A época é diferente, os atores são outros, mas a história de uma forma ou outra se repete no presente: CORRUPÇÃO, ESPERTEZA e PERSEGUIÇÃO contra o justo.

Mas, como nem só de pão e passado vive o homem maçom e nossa secular Ordem maçônica, a Maçonaria do Amapá realizou, em setembro de 2017, a 21ª edição do Projeto IRMANAR.

Um projeto não só da Maçonaria e nem só de alguns, mas um despertar de todos nós, do povo do Amapá, e de todos que aqui vivem. Foi para isso que o IRMANAR foi concebido.

Sua missão foi discutir com os participantes que estiveram na Câmara de Vereadores de Macapá, assuntos de interesse de nossa Terra sobre política, saúde, segurança pública, meio ambiente, educação, cultura, esporte, Maçonaria, e questões sociais cruciais.

E foi assim que aconteceu, discutido com muita paz, sobriedade e, sobretudo, com compromisso para o futuro.

Por isso, podemos afirmar, o IRMANAR em Macapá foi sucesso absoluto.


Federais, motores do serviço público no norte do Brasil

comentários

Já imaginaram os estados da região Norte sem o desempenho dos servidores federais? E se de repente houvesse uma paralisação? Já foi observada a completa e total falta de respeito ou, por que não dizer, descaso do Poder Central para com esses servidores que tantos serviços já prestaram e continuam prestando à sua região e ao país.

A Medida Provisória nº 660/2014, por exemplo, que altera a Lei nº 12.800, de 23 de abril de 2013, e dispõe sobre tabelas de salários, vencimentos, soldos e demais vantagens aplicáveis aos servidores civis, aos militares e aos empregados oriundos dos ex territórios federais de Rondônia, Roraima e Amapá, foi uma proposta lamentavelmente barrada pelo Planalto Central do Brasil, no governo Dilma, após folgada aprovação na Câmara Federal, com quase quatrocentos votos. Passada a vitória, inesperadamente veio atraiçoada derrota, numa triste madrugada, depois de tanta luta de servidores e sindicalistas nos corredores do Congresso Nacional, nos gabinetes de lideranças, etc. e tal. Na época o governo conseguiu aprovar na calada da noite a famigerada Lei 13.121 com o claro objetivo de sepultar as conquistas aprovadas no Legislativo Federal, expressas na Medida Provisória nº 660. Toda a estratégia de ‘derrubada da MP-660’ já estava armada pela tropa de choque do governo, entenda-se, caciques do Ministério do Planejamento e da Casa Civil. E a história se repete, desta vez com o governo atual, com a novela da Medida Provisória 765, após aprovação de seu texto base na Câmara Federal. Argumentaram que partes do texto da MP 765 continha vício de origem, tal e coisa, coisa e tal, traduza-se, que o Legislativo não pode propor despesa para o Executivo e, sim o contrário. Faz lembrar a doutora Lorca, do Zorra Total: “Isso pode, isso não pode!”

Para nós, nortistas, servidores federais, particularmente do Amapá, tudo tem sido muito difícil em Brasília, e nada, quase nada pode, mesmo o direito e toda a legislação pertinente sinalizando verde que sim.

Cada servidor federal, de cada estado da região Norte, Amapá, Roraima e Rondônia inseridos, são acúmulos de experiências vividas no serviço público. É raro constatar que nenhum tenha se destacado em função pública, seja por falta de ocupação de cargo comissionado ou por falta de dedicação, presteza ou qualificação profissional e acadêmica. Muitos já foram, no mínimo, chefes de seção ou setor, diretores de departamento, coordenadores ou secretários de Estado. Outros mais começaram do zero, organizaram setores e puseram a máquina pública para funcionar como deveria funcionar. São verdadeiros exemplos de dedicação pública, alguns esquecidos no tempo, ativos e inativos. Numa só verdade: a história da Norte por eles foi construída com muita luta e sacrifício, quando tudo estava por fazer. E ela continua sendo construída.

É impossível falar do desenvolvimento de qualquer região situada no região setentrional amazônica sem citar o valoroso trabalho do servidor público federal. Sem eles jamais haveria planejamento e execução de ações de curto, médio e longo prazos, focadas no presente ou para o futuro nas áreas de educação, saúde, segurança pública, cultura, assistência social, esporte e lazer. Servimos o governo militar e, agora, os eleitos, porque nossa bandeira sempre foi o desenvolvimento de nossa terra e o bem-estar geral de nossa gente.

O Amapá foi elevado à categoria de estado com a Constituição da Nova República, em 1988, território federal que era desde 1943. Desde 1988 alguns direitos, vantagens e padrões remuneratórios inerentes aos servidores federais do Amapá são protelados ou ficam no freio de mão. Não foram poucas as lutas dos sindicatos locais e do Fórum de Servidores do Acre, Amapá, Roraima e Rondônia, para ver seus direitos garantidos pelo Planalto Central. A luta dos membros da Comissão Estadual e do Fórum de Servidores do Amapá, Roraima e Rondônia (Grupo Planejamento Amapá) nunca foi individual. Lutamos por diversas categorias! A transposição de diversos servidores para os quadros da União Federal é resultado desta luta, com apoio da bancada parlamentar amapaense.

Não podemos continuar concordando com a forma discriminadora com que nós, servidores federais, somos tratados, sempre vendo nossos direitos cerceados, vedados, soterrados, sepultados, “deixa eles pra lá”, como se fossemos párias e não fizéssemos parte da Unidade Federativa. Estamos sempre lá, atrás, e às vezes nem isso, esquecidos e ignorados como filhos bastardos da Pátria Mãe Gentil.

Sinto dizer, mas é assim que nós do Grupo Planejamento Amapá nos sentimos!
Agradecimentos à Bancada Parlamentar do Amapá.