Empurrado para o crime


Mergulhados em nossos afazeres diários e na correria do cotidiano por vezes não nos damos conta da grandeza histórica, ruim e perversa de um sistema nocivo que drasticamente vem prejudicando nossa juventude e sutilmente empurrando-a para o ócio e, por conseguinte, para o crime. Falo de um conjunto nacional de regras e medidas legais que absurdamente impedem o adolescente e o jovem de trabalhar, produzir, conquistar o pão nosso de cada dia e ajudar sua família.

Diante da dimensão continental de nosso Brasil varonil, com 210.847,062 milhões de habitantes (Fonte: IBGE 2019, última leitura) e um índice percentual de 7,2% de jovens de 15 a 29 anos e de 49,2% de pessoas abaixo de 30 anos, chega a ser espantoso e preocupante a herança de despreocupação de governos passados com o desemprego e com as barreiras de impedimento para uma atividade de trabalho produtiva ao menor de idade. Idealizaram um sistema de dependência, o Bolsa Família, e não se preocuparam com o desemprego e basicamente com a questão do menor, sua ociosidade e sua educação profissionalizante.

Me chamou profundamente a atenção uma narrativa da vida real exposta pelo Repórter Policial Alison Maia,de um garoto de 14 anos, que tinha sido interpelado por ele. Aproximando-se do garoto, o Repórter Policial falou:

– Sai dessa vida rapaz! Você vai morrer! A vida das drogas e do crime não compensa!

O adolescente, que estava caladão, de repente assim se manifestou para expressar sua revolta:

– Seu Alison, esse papo do senhor eu já cansei de ouvir! Estava armado porque vendo drogas e ganho muito fazendo isso. Mas antes de ser vendedor de drogas trabalhava numa oficina! Sabe o que fizeram!? Denunciaram o dono da oficina porque eu estava trabalhando lá. Pô, ele me pagava legal, tinha minhas coisas, meu tênis, tinha tudo! Mas ele teve que me mandar embora para não ir preso. Acho que até hoje ele está respondendo na justiça por ter dado emprego a um menor. Depois fui trabalhar na Feira da Avenida Antônio Sanches. Trabalhei lá sete meses! E sabe o que aconteceu lá? A mesma coisa que aconteceu na oficina! Então tive que sair! Não sei quem é meu pai e minha mãe é uma coitada. Eu tentei, seu Alison, trabalhar honestamente, e até trabalhava e estudava direito, mas não deixaram eu continuar. Achei no tráfico o sustento meu e da minha casa. Então seu Alison, guarde seus conselhos para esses safados que vocês votam e acham que menor não pode trabalhar mas pode roubar, traficar e matar. Entrei nessa vida porque quero um tênis e não posso; quero comer um sanduíche do Bob´s mas também não posso; quero ir no cinema e também não posso! Então, já que não posso trabalhar como gente, vou traficar! Pelo menos assim tenho dinheiro!

E o repórter ficou mudo e saiu calado, reflexivo e impactado pelas fortes expressões do adolescente, um forte choque da vida real.

Aos 16 anos de idade eu já trabalhava e isso não me tirou pedaço algum. Assim como velhos amigos de minha saudosa época de juventude quase todos nós trabalhávamos, estudávamos e andávamos de bicicleta. Em 1983, aos 19 anos de idade, já tinha meu próprio automóvel, um Maverick 6 cilindros.

Se o trabalho dignifica o homem, gera renda e qualidade de vida, o menor brasileiro da atualidade merece um melhor destino, um novo amparo legal trabalhista e total apoio dos setores público e privado. Só assim, unidos, pensando e agindo, conseguiremos mudar o velho e perverso destino de adolescentes que são atraídos para o tráfico de drogas, para o crime e para a barbarie.


O negador de si mesmo e o fanático deprimente


Não existe coisa mais indigna e deprimente do que você negar ou renegar suas próprias origens, identidade cultural, cultura e ancestralidade em nome de um radicalismo teológico extremista.

A pergunta é:

O que leva determinadas pessoas chegarem ao cúmulo do ridículo e do absurdo a incorrerem em graves infrações penais ou agressões verbais pelo simples prazer de agredir a sua e a nossa identidade cultural?

