Piratuba, a Cantoria no Lago

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Criada em 1980, a reserva biológica do Lago Piratuba, entre o mar e o mangue, está localizada no município de Cutias do Araguari. Uma área de 395 mil hectares de vida, mas tudo isso pode acabar se suas “maravidas”, doadas pela natureza, continuarem recebendo a ignorância humana. É isso, que o poeta Osmar Júnior chama a atenção em seu projeto musical. Vida.

Esse projeto, que canta a vida, é resultado de anos de estudos, idealizado pelo autor, que resultou em um registro de um DVD, CD e um livro(escrito pelo poeta, escritor e parceiro de Osmar Júnior, Fernando Canto), sobre sua visão desse cantador de vidas. A idéia de construir esse projeto veio de estórias e “causos” contados pelo pai e avô de Osmar, ele quando menino ouvia histórias fantásticas sobre aquele santuário de encanto e beleza, chamado Piratuba, lugar onde eles nasceram, cresceram e amaram o lugar, as aventuras de uma vila que um dia existiu no lugar. Depois de anos ouvindo as boas histórias daquele paraíso, o poeta prometeu: “Um dia ainda vou cantar aqui. A minha canção, uma flor desse lugar, essa gente, esse lago são riquezas que precisam ser respeitadas, preservadas e conservadas. Porque de lugares como o iratuba, dependem grande parte da vida no planeta. É isso que eu sou e é isso que eu canto”. Disse o poeta.

“Piratuba: A Cantoria no Lago” revela ao mundo em sons e imagens, a beleza da Reserva Biológica do Piratuba, tendo como cenário um local incessível à maioria das pessoas. O resultado do projeto encanta aos olhos e aos sentidos, e emociona pela exuberância do cenário(água, mangue, pássaros, sol, noite, lua e poesia). O poeta doa ao público, mostrando em canções e imagens, para imortalizar seus mais de 30 anos de carreira, o lugar onde nasceram seus ancestrais.

Piratuba: A Cantoria no Lago é a Saga de um Poeta-Cantador em sua Nave-Troco, que canta a vida de seu planeta Amapá, chamando a atenção do mundo para a vida de quem vive naquele paraíso natural, ameaçado de destruição.

 

  • Instrumental

Nesta quinta (6) é dia de ouvir a boa música instrumental no Norte das Águas, com o grupo Amazon Music e convidados, a partir das 21h.
Complexo Marlindo Serrano – Araxá. A coordenação da “Quinta do Jazz” é do cantor e compositor Finéias Neluty.

 

  • Corrigindo

Aniversário de 45 anos da escola de samba Piratas Estilizados é no dia 5 de janeiro de 2019, e não em 5 de dezembro como postado ontem, nesta página.

 

  • Cortejo

Cortejo de aniversário do Banzeiro do Brilho-de-Fogo vai acontecer no daí 16 de dezembro (domingo), com saída, às 17h, da av: Coaracy Nunes – Centro, ao lado do Banco do Brasil.

 

  • Referência

A Galeria de Artes Samaúma, no Complexo Marlindo Serrano – Araxá, é hoje, o local de maior referência das artes plásticas do Amapá.
Obras de vários artistas estão lá expostas aguardando a sua visita. A coordenação é do artista plástico, Wagner Ribeiro. Parabéns.

 

  • DVD

Sábado (8), às 20h, o cantor e compositor, João Amorim, vai gravar seu 1º DVD (Passa Tchonga), no Teatro das Bacabeiras. Imperdível.

 

  • “Samba In Rio”

Nome do projeto que valoriza os sambistas amapaenses, virou referência, e que já realizou diversos eventos do segmento.
A coordenação é do sambista Bruno Matos (Brunex), um dos criadores do “Samba In Rio Amazonas. Parabéns.

 

  • No ar

Programa “O Canto da Amazônia” (Diário FM 90,9) é o principal divulgador das obras e dos artistas tucujus. O único 100% no rádio amapaense.
De segunda à sexta, 16h. Bom de ouvir.


Mestre Vieira: o criador da “Guitarrada”

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A Guitarrada é um gênero musical paraense instrumental surgido da fusão do choro com carimbó, cúmbia e jovem guarda, entre outros. É também chamado de lambada instrumental. O seu criador é o Mestre Vieira. Neste estilo a guitarra elétrica é solista. Os principais representantes da atualidade são os grupos: Mestres da Guitarrada, Cravo Carbono e La pupuña.

Joaquim de Lima Vieira, o Mestre Vieira, nasceu em 29/10 de 1934, é um músico brasileiro, tem 20 discos solo gravados. A música “Lambada Jamaicana” (lançada em 82, vinil “Melô da Cabra”) é seu maior sucesso. Desde 2003 integra também o grupo Mestres da Guitarrada, tendo 2 cds lançados: Mestres da Guitarrada (2004, selo Funtelpa) e Música Magneta (2008, Selo Candeeiro Records). Em 2008 recebeu do Ministério da Cultura a medalha de Ordem ao Mérito Cultural pelo seu relevante serviço prestado à cultura brasileira.

