A influência da cultura na formação do cidadão

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Mais do que uma característica essencial de uma sociedade, a cultura pode ser considerada como o elemento principal que difere uma nação de outra. Os costumes, a música, a arte e, principalmente, o modo de pensar e agir, fazem parte da cultura de um povo e devem ser preservados para que nunca se perca a singularidade do coletivo em questão. A palavra cultura deriva do latim, colere, que tem como significado literal “cultivar”. Partindo desse princípio, percebemos que se trata de uma herança acumulada ao longo dos anos, e que deve ser preservada.

Durante muito tempo, o termo cultura foi estudado e acabou sendo dividido em algumas categorias: Cultura segundo a Filosofia: trata-se de um conjunto de manifestações humanas, de interpretação pessoal, e que condizem com a realidade. Cultura segundo a Antropologia: o termo deve ser compreendido como uma soma dos padrões aprendidos, e que foram desenvolvidos pelo ser humano. Cultura Popular: associa-se a algo criado por um determinado grupo de pessoas que possuem participação ativa nessa criação. Música, arte e literatura são exemplos que podem ser utilizados.

Por ser um agente forte de identificação pessoal e social, a cultura de um povo se caracteriza como um modelo comportamental, integrando segmentos sociais e gerações à medida que o indivíduo se realiza como pessoa e expande suas potencialidades. Entretanto, é necessário lembrar que essa percepção individual tem grande influência por parte do grupo. As escolhas selecionadas ou valorizadas pelo grupo tendem a ser selecionadas na percepção pessoal.

Além disso, a cultura possui quatro processos que têm participação ativa na influência do indivíduo:

O Agente Cultural: Seja qual for a forma de expressão artística que ele promove, trata-se de alguém que se sente valorizado pelo que é capaz de fazer e, mesmo na velhice, é muitas vezes procurado para transmitir seus conhecimentos aos mais jovens. O Propagador Cultural: É aquele que não cria, mas que valoriza e ajuda a difundir determinados tipos de arte. Muitas vezes, dedica sua vida a esse propósito. Dentro desse grupo, estão incluídos os indivíduos que compram e comercializam produtos culturais. O Espectador Cultural: Grupo formado por pessoas que não criam e nem difundem a arte, mas que são apreciadores do gênero e qu e se identificam com outros de pensamento semelhante. Um exemplo do gênero e que pode ser citado é a formação dos fã-clubes, que interagem entre si promovendo o ídolo de diversas maneiras. O Alienado Cultural: Trata-se de alguém ou determinado grupo que denuncia as formas de expressão cultural. Presente muitas vezes em regimes ditatoriais, evidencia a exclusão social e oprime movimentos artísticos menos poderosos mas, nem por isso, com menos influência na sociedade. (www.institutofilantropia.org.br).

 

CABOCLO E CABOCO: A gente se acostumou a usar as palavras indígenas metendo sempre um “r” no meio para corrompê-la na sua origem. E assim chamamos tracuá (para taraquá, espécie de formiga), traíra (taraíra, peixe de água doce). Os portugueses colocaram um “L” no meio da palavra caboclo, que ficou meio feinha, mesmo assim ela não perdeu o significado original.

O que será que me dá
Que me bole por dentro será que me dá
Que brota flor da pele será que me dá
E que me sobe as faces e me faz corar
Chico Buarque
 

  1. Agenda MPA

Sexta, 21, tem show das cantoras Mayara Braga e Sabrinha Zahara, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano) – Araxá, 21h.
Artistas convidados: João Amorim, Dulce Rosa e Alexandre Veríssimo abrindo o espetáculo. Informações: 9999-6670 e 98114-2908.
A realização é do Projeto Música Popular Amapaense (MPA).

 

  1. Encerramento

Dia 28 de dezembro será o encerramento da temporada 2018 do Projeto MPA (Música Popular Amapaense), no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano) – Araxá, a partir das 21h.
Para o show de enceramento serão 23 cantores, mais de 20 músicos, poetas, exposição e comercialização de artes plásticas, livros, DVDs, artesanato, discos, etc. aguardem.

 

  1. Resultado

Projetos da Lei Rouanet injetaram 49,78 bilhões na economia, em 27 anos. A Lei não só impulsiona a economia criativa brasileira, como gera dividendos para o País.
A cada R$ 1 investido por patrocinadores em 53.368 projetos culturais, por meio da Lei em 27 anos, R$ 1,59 retornaram para a sociedade por meio da movimentação financeira.
É uma extensa cadeia produtiva, que vai desde a equipe contratada para construção de um cenário, à logística de transporte necessária para a montagem de um show. (www.cultura.gov.br).

 

  1. Samba

Sábado, 15, é aniversário de 23 anos de dois grandes projetos de samba e pagode do Amapá. “Pagode do Josimar e Cafú Rota Samba”.
Na quadra da escola de samba Maracatu da Favela (av: Padre Júlio – Santa Rita), a partir das 17h. Convidados: Thiaguinho Salazar, Quinzinho, Vitinho Oliveira, Sharlinho e DJ Luiz Carlos. Informações: 99196-3121 e 99181-0422.

 

  1. Dança

Domingo (16) a Federação das Entidades Juninas e Folclóricas do Amapá, vai realizar a Mostra de dança Fejufap 2018 – Arte e Cultura.
O evento será no Teatro das Bacabeiras, às 19h. A entrada é 1kg de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão doados para a Casa da Hospitalidade, em Santana e Abrigo São José, em Macapá.

 

  1. Cortejo

O Cortejo do Banzeiro do Brilho-de-Fogo vai acontecer no domingo. A concentração do Cortejo está marcada para às 16h, na av: Coaraci Nunes (ao lado do Banco do Brasil).
A saída será, às 17h, com chegada na Praça Floriano Peixoto, onde haverá show artístico.

 

  1. “Caia na Folia”

Nome do tradicional baile de carnaval de salão, marcado para acontecer no dia 23 de fevereiro de 2019, na sede da Aseel (Rodovia JK).
A realização é do radialista Azevedo Picanço. Informações: 98114-0202.