Fanatismo político e religioso?

Após pronunciamento insensato divulgado na mídia e redes sociais o senhor Sérgio Camargo do Nascimento teve sua nomeação suspensa como Presidente da Fundação Palmares por estar incluso em uma série de violações legais por conta de práticas de intolerância religiosa. O ato foi imediatamente expedido pelo Juiz da 18ª Vara Federal do Ceará, Emanuel José Matias Guerra, em acatamento a uma ação popular. Gravem bem o nome dele, do juiz: Emanuel, que quer dizer, Deus conosco!

A Auditoria Geral da União estuda recurso para manter Sérgio Camargo no cargo, o que pega muito mal perante a opinião pública nacional. Está muito claro para todos que a questão não é ideológica

Mas temos também o Senhor Mantovani, uma outra absurda aberração a destilar tolices e bobagens sobre o rock, John Lennon e grandes ícones da Música Popular Brasileira. Está muito claro para todos que a questão não é mais ideológica e sim de pura intolerância tanto da parte de Sérgio Camargo como de Mantovani. E ao que parece, a intenção de Mantovani está muito clara: tentar atrair holofotes na mídia e redes sociais para propositalmente confundir e gerar pura desinformação. Somente uma pessoa muito desinformada e fanatizada, do ponto de vista político e religioso, seria capaz de aceitar este festival de tolices e bobagens que ele diz, tais como: “ o rock leva ao aborto e ao satanismo; John Lennon era satanista; os Beatles surgiram para implantar o comunismo no mundo, e down, down, down! Tudo down! Em declive…

Primeiro que as canções dos Beatles foram terminantemente proibidas de serem tocadas na velha China comunista dos anos 60/70, na extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, em Cuba e em outros países totalitários. Anualmente a canção Imagine e Happy Cristmas (Feliz Natal), escritas e musicalizadas pela genialidade incomparável de John Lennon, são as mais tocadas no mundo, véspera de Natal e Ano Novo, e dispensam comentários, justamente pela mensagem reflexiva de Paz e Amor com profunda Iluminação Superior na composição da letra e melodia.  Mas, apenas para lembrar, o gênio Beatle previu perseguições na antológica canção A Balada de John e Yoko, quando escreveu:

“ Cristo, você sabe que não é fácil! Você sabe como pode ser difícil! Do jeito que as coisas vão indo, eles vão me crucificar…”

Durante a sua manifestação de protesto pela Paz no Mundo, em New York, quando entrou em jejum, e lançou a antológica canção Give Peace a Chance (Dê uma Chance a Paz) um intolerante e deprimente jornalista americano o perseguiu e o atacou injustamente. Qual o nome dele? E a quem interessa saber o nome deste radical e pobre infeliz, diante da biografia de Lennon? Assim será o destino do senhor Olavo, Sérgio e Mantovani. Não passarão de poeiras ao vento, esquecidos no tempo e no espaço…

Enquanto isso, a genialidade dos Beatles e a de John Lennon continuarão sendo admiradas no mundo todo, geração após geração, e sempre serão objeto de estudo de músicos, filósofos, historiadores, sociólogos e sociedades esotéricas assim como todo o nosso universo cultural ameríndio e afrodescendente, tais como o tradicional batuque, herdado da Mãe África, inspiração para criação do samba e do nosso carnaval, a maior festa popular do planeta.

 


Profissão de fé, identidade cultural e intolerância religiosa


Infelizmente, algumas pessoas se deixam levar pela ignorância e confusão mental através de uma visão radical distorcida sobre o que é profissão de fé e identidade cultural, atitude emocional radical que lamentavelmente culmina no que chamamos de intolerância religiosa.

Profissão de fé é exatamente a nossa crença no Sagrado, em algo Superior a tudo e a todos, naquilo que para nós é Divino, Excelso, Onisciente, Onividente e Onipresente.

Identidade Cultural é exatamente a expressão artística e histórica de um povo ou de uma determinada comunidade. Ela pode se dar através da memória oral ou de registros históricos e por vezes se manifestar em forma decânticos e dança com a utilização de instrumentos harmonizados em ritmos cadenciados, criando assim uma atmosfera nostálgica de memória e respeito a sua ancestralidade.

