O trabalho juvenil e o pão nosso de cada dia

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“O trabalho dignifica o homem, dignifica a pessoa humana”.

Este ditado, bem antigo, reflete bem a contento o momento presente de tanta discussão e polêmica desnecessária em torno da necessidade do adolescente ter uma ocupação funcional.

O projeto proposto pelo deputado federal e líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, de permitir que o adolescente a partir de 12 anos trabalhe, causou rebuliço em várias eminências pardas com críticas diretas a proposta, achando-a uma afronta, invocando inclusive a Constituição.

Vou lhes dizer o que é afronta, e nacional e histórica:

13 milhões de desempregados! 63 milhões de cidadãos endividados! Apenas 12% da população adulta brasileira possui ensino superior! Mais da metade da população brasileira não possui ensino médio! Dos 13 milhões de desempregados, boa parte são jovens sem ocupação alguma.

Já são vários e vários jovens envolvidos com drogas e com o tráfico de drogas, prostituição, contrabando de armas, jogatina e outras atividades ilícitas. Tudo herança, e é bom que seja dito, do descaso, da corrupção e do mau gerenciamento deste gigante imenso e rico por natureza chamado Brasil.

Dia destes vi e ouvi atentamente o depoimento de vida do conhecido jornalista Alexandre Garcia. Aos 10 anos vendia sonho para ajudar no sustento da família. Logo depois foi jornaleiro e entregou jornais na vizinhança e arredores. Meu pai, João Lourenço da Silva, também fez coisa parecida, aqui no Amapá, na época do extinto território, quando tudo estava por fazer e as coisas não eram nada fáceis. Quando garoto vendia bolinhos e ajudava minha avó, Maria Severina, no que podia. Depois foi aprendiz de alfaiate e alfaiate ao lado do conhecido “Vadoca”. Foi funcionário do Banco da Lavoura, trabalhou na tesouraria da Icomi, foi diretor de planejamento da Secretaria de Educação e se aposentou após atuar como Secretário de Controle Interno do Tribunal de Justiça. Eu, particularmente, comecei dos 16 para 17 anos vendendo a Enciclopédia Barsa na rua. E creio, sinceramente, que não tirou pedaço de ninguém, muito pelo contrário, sob as bênçãos de Deus, o pão nosso de cada dia…


Museu Histórico do Amapá

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Após mais de seis anos fechado parece que finalmente o Museu Histórico do Amapá, Joaquim Caetano da Silva, estará aberto ao público, isso ainda daqui a 60 dias, de acordo com previsão oficial.

E qual a importância do espaço físico do museu, para nós, amapaenses?

Sua importância é grandiosa, porque ele é nada mais e nada menos do que o grande guardião de nosso patrimônio arqueológico, antropológico, memória, patrimônio histórico. Em seu espaço interior estão expostos vasos e urnas funerárias e utensílios domésticos das civilizações maracá e cunani, uma das primeiras a habitar esta região setentrional brasileira, banhada pelo rio Amazonas e cortada pela linha imaginária do Equador. São preciosidades arqueológicas que determinam uma época, isto é, o “modus vivendi” de uma cultura ancestral e todo seu legado de ritos, costumes e tradições. Nada mais e nada menos que valiosas coletas de informações da antropologia e arqueologia do Amapá.

As pesquisas arqueológicas no Amapá tiveram início na segunda metade do século XIX. Foi justamente nesta época pioneira que surgiram os trabalhos de Ferreira Pena, Lima Guedes e Emílio Goeldi, descobridor das belas peças do poço Cunani, encontrado em 1895.

O visitante pode também notar, no Museu Joaquim Caetano, objetos pessoais do herói do Amapá, Francisco Xavier da Veiga Cabral, o Cabralzinho, tais como sua espada e uniforme, bem como o histórico do governo do Triunvirato e todo o drama do massacre perpetrado por tropas invasoras da França em solo brasileiro, tudo por pura cobiça do ouro do Calçoene.

Há também fotos, histórico e documentos raros da época do primeiro governador do Amapá, Janary Gentil Nunes, nomeado em 1943 para governar a insulada região, bem como documentos impressos, manuscritos e moedas raras.