É um gênero musical único no mundo. Criado por Mestre Vieira, natural de Barcarena, o ritmo musical surgiu em Belém (PA), a guitarra faz sempre o solo em ritmos como cúmbia, carimbó e merengue. A guitarrada tem como marco o lançamento do disco “Lambadas das Quebradas” (1978). A inovação do disco foi apresentar temas instrumentais para guitarra, sempre valorizando os ritmos amazônicos e caribenhos. Mestre Vieira, tem seu trabalho fortemente influenciado pelo choro e revelou-se virtuose ainda criança. Depois de ter tocado bandolim, banjo, cavaquinho, violão e instrumentos de sopro, ele só teve contato com a guitarra elétrica na década d e 70. Mestre Curica, também está ligado à tradição musical paraense. Ao lado de Verequete e Pinduca, é um dos importantes artistas que tocam carimbó. Ele foi o principal arranjador dos discos de Verequete e participou do primeiro registro de carimbó em disco, no ano de 1971. Curica também fabrica seus instrumentos e é considerado um dos responsáveis pela popular utilização do banjo nos arranjos de carimbó. Aldo Sena, conta que se apaixonou pela guitarrada quando ouviu o disco “Lambadas das Quebradas”, de Mestre Vieira. No mesmo ano, Aldo Sena já estava apresentando ao público o seu trabalho autoral, feito com a banda “O Popular de Igarapé Mirim”.

 

  • “Maniva”

Nome do novo grupo musical do Amapá lançado no ano passado (2017), que está preparando seu projeto e logo será apresentado ao público, com o lançamento de um single.
O Grupo Maniva é formado por artistas do Amapá, Guiana Francesa e Pará, destacando na rítmica o swing afro -caribenho. As informações vieram através do cantor, compositor, produtor, Finéias Neluty, que também é um dos integrantes desse movimento. Parabéns.

 

  • É hoje

Nesta quarta (5) a escola de samba Piratas Estilizados vai comemorar seus 45 anos de história com muito samba, na quadra do colégio Azevedo Costa (av: José Antônio Siqueira – Laguinho). Atrações: Direto do Rio de Janeiro Bakaninha da Beija Flor e a passista Luana Bandeira, de Macapá Carol Carvalho, baterias de Piratas da Batucada, Boêmios do Laguinho e Piratas Estilizados.

 

  • Sescanta

Sexta (7) tem a 15ª edição da Mostra de Música Sescanta Amapá com a gravação de um DVD , às 19h, no salão de eventos do Sesc Araxá (beira rio).
São 15 músicas que serão apresentadas para marcar mais um aniversário desse projeto musical. Entrada franca.

 

  • Agenda MPA

Na sexta (7) tem show de Val Milhomem e Joãozinho Gomes, no Norte das Águas, abrindo a agenda de dezembro do Projeto MPA (Música Popular Amapaense). O cantor e compositor, Cássio Pontes, é quem vai abrir o show, às 21h. No Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 99110-0249 e 99154-7815.

 

  • Showzaço

Dia 27 de dezembro tem show imperdível da cantora paraense, Lucinha Bastos e do grupo de música instrumental amapaense, Amazon Music, no palco do Norte das Águas, a partir das 10 da noite.
Informações: 99193-8466.

 

  • Banzeiro

As oficinas e ensaios do Banzeiro do Brilho-de-Fogo estão acontecendo na Praça Floriano Peixoto – Centro, toda sexta e sábado, às 19h.

 

  • “Dançando Gafieira”

Título do projeto gratuito que a CIA. de Dança de Salão Passo a Passo vai realizar, na sexta (7), em edição especial.
Na sala de dança do colégio Coaracy Nunes – Centro, às 20h. Informações: 99185-4030.


Saga da Amazônia

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O cantador e compositor brasileiro, Vital Farias, que nasceu no sítio Pedra D’Água, município de Taperoá, estado da Paraíba, expressa na canção Saga da Amazônia, todo seu sentimento de amor à Amazônia e conta para o mundo, através de música, o sofrimento daquele povo com o crime causado pelo homem sobre a natureza.

Era uma vez na Amazônia a mais bonita floresta, mata verde, céu azul, a mais imensa floresta, no fundo d’água as Iaras, caboclo lendas e mágoas e os rios puxando as águas.

Papagaios, periquitos, cuidavam de suas cores, os peixes singrando os rios, curumins cheios de amores, sorria o jurupari, uirapuru, seu porvir era: fauna, flora, frutos e flores. Toda mata tem caipora para a mata vigiar, veio caipora de fora para a mata definhar e trouxe dragão-de-ferro, prá comer muita madeira e trouxe em estilo gigante, prá acabar com a capoeira.

Fizeram logo o projeto sem ninguém testemunhar, prá o dragão cortar madeira e toda mata derrubar: se a floresta meu amigo, tivesse pé prá andar eu garanto, meu amigo, com o perigo não tinha ficado lá. O que se corta em segundos gasta tempo prá vingar e o fruto que dá no cacho prá gente se alimentar? Depois tem o passarinho, tem o ninho, tem o ar, igarapé, rio abaixo, tem riacho e esse rio que é um mar.

Mas o dragão continua a floresta devorar e quem habita essa mata, prá onde vai se mudar? Corre índio, seringueiro, preguiça, tamanduá, tartaruga: pé ligeiro, corre-corre tribo dos Kamaiura. No lugar que havia mata, hoje há perseguição. Grileiro mata posseiro só prá lhe roubar seu chão, castanheiro, seringueiro já viraram até peão, afora os que já morreram como ave-de-arribação. Zé de Nata tá de prova, naquele lugar tem cova, gente enterrada no chão: Pois mataram índio que matou grileiro que matou posseiro, disse um castanheiro para um seringueiro que um estrangeiro roubou seu lugar

Foi então que um violeiro chegando na região ficou tão penalizado que escreveu essa canção e talvez, desesperado com tanta devastação, pegou a primeira estrada, sem rumo, sem direção, com os olhos cheios de água, sumiu levando essa mágoa dentro do seu coração.
Aqui termina essa história para gente de valor, pra gente que tem memória, muita crença, muito amor, pra defender o que ainda resta, sem rodeio, sem aresta, era uma vez uma floresta na Linha do Equador.

