Conheça a dança do Siriá

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A mais famosa dança folclórica do município de Cametá é uma das manifestações coreográficas mais belas do Pará. Do ponto de vista musical é uma variante do batuque africano, com alterações sofridas através dos tempos, que a enriqueceram de maneira extraordinária.

Contam os estudiosos que os negros escravos iam para o trabalho na lavoura quase sem alimento algum. Só tinham descanso no final da tarde, quando podiam caçar e pescar. Como a escuridão dificultava a caça na floresta, os negros iam para as praias tentar capturar alguns peixes. A quantidade de peixe, entretanto, não era suficiente para satisfazer a fome de todos. Certa tarde, entretanto, como se fora um verdadeiro milagre, surgiram na praia centenas de siris que se deixavam pescar com a maior facilidade, saciando a fome dos escravos. Como esse fato passou a se repetir todas as tardes, os negros tiveram a idéia de criar uma dança em homenagem ao fato extraordinário. Já que chamavam “cafezá” para plantação de café, “arrozá” para plantação de arroz, “canaviá” para a plantação de cana, passaram a chamar de “síria”, para o local onde todas as tardes encontravam os siris com que preparavam seu alimento diário. Com um ritmo que representa uma variante do batuque africano, a “dança do siriá” começa com um andamento lento. Aos poucos, à medida que os versos vão se desenvolvendo, a velocidade cresce, atingindo ao final um ritmo quase frenético. A “dança do siriá” apresenta uma rica coreografia que obedece às indicações dos versos cantados sendo que, no refrão, os pares fazem volteios com o corpo curvado para os dois lados.

Tal como a “dança do carimbó”, os instrumentos típicos utilizados são dois tambores de dimensões diferentes: para os sons mais agudos (tambor mais estreito e menor) e para os sons graves (tambor mais grosso e maior). Os passos são animados ainda por ganzá, reco-reco, banjo, flauta, pauzinhos, maracá e o canto puxado por dois cantadores.

Também chamada pelos estudiosos como “a dança do amor idílico”, a “dança do siriá” apresenta os dançarinos com trajes enfeitados, bastante coloridos. As mulheres usam belas blusas de renda branca, saias bem rodadas e amplas, pulseiras e colares de contas e sementes, além de enfeites floridos na cabeça. Já os homens, também descalços como as mulheres, vestem calças escuras e camisas coloridas com as pontas das fraldas amarradas na frente. Eles usam ainda um pequeno chapéu de palha enfeitado com flores que as damas retiram, em certos momentos, para demonstrar alegria, fazendo volteios. (www.cdpara.pa.gov.br).

 

  • Macapá Verão

Inscrição para artistas continuam abertas até dia 8 de junho (www.macapa.ap.gov.br).

 

  • Esclarecimentos

Ontem (1) a Fundação de Cultura de Macapá (Fumcult) reuniu com artistas para tirar possíveis dúvidas sobre o Edital do Macapá Verão 2018. Boa iniciativa

 

  • Corrida

Dia 17 de junho vai acontecer a 1ª Corrida do Santuário do Perpétuo Socorro, com largada, às 6h, do Santuário (bairro Perpétuo Socorro).
As inscrições estão acontecendo no Santuário P.S. Serão 5KM.

 

  • Rock Pirangueiro

A 3ª edição do Esquenta Of Rock Pirangueiro está agendada para acontecer dia 8 de junho, no Calçadão Lacerda (rua são José esquina com a av: Antônio Siqueira) – Laguinho.
Com Marcos Fernandes e Banda Brega In Rol, Suelen Braga, Ozy e Brenda Zeni. Informações: 98137-3130.

 

  • Forrozão

Dia 9 de junho a Associação Cultural Raízes do Bolão vai realizar o I Forrozão da Capela Santo Expedito, na maloca da Tia Chiquinha – Curiaú, a partir das 19h.

 

  • Namorados

Dia 8 de junho o palco do Norte das Águas vai receber Amadeu Cavalcante e Nani Rodrigues (marido e mulher), no show “Amor e Música”.
No Complexo Marlindo Serrano (Araxá), às 22h. Informações: 99111-0201 e 99126-6262.

 

  • “Pedra de Mistério”

Título da única parceria de Osmar Júnior e Enrico Di Miceli, gravada por vários artistas, e agora com novo arranjo na voz do consagrado cantor paraense Lúcio Mouzinho.

 

  • “Forasteiro”

Título do disco (CD) do cantor e compositor amapaense Ozy Rodrigues, gravado lançado em Macapá.


Conheça a viola caipira

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Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos símbolos da música popular brasileira.

Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa. As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazidas por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas. Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira.

Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.
A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor. Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural. É comum a utilização da afinação Paraguaçu pelos repentistas nordestinos, apesar de também ser encontrada na região do Vale do Paraíba.

A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada.

 

  • É hoje

Show “Brasileira” da cantora paraense Lucinha Bastos, no Norte das Águas, na sexta (1), às 22h. Artistas convidados: Nonato Leal, Patrícia Bastos, Alan Gomes e Brenda Melo. No Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 99193-8466.