E quem foi Joaquim Caetano da Silva?

Um notável pesquisador e geógrafo, autor da obra L’Oyapoc et L’Amazone, lançada em 1861, obra considerada de importância estratégica para as teses argumentativas do grande jurista, Barão do Rio Branco, advogado vitorioso na defesa territorial do Brasil no histórico Laudo Suíço, em 1.900. Os restos mortais do geógrafo, historiador e diplomata Joaquim Caetano da Silva encontra-se numa urna funerária, também parte integrante da memória do museu.

O Museu Histórico do Amapá, Joaquim Caetano da Silva, foi criado através do Decreto nº 112, datado do dia 16 de novembro de 1990, ficando definido como sua sede o prédio secular da antiga Intendência de Macapá.


O Brasil e seus heróis

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Qual nação não curte seus heróis? Qual nação não ama sua história de lutas e dificuldades, na defesa da liberdade e do que é reto?

Mas lá, no planalto central do Brasil, há quem diga que o Brasil não precisa de heróis. A expressão, dita no calor da emoção, sem querer querendo acaba dando uma geral no tempo histórico e imprime a impressão de que todo ato heroico do passado e do presente é irrelevante, ou seja, é desprezível, o que pega muito mal.

Estaremos ainda vivendo uma fase de inversão de valores onde as expressões e as velhas e carcomidas emoções ideológicas lamentavelmente tem o claro objetivo de desqualificar a promoção da justiça neste Brasil varonil?

Parece que sim, que ainda tem gente insistindo em querer manter ou impor este ambiente sujo e surreal a nós brasileiros, justamente o velho “modus operandi”, as “eternas ondas”, por assim dizer, de fazer com que a corrupção continue sendo varrida para debaixo do tapete, deixando tudo lá, escondidinho, por enquanto, para deixar o tempo passar…

Perguntinha que não quer calar:

O que seria do futuro do Brasil,com tanta corrupção a nos assombrar, não fosse à aprovação e aplicação da Lei da Ficha Limpa, a Lei Complementar nº 135, de 2010, e a operação Lava-Jato?

Resposta óbvia:

Estaríamos no buraco, fechado pra balanço, tentando achar uma luz no fim do túnel, e com a economia nacional bem abalada.

Sim, senhores e senhoras, o Brasil precisa muito de heróis, de paladinos da justiça.

Túnel do tempo: Tiradentes foi condenado ao enforcamento e esquartejamento no dia 18 de abril de 1792.Sua casa foi completamente salgada e seus descendentes tidos e havidos como malditos pela coroa, tudo porque ele queria um Brasil livre, independente, justo, soberano e republicano. Só foi reconhecido como herói nacional após a proclamação da República, em 1889.

Atualidade: O juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava-Jato cumpriramcom o seu dever.A grande maioria do povo brasileiro continua aplaudindo de pé. Para muitos, são paladinos da justiça. Na avaliação da opinião pública Sérgio Moro sai muito mais fortalecido após ser sabatinado no Senado Federal.


Moro, a Lava-Jato e o COAF

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Ele foi aplaudido de pé no estádio Mané Garrincha, em Brasília, quarta-feira, 12 de junho, durante o cerimonial de abertura do jogo Flamengo e CSA. Falo do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, quase unanimidade nacional como grande protagonista da Operação Lava-Jato. Ao que se vê e ao que se sabe agrande maioria da população brasileira não está nem aí para o festival de sensacionalismo criado em torno do breve bate-papo do ministro com os responsáveis diretos pela Operação Lava-Jato. E o que tem de “anormal” no bate-papo do ministro? Como ele mesmo disse nada, absolutamente nada demais. O ministro Veloso também acha o mesmo. Mas continuam apelando até para a vitimização, uma clara construção teatral com o objetivo de publicamente desmoralizar a Lava-Jato, o que por si só já configura um claro desrespeito a cerca de 1,6 milhões de brasileiros que assinaram o Projeto Ficha-Limpa, a Lei Complementar nº 135, de 2010, projeto idealizado pelo jurista Márlon Reis.