 

  • É hoje

Show de Zé Miguel e Banda Negro de Nós, nesta sexta (30), no Norte das Águas, Complexo Marlindo Serrano – Araxá, às 21h.
A realização é do Projeto MPA (Música Popular Amapaense).

 

  • Cobrança

As taxas de armazenagem de obras de arte e instrumentos musicais, nos aeroportos, voltarão a ser cobradas pelo peso e não pelo suposto valor de mercado dos bens.
Decisão do Conselho de Aviação Civil (CONAC), na quarta-feira (21). A medida reduz de forma significativa os valores cobrados pelas concessionárias de aeroportos brasileiros, seguindo tendência internacional. (www.cultura.gov.br).

 

  • Teatro

Vamos comer teatro, nesta sexta (30), na Biblioteca Elcy Lacerda (rua São José – Centro), às 20h.
O ator e produtor Dinho Araújo, vai apresentar o espetáculo “Eclesiastes 3.1, 3, 16 ou Não Fale em Nosso Nome”. Entrada franca.

 

  • Vistoria

Equipe técnica do Corpo de Bombeiros iniciou vistoria no sambódromo e irá apresentar laudo à Seinf, que dará início às obras de reformas no local.

 

  • Banzeiro

Os ensaios do Banzeiro do Brilho-de-Fogo irão iniciar no sábado, 1, na Praça Floriano Peixoto às 19h.
Vá lá e se inscreva para participar do Cortejo de aniversário do projeto, em dezembro.

 

  • Feira Preta

O Instituto Municipal de políticas de Promoção da Igualdade Racial – Improir, possui um belo projeto de valorização e pertencimento do artesanato afro-amapaense, que é a Feira Preta.
Parabéns ao diretor presidente da instituição, Maycon Magalhães, pela coordenação desse trabalho de resistência desse segmento.

 

  • Destaque

Diretora presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), Marina Backmam, vem desenvolvendo um belo trabalho à frente da instituição.
Ela está presente em todos os eventos dos segmentos artístico-culturais, e dando apoio através da instituição.
É militante do teatro, mas tem conhecimento e transita em todas as artes. Merece o reconhecimento.


Quando o samba vai ao cinema

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O samba foi personagem de momentos gloriosos do cinema nacional. Do bom humor das chanchadas às dramáticas tramas do realismo do Cinema Novo, o gênero musical teve papel de protagonista, tanto na composição de personagens quanto na ambientação de tramas passadas no País.

O maior elo entre os universos do cinema e do samba foi sem dúvida a cantora Carmem Miranda. Ao ir para Hollywood, Carmem ajudou a disseminar a música popular brasileira mundo afora. Muitos foram os sambistas que viram suas carreiras deslancharem depois de tocarem na sala escura. A lista de notáveis inclui Ary Barroso, Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi e Zé Keti.

Com a popularização do rádio e a chegada dos filmes sonoros ao cinema, nos anos 30, o samba ganhou de vez as casas e a vida dos brasileiros. Os dois novos meios de comunicação ajudaram a fomentar a indústria da música no país. Com enorme popularidade, os filmes produzidos por estúdios como Cinédia e Atlântida deram visibilidade a cantores, compositores e temas de sambas e de gêneros carnavalescos, como as marchinhas. Artistas, técnicos, músicos e sambistas conseguiram se estabelecer profissionalmente com seus trabalhos artísticos. Nesta época áurea da música, o desfile das escolas de samba foi incluído no calend&a acute;rio de festas oficiais do Distrito Federal.

O cineasta, crítico e professor de cinema Sérgio Moriconi destaca o papel das comédias musicais brasileiras como primeiro espaço ocupado pelo samba no cinema. “Nesses primórdios, esse estilo ainda nem era conhecido como chanchada. Chamavam de filmes carnavalescos. Abriam espaço para as marchinhas, mas também traziam sambas, como os de Ismael Silva e Ataulpho Alves. Mário Reis era figura constante nas telas”, conta.

Após conquistar o território brasileiro, o samba ganhou o mundo e muito disso se deve à projeção de Carmen Miranda no exterior, após chegar à Broadway, em 1939, e, em seguida, a Hollywood, consagrando-se como estrela das telas. “No plano internacional, Carmen Miranda legitimou o samba como expressão da nossa cultura”, observa Moriconi.

A relação que Carmem estabeleceu entre o Brasil e os Estados Unidos foi tão forte que levou o empresário Walt Disney a criar o personagem Zé Carioca, apresentado na animação Você Já Foi a Bahia? (www.cultura.gov.br).

 

  • Eleição

Associação dos Músicos e compositores do Amapá (Amcap) vai realizar eleição para eleger sua nova diretoria executiva e Conselho Fiscal, biênio 2019-2020. A data da eleição será marcada após a publicação da convocação.

 

  • Partituras

Nesta quinta (29) o Sesc-AP vai realizar o Projeto Sesc Partituras, no auditório da escola de música Walquiria Lima (rua Eliezer Levy –Centro), às 19h. Artistas convidados: Wilian Cardoso (violão clássico), Aron Miranda (violão clássico), Vera Vigário (canto lírico), Bruno George (piano solo), Nonato Leal (violão clássico), Siney Sabóia (quarteto de trompetes), João Márcio (violoncelo) e Ney Balieiro (branda tradicional). Entrada franca.