O processo criativo e ritualístico das danças indígenas e do nosso tradicional Marabaixo, assim como o batuque aos Orixás e aos Guias,herança cultural de resistência e tradição no Brasil, advinda da Mãe África, historicamente e academicamente atualmente são objetos de estudo nas universidades e faculdades públicas e privadas.O batuque afro foi a grande inspiração para a criação do samba, um registro vivo danossa identidade cultural.

A identidade cultural de um povo ou de uma comunidade também pode se dar por outras formas de expressão cultural tais como o artesanato, escultura, pintura, literatura e teatro. A Arte Maracá e Cunani, por exemplo, no campo do artesanato e da pintura, mesclam-se numa beleza ímpar como elementos criativos da ancestralidade paraense e amapaense, ou tucuju. No Nordeste temos a tradicional Literatura de Cordel e toda a genialidade e força da expressão poética e musical de Luiz Gonzaga.

Lamentável é constatar que a ignorância humana não saiba ou não queira separar o joio do trigo, ou seja, visualizar sua profissão de fé de amor ao próximo como função de respeito à identidade cultural de nosso povo, nossos costumes, ritos e tradições seculares.

Todo o universo cultural e processo histórico criativo de matriz africana e ameríndia representam a identidade cultural do Estado do Amapá e no geral do Brasil, quer uns malucos radicais queiram aceitar ou não. Isto está bem explícito na Constituição da República Federativa do Brasil, na Constituição do Estado do Amapá e no Estatuto da Igualdade Racial. O artigo 292 da Constituição do Estado do Amapá, que nada mais é do que uma leitura da Carta Magna do País,é bem claro ao esclarecer que “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes de cultura nacional, estadual e municipal, protegendo, apoiando e incentivando a valorização e difusão das manifestações culturais, através: III- Da proteção às expressões culturais populares e de grupos participantes do processo cultural.”

 


República e federalismo


Teoricamente todos nós fazemos parte deste imenso gigante de dimensão continental denominado de República Federativa do Brasil.

Mas será que é isso mesmo?

Somos verdadeiramente uma república federativa?

O federalismo no Brasil surgiu através da Proclamação da República, em 1.889.

E o que é um Estado Federal?

É uma forma de organização e de distribuição de poder onde o governo central não cria barreiras jurídicas centralizadoras que impeçam a divisão de competências e responsabilidades entre ele e os entes da federação.

Historicamente o federalismo experimentou seu melhor momento no Brasil no período da Primeira República, entre 1889 e 1930, época em que os estados dominantes tiveram grande autonomia em relação ao poder central.

No período de 1964 a 1985, o Governo Central amplia os poderes da União e sua capacidade de arrecadação, controlando assim os recursos obtidos pela cobrança de impostos. Na prática, o federalismo enfraquece e coloca os estados na posição de acentuada dependência do governo federal. Daí em diante, esta realidade não muda, e constrói cenários desiguais para muitos estados, principalmente aos das regiões Norte e Nordeste.

Se no estado democrático de direito todo poder emana do povo e em seu nome todo poder deve ser exercido, nada mais natural que Sua Excelência o povo participe deste debate.

A Carta Magna do País, em seu Título I, Dos Princípios Fundamentais, Art.1°, diz textualmente:

“A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constituindo-se em Estado Democrático de Direito, e tem como fundamentos a soberania, cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e o pluralismo político”.

Em seu artigo 3°, afirma o seguinte:

“Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

A pergunta atual é:

Como construir uma República Federativa do Brasil forte, soberana, independente, sustentável, justa e solidária com a aplicação da velha teoria de centralização de poder?

Só iremos garantir o desenvolvimento nacional se promovermos a descentralização de poder e a justa distribuição de recursos aos estados, principalmente aos mais carentes, reduzindo assim as desigualdades sociais no Brasil com acompanhamento, avaliação e controle do recurso público.

 


Brasil Coringa e as portas do inferno: O golpe da impunidade!