 

  • Convite

Recebi do amigo produtor cultural, Venilton Santos, o convite do Troféu Imprensa 2018 (Prêmio Tucuju de Ouro), que vai acontecer sexta (1), no Sebrae.
Do qual estamos concorrendo com o programa “O Canto da Amazônia” (Diário FM 90,9), na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
Votação encerra nesta quinta (31). Acesse e vote: www.tucujudeouro.com.br.

 

  • Agenda

A banda Quinteto.com vai realizar mais uma Sexta Cultural neste final de semana (1), na casa de show “Samba Café”, às 22h, com Naldo Maranhão e Helder Brandão.
Na esquina da av: 1º de Maio com a rua Hamilton Silva – Trem. Informações: 99174-7851 e 98136-3999.

 

  • Rock Pirangueiro

A 3ª edição do Esquenta Of Rock Pirangueiro está agendada para acontecer dia 8 de junho, no Calçadão Lacerda (rua são José esquina com a av: Antônio Siqueira) – Laguinho. Com Marcos Fernandes e Banda Brega In Rol, Suelen Braga, Ozy e Brenda Zeni. Informações: 98137-3130.

 

  • Forrozão

Dia 9 de junho a Associação Cultural Raízes do Bolão vai realizar o I Forrozão da Capela Santo Expedito, na maloca da Tia Chiquinha – Curiaú, a partir das 19h.

 

  • Agenda

Show “Histórias & Canções”, com Osmar Júnior e Zé Miguel, dia 1º de junho, no bar Vitruviano. Av: Machado de Assis, entre as ruas Hamilton Silva e Leopoldo Machado – Centro, às 22h. Informações: 99164-7052.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 31 de maio. Acesse: www.tucujudeouro.com.br e vote.


A importância do livro

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A grande importância do livro, desde os antigos papiros, tábuas de argilas e outros suportes se estende até os dias de hoje, quando novas mídias digitais colocam ao alcance de qualquer pessoa com acesso a dispositivos eletrônicos (smartphones, tablets, PCs) bibliotecas imensas.

Vivenciamos hoje uma verdadeira avalanche de publicações, tanto impressas como digitais, o que requer dos leitores, bibliotecários, professores e demais leitores critérios para selecionar e filtrar o que realmente vale a pena ser lido e até ser arquivado. Por incrível que pareça, apesar dos avanços tecnológicos, da expansão das editoras e bibliotecas (estas fazem poucas aquisições), muita gente está excluída desse universo das letras.

Geralmente trabalham nas bibliotecas escolares aqueles professores com problemas de saúde, prestes a se aposentar e raramente esses ambientes conseguem atender à demanda e contribuir de forma eficaz na formação de leitores. E essa falha se mostra contundente, como por exemplo nos exames do Enem e nos concursos de redações! Já em muitas casas, mesmo de classes mais privilegiadas, se prioriza os espaços de jogos e lazer, com equipamentos eletrônicos sofisticados, mas bem poucos possuem livros ou têm o hábito de comprá-los ou frequentar bibliotecas.

Quando no mundo inteiro se faz esta reflexão sobre a importância do livro, nós brasileiros deveremos também questionar as políticas públicas para o livro e a leitura, que ao menor sinal de crise são imediatamente penalizadas. Os municípios brasileiros dão pouca ou nenhuma atenção ao livro. As informações que temos é de que em todo o Brasil as bibliotecas públicas, que deveriam ser o centro irradiador de cultura e conhecimento, estão sempre relegadas, sem aquisição de novos livros e publicações informativas, sem equipamentos modernos de informática e internet, mobiliários e espaços de convivência adequados para que se adaptem ao imenso fluxo de cultura e arte que existe por todas as cidades brasileiras.

O livro, seja impresso ou digital, é possivelmente a invenção mais genial do homem. Fico com o grande escritor argentino Jorge Luis Borges: “O livro é a grande memória dos séculos. Se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem”. E, como Borges, sempre digo: tenho mais orgulho dos livros que li dos que dos livros que escrevi! (Texto: Paulo Tarso Barros – escritor, professor e editor. Autor, dentre outros livros, de “Poemas de Aço”, “O Benzedor de Espingardas”, História de um Sino” e “Os Silêncios da Eternidade”). (www.opiniaoepalavras.com).

 

  • Destaque

Cantora tucuju Oneide Bastos (rainha da música da Amazônia), com cerca de 40 anos de história, já na fazer de conclusão de seu novo disco, ainda sem título anunciado.
Merece o destaque e o registro da coluna. Parabéns.

 

  • Nada

Até o momento nenhuma informação sobre a realização da Expofeira 2018, em setembro, já há dois anos sem acontecer.
Grande oportunidade para concretizar negócios e apresentações de artistas locais. Lamentável.

 

  • Nova geração

Cantor e compositor da nova geração amapaense, João Amorim, segue produzindo e agradando o público que assiste seu show.
Belas canções e repertório refinado. Parabéns.

 

  • “Brasileira”

Nome do show que a cantora paraense Lucinha Bastos, vai realizar dia 1º de junho, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 22h. Participações especiais: Nonato Leal, Patrícia Bastos, Brenda Melo e Alan Gomes. Imperdível.