Mas, afinal de contas, qual é a deles, a dos sensacionalistas, escamoteados, camuflados e declarados opositores a Operação Lava-Jato? O que é certo estaria errado e o que é errado estaria correto? Estariam estas pessoas querendo inverter valores?

Qual é a deles? A deles é temeridade pura, de não passar um alfinete sequer…

Somente um grande tolo ou inocente útil é incapaz de perceber que a continuidade da Lava-Jato, surgida em 2014, muito preocupa corruptos e corruptores, corrompidos e laranjas, “malacos e vilhacos”. Mostrando profunda indignação, o general Heleno assim se manifestou:

“A presidência da República é quase uma instituição sagrada. Presidente corrupto devia pegar prisão perpétua”.

Corretíssimo o general!

Quantas laranjas maduras “seus meninos”, e que cor são elas?

Bom, domingo, 17 de junho a Lava-Jato completou cinco anos. O resultado de sua contabilidade operacional já somou 2.252 anos fixados em condenações para 159 réus. Ela mantém 11% dos seus 426 denunciados na cadeia. Os condenados cumprem pena no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal. A procuradoria já fez 183 acordos de delação premiada. A maioria das delações é de empresários e de operadores financeiros envolvidos num esquema que desviou R$ 6 bilhões da Petrobrás. Das 242 condenações, proferidas em Curitiba, somente duas foram declaradas prescritas. Após expor esta estatística digna de aplausos de grande parte da maioria da sociedade brasileira,“mui desejosa” em ver um Brasil passado a limpo, eu pergunto:

O que o COAF, considerado o núcleo central de combate à corrupção neste Brasil varonil tem a ver com o Ministério da Economia se ele, o COAF, é uma estrutura ou uma ferramenta de justiça com explícita competência para analisar casos “escabrosos” através da justa jurisprudência nacional contra corruptos, corruptores, corrompidos, laranjas, “malacos e vilhacos” deste solo verde e amarelo? E porque a Justiça Eleitoral passa a ter competência para julgar crimes comuns relacionados a delitos eleitorais se a sua principal responsabilidade física e operacional continua sendo com a organização e acompanhamento de pleitos eleitorais, em todo o território nacional? Procuradores do Ministério Público Federal, em Curitiba, e a Procuradora-Geral, Raquel Dodge, são da opinião de que a Justiça Eleitoral não possui estrutura para julgar crimes complexos e que alguns casos acabariam caducando por falta de pessoal para análise e julgamento da questão, consequentemente acarretando impunidade aos acusados. O senador Randolfe Rodrigues (Rede Sustentabilidade/AP) luta junto com outros parlamentares para tentar fazer retornar o COAF ao seu correto local de origem, o Ministério da Justiça.

Mas, o que diria Tim Maia? Chama o síndico?


Jarbas Ferreira Gato

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Jarbas Ferreira Gato nasceu em Oriximiná, no estado do Pará, no dia 02 de dezembro de 1931. Em 1951 chega a Macapá a convite do chefe de polícia da cidade, Tenente Charone, e é contratado como mecânico e motorista da Guarda Territorial. Em 1955 a sorte para ele sorri ao ganhar o maior prêmio pago pela loteria federal, no norte do Brasil. Logo se torna um próspero empresário no ramo de transportes e de combustíveis e funda, juntamente com amigos, a União Beneficente dos Motoristas do Amapá – UBMA. Em 1960 manda edificar seu primeiro posto de combustível, privilegiadamente localizado ao lado do Mercado Central. Em 1964, juntamente com o saudoso Amujacy, Savino e demais amigos, fundam a Banda, considerada até hoje um dos maiores blocos de sujos do carnaval nacional. Tempos depois cria a Estrela de Ouro, empresa de transporte coletivo. Faz fortuna e realiza a compra de caminhões e kombis para prestar serviços às empresas Icomi e Brumasa, ambas localizadas no município de Santana. Em 1970 conclui o curso de Técnico em Contabilidade e logo depois é eleito presidente do Grêmio Literário Rui Barbosa.