Nunca na história política deste país e deste mundo velho de meu Deus se viu tanta bagunça jurídica e mudanças convenientes como a que estamos vendo no momento através da reprovação da prisão em segunda instância, com votação de 6 a 5 no Supremo Tribunal Federal – STF, a maior Corte do Brasil que deveria bem zelar pela moralidade e segurança do povo brasileiro.

Já internacionalmente considerado um caso sério e inédito, do avesso do avesso, o Brasil agora figura na contra mão da história como o único país do mundo a descaradamente permitir que o condenado comprovadamente condenado em segunda instância não seja condenado e por fim preso. Uma clara permissividade de protelação do processo e é claro, quem sabe posterior caducidade das acusações e provas que pesam sobre o réu.

Portanto, senhores e senhoras, as portas do inferno estão abertas!

E qual o impacto direto desta aberração jurídica sobre a sociedade brasileira, além da soltura dos arautos da corrupção, dilapidadores dos cofres públicos, promotores da recessão e agentes contribuintes do desemprego?

A liberdade imediata de aproximadamente quase cinco mil criminosos que preventivamente foram condenados em segunda instância!

Estaremos então vivendo o teatro do Suicídio da Sociedade (Le Suicidé de La Société), de Antonin Artaud (Marselha/1896, Paris/1948), poeta, ator, escritor, dramaturgo, roteirista e diretor de teatro francês, de aspirações anarquistas, ligado ao surrealismo, expulso do Movimento por ser contrário à filiação ao Partido Comunista?

Na sua visão, Artaud acreditava que “a ação do teatro leva os homens a se verem como são, faz cair à máscara, põe descoberta a mentira, a tibieza, a baixeza, a hipocrisia”.

Estaremos à beira de vivenciarmos o Circo do Coringa, onde o absurdo do crime domina e aterroriza a vida diária das pessoas em Gotham City?

O Coringa, também chamado de “Príncipe Palhaço do Crime”, foi um personagem criado por Jerry Robinson, Bill Finger e Bob Kane, em abril de 1940, considerado inimigo número um do Batman.

Historinhas à parte, olhos e ouvidos da sociedade brasileira de bem agora estão voltados à ação com resultados das 43 assinaturas de senadores favoráveis à manutenção da prisão em segunda instância.

A população observa a mobilização da Câmara Federal, Ministro Sérgio Moro, Ministério Público, juízes, promotores, procuradores de justiça, desembargadores e imprensa, em defesa desta causa. Não se pode permitir que esta aberração jurídica protelatória, recentemente aprovada, inédita no mundo ao não estancarem em segunda instância o crime e a corrupção, perdure para sempre e venha destruir a paz, a tranquilidade das pessoas, a moralidade e o cuidado com a coisa pública no Brasil.

Estamos vivendo o já popularmente chamado golpe da impunidade!

Então, lutar é preciso!

 

 


A Constituição e o Estado de Defesa e de Sítio


A segurança nacional do Brasil e seu estado democrático de direito não pode em hipótese alguma servir de elemento discursivo frágil e infantil, sem base legal alguma, invocando o Ato Institucional nº 05, algo que ocorreu na já distante década de 60, quando a Intervenção Militar assim achou necessário, de acordo com sua visão militar e geopolítica em relação ao barril de pólvora em que o mundo se encontrava. Era uma disputa acirrada entre Estados Unidos da América e União Soviética, com seus satélites de apoio, tais como Cuba. Esse tempo, que já vai tempo, já ficou de muito tempo para trás…

Quem ainda sustenta esse velho discurso de esquerda comunista volver ou direita volver ainda não enxergou ou não quer enxergar que o mundo mudou, está globalizado e as tecnologias e o comércio avançam a um ponto tal que a tida e havida velha China comunista hoje faz negócios com o Brasil e o mundo.

Se o socialismo não deu certo no mundo não é problema nosso e muito menos da história e dos historiadores. São justamente homens e mulheres no poder que fazem a desgraça ou a felicidade das pessoas. E bem a propósito da tão falada democracia e do estado democrático de direito, Winston Churchil disse o seguinte, dois anos depois do final da Segunda Grande Guerra Mundial (1945), em 11 de novembro 1947, na Câmara dos Comuns:

– A democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela!