 

  • 23 anos

Dia 15 de dezembro tem festa de aniversário de 23 anos de muito samba e pagode dos projetos Rota Samba e Pagode do Josimar. Na quadra da escola de samba Maracatu da Favela, às 17h, com os convidados: Thiaguinho Salazar, Quinzinho, Vitinho Oliveira, Sharlinho e DJ Luiz Carlos. Informações: 99196-3121 e 99181-0422.

 

  • Exposição

Artista plástico amapaense, Ralfe Braga, realizando a exposição “Quando Tu Te Contemplares”, em Brasília (DF), que teve início nesta quarta (28) e encerra dia 4 de janeiro de 2019. No Shopping Taguatinga.

 

  • Literatura

Dia 5 de dezembro tem lançamento do livro do Movimento Literário “Afrologia Tucuju – Historicidade, Religiosidade, Autoestima e Subjetividade do Negro”, dos escritores Ivaldo Sousa, Ana Cléia, Maria das Graças, Márcia Cristiane, Maria Áurea e Arilson Viana. No Sesc Centro (esquina da rua Tiradentes com av: Mendonça Júnior), às 19h. Entrada franca.

 

  • Maracatu

Escola de samba Maracatu da Favela assinou, na terça (27), o projeto independente Carnaval no Meio do Mundo. A verde e rosa é a 4ª agremiação que passa a somar com Piratas da Batucada, Unidos do Buritizal e Piratas Estilizados.

 

  • Ligajun

A Liga Junina de Macapá (Ligajun) é a mais nova instituição, criada recentemente, para trabalhar com as quadrilhas juninas de Macapá. O presidente e idealizador do projeto, Cláudio Vaz, (quadrilheiro antigo), logo estará divulgando o calendário de eventos para 2019.

 

  • Dia do samba

Para comemorar o Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro, a escola de samba Piratas da Batucada vai realizar o “Encontro dos Imortais do Piratão”.
No endereço av: José Tupinambá (antiga Nações Unidas), 1606 – Laguinho, às 1h. Atrações: Fábio Moreno e Shore. Informações: 99193-0248.


O samba-enredo na avenida

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“A década de 30 foi a primeira com desfiles oficiais. Cantavam na avenida mais de um samba, que não eram feitos especificamente para o desfile. A primeira parte da música era fixa e improvisavam a segunda parte na hora. Na década de 40, saiu um regulamento dizendo que era proibido improvisar versos, e isso é decisivo para o samba-enredo, porque aí ele já chega pronto na avenida”, conta a pesquisadora Rachel Valença, do Museu da Imagem e do Som (MIS).

Rachel revela ainda curiosidades sobre a história do samba no Brasil no período da Segunda Guerra Mundial. “Na primeira parte da década de 40, os desfiles foram muito irregulares. Em alguns momentos, foram suspensos ou nem todas as escolas puderam participar, porque havia racionamento de comida e materiais. Só na segunda metade da década eles voltaram a acontecer. O interessante é que, em 1946, no primeiro carnaval após os tratados de paz, todas as escolas fizeram um acordo de que fariam um enredo sobre o fim da guerra”, explica.

De acordo com a pesquisadora, o primeiro samba-enredo foi Exaltação a Tiradentes, do Império Serrano, feito em 1949, mas gravado em 1955. A década de 50 é marcada pelos sambas chamados lençóis, grandes composições que contavam a “história oficial”, aquela já registrada em livros didáticos.

“Já na década de 60 houve uma revolução, com a chegada de Fernando Pamplona ao Salgueiro. Ele era acadêmico e se apaixonou pelos desfiles da vermelho e branco. Pamplona vai ser carnavalesco sem ganhar nada, e começa a desenvolver enredos sobre a história dos negros. Houve uma reação dos salgueirenses, eles não queriam usar fantasias de palha, por exemplo, queriam se vestir como príncipes. O negro buscava reconhecimento na sociedade. Vem o Pamplona e fala de Zumbi do Palmares. Houve essa virada, o negro começa a falar de si próprio. Na década de 70, surge outro padrão, o samba curtinho com refrão forte, já fruto do momento que o samba começa a ser gravado”, explica a pesquisadora, que está terminando a segunda edição do livro Serra, Serrinha, Serrano: o império do samba, a ser lançado em 2017, quando a escola comemora 70 anos de existência. (www.cultura.gov.br).

 

  • Carnaval 2019

Aconteceu, na manhã desta segunda-feira (26), na Seinf, com o secretário da Infra Estrutura, Alcir Matos, a primeira reunião de Planejamento Institucional do carnaval 2019, para tratar da reforma do sambódromo.
Estiveram presentes os presidentes das escolas de samba Unidos do Buritizal (Rogério Furtado) e Piratas da Batucada (Marcelo Zona Sul) e do vice Alex pereira, do Comandante Geraldo do Corpo de Bombeiros, Cel. Wagner Pereira e do responsável técnico Cel. Ederaldo, do secretário adjunto da Seplan, Otávio Fonseca, do secretário de cultura, Dilson Borges e dos jornalistas Ivo Canuty e Armstrong Souza.