 

  • Agenda

Show “Histórias & Canções”, com Osmar Júnior e Zé Miguel, dia 1º de junho, no bar Vitruviano.
Av: Machado de Assis, entre as ruas Hamilton Silva e Leopoldo Machado – Centro, às 22h. Informações: 99164-7052.

 

  • Inscrições

Continuam abertas as inscrições para os artistas locais interessados em participar do Macapá Verão 2018.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 31 de maio. Acesse: www.tucujudeouro.com.br e vote.


O Curiaú está dentro de mim e do meu negro olhar

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Conhecido com o endereço e a inspiração dos poetas e compositores tucujus. Curiaú ou cri-a-ú, uma criação de bois.Distante a 8 km da capital Macapá, é formada por dois pequenos núcleos populacionais “Curiaú de Dentro e Curiaú de Fora”. Constitui-se em uma das raras comunidades negras existentes no País. O Curiaú é também uma área de preservação ambiental (APA), que tem como objetivo a proteção e conservação dos recursos naturais e ambientais da região. Embora muitos espaços de sua área já tenha sido invadidos pelos homens da cidade. Mesmo assim os moradores da APA do Rio Curiaú lutam para preservar além da beleza natural da região, que ali habita, da memória dos antigos escravos trazidos no séc. XVIII para a construção da Fortaleza de São José. Foram eles os formadores dos pequenos núcleos familiares que originaram a Vila do Curiaú (antigo quilombo) e as demais comunidades existentes na área.

Residem atualmente na Área de Proteção Ambiental no Rio Curiaú, cerca de 1.500 pessoas divididas em quatro comunidades – Curiaú de Dentro, Curiaú de Fora, Casa Grande e Curralinho. Para essas pessoas a preservação da beleza local é uma questão de sobrevivência: é preciso manter os peixes, as garças e a graça do lugar.

O negro está presente na história do Amapá desde o começo da ocupação em meados do século XVIII. Os primeiros chegaram à região em 1751, trazidos como escravos por famílias do Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Maranhão, que vinham povoar Macapá. Em seguida começaram a ser importados da Guiné Portuguesa, principalmente para a cultura do arroz. O maior contingente veio a partir de 1965 para a construção da Fortaleza São José de Macapá. Em abril desse mesmo ano, o governo do Grão-Pará mantinha 177 negros escravos trabalhando no forte. Alguns morreram de doenças como o sarampo e a malária e por acidente do trabalho. Outros conseguiram fugir aventurando-se pelo Lado do Curiaú.

Nessa região o português Manoel Antônio Miranda, mantinha propriedade, na chamada Lagoa de Fora e não se importou de acolher os escravos. Também os franceses que procuravam fixar-se na margem direita do Rio Araguari estimularam a formação de quilombos. Em 1862, quando a população de Macapá era de 2.780 habitantes, os negros escravos somavam 722, cerca de 25%. A comunidade negra sempre contribuiu para a formação cultural, econômica, social e política do Amapá. O Curiaú é um exemplo dessa contribuição.

Agora falando da poesia do lugar, lá no chamado “quilombo”, moram pessoas maravilhosas, e as que visitam o lugar se encantam com tanta beleza, capaz de dizer que ali é um paraíso, e é mesmo. Nossos letristas-compositores chegam a dizer que o velho Curiaú serve de fonte inspiradora para suas obras musicais e literárias. Como o cantor e compositor amapaense, Val Milhomem, que destacou em uma de suas canções, “Pras Minhas Paixões”, que “O Curiaú não é no sul, está dentro de mim, do meu negro olhar e da minha solidão”. Emoção profunda pelo orgulho de assumir sua identidade e reconhecer a importância daquele lugar diante do mundo e dizer que esse canto do Brasil é no Amapá e não do lado de lá.

 

  • Palco Giratório

De 28 a 30 de maio, no Sesc Araxá, mais edição do Projeto Palco Giratório, com a oficina “O Ator Criador de Cena” e com o espetáculo teatral “Mulheres de Aluá”, da Cia. O Imaginário de Rondônia “(RO).
Das 18h às 22h.

 

  • “Brasileira”

Nome do show que a cantora paraense Lucinha Bastos, vai realizar dia 1º de junho, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 22h.
Participações especiais: Nonato Leal, Patrícia Bastos e Brenda Melo. Imperdível.

 

  • Agenda

Show “Histórias & Canções”, com Osmar Júnior e Zé Miguel, dia 1º de junho, no bar Vitruviano. Av: Machado de Assis, entre as ruas Hamilton Silva e Leopoldo Machado – Centro, às 22h. Informações: 99164-7052.

 

  • Inscrições

Continuam abertas as inscrições para os artistas locais interessados em participar do Macapá Verão 2018.

 

  • Premiados

Dois projetos do Amapá aprovados no Rumos Itaú Cultural 2017-2018 –
“Memórias da Terra: Patrimônio Arqueológico e Memória da comunidade de Vila Velha do Cassiporé no Amapá”. (Jelly Juliane Souza de Lima).
Residência e Festival Corpus Urbis – 4ª edição – Oiapoque (Cristiana Nogueira Menezes Gomes). (www.cultura.gov.br).