Relembrar o AI-05 é emocionalmente dar munição para especulações das mais diversas numa época em que o cerne da questão é combater e reduzir índices de corrupção, analfabetismo, desemprego, intolerância religiosa e principalmente índices da fome e de pessoas abaixo da linha de pobreza. Mais sensato e inteligente seria tão somente citar a Constituição, páginas 46 e 47, em seu Título V – Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas, Capítulo I – Do Estado de Defesa e do Estado de Sítio, Seção I, Artigo 136, que diz textualmente o seguinte:

“O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.

Portanto, qualquer região brasileira que por ventura venha a se encontrar na situação descrita do Artigo 136 pode, após criteriosa análise do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional, sofrer intervenção.

E nem é preciso ser advogado! Basta ler e interpretar a Constituição!

 

 

 

 

 

 


O Amapá e o Tumucumaque


Nestas últimas semanas e dias, nosso querido Estado do Amapá vem sendo brindado com excelentes notícias divulgadas pela imprensa tucuju, isso graças ao empenho conjunto das forças políticas da região, Bancada Federal amapaense, Senador Davi (Presidente do Senado Federal), prefeito de Macapá, Clécio Luís, e governo amapaense.

A inauguração do Bioparque da Amazônia, resultado principalmente da persistência e grande esforço político do prefeito Clécio, reconheça-se, já registrou a presença estimada de 15 mil pessoas ou mais, nem bem abriu as portas ao público na sexta feira, dia 25 de outubro.

Orgulho para todos nós, o Bioparque da Amazônia é a imagem ao vivo e a cores da fauna e flora amazônica, com suas tipicidades ou peculiariedades naturais.

Outra boa nova foi à transferência definitiva das terras da União para os estados do Amapá e Roraima através da Medida Provisória nº 901/2019, velho pleito que já durava aproximadamente 30 anos. E verdade se diga, sem confetes e serpentinas, o empenho do Senador Davi, na qualidade de Presidente da República Federativa do Brasil em exercício, somada a força tarefa da Bancada Federal do Amapá, foram determinantes para que finalmente nossas terras fossem definitivamente nossas de fato e de direito.

A terceira, excelente e última boa nova foi sem dúvida alguma a liberação de recursos do governo federal para a conclusão de pavimentação da BR – 156 no trecho Macapá/Oiapoque, obra já em andamento fiscalizada por Davi Alcolumbre, governo amapaense e Bancada do Amapá.

 

Detalhe importante: Infelizmente ainda existe um estrangulamento ou grande barreira espacial/geográfica de impedimento ao desenvolvimento sustentável de nossa região denominado de Parque do Tumucumaque, questão que precisa ser criteriosamente e tecnicamente olhada pelo Presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM/AP) e Bancada Federal do Amapá.

A imensa área do Parque do Tumucumaque, que possui abrangência em vários municípios tais como Oiapoque, Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, etc… engessa ou impede o desenvolvimento econômico de tais regiões pelo simples fato de suas claras regras legais de intocabilidade não permitirem a instalação de qualquer empreendimento econômico. Não que sejamos contra a conservação do meio ambiente, muito pelo contrário. O que incomoda é justamente submeter comunidades inteiras ao isolacionismo e a falta de perspectiva a um futuro melhor através do uso ou exploração racional sustentável de suas riquezas, ótica que a teoria do conservacionismo sustentável defende.

Seria inicialmente necessário o mínimo de 2/3 para derrubar este projeto do Parque do Tumucumaque na Câmara Federal, projeto que até o presente momento não trouxe nenhum benefício em termos de compensações financeiras ou investimentos externos em benefício das nossas comunidades. E olha que pode ser até difícil, mas não é impossível quando o momento presente te presenteia com força política suficiente para tal.

O que não pode é continuarmos aceitando para o resto da vida o completo engessamento desta imensa área territorial amapaense, enquanto o mundo é mundo, e sempre constatar que nossas comunidades continuam pobres, isoladas e atrasadas. E tudo em nome de um falso ambientalismo a submeter pessoas desta terra a uma situação de vida quase primitiva.


Vitórias amapaenses


Parece que agora vai!