 

  • Quadrilhas Juninas

Várias quadrilhas juninas já estão se mobilizando para o ano que vem, com contratações de profissionais para trabalharem nos grupos.
E a dança das cadeiras já começou. Coreógrafo, miss caipira, marcador, estilista, etc, estão sendo procurados para fechar contratos.

 

  • Lançamento

Lançada nesta segunda (26), no programa “O Canto da Amazônia” (Diário FM), a nova música da cantora amapaense Taty Taylor, “Una Noche Contigo”, com participação do cantor paraense, “Markinho Duran”.
Uma verdadeira mistura rítmica com tempero caribenho, mas sem perder a influência do swing de nossos tambores. Parabéns.

 

  • Agenda MPA

Na sexta (30) tem show de Zé Miguel e Banda Negro de Nós, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 21h.
Com participação de Raul Lano, abrindo a noite, e Letícia Sfair. Informações: 98136-3999/99118-2900.

 

  • “Musica Um”

Título da temporada musical e concertos que o cantor e compositor, Rambolde Campos, vai realizar dia 1º de dezembro, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), às 22h.
Artistas convidados: Zé Miguel, Alexandra Moraes e As Malandras. Informações: 98414-6612/99118-2900.

 

  • Dia do samba

Sambistas amapaenses se mobilizam para comemorar o Dia Nacional do Samba, em 2 de dezembro. Vários grupos de samba e pagode, além de instituições ligadas a essa temática, irão festejar a data.


Kassav: melhor banda de Zouk do mundo

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Kassav, palavra em crioulo antilhano que significa “mandioca” é uma banda de zouk de Martinica e de Guadalupe formada em 1979. Os membros originais da banda eram Jocelyne Béroard, Jacob Desyarieux, Jean-Philippe Marthély,1 Patrick St. Éloi (falecido), Jean-Claude Naïmro, e Georges Décimus (que atualmente não mais faz parte do grupo) juntamente com alguns outros componentes, que permaneceam pouco tempo no grupo.

O total de álbuns (em forma de LP e/ou CD) lançados pela banda é aproximadamente de 30.

Kassav foi criado em 1979 por Pierre-Édouard Décimus, músico profissional que, juntamente com Freddy Marshall, decidiu transformar a música de carnaval de Martinica e Guadalupe em um estilo mais moderno.

A banda foi a primeira a despontar como pioneira do zouk. Seu som se tornou “pan-caribenho”, englobando elementos do reggae e da salsa. Seu primeiro álbum, Love and Ka Dance (1980), estabeleceu aquilo que seria conhecido como o zouk. O grupo se tornou cada vez mais popular, atingindo seu auge em 1985 com o álbum Yélélé, onde se destacava o sucesso “Zouk la sé sèl médickaman nou ni”.

Com esta música, o grupo espalhou sua música pela América Latina e também pela Europa e até mesmo em países da Ásia, popularizando também a dança zouk. (www.bwevip.com).

 

  • Cinema

Macapá vai sediar a 12ª Mostra Cinema e Direitos Humanos, dia 26 de novembro, às 19h (sessão de abertura), na sede do Ministério Público, rua do Araxá.
Serão exibidos dois curtas-metragens: “A Rua é Nóiz” e “Enrolados na Raiz”. A realização é do Ministério dos Direitos Humanos. Entrada gratuita.

 

  • Teatro

Sábado (24) a CIA. de Teatro Captta vai realizar a Mostra Livre de Arte Pública “Cabaret Capitação”, no Anfiteatro da Praça Chico Noé às 18h.

 

  • Desfiliação

As escolas de samba Piratas Estilizados e Unidos do Buritizal já manifestaram posicionamento para desfiliação das duas agremiações da Liga das Escolas de Samba do Amapá (Liesap). A ausência da Liga de suas atividades é um dos principais motivos.

 

  • Encontro

O patrimônio natural e cultural brasileiro é de fundamental importância para o desenvolvimento e o fortalecimento da identidade da população.
É essa a premissa da Confederação Nacional de Municípios e da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial, na realização do 5º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial. O evento está acontecendo pela primeira vez no Norte do Brasil, na cidade de Manaus (AM), de 22 a 24 de novembro. (www.cultura.gov.br).

 

  • Comemoração

Sambistas amapaenses se mobilizam para comemorar o Dia Nacional do Samba, em 2 de dezembro. Vários grupos de samba e pagode, além de instituições ligadas a essa temática, irão festejar a data.

 

  • Agenda MPA

Sexta (23) tem show dos cantores e compositores, Beto Oscar e Helder Bradão, no palco do Norte das Águas, a partir das 9 da noite com cantor José Espíndola abrindo o show e a participação especial do músico Alcyr Meireles. No Norte das Águas, Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 98111-0071/98122-2801.

 

  • Oficinas

O projeto de cultura popular Banzeiro do Brilho-de-Fogo vai realizar oficinas de adereços e rítmica, dias 23 e 24 de novembro, na Universidade Federal do Amapá (Unifap), às 14h. As vagas são limitadas e as inscrições serão até esta quinta (22). Informações: 99178-6714.


Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular

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O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) tem atuação nacional e sua missão consiste na pesquisa, documentação, difusão e execução de políticas públicas de preservação e valorização dos mais diversos processos e expressões da cultura popular. Sua estrutura abriga: o Museu de Folclore Edison Carneiro, a Biblioteca Amadeu Amaral e os setores de Pesquisa e de Difusão Cultural, além da área administrativa.

Criado em 1958 e vinculado ao Iphan desde 2003, o Centro atua em diferentes perspectivas com o objetivo de atender as demandas sociais que se colocam no campo da cultura popular.