Conheça a dança do Siriá

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Tradição – História
A mais famosa dança folclórica do município de Cametá é uma das manifestações coreográficas mais belas do Pará. Do ponto de vista musical é uma variante do batuque africano, com alterações sofridas através dos tempos, que a enriqueceram de maneira extraordinária.

Contam os estudiosos que os negros escravos iam para o trabalho na lavoura quase sem alimento algum. Só tinham descanso no final da tarde, quando podiam caçar e pescar. Como a escuridão dificultava a caça na floresta, os negros iam para as praias tentar capturar alguns peixes. A quantidade de peixe, entretanto, não era suficiente para satisfazer a fome de todos.

Certa tarde, entretanto, como se fora um verdadeiro milagre, surgiram na praia centenas de siris que se deixavam pescar com a maior facilidade, saciando a fome dos escravos. Como esse fato passou a se repetir todas as tardes, os negros tiveram a idéia de criar uma dança em homenagem ao fato extraordinário. Já que chamavam “cafezá” para plantação de café, “arrozá” para plantação de arroz, “canaviá” para a plantação de cana, passaram a chamar de “síria”, para o local onde todas as tardes encontravam os siris com que preparavam seu alimento diário.

Com um ritmo que representa uma variante do batuque africano, a “dança do siriá” começa com um andamento lento. Aos poucos, à medida que os versos vão se desenvolvendo, a velocidade cresce, atingindo ao final um ritmo quase frenético. A “dança do siriá” apresenta uma rica coreografia que obedece às indicações dos versos cantados sendo que, no refrão, os pares fazem volteios com o corpo curvado para os dois lados.

Tal como a “dança do carimbó”, os instrumentos típicos utilizados são dois tambores de dimensões diferentes: para os sons mais agudos (tambor mais estreito e menor) e para os sons graves (tambor mais grosso e maior). Os passos são animados ainda por ganzá, reco-reco, banjo, flauta, pauzinhos, maracá e o canto puxado por dois cantadores.

Também chamada pelos estudiosos como “a dança do amor idílico”, a “dança do siriá” apresenta os dançarinos com trajes enfeitados, bastante coloridos. As mulheres usam belas blusas de renda branca, saias bem rodadas e amplas, pulseiras e colares de contas e sementes, além de enfeites floridos na cabeça. Já os homens, também descalços como as mulheres, vestem calças escuras e camisas coloridas com as pontas das fraldas amarradas na frente. Eles usam ainda um pequeno chapéu de palha enfeitado com flores que as damas retiram, em certos momentos, para demonstrar alegria, fazendo volteios. (www.cdpara.pa.gov.br).

 

CARICATURA: É um desenho de uma personagem da vida real, tal como políticos e artistas. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios e hábitos particulares em cada indivíduo. Ser caricato é ser objeto de comicidade, ironia ou ter algo peculiar na face ou no corpo, levados ao exagero, à sátira jocosa ou como crítica de costumes. Historicamente a palavra caricatura vem do italiano caricare (carregar, no sentido de exagerar, aumentar algo em proporção).

 

Elegante palmeira
Manequim da floresta
Não tens par nem touceira
Vives só, mas em festa
Enrico Di Miceli, Cléverson Baia e Joãozinho Gomes

 

  1. Miss caipira

Renata Taiana carinhosamente chamada de “Renatinha”, é a nova Miss Caipira da quadrilha junina Simpatia da juventude, apresentada na noite de quarta-feira (12), na sede de Boêmios do Laguinho.
Ela já ocupou a mesma posição, em 2010, no mesmo grupo, sendo eleita a melhor Miss Caipira daquele ano, no tradicional concurso Garota Junina. Parabéns e boa sorte.

 

  1.  “Sonho”

Nome da temática que a quadrilha Simpatia da Juventude vai apresentar na quadra junina de 2019.
Em comemoração aos 25 anos do grupo no ano que vem. O sonho que virou realidade.

 

  1. É hoje

Nesta sexta (14), o Projeto MPA apresenta o show de Nivito Guedes e Finéias Neluty, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano), Araxá.
A cantora Deize Pinheiro abre o show, às 10 da noite. Informações: 98112-7594 e 99115-1774.

 

  1. “Samba Claus”

É o nome da temática do Luau na Samaúma que vai acontecer nesta sexta (14), na Praça da Samaúma (Complexo Marlindo Serrano), Araxá, a partir das 17h.
Muito samba de qualidade pra marcar o encerramento da 2ª temporada desse projeto que é realizado pela Prefeitura de Macapá e Ministério Público.

 

  1. Último ensaio

Nesta sexta vai acontecer o último ensaio do Banzeiro do Brilho-de-Fogo, para o Cortejo de domingo (16).
Na Praça Floriano Peixoto – Centro, às 19h.

 

  1. Dança

Domingo (16) a Federação das Entidades Juninas e Folclóricas do Amapá, vai realizar a Mostra de dança Fejufap 2018 – Arte e Cultura.
O evento será no Teatro das Bacabeiras, às 19h. A entrada é 1kg de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão doados para a Casa da Hospitalidade, em Santana e Abrigo São José, em Macapá.

 

  1. Cortejo

O Cortejo do Banzeiro do Brilho-de-Fogo vai acontecer no domingo. A concentração do Cortejo está marcada para às 16h, na av: Coaraci Nunes (ao lado do Banco do Brasil).
A saída será, às 17h, com chegada na Praça Floriano Peixoto, onde haverá show artístico.