Jarbas Gato viveu num tempo em que a palavra era tudo e o ato de servir aos outros, de maneira desinteressada, era natural.Uma época em que tudo por aqui ainda estava por fazer. E assim era o ambiente das relações humanas,nos anos 70, em Macapá, capital do extinto território federal do Amapá, uma região bucólica e insulada.A edilidade mirim, e sua atividade política propriamente dita, a de vereador da Câmara Municipal de Macapá, não tinha remuneração alguma. Vereador não tinha recurso público, verba de gabinete, não tinha salário, não tinha assessores e não tinha gabinete. Ser vereador, nos anos 70, era simplesmente um ato de boa vontade de servir, ajudar, socorrer os mais pobres e necessitados, enfim, olhar as comunidades mais carentes e tentar de alguma forma obter ajuda do governo local e federal. É neste começo do começo de tudo que Jarbas Gato obtém uma das mais expressivas votações para a escolha de vereadores do município de Macapá. Após a realização do primeiro processo eleitoral,para escolha da edilidade macapaense,Jarbas Gato é por 3 vezes eleito presidente da Câmara Municipal de Macapá. Chegou a assumir, por diversas vezes, a função de governador substituto, de vice e de prefeito interino da cidade de Macapá. Como deputado estadual constituinte atuou ativamente para formatação da constituição amapaense, após a promulgação da Carta Magna do Brasil, em 1988. Ainda em meados dos anos 80, funda o Jornal Combate, e depois passa o comando da direção do jornal a seu filho, Ranolfo Gato. Anos depois, se aposenta da política, com 30 anos de serviços prestados a nossa região. Ele historicamente é um dos políticos desta terra com maior número de mandatos, sempre detentor de expressiva votação. Na área do esporte, sua atuação sempre esteve muito voltada ao seu clube e time do coração, o Amapá Clube, onde foi por diversas vezes presidente.

 

 


O que é o Imposto Sobre Bens e Serviços – IBS?

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O Imposto Sobre Bens e Serviços – IBS pode ser uma grande sacada se ele não se tornar apenas uma ferramenta jurídica para substituir 9 impostos por apenas um. A proposta de reforma tributária, apresentada pelo líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), seria unificar dentro do novo imposto o PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. Em seus argumentos, Rossi afirma que as principais características do IBS será a incidência não cumulativa sobre a base ampla de bens e serviços, desoneração completa das exportações, ressarcimento tempestivo de créditos, crédito integral e imediato para investimentos, crédito amplo (exceção: consumo pessoal), adoção opcional para as empresas do Simples, arrecadação centralizada e distribuição dereceita para a União, Estados e municípios.

Em meio a todo esse processo de discussão que envolve a Reforma Tributária e da Previdência, governadores e prefeitos das regiões Norte e Nordeste se articulam para cobrar uma melhor e mais justa distribuição de receita para estados e municípios pobres. Eles reclamam que a União Federal comete injustiças quando distribui e até às vezes sensivelmente diminui valores ao autorizar repasse do Fundo de Participação dos Estados, o FPE.

A nossa atual carga nacional de impostos incide sobre cerca de 500 mil itens, oriundos de 96 setores da economia. Dizem que uma das vantagens do IBS seria o fim das diferenças na cobrança de ICMS entre um estado e outro. Falam que ele, o novo imposto, poderá até ter faixas de cobrança, contudo, o texto da proposta não detalha quais seriam as alíquotas e que critério de classificação seria adotado. O IBS também prevê o fim da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), cobrada sobre o lucro das empresas. Esse imposto seria incorporado pelo Imposto de Renda e não pelo IBS. O texto da proposta também esclarece que sete setores da economia podem ficar isentos do novo imposto. São eles: energia elétrica, combustíveis, telecomunicações, cigarros, bebidas, veículos, pneus e autopeças. Justificativa: tais setores, dizem, “são muito tributados”.

Sinceramente creio que o grande cerne da questão é seriamente discutir e aprovar uma política de incentivos fiscais destinada a médios, pequenos e micros empresários que comprovadamente contribuam para o desenvolvimento regional e gerem empregos e renda, consequentemente contribuindo também para a redução do desemprego no Brasil. É assim e sempre funcionou bem nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Empresários e contribuintes reclamam que aqui, no Brasil, se paga muito imposto e historicamente poucos benefícios físicos se vê nas áreas de saúde, educação, rodovias, portos e infraestrutura urbana, por exemplo. É, de muito já somos considerados no mundo um dos maiores “pagões” de excessiva carga tributária em nossos bolsos. Refletir é preciso!