Entre suas principais ações destacam-se os projetos de fomento da cultura popular, desenvolvidos pelo Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart) e Sala do Artista Popular (SAP); programas de estímulo à pesquisa, como o Concurso Sílvio Romero de monografias, o Etnodoc (edital de filmes etnográficos), o Dedo de Prosa (fórum de debates) e o Projeto Memórias dos Estudos de Folclore.

Na área de difusão e formação de público, destacam-se o programa de exposições, o programa educativo, o Curso Livre de Folclore e Cultura Popular e os programas de edições e intercâmbio. E na área de documentação, o tratamento, atualização e disponibilização dos acervos museológico (14 mil objetos – MFEC), bibliográfico e sonoro-visual (300 mil documentos – BAA), parte deles disponibilizada em suas coleções digitais. (http://portal.iphan.gov.br).

 

  • Carnaval 2019

Os presidentes das escolas de samba Piratas da Batucada (Marcelo Zona Sul), Unidos do Buritizal (Rogério Furtado) e Piratas Estilizados (Diego Cearence), protocolaram na manhã desta quarta (21), à secretaria de cultura, projeto independente do carnaval de 2019.
A iniciativa partiu das três agremiações, mas o projeto contempla as dez agremiações carnavalescas.

 

  • Tambores

O Encontro dos Tambores, que iniciou na terça (20), no Dia nacional da Consciência Negra, vai encerrar no sábado (24), no Centro de Cultura Negra (Laguinho), sede da UNA.
São 40 comunidades afro-amapaense que fazem parte do evento, apresentando Marabaixo, Batuque, Zimba, Tambor de Crioula, além de outras atrações.

 

  • Agenda MPA

Sexta (23) tem show dos cantores e compositores, Beto Oscar e Helder Bradão, no palco do Norte das Águas, a partir das 9 da noite com cantor José Espíndola abrindo o show e a participação especial do músico Alcyr Meireles.
No Norte das Águas, Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 98111-0071/98122-2801.

 

  • Aniversário

Escola de samba Piratas Estilizados já está divulgando a agenda do aniversário de 45 anos da agremiação, dia 5 de janeiro de 2019, na quadra do colégio Azevedo Costa (av: José Antônio Siqueira) – Laguinho, a partir das 8 da noite.
Atrações do Rio de Janeiro: Passista da Viradouro, Luana Bandeira e Bakaninha da Beija Flor, e as escolas de samba de Macapá: Piratas da batucada e Boêmios do Laguinho.

 

  • Oficinas

O projeto de cultura popular Banzeiro do Brilho-de-Fogo vai realizar oficinas de adereços e rítmica, dias 23 e 24 de novembro, na Universidade Federal do Amapá (Unifap), às 14h.
As vagas são limitadas e as inscrições serão até esta quinta (22). Informações: 99178-6714.

 

  • Instrumental

Nesta quinta (22) tem música instrumental de boa qualidade, no Norte das Águas (complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 9 da noite.
O grupo Amazon Music e convidados, estará realizando mais uma agenda musical boa de ouvir. Vamos lá.

 

  • Poética

O Instituto de Poéticas Visuais da Amazônia (Imazônia) vai realizar a intervenção Expositiva “Poética – Herança Africana”, de 23 a 30 de novembro, na sede do Ipham/AP (av: Henrique Galúcio (1266) – Centro , a partir das 14h.
Debates, teatro, vídeos, mesa redonda, dança, poesia, apresentação diversas, etc.


Jorge Amado e o seu “Cemitério” Particular

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Poesia é um gênero literário caracterizado pela composição em versos estruturados de forma harmoniosa. É uma manifestação de beleza e estética retratada pelo poeta em forma de palavras. No sentido figurado, poesia é tudo aquilo que comove, que sensibiliza e desperta sentimentos. É qualquer forma de arte que inspira, encanta e que é sublime e bela.

O escritor e poeta brasileiro, Jorge Amado, nos presenteou com muitas escritas como esse “Cemitério”. Guarde-o pra você.
“Tenho horror a hospitais, os frios corredores, as salas de espera, ante-salas da morte, mais ainda a cemitérios onde as flores perdem o viço, não há flor bonita em campo santo. Possuo, no entanto, um cemitério meu, pessoal, eu o construí e inaugurei há alguns anos quando a vida me amadureceu o sentimento. Nele enterro aqueles que matei, ou seja, aqueles que para mim deixaram de existir, morreram: os que um dia tiveram a minha estima e perderam.

Quando um tipo vai além de todas as medidas e de fato me ofende, já com ele não me aborreço, não fico enojado ou furioso, não brigo, não corto relações, não lhe nego o cumprimento. Enterro-o na vala comum de meu cemitério – nele não existe jazigo de família, túmulos individuais, os mortos jazem em cova rasa, na promiscuidade da salafrarice, do mau caráter. Para mim o fulano morreu, foi enterrado, faça o que faça já não pode me magoar.

Raros enterros – ainda bem! – de um pérfido, de um perjuro, de um desleal, de alguém que faltou à amizade, traiu o amor, foi por demais interesseiro, falso, hipócrita, arrogante – a impostura e a presunção me ofendem fácil. No pequeno e feio cemitério, sem flores, sem lágrimas, sem um pingo de saudade, apodrecem uns tantos sujeitos, umas poucas mulheres, uns e outras varri da memória, retirei da vida.
Encontro na rua um desses fantasmas, paro a conversar, escuto, correspondo às frases, às saudações, aos elogios, aceito o abraço, o beijo fraterno de Judas. “Sigo adiante e o tipo pensa que mais uma vez me enganou, mal sabe ele que está morto e enterrado”.