 

 


Conheça o que é a Dança de Salão

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Pode-se dizer que dança de salão é toda a dança social, ou seja, que se dança a dois. Os mais variados ritmos são englobados pela dança de salão.
Segundo historiadores, as danças de casais tornaram-se populares no início do século XIX, embora tenham surgido no século XIV, e evoluído nos séculos seguintes (apenas entre os nobres).
A dança de salão foi introduzida no Brasil em 1914, a princípio com a valsa e a mazurca. Os ritmos mais presentes nos salões do Brasil, assim como nas academias de dança são: soltinho, forró, samba de gafieira, tango, bolero e salsa.
Devido à riqueza de ritmos, as danças de salão podem ser classificadas como latinas ou clássicas.
São danças de salão latinas:
Samba – surgiu no Rio de Janeiro, com base na cultura africana, em ritmos como o lundu, umbigadas (semba) e pernadas de capoeira; Rumba – surgiu em Cuba, levada pelos escravos contrabandeados para aquele país; Merengue – é a dança tradicional da república Dominicana, embora seja popular em outros países da América Central (Haiti e Costa Rica) e América do Sul (Colômbia e Venezuela); Chá-chá-chá – ligado ao mambo, o chá-chá-chá é originário na Rumba. Surgiu em Cuba; Paso – doble – surgiu na Espanha, tem grande semelhança com o One-Step.
São danças de salão clássicas:
Tango – surgiu nos bordeis da Argentina; Valsa Vienense – surgiu na Áustria; Valsa Inglesa – uma variação mais lenta da valsa vienense; Slow Fox – surgiu em Nova York, com base em outro ritmo, o Foxtrot É considerado uma das danças mais difíceis; Quickstep – surgiu nos Estados Unidos, com base no Foxtrot. É mais rápida e fácil que o Slow Fox.
A dança de salão é, além de uma forma de lazer e descontração, é uma atividade física indicada tanto para jovens, quanto para pessoas mais velhas, pois ao dançar, é trabalhada a capacidade aeróbica, as funções cardiovasculares e respiratórias, a flexibilidade, entre outras. (www.infoescola.com).

 

EDUCAÇÃO: No seu sentido mais amplo, educação significa o meio em que os hábitos, costumes e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a geração seguinte. A educação vai se formando através de situações presenciadas e experiências vividas por cada indivíduo ao longo da sua vida. O conceito de educação engloba o nível de cortesia, delicadeza e civilidade demonstrada por um indivíduo e a sua capacidade de socialização.

 

O canto de casa
É a minha razão
Eu canto com a alma
E o coração
Amadeu Cavalcante

 

  1. Toada

Sábado (15) vai acontecer o Festival Oficial de Toada 2018, na quadra do colégio Azevedo Costa (av: José Antônio Siqueira) – Laguinho, às 20h.
São quatro grupos na disputa do título: Troup Tribal, Grupo CDC, CIA. Galibi Marworno e Essência. A realização é do grupo Guerreiros Mayana. Informações: 99144-5022.

 

  1. Dramaturgia

Sexta (14), o projeto Jornada Bufa vai realizar o espetáculo Dramaturgia Coletiva, no CEU das Artes, na rua principal do Infraero II, Zona Norte, às 19h30.
Com atuação de Jhou Santos e direção de Wellington Dias. Entrada franca.

 

  1. Imperdível

Show para comemorar e festejar os 23 anos de muito samba e pagode dos projetos Rota Samba (Cafú) e Pagode do Josimar.
No sábado (15), na quadra da escola de samba Maracatu da Favela (av: Pe. Júlio – Sta. Rita), a partir das 17h.
Atrações: Thiaguinho Salazar, Quinzinho, Vitinho Oliveira, Sharlinho e DJ Luiz Carlos. Informações: 99196-3121, 99181-0422 e 99121-5580.

 

  1. Banzeiro

O Cortejo do Banzeiro do Brilho-de-Fogo vai acontecer domingo, 16, com concentração a partir das 16h, na av: Coaraci Nunes – Centro, ao lado do Banco da Brasil.
Os ensaios estão acontecendo na Praça Floriano Peixoto – Centro, às 19h.

 

  1.  “Música Um”

Nome da temporada musical marcada pra acontecer, sábado (15), 22h, no Norte das Águas, com Zé Miguel e os convidados: Osmar Júnior, Rambolde Campos, Hadassa e Nitai.
Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 98114-6612 e 99118-2900.

 

  1. Solidariedade

Domingo, 16, a partir das 11h, na Associação de Subtenentes e Sargentos (Rodovia JK), vai acontecer o projeto beneficente “Juntos Pela Vida”, e toda renda será para o tratamento de Naiza Carolina.
O evento tem o apoio da Escola de Samba Piratas Estilizados. Informações: 99179-318 e 99102-2954.

 

  1. Agenda MPA

Sexta, 14, tem show de Finéias Neluty e Nivito Guedes no Projeto da Música Popular Amapaense (MPA), no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá).
A cantora Deize Pinheiro abre o espetáculo, às 21h. Informações: 98112-7594 e 99115-1774.


Artes visuais retratam cotidiano do samba

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Heitor dos Prazeres, Nelson Sargento, Di Cavalcanti, Cândido Portinari. Esses são alguns dos artistas que pintaram, ao longo dos anos, cenas de um dos gêneros musicais mais famosos do Brasil: o samba. A presença dessa manifestação cultural nas artes visuais não apenas a perpetua ao mostrar sua história, mas também revela que se trata de algo intrínseco ao próprio brasileiro.

“O samba está presente nas artes visuais porque é algo que está no pintor, está dentro da gente, dentro do brasileiro”, afirma o músico e pintor Heitorzinho dos Prazeres. “O samba faz parte da nossa cultura. Está nos versos de poesia, nas esculturas, na pintura porque está no gene do brasileiro”, destaca.

No caso de Heitorzinho dos Prazeres, a influência veio do pai, o sambista e pintor Heitor dos Prazeres (1898-1966). Em suas telas, estão cenas de samba de tempos anteriores, figuras carnavalescas, cenas suburbanas e cenas cariocas festivas. “Eu nasci nesse berço do samba, já chorei ao som do cavaquinho e dormi acariciado pelo som dos pincéis. Com cinco anos, via meu pai pintando embaixo do meu beliche”, recorda.

O pai, Heitor dos Prazeres, tanto nas canções que compôs quanto nos quadros que pintou, narrou com maestria a vida da gente do Rio de Janeiro. “A alegria e o sofrimento desse povo é que me obrigam a trabalhar”, disse o sambista, em referência ao seu processo criativo, no documentário de 1965 que leva seu nome, dirigido por Antônio Carlos da Fontoura.