 

  • Exposição

Continua até 15 de junho a exposição “Macapá 260 anos (Reminiscência)”, do consagrado artista plástico e designer Ralfe Braga.
No restaurante Sagrada Família, na av: Presidente Vargas entre as ruas Gal. Rondon e Tiradentes – Centro.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 31 de maio. Acesse: www.tucujudeouro.com.br e vote.


A influência da cultura na formação do cidadão

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Mais do que uma característica essencial de uma sociedade, a cultura pode ser considerada como o elemento principal que difere uma nação de outra. Os costumes, a música, a arte e, principalmente, o modo de pensar e agir, fazem parte da cultura de um povo e devem ser preservados para que nunca se perca a singularidade do coletivo em questão. A palavra cultura deriva do latim, colere, que tem como significado literal “cultivar”. Partindo desse princípio, percebemos que se trata de uma herança acumulada ao longo dos anos, e que deve ser preservada.

Cada pessoa pertencente a uma determinada nação agrega valores culturais, os quais a levarão a fazer ou expressar-se de forma específica. Esse mecanismo de adaptação é um dos principais elementos da cultura, e torna-se ainda mais importante quando se alia ao fator cumulativo. As modificações que se desenvolveram e que foram trazidas por uma geração passam para a geração seguinte, e se implementam ao melhorar aspectos para futuras gerações.

Durante muito tempo, o termo cultura foi estudado e acabou sendo dividido em algumas categorias: Cultura segundo a Filosofia: trata-se de um conjunto de manifestações humanas, de interpretação pessoal, e que condizem com a realidade. Cultura segundo a Antropologia: o termo deve ser compreendido como uma soma dos padrões aprendidos, e que foram desenvolvidos pelo ser humano. Cultura Popular: associa-se a algo criado por um determinado grupo de pessoas que possuem participação ativa nessa criação. Música, arte e literatura são exemplos que podem ser utilizados.

Por ser um agente forte de identificação pessoal e social, a cultura de um povo se caracteriza como um modelo comportamental, integrando segmentos sociais e gerações à medida que o indivíduo se realiza como pessoa e expande suas potencialidades. Entretanto, é necessário lembrar que essa percepção individual tem grande influência por parte do grupo. As escolhas selecionadas ou valorizadas pelo grupo tendem a ser selecionadas na percepção pessoal.

Além disso, a cultura possui quatro processos que têm participação ativa na influência do indivíduo:

O Agente Cultural: Seja qual for a forma de expressão artística que ele promove, trata-se de alguém que se sente valorizado pelo que é capaz de fazer e, mesmo na velhice, é muitas vezes procurado para transmitir seus conhecimentos aos mais jovens. O Propagador Cultural: É aquele que não cria, mas que valoriza e ajuda a difundir determinados tipos de arte. Muitas vezes, dedica sua vida a esse propósito. Dentro desse grupo, estão incluídos os indivíduos que compram e comercializam produtos culturais. O Espectador Cultural: Grupo formado por pessoas que não criam e nem difundem a arte, mas que são apreciadores do gênero e que se identificam com outros de pensamento semelhante. Um exemplo do gênero e que pode ser citado é a formação dos fã-clubes, que interagem entre si promovendo o ídolo de diversa s maneiras. O Alienado Cultural: Trata-se de alguém ou determinado grupo que denuncia as formas de expressão cultural. Presente muitas vezes em regimes ditatoriais evidencia a exclusão social e oprime movimentos artísticos menos poderosos mas, nem por isso, com menos influência na sociedade. (www.institutofilantropia.org.br).

 

  • “Festa do Tambor”

Nome do aniversário do Laguinho, em comemoração aos 73 anos de história do bairro. Neste sábado, 26, às 16h, caminhada pelos campos do Laguinho com cerca de 500 estudantes, e domingo (27), a partir das 9h, no Banco da Amizade ao lado do colégio Azevedo Costa (Gal. Rondon). Artistas de diversos segmentos irão se apresentar.

 

  • Livro

O paraense escritor e jornalista Ruy Godinho, está em Macapá colhendo informações e entrevistando artistas do segmento musical, para abastecer seu projeto. Godinho está escrevendo um livro sobre o processo de criação dos compositores tucujus. “Então, Foi Assim?” é o nome do livro e de seu programa de rádio, em Brasília. Previsão de lançamento da obra é em 4 de fevereiro, data do aniversário da cidade de Macapá. A iniciativa foi do prefeito Clécio Luis.

 

  • “Orgulho Meu”

Título de um samba do cantor e compositor, Carlos Pirú, em homenagem ao seu bairro querido, o Laguinho. “Orgulho meu que eu canto agora, onde nasci, me criei, laguinho tem muita história”.

 

  • “Brasileira”

Nome do show que a cantora paraense Lucinha Bastos, vai realizar dia 1º de junho, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 22h. Participações especiais: Nonato Leal, Patrícia Bastos e Brenda Melo. Imperdível.