As obras de finalização para pavimentação completa da BR-156, no trecho Macapá até o município de Oiapoque, ganharam impulso após articulação conjunta do presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (DEM/AP), Bancada do Amapá e governo amapaense.

Satisfatório é ver, sem confetes e serpentinas, todos imbuídos do mesmo propósito, juntos, fiscalizando “in loco” a retomada das obras da estrada mais longeva a pavimentar neste Brasil Varonil, a BR-156, rodovia que incialmente foi bravamente aberta pelo saudoso empresário Walter do Carmo, nos anos 40. Seu primeiro Termo Aditivo, para pavimentação, se deu em 1976, e já se passaram vários governos sem que esse tão esperado trecho principal fosse concluído. E olha que ainda falta a pavimentação do trecho Macapá/Laranjal do Jari.

O empenho, principalmente do senador Davi, que assumiu temporariamente a Presidência da República, até este final de semana útil, sem dúvida alguma foi decisivo não só para o entravado e “encalacrado” projeto de pavimentação da BR-156, no Dnit, como também para a solução definitiva da questão de transferência de domínio de nossas terras, uma área geográfica antes considerada de domínio público da União federal.

A Medida Provisória nº 901/2019, que transfere terras da União para os estados do Amapá e Roraima, já está publicada no Diário Oficial da União desde segunda feira, 21 de outubro. Ela resolve e de tabela uma velha reivindicação tanto de parte do Estado do Amapá como do de Roraima.

Isso significa dizer que o Estado do Amapá passa a ter autonomia direta sobre parte de sua área territorial com exceção da área que compreende a grande extensão do Parque do Tumucumaque, área de preservação ambiental que como medida protetiva de intocabilidade somente promove o engessamento do nosso desenvolvimento regional. Não que sejamos contra a conservação do meio ambiente, muito pelo contrário.

O que devemos defender aqui neste nosso ponto Norte Setentrional do Brasil, cortado pela linha imaginária do Equador, é a aplicação real do desenvolvimento sustentável, pois, a bem da verdade, existem dois conceitos ambientais básicos que muita gente não sabe:

O primeiro é o do preservacionismo, ou seja, o ato de preservar determinada área geográfica, tornando-a intocável a ação do homem por um período determinado ou indeterminado, como é o caso do Parque do Tumucumaque. O segundo conceito, o do conservacionismo, é o ato de conservar racionalmente determinada área geográfica, explorando-a economicamente de forma legal, limpa e sustentável, como são, por exemplo, as madeiras certificadas com selo ambiental. Mas isso é assunto para outro artigo. Está de parabéns nossa Bancada e o povo do Amapá por estas duas tão esperadas Vitórias Amapaenses.


Educação, chave do desenvolvimento nacional


Nunca esqueço o sublime momento em que aprendi a ler. Foi como um passe Divino de mágica, aos seis para sete anos de idade, na primeira série primária da Escola Princesa Izabel. Minha professora era a querida e gentil Mestra, Professora Francisca, na já distante década dos anos 70. Ela, sempre atenta aos seus alunos, tinha um jeito especial em lidar com cada um e uma excelente didática. Seu empenho era pura dedicação para que aprendêssemos o a, e, i, o, u, o alfabeto, a soletrar corretamente e finalmente a ler. Era final de ano e a aprovação na prova de exame de leitura oral seria a grande nota à segunda série primária.Todos tinham de ir para frente da sala de aula ler o texto e a maioria da turma estava nervosa, cada um com o seu pequeno texto, trêmulos.

De repente, como num passe de mágica, eufórico segurando o texto na mão, gritei:

– Professora, professora, já sei, já, sei, já sei ler!

E comecei a ler o texto em voz alta. Minha gentil professora, meio que emocionada, chegou até mim e disse:

– Calma Wellington! Pelo visto você já sabe mesmo. Vai chegar sua vez. Sua letra é W!

E esperei impaciente meu glorioso momento chegar como que Tocado pelo Dom Divino do conhecimento da leitura. Enquanto isso, meus colegas, muito nervosos, gaguejavam e tremiam ao ler seu texto.