Autodidata, Heitor dos Prazeres retratou em seus quadros o dia a dia de moradores das favelas, com cenas como brincadeiras de criança, festas juninas, jogos de baralho e rodas de samba, sempre com a indefectível marca dos personagens olhando para o alto.

Outro cantor e compositor que se destaca na pintura é Nelson Mattos, mais conhecido como Nelson Sargento, nascido em 1924, no Rio de Janeiro. Como pintor, ele utiliza as técnicas do primitivismo e do cubismo para retratar palhaços, baianas, festa de carnaval e o cotidiano das favelas. O artista, inclusive, foi um dos agraciados pela 22ª edição da Ordem do Mérito Cultural (OMC), principal condecoração pública da área da cultura, realizada no início de novembro pelo Ministério da Cultura. (www.cultura.gov.br).

 

 

CARROÇA: É um meio de transporte que antecede ao advento dos veículos a vapor. Movida por tração humana ou animal, a carroça era o meio de transporte mais utilizado para os deslocamentos de carga de um lugar a outro. Hoje em dia, é pouco comum o uso de carroças no trânsito de grandes centros urbanos, sendo até chamadas de “charretes”. As carroças são utilizadas mais frequentemente no meio rural.

 

Flor negra, flor bela
No marabaixo ou batuque
Batuca, batuca de amor
Meu coração por ela
Nilson Chaves e Joãozinho Gomes

 

  1. Cortejo

O Cortejo do Banzeiro do Brilho-de-Fogo vai acontecer no domingo, 16, e os ensaios finais irão a partir desta terça, 11, até a sexta, 14, na Praça Floriano Peixoto, 19h.
Concentração, às 16h, na av: Coaraci Nunes (ao lado do Banco do Brasil).

 

  1. Poesia

Lançamento do livro “A Trilha do Mar”, da poeta Ana Anspach, será no sábado, 15, na Livraria Acadêmica do Macapá shopping, às 20h.
“É uma viagem aos cantos mais escondidos”, dia a autora carioca que há 2 anos reside em Macapá.

 

  1. Mostra de dança

Domingo (16), a Federação das Entidades Juninas e Folclóricas do Amapá vai realizar a Mostra de Dança Fejufap a premiação dos melhor de 2018, no Teatro das Bacabeiras, às 19h.
A entrada será 1 kg de alimento não perecível.

 

  1. Carnaval

Equipe da prefeitura de Macapá reuniu, nesta segunda (10), com as escolas que irão realizar o Carnaval Independente no Meio do Mundo 2019.
Já são cinco (5) escolas que somam com essa ideia: Piratas Estilizados, Maracatu da Favela, Unidos do Buritizal, Piratas da Batucada e Império do Povo.
O projeto, de iniciativa de Piratas Estilizados, contempla as dez (10) escolas de samba, mas as outras cinco ainda não se manifestaram, são elas: Boêmios do Laguinho, Império da Zona Norte, Emissários da Cegonha, Embaixada de Samba e Império Solidariedade.

 

  1. Agenda MPA

Sexta, 14, tem show de Finéias Neluty e Nivito Guedes no Projeto da Música Popular Amapaense (MPA), no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá).
A cantora Deize Pinheiro abre o espetáculo, às 21h. Informações: 98112-7594 e 99115-1774.

 

  1. “Caia na Folia”

Nome do tradicional baile de carnaval de salão, marcado para acontecer no dia 2 de fevereiro de 2019, na sede da Aseel (Rodovia JK).
A realização é do radialista Azevedo Picanço. Informações: 98114-0202.

 

  1. Agenda

Dia 27 de dezembro vai acontecer a “Quinta Jazz Especial”, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá).
As atrações: Lucinhas Bastos e Finéias Neluty (Quarteto Amazon Music). Informações: 99193-8466.


Kassav: melhor banda de Zouk do mundo

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Kassav, palavra em crioulo antilhano < span style=”color:#222222″>que significa “mandioca” é uma banda de zouk de Martinica e de Guadalupe formada em 1979. Os membros originais da banda eram Jocelyne Béroard, Jacob Desyarieux, Jean-Philippe Marthély,1 Patrick St. Éloi (falecido), Jean-Claude Naïmro, e Georges Décimus (que atualmente não mais faz parte do grupo) juntamente com alguns outros componentes, que permaneceam pouco tempo no grupo.

O total de álbuns (em forma de LP e/ou CD) lançados pela banda é aproximadamente de 30.

Kassav foi criado em 1979 por Pierre-Édouard Décimus, músico profissional que, juntamente com Freddy Marshall, decidiu transformar a música de carnaval de Martinica e Guadalupe em um estilo mais moderno.

A banda foi a primeira a despontar como pioneira do zouk. Seu som se tornou “pan-caribenho”, englobando elementos do reggae e da salsa. Seu primeiro álbum, Love and Ka Dance (1980), estabeleceu aquilo que seria conhecido como o zouk. O grupo se tornou cada vez mais popular, atingindo seu auge em 1985 com o álbum Yélélé, onde se destacava o sucesso “Zouk la sé sèl médickaman nou ni”. Com esta música, o grupo espalhou sua música pela América Latina e também pela Europa e até mesmo em países da Ásia, popularizando também a dança zouk. (www.bwevip.com).

 

CAETANO VELOSO: Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, nascido em Santo Amaro, Bahia, em 7 de agosto de 1942). É é um músico, produtor, arranjador e escritor brasileiro. Com uma carreira que já ultrapassou cinco décadas, Caetano Veloso, construiu uma obra musical marcada pela releitura e renovação e considerada amplamente como possuidora de grande valor intelectual e poético.

 

Preservar a Amazônia
Preservar o Amapá
Missão dada ao povo
Sangue deste lugar
Jean Carmo

 

  1. Agenda MPA

Sexta, 14, tem show de Finéias Neluty e Nivito Guedes no Projeto MPA, no Norte das Águas, Complexo Marlindo Serrano – Araxá, às 21h.
Quem vai abrir a noite é a cantora Deize Pinheiro. Informações: 98112-7594 e 99115-1774.