Reflexões sobre o Sistema de Capitalização na Reforma da Previdência

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Evidente que a Reforma da Previdência é imperativa, necessária e urgente. Qualquer governo ou parlamento eleito ou reeleito teria que realizar à tão falada Reforma da Previdência. Discutível, para muitos especialistas, é a forma que está sendo proposta para apreciação plenária no Congresso Nacional, pois ela prevê a criação do chamado sistema de capitalização.

E o que é esse sistema de capitalização?

Uma espécie de contribuição previdenciária que é diretamente descontada do salário bruto do trabalhador. Tal contribuição vai para uma conta individual do mesmo para poupança e essa poupança será usada para bancar a sua aposentadoria no futuro.

Pergunto, como um trabalhador, com sua carteira de trabalho registrada, há tempos desempregado, sem dinheiro, pode se capitalizar e contribuir para capitalizar um sistema previdenciário previsto e proposto pelo estado brasileiro se ele não tem recursos, a autoestima está baixa e ele não tem quase nada no momento? Como 13 milhões de desempregados podem contribuir para um sistema de capitalização da previdência?

Não dá, não cola, é injusto e desumano.

Quando se é pobre e está desempregado, ao aparecer um “bico” ou nova oportunidade, você fica na chamada informalidade ou formalidade. A sua atividade informal como profissional liberal autônomo, por exemplo, de nada vai adiantar para sua conta capitalizada. No trabalho formal, apesar de ser recolhido depósito em conta, ele pode ser insuficiente como valor médio final para sua aposentadoria, incapaz até de sustentar a vida do idoso. O cerne da questão, da Reforma da Previdência, não é a capitalização e sim a mudança de regras do regime que já existe, ou seja, a idade mínima, mudança no cálculo de benefício e os necessários, normais e legais ajustes para sua sustentabilidade.

O dito modelo de sistema previdenciário de capitalização, proposto no Brasil, já falhou em 60% dos países. Oschilenos, que resolveram implantar a pura capitalização previdenciária,em meados dos anos 80, sentiram no bolso a consequência da precarização em sua aposentadoria. A saída mais racional para o Brasil, na avaliação de especialistas, seria um sistema misto, ou seja, a capitalização coexistindo com o regime de repartição ou regime solidário. A pura capitalização não é nada recomendável para o Brasil.

Qual é, na verdade a ideia ou intenção:

Proteger o trabalhador ou beneficiar o sistema financeiro?


O túmulo perdido de Jesus

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O que teria na verdade acontecido ao Divino Mestre, após a crucificação?

Achados arqueológicos antigos, encontrados em meados dos anos 80 no bairro de Talpiot, na Jerusalém Oriental, vem desencadeando acirrado debate arqueológico e teológico, nestes últimos anos.

O centro da discussão reside no fato da descoberta de artefatos com antigas inscrições. Tais inscrições levam pesquisadores a sugerir que Jesus de Nazaré casou-se com Maria Madalena e teve um filho, descartando assim a sua ressurreição. O assunto é polêmico, divide opiniões, mas tem caráter eminentemente científico para descortinar brumas do tempo de um passado bem interessante a humanidade. Trata-se do mais atual e significativo estudo do momento com base nas mais significativas relíquias cristãs da época de Jesus. O estudo pode até ser negado por teólogos e céticos radicais, acusando pesquisadores de interpretação errônea e precipitada especulação, contudo, jamais pode ser ignorado pela comunidade científica e por livres pensadores.

Mas o que são na verdade esses achados arqueológicos?