 

  • Exposição

Continua até 15 de junho a exposição “Macapá 260 anos (Reminiscência)”, do consagrado artista plástico e designer Ralfe Braga.
No restaurante Sagrada Família, na av: Presidente Vargas entre as ruas Gal. Rondon e Tiradentes – Centro.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 30 de maio. Acesse www.tucujudeouro.com.br e vote.

 

  • “Norte das Águas”

Nome da nova casa de show em Macapá, às margens do rio Amazonas, no Complexo Marlindo Serrano – Araxá.
A boa música popular do Brasil, principalmente a amazônica, são destaques no palco denominado de Nonato Leal.


Leila Pinheiro: uma artista amazônica que canta o Brasil

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Ela é uma cantora que canta o Brasil. Nasceu em Belém (PA) e começou seus estudos de piano em 1970, no Instituto de Iniciação Musical, em sua cidade natal, prosseguindo-os, a partir de 1974, com o músico paraense Guilherme Coutinho. Estreou como cantora em 1970, no show Sinal de partida, no Teatro da Paz, de Belém.

Em 1981 mudou-se para o Rio de Janeiro RJ e gravou de forma independente seu primeiro disco, “Leila Pinheiro”, lançado em 1983. Dois anos depois, defendeu a canção “Verde” (Eduardo Gudin e José Carlos Costa Neto) no Festival dos Festivais da TV Globo, garantindo o terceiro lugar e o prêmio de cantora revelação.

Em 1986 foi contratada pela Polygram e gravou o disco “Olho Nú”, com participação do guitarrista norte-americano Pat Metheny. Representou o Brasil no Festival Mundial Yamaha, no Japão, sendo premiada como melhor intérprete. Em 1987 recebeu da Associação Brasileira de Produtores de Disco o Troféu Villa-Lobos, como revelação feminina do ano. Lançou seu terceiro disco em 1988, “Alma”, pela Polygram.

Em 1989 foi convidada por Roberto Menescal para ser a intérprete de um disco em comemoração aos 30 anos da bossa nova, para o mercado japonês. Com produção e arranjos do próprio Menescal, o disco, “Bênção, Bossa Nova”, tornou-se grande sucesso tanto no Japão como no Brasil.

Em 1991 participou do I Rio Show Festival, com Roberto Menescal e banda. Lançou o disco “Outras Caras”, também com produção de Menescal. Gravou em 1993 0 CD Coisas do Brasil, produzido e arranjado por César Camargo Mariano, e excursionou pela Europa. Em 1994 transferiu-se para a EMI, pela qual gravou Isso é bossa nova. Em 1996 gravou e produziu “Catavento e Girassol”, trabalho dedicado à obra de Guinga e Aldir Blanc. Em 1997 participou do show em homenagem a Vinicius de Moraes, no Metropolitan (RJ) e fez turnê pelos E.U.A, com Ivan Lins.

Depois de 30 anos de carreira, Leila Pinheiro gravou o CD “Raiz”, em homenagem ao seu estado do Pará.

 

  • É hoje

Projeto Sexta Cultural com o Quinteto.com, na casa de show Samba Café, a partir das 22h.
Artistas convidados: Osmar Júnior e Naldo Maranhão. Na esquina da av: 1º de Maio com a rua Hamilton Silva – Trem. Informações: 98136-3999.

 

  • Agenda

Nesta sexta (25), tem show “Duas Marias e Uma Rosa”, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 22h.
Cantoras: Maria Ely, Maria Nel Purez e Dulce Rosa.

 

  • “Brasileira”

Nome do show que a cantora paraense Lucinha Bastos, vai realizar dia 1º de junho, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 22h.
Participações especiais: Nonato Leal, Patrícia Bastos e Brenda Melo. Imperdível.

 

  • Exposição

Continua até 15 de junho a exposição “Macapá 260 anos (Reminiscência)”, do consagrado artista plástico e designer Ralfe Braga.
No restaurante Sagrada Família, na av: Presidente Vargas entre as ruas Gal. Rondon e Tiradentes – Centro.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 30 de maio. Acesse www.tucujudeouro.com.br e vote.

 

  • Festa do Tambor

Aniversário do bairro da cultura popular, Laguinho, em Macapá, dias 26 e 27 de maio, a partir das 16h (dia 26 com caminhada pelo bairro) e a partir das 9h (no Banco da Amizade – Laguinho).

 

  • No ar

Nesta sexta (25), o programa “O Canto da Amazônia” será apresentado do Centro Cultural Tia Biló, no Laguinho, rua Eliezer Levy, entre as avs: José Tupinambá e Mãe Luzia, das 16h às 19h.
Programação de aniversário dos 73 anos do bairro do Laguinho. Sintonize.


Joinville é a capital nacional da dança

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Agora é oficial e a cidade catarinense de Joinville é a Capital Nacional da Dança. O título, sancionado pelo presidente da República, Michel Temer, e pelo ministro da Cultura, Marcelo Calero, só confirma a vocação da região que promove, há mais de 30 anos, o Festival de Dança considerado pelo Guiness Book como o maior no mundo em número de participantes – em torno de 4,5 mil bailarinos. A cidade ainda abriga a única Escola do Balé Bolshoi fora da Rússia.