 

  1. Samba

Neste sábado (8), tem show de Jorginho do Cavaco cantando os clássicos do samba, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 21h. Informações:  99128-5415.

 

  1. Hoje tem

Neste sábado (8), tem ensaio do Banzeiro do Brilho-de-Fogo, às 19h, na Praça Floriano Peixoto – Centro.
Vá lá e se inscreva pra participar das oficinas, ensaios e do Cortejo de aniversário, dia 16 (domingo).

 

  1. “Passa Tchonga”

Nome do show que o cantor e compositor, João Amorim, vai realizar neste sábado (8), no Teatro das Bacabeiras, às 20h. Imperdível.

 

  1. Carnaval

Segunda (10), as quatro escolas de samba que estão se organizando para realizar o Carnaval Independente no Meio do Mundo, serão recebidas pela equipe da prefeitura de Macapá, às 17h.
Piratas Estilizados, Unidos do Buritizal, Piratas da Batucada e Maracatu da Favela.

 

  1. Luau

O último Luau de 2018, realizado pelo Ministério Público e Prefeitura de Macapá, está agendado para acontecer dia 14 de dezembro, às 18h.
Na Praça da Samaúma, no Complexo Marlindo Serrano – Araxá.

 

  1. Jogo das Estrelas

Neste aábado (8), 17h, no estádio Zerão, vai acontecer o Jogo das Estrelas (Natal solidário), realizado pelo empresário Edinoelson Trindade (Careca).
O ingresso será um brinquedo ou 1 kg de alimento não perecível, que será doado para a Casa da hospitalidade, no município de Santana.

 

 


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Patrimônio Arqueológico Brasileiro
Riqueza – Pertencimento
Reconhecidos como parte integrante do Patrimônio Cultural Brasileiro pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 216, os bens de natureza material de valor arqueológico são definidos e protegidos pela Lei nº 3.924, de 26 de julho de 1961, sendo considerados bens patrimoniais da União. Também são considerados sítios arqueológicos os locais onde se encontram vestígios positivos de ocupação humana, os sítios identificados como cemitérios, sepulturas ou locais de pouso prolongado ou de aldeamento, “estações” e “cerâmicos”, as grutas, lapas e abrigos sob rocha. Além das inscrições rupestres ou locais com sulcos de polimento, os sambaqu is e outros vestígios de atividade humana.
São passíveis de processo judicial por danos ao patrimônio da União e omissão, por exemplo, os proprietários de terras que encontrarem qualquer achado arqueológico e não comunicarem ao Iphan no prazo de 60 dias. Todos os sítios arqueológicos têm proteção legal e quando são reconhecidos devem ser cadastrados no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA). Com a criação do Centro Nacional de Arqueologia (CNA) o Iphan atendeu à necessidade de fortalecimento institucional da gestão desse patrimônio, normatizada pelo Decreto nº 6.844, de 07 de maio de 2009. Cabe ao CNA, a elaboração de políticas e estratégias para a gest&ati lde;o do patrimônio arqueológico, a modernização dos instrumentos normativos e de acompanhamento das pesquisas arqueológicas que, em duas décadas, aumentaram de cinco para quase mil ações por ano.
Entre as principais atividades do Centro estão o desenvolvimento de ações de acautelamento (tombamento e proposição de medidas diversas para a proteção e valorização do patrimônio arqueológico), a autorização e a permissão para realização, acompanhamento e fiscalização de pesquisas arqueológicas; e a implementação de diversas ações de socialização do patrimônio arqueológico. O instrumento central para orientação dessas ações é o Plano Diretor Estratégico, que deve estabelecer a política nacional para o patrimônio arqueológico quanto à identificação, pesquisa, proteção, promoção e socialização, incluindo um modelo institucional de gestão e um p rograma de tombamento de bens de natureza arqueológica, dentre outras ações. (http://portal.iphan.gov.br).

 

MARABAIXO: A festa Marabaixo é uma comemoração religiosa que acontece no Amapá, praticada por remanescentes de quilombos, os quais demonstram sua fé através da dança, do canto e do consumo da gengibirra, bebida feita à base de gengibre e álcool.  O Marabaixo é uma festa religiosa em louvor à Santíssima Trindade e ao Divino Espírito Santo.

 

Essa canção da Amazônia
Que pode viajar mundo inteiro
Que pode regar o seu peito
Replantar a flor
Osmar Júnior

 

  1. É hoje

Nesta sexta (7) tem show de Val Milhomem e Joãozinho Gomes, no Norte das Águas, abrindo a agenda de dezembro do Projeto MPA (Música Popular Amapaense).
O cantor e compositor, Cássio Pontes, é quem vai abrir o show, às 21h. No Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 99110-0249 e 99154-7815.

 

  1. Sescanta

A Mostra de Música Sescanta Amapá vai acontecer na noite desta sexta (7), no Sesc Amapá, às 19h.
É a 15ª edição desse evento de valorização da música e do artista autoral amapaense. Entrada franca.

 

  1. Ensaio

Hoje é dia de ensaio e oficina do Banzeiro do Brilho-deFogo, na Praça Floriano Peixoto, às 19h.
É a preparação para o Cortejo do dia 16 de dezembro.

 

  1. Luau

O último Luau de 2018, realizado pelo Ministério Público e Prefeitura de Macapá, está agendado para acontecer dia 14 de dezembro, às 18h.
Na Praça da Samaúma, no Complexo Marlindo Serrano – Araxá.

 

  1. Jogo das Estrelas

Sábado (8), 17h, no estádio Zerão, vai acontecer o Jogo das Estrelas (Natal solidário), realizado pelo empresário Edinoelson Trindade (Careca).
O ingresso será um brinquedo ou 1 kg de alimento não perecível, que será doado para a Casa da hospitalidade, no município de Santana.

 

  1. Reforma

Escola de Artes Candido Portinari (rua Cândido Mendes – Centro) está passando por reforma e logo será reinaugurada.
Artistas e professores de vários segmentos terão a velha casa de volta.