Caixas de ossos, com uma série de inscrições. Em seu interior, restos mortais, pura matéria óssea. As pesquisas dizem provavelmente ser de Jesus de Nazaré. Outra caixa de ossos, também encontrada em Talpiot, pode ter pertencido a Maria Madalena, enquanto que a seguinte, traz a inscrição:

“Judá, filho de Jesus”

Em 1980, dez ossários são descobertos e desenterrados em Talpiot, mas, apenas nove permaneceram intactos. Na época, arqueólogos argumentaram que o décimo era apenas uma caixa simples e quebrada, e por não ter nenhum valor científico de estudo, jogaram-na fora. Isso provocou perguntas e teorias da conspiração, tais como o ossário de Tiago era o décimo, e teria propositalmente desaparecido.

De pensar que tudo começou em 1980 após a descoberta de um antigo túmulo localizado em um canteiro de obras no bairro de Talpiot. Após as pesquisas, surge um documentário, visto em boa parte mundo, intitulado The Lost Tombo of Jesus (O Túmulo Perdido de Jesus), produzido por James Cameron (Titanic) e roteirizado por Simcha Jacobovici, exibido no Discovery Channel, pela primeira vez em 2007. O incrível nesta história toda é o fato das entranhas da própria terra Santa vir revelando ao mundo segredos escondidos de antiguidades bem controversas. E o conhecido geólogo de Jerusalém, Aryeh Shimron, afirma:

“Pode ser um túmulo da família de Jesus de Nazaré, sua esposa Maria Madalena e seu filho Judá, além de Maria e Tiago, irmão de Cristo e filho de José.”

Alguns céticos e teólogos dizem que na época do Cristo existiu vários Jesus, madalenas, judás e tiagos, descartando assim as teorias de Shimron.

Aryeh Shimron acredita ter estabelecido uma relação entre os achados como resultado de uma pesquisa séria. Para ele, todo o acervo somente reforça argumentos para sua tese científica. E eu particularmente creio que o gênio Leonardo da Vinci não inseriu Maria Madalena na Santa Ceia à toa, ao lado do Divino Mestre, com a cabeça posta em seu ombro esquerdo. Da Vinci, além de gênio, dizem estudiosos, tinha envolvimento com sociedade esotérica.

Pergunto: Em que isso diminui a minha, a sua e a nossa fé no Divino Mestre? Para mim, em nada, absolutamente nada. E que venham novas revelações no campo da pesquisa arqueológica.

 


Vamos falar de Educação?

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Eis que repentinamente resolvem quebrar as pernas das principais universidades brasileiras, cortando recurso e bolsas, bolsas consideradas estratégicas como custo benefício à pesquisa de ponta.

Aos olhos da sociedade brasileira, o inesperado corte verbas do ensino superior não cai nada bem, pega mal e merece melhores explicações. Nunca é demais lembrar que educação superior é formação de conhecimento para o futuro. Portanto, o uso do bom conhecimento, sem radicalismos, extremismos, e mais ismos e ismos, te leva à evolução moral, intelectual e de tabela à sabedoria.

A liberdade de pensamento e expressão, no campo das ideias, da pesquisa e da extensão é e sempre será o grande motor gerador do desenvolvimento intelectual do estudante acadêmico, isso em qualquer canto do chamado mundo livre. Necessário é reaprender com Sócrates, Platão e Confúcio e formatar um bom direcionamento mental.

Numa democracia, aprender a conviver com os contrários, sem radicalismos, e respeitar as liberdades individuais e coletivas é altamente pop e bom e salutar para todos. Isso não representa fraqueza e sim bom senso e sabedoria. Saber ouvir com sensibilidade e se esforçar para falar usando a razão e não a desenfreada emoção ideológica, já tão ultrapassada, deve ser a pauta neste momento tão delicado que o país atravessa. Desejam combater ideologias totalitárias nas faculdades e universidades? Não mintam, não exagerem e falem a verdade. Mostrem em sala de aula vídeos impactantes e dados reais sobre regimes totalitários de esquerda e direita.