 

  • Presente

A Scortecci Editora nos presenteando com dois livros do escritor paulista, Michel Stamatopoulos, “Você Quer Ser Johnny?” e “Conto do Subúrbio…”. Obrigado e parabéns pelas obras.

 

  • Em Oiapoque

O Banzeiro do Brilho-de-Fogo em parceria com o projeto Pequenas Delicadezas, da Unifap, realizam nesta quinta (15), na cidade de Oiapoque – AP, uma oficina rítmica de Marabaixo, para crianças a partir de 7 anos de idade.
Será no Campus Binacional da Universidade, às 17h.

 

  • Carnaval

Três escolas de samba do Amapá estão se mobilizando para realizar um evento no sambódromo em 2019, no sábado de carnaval, pra não deixar vazia a agenda da época.
Piratas da Batucada, Unidos do Buritizal e Piratas Estilizados. Seria uma boa que as outras sete agremiações e mais a Liga, se juntassem nessa proposta. #Dica.

 

  • Geoglifo

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu e tombou o Geoglifo do Acre como Patrimônio Cultural do Brasil, em cerimônia realizada no último dia 9. Geoglifos são tatuagens da terra por grupos indígenas atuais, herança cultural dos povos amazônicos, e são numerosos na região Norte do país. Uma dessas estruturas está localizada no Sítio Arqueológico Jacó Sá, em Rio Branco (AC). (www.cultura.gov.br).

 

  • Quadrilha

A quadrilha junina Simpatia da Juventude está planejando para lançar, ainda este ano, seu projeto da quadra junina 2019, com apresentação do tema, miss caipira, marcador, coreógrafos, coordenação e outras contratações.

 

  • Agenda MPA

Sexta, 16, tem show de Nonato Santos e Rony Moraes no palco do Norte das Águas, com participação do músico Tom Campos, a partir das 22h, com Paulo de Tarso abrindo a noite (voz e violão). No Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 98118-9131 e 99193-1110.

 

  • Tambores

A União dos Negros do Amapá (UNA) vai realizar o Encontro dos Tambores 2018, de 20 a 25 de novembro, a partir das 20h, no centro de Cultura Negra – Laguinho. Com participação de todas as comunidades afro-amapaenses, tocando e cantando a nossa história.


Conheça o que é a Dança de Salão

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Pode-se dizer que dança de salão é toda a dança social, ou seja, que se dança a dois. Os mais variados ritmos são englobados pela dança de salão.
Segundo historiadores, as danças de casais tornaram-se populares no início do século XIX, embora tenham surgido no século XIV, e evoluído nos séculos seguintes (apenas entre os nobres). A dança de salão foi introduzida no Brasil em 1914, a princípio com a valsa e a mazurca. Os ritmos mais presentes nos salões do Brasil, assim como nas academias de dança são: soltinho, forró, samba de gafieira, tango, bolero e salsa.

Devido à riqueza de ritmos, as danças de salão podem ser classificadas como latinas ou clássicas.

São danças de salão latinas:

Samba – surgiu no Rio de Janeiro, com base na cultura africana, em ritmos como o lundu, umbigadas (semba) e pernadas de capoeira; Rumba – surgiu em Cuba, levada pelos escravos contrabandeados para aquele país; Merengue – é a dança tradicional da república Dominicana, embora seja popular em outros países da América Central (Haiti e Costa Rica) e América do Sul (Colômbia e Venezuela); Chá-chá-chá – ligado ao mambo, o chá-chá-chá é originário na Rumba. Surgiu em Cuba; Paso – doble – surgiu na Espanha, tem grande semelhança com o One-Step.
São danças de salão clássicas:

Tango – surgiu nos bordeis da Argentina;

Valsa Vienense
surgiu na Áustria; Valsa Inglesa – uma variação mais lenta da valsa vienense; Slow Fox – surgiu em Nova York, com base em outro ritmo, o Foxtrot É considerado uma das danças mais difíceis; Quickstep – surgiu nos Estados Unidos, com base no Foxtrot. É mais rápida e fácil que o Slow Fox.
A dança de salão é, além de uma forma de lazer e descontração, é uma atividade física indicada tanto para jovens, quanto para pessoas mais velhas, pois ao dançar, é trabalhada a capacidade aeróbica, as funções cardiovasculares e respiratórias, a flexibilidade, entre outras. (www.infoescola.com).

 

  • Dança

Os professores de dança de salão Márcio Santos, Isabela Brito e Rogério Fernandes, estão realizando o projeto “Dançando Gafieira”, todos os sábados, às 17h, no colégio Coaracy Nunes – Centro. O evento é gratuito e aberto ao público. Informações: 99179-5880. A realização é da CIA. de Dança de Salão Passo a Passo e Márcio Santos.

 

  • Luto

A comunidade do carnaval amapaense está de luto pelo falecimento do carnavalesco Manoel Torres, ocorrido nesta terça (13). Como sambista Manoel defendeu sua escola do coração Piratas da Batucada.

 

  • Conhecimento

A professora de cultura popular, Laura do Marabaixo, está realizando um belo trabalho nas instituições de ensino do município de Macapá e em outros locais, com o projeto “Conhecendo a História Afro Amapaense: Educação, saberes, Costumes, Tradições”. Essa iniciativa tem o apoio da Prefeitura de Macapá. Parabéns.