 

  1. Lançamento

Quadrilha junina Simpatia da Juventude vai lançar seu projeto de 2019, na quarta (12), na sede de Boêmios do Laguinho (av: Gal. Osório – Laguinho), às 20h.
Além do tema, serão apresentados: marcador, equipe temática, coreógrafos, estilistas, coordenação, miss caipira e outros profissionais.

 


Piratuba, a Cantoria no Lago

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Criada em 1980, a reserva biológica do Lago Piratuba, entre o mar e o mangue, está localizada no município de Cutias do Araguari. Uma área de 395 mil hectares de vida, mas tudo isso pode acabar se suas “maravidas”, doadas pela natureza, continuarem recebendo a ignorância humana. É isso, que o poeta Osmar Júnior chama a atenção em seu projeto musical. Vida.

Esse projeto, que canta a vida, é resultado de anos de estudos, idealizado pelo autor, que resultou em um registro de um DVD, CD e um livro(escrito pelo poeta, escritor e parceiro de Osmar Júnior, Fernando Canto), sobre sua visão desse cantador de vidas. A idéia de construir esse projeto veio de estórias e “causos” contados pelo pai e avô de Osmar, ele quando menino ouvia histórias fantásticas sobre aquele santuário de encanto e beleza, chamado Piratuba, lugar onde eles nasceram, cresceram e amaram o lugar, as aventuras de uma vila que um dia existiu no lugar. Depois de anos ouvindo as boas histórias daquele paraíso, o poeta prometeu: “Um dia ainda vou cantar aqui. A minha canção, uma flor desse lugar, essa gente, esse lago são riquezas que precisam ser respeitadas, preservadas e conservadas. Porque de lugares como o iratuba, dependem grande parte da vida no planeta. É isso que eu sou e é isso que eu canto”. Disse o poeta.

“Piratuba: A Cantoria no Lago” revela ao mundo em sons e imagens, a beleza da Reserva Biológica do Piratuba, tendo como cenário um local incessível à maioria das pessoas. O resultado do projeto encanta aos olhos e aos sentidos, e emociona pela exuberância do cenário(água, mangue, pássaros, sol, noite, lua e poesia). O poeta doa ao público, mostrando em canções e imagens, para imortalizar seus mais de 30 anos de carreira, o lugar onde nasceram seus ancestrais.

Piratuba: A Cantoria no Lago é a Saga de um Poeta-Cantador em sua Nave-Troco, que canta a vida de seu planeta Amapá, chamando a atenção do mundo para a vida de quem vive naquele paraíso natural, ameaçado de destruição.

 

  • Instrumental

Nesta quinta (6) é dia de ouvir a boa música instrumental no Norte das Águas, com o grupo Amazon Music e convidados, a partir das 21h.
Complexo Marlindo Serrano – Araxá. A coordenação da “Quinta do Jazz” é do cantor e compositor Finéias Neluty.

 

  • Corrigindo

Aniversário de 45 anos da escola de samba Piratas Estilizados é no dia 5 de janeiro de 2019, e não em 5 de dezembro como postado ontem, nesta página.

 

  • Cortejo

Cortejo de aniversário do Banzeiro do Brilho-de-Fogo vai acontecer no daí 16 de dezembro (domingo), com saída, às 17h, da av: Coaracy Nunes – Centro, ao lado do Banco do Brasil.

 

  • Referência

A Galeria de Artes Samaúma, no Complexo Marlindo Serrano – Araxá, é hoje, o local de maior referência das artes plásticas do Amapá.
Obras de vários artistas estão lá expostas aguardando a sua visita. A coordenação é do artista plástico, Wagner Ribeiro. Parabéns.

 

  • DVD

Sábado (8), às 20h, o cantor e compositor, João Amorim, vai gravar seu 1º DVD (Passa Tchonga), no Teatro das Bacabeiras. Imperdível.

 

  • “Samba In Rio”

Nome do projeto que valoriza os sambistas amapaenses, virou referência, e que já realizou diversos eventos do segmento.
A coordenação é do sambista Bruno Matos (Brunex), um dos criadores do “Samba In Rio Amazonas. Parabéns.

 

  • No ar

Programa “O Canto da Amazônia” (Diário FM 90,9) é o principal divulgador das obras e dos artistas tucujus. O único 100% no rádio amapaense.
De segunda à sexta, 16h. Bom de ouvir.


Mestre Vieira: o criador da “Guitarrada”

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A Guitarrada é um gênero musical paraense instrumental surgido da fusão do choro com carimbó, cúmbia e jovem guarda, entre outros. É também chamado de lambada instrumental. O seu criador é o Mestre Vieira. Neste estilo a guitarra elétrica é solista. Os principais representantes da atualidade são os grupos: Mestres da Guitarrada, Cravo Carbono e La pupuña.

Joaquim de Lima Vieira, o Mestre Vieira, nasceu em 29/10 de 1934, é um músico brasileiro, tem 20 discos solo gravados. A música “Lambada Jamaicana” (lançada em 82, vinil “Melô da Cabra”) é seu maior sucesso. Desde 2003 integra também o grupo Mestres da Guitarrada, tendo 2 cds lançados: Mestres da Guitarrada (2004, selo Funtelpa) e Música Magneta (2008, Selo Candeeiro Records). Em 2008 recebeu do Ministério da Cultura a medalha de Ordem ao Mérito Cultural pelo seu relevante serviço prestado à cultura brasileira.

É um gênero musical único no mundo. Criado por Mestre Vieira, natural de Barcarena, o ritmo musical surgiu em Belém (PA), a guitarra faz sempre o solo em ritmos como cúmbia, carimbó e merengue. A guitarrada tem como marco o lançamento do disco “Lambadas das Quebradas” (1978). A inovação do disco foi apresentar temas instrumentais para guitarra, sempre valorizando os ritmos amazônicos e caribenhos. Mestre Vieira, tem seu trabalho fortemente influenciado pelo choro e revelou-se virtuose ainda criança. Depois de ter tocado bandolim, banjo, cavaquinho, violão e instrumentos de sopro, ele só teve contato com a guitarra elétrica na década d e 70. Mestre Curica, também está ligado à tradição musical paraense. Ao lado de Verequete e Pinduca, é um dos importantes artistas que tocam carimbó. Ele foi o principal arranjador dos discos de Verequete e participou do primeiro registro de carimbó em disco, no ano de 1971. Curica também fabrica seus instrumentos e é considerado um dos responsáveis pela popular utilização do banjo nos arranjos de carimbó. Aldo Sena, conta que se apaixonou pela guitarrada quando ouviu o disco “Lambadas das Quebradas”, de Mestre Vieira. No mesmo ano, Aldo Sena já estava apresentando ao público o seu trabalho autoral, feito com a banda “O Popular de Igarapé Mirim”.