A entrega simbólica do título ocorreu na noite de abertura do 34ª Festival de Dança de Joinville, na quarta-feira (20), e o título foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta (21). Há mais de 30 anos, Joinville promove o evento e, em paralelo, acontecem também a Mostra de Dança Contemporânea, o Festival Meia Ponta – voltado para crianças –, a Feira da Sapatilha, o Encontro das Ruas, a Rua da Dança, além do Palcos Abertos e da Passarela da Dança.

Para o presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville, Ely Diniz da Silva Pinto, o título concedido oficialmente à cidade já tem o reconhecimento dos participantes. “A diferença é que agora é oficial, é lei. Culturalmente é inquestionável, pois sediamos um festival considerado o maior do mundo em número de participantes e abrigamos a única escola do Balé Boshoi fora da Rússia”, salientou. O ministro da Cultura, Marcelo Calero, reforçou que a dança conferiu um outro status à cidade: “O título de capital da dança concedido a Joinville reflete a riqueza da produção artística brasileira e a importância econômica da atividade cultural”.

A edição deste ano do Festival reúne mais de 400 grupos de escolas de dança do país. Segundo ele, a maioria dos estados está representada. “Joinville é um “brasileirão da dança”, diz, ao acrescentar que a média de público nos espetáculos é de 4,2 mil pessoas, entre turistas e a comunidade local, apenas no palco principal. Mas mais 230 mil pessoas circulam pelos palcos espalhados pela cidade. A realização do evento só é possível porque o Festival está na lista dos beneficiados com incentivo fiscal da Lei Rouanet. “O mecanismo é de extrema importância para a produção cultural no país e por isso é muito importante entender que o que se faz em cultura não seria possível sem essa fonte de financiamento. (www.cultura.gov.br).

 

  • Audiovisual

O Núcleo de Produção Digital Equinócio está realizando a oficina “Cadeia Produtiva do Audiovisual, até sexta (25), no Sesc Araxá (Orla Santa Inês), das 18h às 22h, e sábado (26), das 14h às 18h. Dia 27 (domingo), na Universidade Estadual – UEAP (av: Presidente Vargas – Centro), das 14h às 18h. O oficineiro é o renomado produtor cultural paraense Afonso Gallindo.

 

  • Agenda

Nesta quinta (24) e sexta (25) tem o show “O Gênio dos Musicais”, um tributo a Howard Ashman.No Teatro das Bacabeiras (rua Cândido Mendes – Centro), às 20h. Boa pedida.

 

  • “Pedra de Mistério”

Título da única parceria de Osmar Júnior e Enrico Di Miceli, gravada por vários artistas, e agora com novo arranjo na voz do consagrado cantor paraense Lúcio Mouzinho.

 

  • “Forasteiro”

Título do disco (CD) do cantor e compositor amapaense Ozy Rodrigues, gravado lançado em Macapá. Entre muitos parceiros especiais nesse projeto, destacamos o cantor e compositor, Zé Miguel, que gravou com ele a canção “Sempre”, composta pelos dois.

 

  • Mérito Cultural

Segunda (21), o Ministério da Cultura começou a receber as indicações para a edição de 2018 da Ordem do Mérito Cultural, principal condecoração pública da área da cultura.Interessados poderão enviar sugestões até 18 de junho e qualquer pessoa pode indicar grupos artísticos, pessoas físicas, iniciativas culturais ou instituições que apresentem relevantes contribuições à cultura brasileira. (www.cultura.gov.br).

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 30 de maio. Acesse www.tucujudeouro.com.br e vote.

 

  • Festa do Tambor

Aniversário do bairro da cultura popular, Laguinho, em Macapá, dias 26 e 27 de maio, a partir das 16h (dia 26 com caminhada pelo bairro) e a partir das 9h (no Banco da Amizade – Laguinho).


Oficina Cadeia Produtiva do audiovisual

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Dando continuidade ao Plano de Formação do Núcleo de Produção Digital Equinócio (NPD), no período de 24 a 27 de maio de 2018, no Sesc Araxá (entrada pela rua Jovino Dinoá –Beirol) será realizada gratuitamente em Macapá a oficina “Cadeia Produtiva do Audiovisual”. O evento será ministrado pelo Produtor Cultural e Jornalista Afonso Gallindo (PA) e traz a proposta de capacitar profissionais do segmento audiovisual quanto ao formato adequado e às estratégias que devem ser seguidas para que as produções locais cheguem até os canis de distribuição e exibição.

A realização da oficina será divida nos seguintes dias e horários: de 23 a 25, no horário das 18h às 22h; no dia 26, das 14h às 18h, na unidade Sesc Araxá; e no dia 27, das 14h às 18h, na Universidade Estadual do Amapá –UEAP (av: Presidente Vargas – Centro). Com vagas limitadas, as inscrições já estão abertas e são realizadas exclusivamente de forma presencial na sala de cultura da unidade Sesc Araxá para o público a partir de 15 anos.

A oficina “Cadeia Produtiva do Audiovisual” surge da união e articulação entre a Secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Secretaria estadual de Cultura (Secult), Sistema Fecomércio por meio do Sesc Amapá, Sebrae e Secretarias estaduais de Educação (Seed) e Comunicação (Secom).