Finalmente, quando chegou minha vez, li o texto em voz alta para toda a turma escutar, aplaudido pela querida Mestra que incentivou a turma a fazer o mesmo.

Mas foi somente mais tarde, com a orientação da querida Mestra Nair de Moura Palha, que aprendi a ler com ênfase, corretamente, textos literários de Camões, Drumond e Vinicius de Moraes, por exemplo.

Infelizmente, hoje em dia, alguns não tem a real dimensão da grande importância ou valor que o professor tem como transmissor intelectual de conhecimento em sala de aula. É algo que não tem preço, pois historicamente a educação é e sempre será a grande chave de evolução da humanidade, em todos os sentidos morais e em todos os campos do conhecimento, evidentemente, para ser bem explícito.

Enquanto que no Japão educadores são reverenciados e tratados com todo o respeito, principalmente os mais velhos, aqui no Brasil ainda preocupa e muito o nível de agressão e violência que nossos mestres e mestras sofrem, já a algum tempo, desde a agressão moral e física, a salários baixos e falta de condições dignas para educar.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, lamentavelmente, apenas 12% da população adulta brasileira possui ensino superior. Mais da metade da população brasileira não possui o ensino médio. O Brasil historicamente é o país que também possui baixo índice de professores graduados, com mestrado e doutorado. Um total de 7% da população brasileira com 15 anos ou mais ainda é analfabeta. Significa dizer que 11,3 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais, principalmente idosos, não são alfabetizados.

Temos de mudar essa velha e triste realidade!

O investimento em educação abre portas e possibilita ao jovem conhecimento técnico, científico ou acadêmico para ingresso qualitativo no mercado de trabalho.

Somente através da educação é que o Brasil, em um breve dia, assim esperamos, poderá ocupar um lugar de destaque neste globalizado mundo competitivo.

Reduzir as desigualdades sociais, investindo em educação e geração de emprego e renda, obviamente significa combater o perverso e inconsequente índice histórico de 12 milhões e oitocentos mil desempregados.


O presente de Deus


Ultimamente tenho muito visto em vidros traseiros de “carrões” e até de “carrinhos”, como uma epidemia de propaganda pública, os seguintes dizeres:

“Presente de Deus”, ou, “Quando Ele quer é assim! Presente de Deus!”

Eu sinceramente gostaria de saber quem foi o maluco que criou ou inventou esta propaganda absurda e descabida!

Então tá!

Deus deixou de ser Deus para virar Papai Noel Coca-Cola de um consumismo materialista efêmero neste plano temporal terreno de vida. Tiraram-no do seu posto Celestial Secular Divino, de acordo com nosso tempo terrestre, para atender pedidos ou meros caprichos “humanos”.

Tudo o que conquistamos na vida é fruto ou produto do nosso talento.

E o que é o talento?

É produto do pensamento!

E o que é o pensamento?

A energia da inteligência em movimento!

E o que é essa Energia?

A manifestação Crística de Deus em nosso eu mais íntimo, pois somos fruto ou produto de sua Criação conforme se encontra explícito em Gênesis, 1.26-31, os únicos seres vivos dotados de inteligência racional evolutiva para crescer, multiplicar e dominar a Terra.

Mas, como diz a antológica canção do Kansas, Dustin in the Wind (Poeira ao Vento…), do álbum Two For The Show (Dois para um Show), lançado em 1978, que ganhou um banho de interpretação na voz de Klaus Meine, excepcional vocalista do lendário Scorpions:

“Tudo o que somos é poeira ao vento….”

“Nada dura para sempre…”

“Tudo é poeira ao vento…”

Portanto, o verdadeiro presente de Deus está dentro de nós mesmos, na busca do conhecimento e do reconhecimento de nossas limitações e fraquezas humanas.

É como disse o Divino Mestre:

– Conhece-te a ti mesmo, e a Verdade vos Libertará!

O que é isso?

O autoconhecimento de que tudo o que está dentro está fora e tudo o que está fora está dentro. É a Energia Criadora Onisciente, Onividente e Onipresente pulsante dentro de nós, na Mãe Natureza terrena e em todo o Universo.

“E eu corro, porque a vida é tão curta…”

(Life is Too Short/Skorpions)