 

  • “Maniva”

Nome do novo grupo musical do Amapá lançado no ano passado (2017), que está preparando seu projeto e logo será apresentado ao público, com o lançamento de um single.
O Grupo Maniva é formado por artistas do Amapá, Guiana Francesa e Pará, destacando na rítmica o swing afro -caribenho. As informações vieram através do cantor, compositor, produtor, Finéias Neluty, que também é um dos integrantes desse movimento. Parabéns.

 

  • É hoje

Nesta quarta (5) a escola de samba Piratas Estilizados vai comemorar seus 45 anos de história com muito samba, na quadra do colégio Azevedo Costa (av: José Antônio Siqueira – Laguinho). Atrações: Direto do Rio de Janeiro Bakaninha da Beija Flor e a passista Luana Bandeira, de Macapá Carol Carvalho, baterias de Piratas da Batucada, Boêmios do Laguinho e Piratas Estilizados.

 

  • Sescanta

Sexta (7) tem a 15ª edição da Mostra de Música Sescanta Amapá com a gravação de um DVD , às 19h, no salão de eventos do Sesc Araxá (beira rio).
São 15 músicas que serão apresentadas para marcar mais um aniversário desse projeto musical. Entrada franca.

 

  • Agenda MPA

Na sexta (7) tem show de Val Milhomem e Joãozinho Gomes, no Norte das Águas, abrindo a agenda de dezembro do Projeto MPA (Música Popular Amapaense). O cantor e compositor, Cássio Pontes, é quem vai abrir o show, às 21h. No Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 99110-0249 e 99154-7815.

 

  • Showzaço

Dia 27 de dezembro tem show imperdível da cantora paraense, Lucinha Bastos e do grupo de música instrumental amapaense, Amazon Music, no palco do Norte das Águas, a partir das 10 da noite.
Informações: 99193-8466.

 

  • Banzeiro

As oficinas e ensaios do Banzeiro do Brilho-de-Fogo estão acontecendo na Praça Floriano Peixoto – Centro, toda sexta e sábado, às 19h.

 

  • “Dançando Gafieira”

Título do projeto gratuito que a CIA. de Dança de Salão Passo a Passo vai realizar, na sexta (7), em edição especial.
Na sala de dança do colégio Coaracy Nunes – Centro, às 20h. Informações: 99185-4030.


Saga da Amazônia

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O cantador e compositor brasileiro, Vital Farias, que nasceu no sítio Pedra D’Água, município de Taperoá, estado da Paraíba, expressa na canção Saga da Amazônia, todo seu sentimento de amor à Amazônia e conta para o mundo, através de música, o sofrimento daquele povo com o crime causado pelo homem sobre a natureza.

Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta, mata verde, céu azul, a mais imensa floresta, no fundo d’água as Iaras, caboclo lendas e mágoas e os rios puxando as águas.

Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores, os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores, sorria o jurupari, uirapuru, seu porvir era: fauna, flora, frutos e flores. Toda mata tem caipora para a mata vigiar, veio caipora de fora para a mata definhar e trouxe dragão-de-ferro, prá comer muita madeira e trouxe em estilo gigante, prá acabar com a capoeira.

Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar, prá o dragão cortar madeira e toda mata derrubar: se a floresta meu amigo, tivesse pé prá andar eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá. O que se corta em segundos gasta tempo prá vingar e o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar? Depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar, igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar.

Mas o dragão continua a floresta devorar e quem habita essa mata, prá onde vai se mudar? Corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá, tartaruga: pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura. No lugar que havia mata, hoje há perseguição. Grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão, castanheiro, seringueiro já viraram até peão, afora os que já morreram como ave-de-arribação. Zé de Nata tá de prova, naquele lugar tem cova, gente enterrada no chão: Pois mataram índio que matou grileiro que matou posseiro, disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro roubou seu lugar

Foi então que um violeiro chegando na região ficou tão penalizado que escreveu essa canção e talvez, desesperado com tanta devastação, pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção, com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa dentro do seu coração.
Aqui termina essa história para gente de valor, pra gente que tem memória, muita crença, muito amor, pra defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta, era uma vez uma floresta na Linha do Equador.

 

  • É hoje

Show de Zé Miguel e Banda Negro de Nós, nesta sexta (30), no Norte das Águas, Complexo Marlindo Serrano – Araxá, às 21h.
A realização é do Projeto MPA (Música Popular Amapaense).

 

  • Cobrança

As taxas de armazenagem de obras de arte e instrumentos musicais, nos aeroportos, voltarão a ser cobradas pelo peso e não pelo suposto valor de mercado dos bens.
Decisão do Conselho de Aviação Civil (CONAC), na quarta-feira (21). A medida reduz de forma significativa os valores cobrados pelas concessionárias de aeroportos brasileiros, seguindo tendência internacional. (www.cultura.gov.br).

 

  • Teatro

Vamos comer teatro, nesta sexta (30), na Biblioteca Elcy Lacerda (rua São José – Centro), às 20h.
O ator e produtor Dinho Araújo, vai apresentar o espetáculo “Eclesiastes 3.1, 3, 16 ou Não Fale em Nosso Nome”. Entrada franca.

 

  • Vistoria

Equipe técnica do Corpo de Bombeiros iniciou vistoria no sambódromo e irá apresentar laudo à Seinf, que dará início às obras de reformas no local.