O ministrante convidado é o professor Afonso Gallindo, técnico de comunicação com habilitação em publicidade pela Escola Técnica de Comunicação (RJ), e graduado em jornalismo pela Faculdade Ipiranga. Trabalhou como assistente de produção, produtor e coordenador de produção em diversas películas, inclusive co-produções internacionais independentes.

Atuante na militância audiovisual participou de entidades estaduais, regionais e nacionais. Compôs a equipe do extinto Instituto de Artes do Pará (IAP), sendo coordenador de audiovisual e gerenciando também o Núcleo de Produção Digital do Pará (NPD Pará). No início deste ano, rodou sua primeira ficção como diretor, sendo o roteiro e argumento também de sua autoria. O filme se encontra em processo de montagem e deverá ser lançado até o segundo semestre deste ano. (Assessoria de Comunicação Sesc-AP).

 

  • Namorados

Dia 8 de junho tem o show “Amor e Música”, com Amadeu Cavalcante e Nani Rodrigues, em homenagem ao dia dos namorados.
No Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 22h). Informações: 99111-0201 e 99126-6262.

 

  • Arraiá

A Liga Junina de Macapá (LIGAJUM) vai realizar seu 1º festival de quadrilhas juninas, de 19 a 22 de junho, denominado de “Arraiá da Capitá”.
Na sede do Trem Desportivo Clube, na av: Feliciano Coelho – Trem. 20h.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 30 de maio. Acesse www.tucujudeouro.com.br e vote.

 

  • Valorizando

Artista plástico Augusto Leite está retratando (pintando) personalidades da cultura negra do Amapá.
As “Marabaixeiras”, como ele denomina seu projeto, estão gostando do trabalho do artista, que também é médico. Parabéns.

 

  • Agenda

Sexta (25) o palco do Norte das Águas vai receber o show “Duas Marias e Uma Rosa”. Cantoras Maria Ely, Maria Nel Pureza e Dulce Rosa.
Complexo Marlindo Serrano (Araxá), a partir das 22h.

 

  • Exposição

Continua até 15 de junho, a exposição “Macapá 260 Anos (Reminiscência), do artista plástico e designer amapaense, Ralfe Braga, no restaurante Sagrada Família.
Na av: Presidente Vargas, entre as ruas Tiradentes e Gal. Rondon – Centro.

 

  • Macapá Verão

Prefeitura de Macapá está com inscrições abertas, até 8 de junho, para artistas locais que queiram participar do Macapá Verão 2018.
Credenciamento de artistas, grupos, companhias, trupes, bandas, coletivos, etc. o edital está disponível no site www.macapa.ap.gov.br.


O que é música instrumental?

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A expressão música instrumental distingue toda música produzida exclusivamente por instrumentos musicais. Porém, ao contrário do que parece, a música instrumental não é necessariamente desprovida da voz e do canto. Em alguns casos, como “Taiane”, do brasileiro Hermeto Pascoal, ou “The Great Gig in the Sky”, da banda inglesa de rock progressivo Pink Floyd, a voz é usada como instrumento musical.

Até o início do século XVI, os instrumentos musicais eram usados apenas para acompanhar os cantos ou marcar ocompasso das músicas. A partir disso, as composições instrumentais foram ficando cada vez mais frequentes até que, durante o período barroco, a música instrumental passou a ter importância igual à vocal. Foi durante o período clássico (da música), porém, compreendido entre os anos de 1750 e 1810, que a música instrumental passou a ter importância maior do que a vocal, devido ao aperfeiçoamento dos instrumentos e ao surgimento das orquestras.

Como não podia deixar de ser, a música popular brasileira moldou-se a partir de todas estas fontes, bem como das influências vindas da música africana, trazida por negros de vários lugares, e também da música indígena de diversas regiões.

Historiadores da música afirmam que a modinha (da Europa) e o lundu (da África) são as grandes influências da música popular brasileira e, juntamente com o schottish, a < /span>valsa, o tango e a polca, são grandes influências também para o choro, que é essencialmente instrumental, e considerado primeiro gênero popular urbano do Brasil. Os principais instrumentos utilizados no choro são o violão de 7 cordas, violão, bandolim, flauta, cavaquinho e pandeiro, embora diversos outros instrumentos tenham sido utilizados.

 

  • É hoje

Show “Verso Livre” do cantor e compositor João Amorim, nesta sexta (18), no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 22h.
Informações: 98139-4322 e 99161-5842.

 

  • Agenda

Hoje tem o projeto Sexta Cultural, na casa de show Samba Café (esquina da rua Jovino Dinoá com a av: 1º de maio – Trem). A partir das 22h.
Banda Quinteto Ponto Com e Osmar Júnior. Informações: 99147-7851
e 98136-3999.

 

  • Namorados

Dia 8 de maio tem o show “Amor e Música”, com Amadeu Cavalcante e Nani Rodrigues, em homenagem ao dia dos namorados.
No Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 22h). Informações: 99111-0201 e 99126-6262.