Historicamente, extremos de esquerda e direita nunca caíram bem e jamais se saíram bem em nenhum canto do planeta. Pela educação e para a educação, a hora é de diálogo, bom senso e prudência. Falar nisso, especialistas em educação comenta aquilo que vem ultimamente observando, ou seja, de muito o Planalto Central do Brasil não deseja ou não quer enxergar o quão distantes estamos no quesito ensino aprendizagem em relação a outros países, isso quando falamos e debatemos sobre a precária situação do ensino superior no Brasil. Apenas 14% dos adultos brasileiros chegam ao ensino superior, percentual considerado baixo se comparado à média dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), de 35%. O índice brasileiro é bem menor se comparado a outros países latino-americanos tais como o Chile (21%), Colômbia (22%) e Costa Rica (23%).

O que diria Chico Buarque? O que será que será?

Digo-vos:

Vamos sinceramente falar de educação!?


S.O.S. Terra

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Nossos rios, ruas, estradas, avenidas, ar, mares e oceanos estão virando verdadeiros depósitos de lixo. E isso é no mundo todo. De quem é a culpa? Do governo? Não, a culpa é de todos nós. Cidadãos mal educados, que não tem a dimensão do problema que causam, achando que apenas um saco de lixo, uma garrafa plástica, um copo plástico ou um simples canudinho jogado na rua ou na praia “não tem nada haver”.

A ver e não haver todos nós temos. Simplesmente a responsabilidade óbvia de enxergar a desgraça que está sendo causada, anualmente, nos quatro cantos do planeta Terra. Somente no Brasil exemplos aterradores estão ocorrendo como respostas imediatas da natureza as inconsequências do homem.  Logicamente, prédios e casas desmoronam quando são construídos em áreas impróprias, como morros compostos por terras moles ou argilosas.Então vemos construções irregulares, sem nenhuma segurança ou aval arquitetônico que o valha nesta hora, inesperadamente se desmancharem.

E porque, cada vez mais as grandes metrópoles brasileiras, anualmente, estão sendo vítimas de grandes enchentes? Porque anualmente pessoas entopem as ruas, avenidas, esgotos e bueiros de lixo, muito e muito lixo,como se já não bastasse os maus feitos projetos para esgotamento sanitário e para vazão das águas da chuva.

Brumadinho é outro triste exemplo a que ponto a ganancia e a inconsequência de pessoas pode resultar em tragédia a vidas humanas e a Mãe Natureza. É um grave Sinal de Alerta de como uma porcaria de projeto, uma gigantesca barragem de contenção de rejeitos, pode rapidamente se romper e destruir tudo a seu redor e mais além a vários quilômetros. Mas não é só isso. Os danos ao meio ambiente não ocorre só aqui no Brasil. Os maus ares de Londres, dos Estados Unidos, cidade de Detroit (EUA) e China, por exemplo, de muito andam por lá bem poluídos.

E o que temos a ver com isso?Eu e você tudo a ver, pois somos cidadãos do mundo. E em se tratando de poluição atmosférica do ar, que é muito grave, mais o exagerado lixo das cidades, das ruas, morros, avenidas, praças, praias, mares, rios e oceanos, tudo, absolutamente tudo anualmente soma negativamente contra a saúde da Mãe Natureza e de tabela contra nós mesmos.

Por favor, anotem aí os dados:

A poluição mundial já causa 12,6 milhões de mortes por ano. A informação ou fonte vem da Agência Ambiental da ONU. Em 80% das cidades, a qualidade do ar não atinge parâmetros adequados de saúde. Oitenta por cento do esgotamento sanitário, em todo o mundo, é despejado na natureza sem nenhum tratamento.A poluição do ar vem matando 6,5 milhões de pessoas por ano. Cerca de 3,5 bilhões de seres humanos no planeta dependem de mares poluídos para se alimentar.Uma média de 2 bilhões de pessoas não tem acesso a banheiros adequados.Os 50 maiores lixões do planeta vem trazendo riscos à vida para 64 milhões de indivíduos. Por ano, 600 mil crianças sofrem danos cerebrais devido à presença de chumbo em tintas.Hoje, os oceanos possuem 500 “zonas mortas”, cuja concentração de oxigênio é tão pequena que torna inviável a presença de vida marinha. Depósitos de substâncias químicas ameaçam poluir ainda mais gravemente a natureza e colocar a vida de mais seres humanos em risco. Portanto, refletir é preciso! E que a ONU tome as providências necessárias que cada caso requer.