 

  • Banzeiro

Os ensaios do Banzeiro do Brilho-de-Fogo irão iniciar no sábado, 1, na Praça Floriano Peixoto às 19h.
Vá lá e se inscreva para participar do Cortejo de aniversário do projeto, em dezembro.

 

  • Feira Preta

O Instituto Municipal de políticas de Promoção da Igualdade Racial – Improir, possui um belo projeto de valorização e pertencimento do artesanato afro-amapaense, que é a Feira Preta.
Parabéns ao diretor presidente da instituição, Maycon Magalhães, pela coordenação desse trabalho de resistência desse segmento.

 

  • Destaque

Diretora presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), Marina Backmam, vem desenvolvendo um belo trabalho à frente da instituição.
Ela está presente em todos os eventos dos segmentos artístico-culturais, e dando apoio através da instituição.
É militante do teatro, mas tem conhecimento e transita em todas as artes. Merece o reconhecimento.


Quando o samba vai ao cinema

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O samba foi personagem de momentos gloriosos do cinema nacional. Do bom humor das chanchadas às dramáticas tramas do realismo do Cinema Novo, o gênero musical teve papel de protagonista, tanto na composição de personagens quanto na ambientação de tramas passadas no País.

O maior elo entre os universos do cinema e do samba foi sem dúvida a cantora Carmem Miranda. Ao ir para Hollywood, Carmem ajudou a disseminar a música popular brasileira mundo afora. Muitos foram os sambistas que viram suas carreiras deslancharem depois de tocarem na sala escura. A lista de notáveis inclui Ary Barroso, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi e Zé Keti.

Com a popularização do rádio e a chegada dos filmes sonoros ao cinema, nos anos 30, o samba ganhou de vez as casas e a vida dos brasileiros. Os dois novos meios de comunicação ajudaram a fomentar a indústria da música no país. Com enorme popularidade, os filmes produzidos por estúdios como Cinédia e Atlântida deram visibilidade a cantores, compositores e temas de sambas e de gêneros carnavalescos, como as marchinhas. Artistas, técnicos, músicos e sambistas conseguiram se estabelecer profissionalmente com seus trabalhos artísticos. Nesta época áurea da música, o desfile das escolas de samba foi incluído no calend&a acute;rio de festas oficiais do Distrito Federal.

O cineasta, crítico e professor de cinema Sérgio Moriconi destaca o papel das comédias musicais brasileiras como primeiro espaço ocupado pelo samba no cinema. “Nesses primórdios, esse estilo ainda nem era conhecido como chanchada. Chamavam de filmes carnavalescos. Abriam espaço para as marchinhas, mas também traziam sambas, como os de Ismael Silva e Ataulpho Alves. Mário Reis era figura constante nas telas”, conta.

Após conquistar o território brasileiro, o samba ganhou o mundo e muito disso se deve à projeção de Carmen Miranda no exterior, após chegar à Broadway, em 1939, e, em seguida, a Hollywood, consagrando-se como estrela das telas. “No plano internacional, Carmen Miranda legitimou o samba como expressão da nossa cultura”, observa Moriconi.

A relação que Carmem estabeleceu entre o Brasil e os Estados Unidos foi tão forte que levou o empresário Walt Disney a criar o personagem Zé Carioca, apresentado na animação Você Já Foi a Bahia? (www.cultura.gov.br).

 

  • Eleição

Associação dos Músicos e compositores do Amapá (Amcap) vai realizar eleição para eleger sua nova diretoria executiva e Conselho Fiscal, biênio 2019-2020. A data da eleição será marcada após a publicação da convocação.

 

  • Partituras

Nesta quinta (29) o Sesc-AP vai realizar o Projeto Sesc Partituras, no auditório da escola de música Walquiria Lima (rua Eliezer Levy –Centro), às 19h. Artistas convidados: Wilian Cardoso (violão clássico), Aron Miranda (violão clássico), Vera Vigário (canto lírico), Bruno George (piano solo), Nonato Leal (violão clássico), Siney Sabóia (quarteto de trompetes), João Márcio (violoncelo) e Ney Balieiro (branda tradicional). Entrada franca.

 

  • 23 anos

Dia 15 de dezembro tem festa de aniversário de 23 anos de muito samba e pagode dos projetos Rota Samba e Pagode do Josimar. Na quadra da escola de samba Maracatu da Favela, às 17h, com os convidados: Thiaguinho Salazar, Quinzinho, Vitinho Oliveira, Sharlinho e DJ Luiz Carlos. Informações: 99196-3121 e 99181-0422.

 

  • Exposição

Artista plástico amapaense, Ralfe Braga, realizando a exposição “Quando Tu Te Contemplares”, em Brasília (DF), que teve início nesta quarta (28) e encerra dia 4 de janeiro de 2019. No Shopping Taguatinga.

 

  • Literatura

Dia 5 de dezembro tem lançamento do livro do Movimento Literário “Afrologia Tucuju – Historicidade, Religiosidade, Autoestima e Subjetividade do Negro”, dos escritores Ivaldo Sousa, Ana Cléia, Maria das Graças, Márcia Cristiane, Maria Áurea e Arilson Viana. No Sesc Centro (esquina da rua Tiradentes com av: Mendonça Júnior), às 19h. Entrada franca.

 

  • Maracatu

Escola de samba Maracatu da Favela assinou, na terça (27), o projeto independente Carnaval no Meio do Mundo. A verde e rosa é a 4ª agremiação que passa a somar com Piratas da Batucada, Unidos do Buritizal e Piratas Estilizados.

 

  • Ligajun

A Liga Junina de Macapá (Ligajun) é a mais nova instituição, criada recentemente, para trabalhar com as quadrilhas juninas de Macapá. O presidente e idealizador do projeto, Cláudio Vaz, (quadrilheiro antigo), logo estará divulgando o calendário de eventos para 2019.

 

  • Dia do samba

Para comemorar o Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro, a escola de samba Piratas da Batucada vai realizar o “Encontro dos Imortais do Piratão”.
No endereço av: José Tupinambá (antiga Nações Unidas), 1606 – Laguinho, às 1h. Atrações: Fábio Moreno e Shore. Informações: 99193-0248.