 

  • Arraiá

A Liga Junina de Macapá (LIGAJUM) vai realizar seu 1º festival de quadrilhas juninas, de 19 a 22 de junho, denominado de “Arraiá da Capitá”.
Na sede do Trem Desportivo Clube, na av: Feliciano Coelho – Trem. 20h.

 

  • Forrobodó

Quadrilha junina Simpatia da Juventude vai realizar a 18ª edição do maior pré festival de quadrilhas juninas, denominado de “Forrozão da Simpa”.
Dia 19 de maio (sábado). Informações: 98119-4589.

 

  • Tambor

Dias 26 e 27 de maio tem a Festa do Tambor, que é o aniversário do bairro do Laguinho, a partir das 16h (26) e 9h (27), no Banco da Amizade, ao lado do colégio Azevedo Costa.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 30 de maio. Acesse www.tucujudeouro.com.br e vote.


Mestre Vieira: o criador da “Guitarrada”

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A Guitarrada é um gênero musical paraense instrumental surgido da fusão do choro com carimbó, cúmbia e jovem guarda, entre outros. É também chamado de lambada instrumental. O seu criador é o Mestre Vieira. Neste estilo a guitarra elétrica é solista. Os principais representantes da atualidade são os grupos: Mestres da Guitarrada, Cravo Carbono e La pupuña.

Joaquim de Lima Vieira, o Mestre Vieira, nasceu em 29/10 de 1934, é um músico brasileiro, tem 20 discos solo gravados. A música “Lambada Jamaicana” (lançada em 82, vinil “Melô da Cabra”) é seu maior sucesso. Desde 2003 integra também o grupo Mestres da Guitarrada, tendo 2 cds lançados: Mestres da Guitarrada (2004, selo Funtelpa) e Música Magneta (2008, Selo Candeeiro Records). Em 2008 recebeu do Ministério da Cultura a medalha de Ordem ao Mérito Cultural pelo seu relevante serviço prestado à cultura brasileira.

É um gênero musical único no mundo. Criado por Mestre Vieira, natural de Barcarena, o ritmo musical surgiu em Belém (PA), a guitarra faz sempre o solo em ritmos como cúmbia, carimbó e merengue. A guitarrada tem como marco o lançamento do disco “Lambadas das Quebradas” (1978). A inovação do disco foi apresentar temas instrumentais para guitarra, sempre valorizando os ritmos amazônicos e caribenhos. Mestre Vieira, tem seu trabalho fortemente influenciado pelo choro e revelou-se virtuose ainda criança. Depois de ter tocado bandolim, banjo, cavaquinho, violão e instrumentos de sopro, ele só teve contato com a guitarra elétrica na década de 70.

Mestre Curica, também está ligado à tradição musical paraense. Ao lado de Verequete e Pinduca, é um dos importantes artistas que tocam carimbó. Ele foi o principal arranjador dos discos de Verequete e participou do primeiro registro de carimbó em disco, no ano de 1971. Curica também fabrica seus instrumentos e é considerado um dos responsáveis pela popular utilização do banjo nos arranjos de carimbó.

Aldo Sena, conta que se apaixonou pela guitarrada quando ouviu o disco “Lambadas das Quebradas”, de Mestre Vieira. No mesmo ano, Aldo Sena já estava apresentando ao público o seu trabalho autoral, feito com a banda “O Popular de Igarapé Mirim”.

 

  • De olho

Em ano de eleição é típico dos candidatos dizerem que contribuíram bastante com os segmentos artísticos e culturais, durante seus mandatos.
Estamos de olho.

 

  • Museus

De 17 a 20 de maio tem programação especial no Museu Sacaca como parte da Semana dos Museus. Praça Digital gratuita, roda de conversas, grupos culturais, visitas mediadas, contação de estória e oficinas diversas, são algumas atividades. Prestigie.

 

  • Agenda

O Projeto Sexta Cultural, do dia 18 de maio, vai apresentar o poetinha Osmar Júnior, como convidado especial do “Quinteto.com”.
Na casa de shows Samba Café, a partir das 10 da noite. Informações: 99147-7851. Na esquina da rua Odilardo Silva com a av: 1º de maio – Trem.

 

  • Arraiá

A Liga Junina de Macapá (LIGAJUM) vai realizar seu 1º festival de quadrilhas juninas, de 19 a 22 de junho, denominado de “Arraiá da Capitá”.
Na sede do Trem Desportivo Clube, na av: Feliciano Coelho – Trem. 20h.

 

  • Forrobodó

Quadrilha junina Simpatia da Juventude vai realizar a 18ª edição do maior pré festival de quadrilhas juninas, denominado de “Forrozão da Simpa”.
Dia 19 de maio (sábado). Informações: 98119-4589.

 

  • Tambor

Dias 26 e 27 de maio tem a Festa do Tambor, que é o aniversário do bairro do Laguinho, a partir das 16h (26) e 9h (27), no Banco da Amizade, ao lado do colégio Azevedo Costa.

 

  • Música

Cantor e compositor amapaense da nova geração, João Amorim, faz show na sexta, 18, no Norte das Águas, a partir das 22h. No Complexo Marlindo Serrano – Araxá.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai at´pe 30 de maio. Acesse www.tucujudeouro.com.br e vote.