 

  • Aniversário

O Ministério Luz do Mundo vai realizar seu 6º aniversário com a temática “A Cultura da Honra”, de 16 a 18 de novembro, às 19h, em sua sede na av: 18, 2033 – Marabaixo 3.
Os preletores são Pr. Chiquinho – Bispo Orzanelle – Apa. Veruska Bessa, com louvor do Ap. Ronery Brito e Bandas convidadas.

 

  • Expectativa

Os artistas estão na expectativa para saber quem será o novo secretário de cultura do Amapá, escolha exclusiva do governador reeleito, Waldez Góes, assim dito por ele.

 

  • Organizando

Artistas de vários segmentos estão se mobilizando para discutirem propostas e levarem até o governador reeleito, Waldez Góes, com proposições viáveis para a política cultural do Amapá. Boa iniciativa.

 

  • Agenda MPA

Sexta, 16, tem show de Nonato Santos e Rony Moraes no palco do Norte das Águas, com participação do músico Tom Campos, a partir das 22h, com Paulo de Tarso abrindo a noite (voz e violão). No Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 98118-9131 e 99193-1110.

 

  • Tambores

A União dos Negros do Amapá (UNA) vai realizar o Encontro dos Tambores 2018, de 20 a 25 de novembro, a partir das 20h, no centro de Cultura Negra – Laguinho. Com participação de todas as comunidades afro-amapaenses, tocando e cantando a nossa história.


Jorge Amado e o seu “Cemitério” Particular

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Poesia é um gênero literário caracterizado pela composição em versos estruturados de forma harmoniosa. É uma manifestação de beleza e estética retratada pelo poeta em forma de palavras. No sentido figurado, poesia é tudo aquilo que comove, que sensibiliza e desperta sentimentos. É qualquer forma de arte que inspira, encanta e que é sublime e bela.

O escritor e poeta brasileiro, Jorge Amado, nos presenteou com muitas escritas como esse “Cemitério”. Guarde-o pra você.

“Tenho horror a hospitais, os frios corredores, as salas de espera, ante-salas da morte, mais ainda a cemitérios onde as flores perdem o viço, não há flor bonita em campo santo. Possuo, no entanto, um cemitério meu, pessoal, eu o construí e inaugurei há alguns anos quando a vida me amadureceu o sentimento. Nele enterro aqueles que matei, ou seja, aqueles que para mim deixaram de existir, morreram: os que um dia tiveram a minha estima e perderam.

Quando um tipo vai além de todas as medidas e de fato me ofende, já com ele não me aborreço, não fico enojado ou furioso, não brigo, não corto relações, não lhe nego o cumprimento. Enterro-o na vala comum de meu cemitério – nele não existe jazigo de família, túmulos individuais, os mortos jazem em cova rasa, na promiscuidade da salafrarice, do mau caráter. Para mim o fulano morreu, foi enterrado, faça o que faça já não pode me magoar.

Raros enterros – ainda bem! – de um pérfido, de um perjuro, de um desleal, de alguém que faltou à amizade, traiu o amor, foi por demais interesseiro, falso, hipócrita, arrogante – a impostura e a presunção me ofendem fácil. No pequeno e feio cemitério, sem flores, sem lágrimas, sem um pingo de saudade, apodrecem uns tantos sujeitos, umas poucas mulheres, uns e outras varri da memória, retirei da vida.

Encontro na rua um desses fantasmas, paro a conversar, escuto, correspondo às frases, às saudações, aos elogios, aceito o abraço, o beijo fraterno de Judas. “Sigo adiante e o tipo pensa que mais uma vez me enganou, mal sabe ele que está morto e enterrado”.

 

  • Agenda MPA

Sexta, 16, tem show de Nonato Santos e Rony Moraes no palco do Norte das Águas, com participação do músico Tom Campos, a partir das 22h, com Paulo de Tarso abrindo a noite (voz e violão).
Informações: 98118-9131 e 99193-1110.

 

  • Festival

Nos dias 9, 10 e 11 de novembro, o cantor e compositor, Chermont Júnior, esteve em Gurupi (TO) participando do Festival de Música daquela cidade.
A canção que esse festivaleiro interpretou foi “Sina de Cantador”. Chermont é um grande defensor do cancioneiro do Amapá nos festival pelo Brasil. Parabéns.

 

  • Audiovisual

Banda Base da bateria de Piratas da Batucada criou um projeto para tocar nas festas do final do ano, na cadência do samba. O contato para os shows são feitos pelo telefone: 98124-8740.

 

  • Miss Caipira

Quadrilha junina Simpatia da Juventude anuncia a saída de sua miss caipira, Mikaelly Medeiros, do grupo. Segundo a nota publicada pela diretoria, na página da instituição, no Face book, a decisão partiu da própria Micaelly que alegou ter outros planos para 2019.
A miss atuou na Simpatia da Juventude de 2015 a 2018 e conquistou vários títulos por onde passou. Boa sorte.

 

  • Show

No feriado de quinta, 15, tem show de Wanderley Andrade, no Norte das Águas, cantando seus maiores sucessos do brega-chic da Amazônia.
No Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 98137-3130 e 99193-8466.

 

  • Gravando

A Banda amapaense, Afro Brasil, já está selecionando repertório para a gravação do 2º disco, com músicas no ritmo do batuque, marabaixo, zimba, cacicó, lambada, cúmbia e outros estilos.

 

  • Banzeiro

Vai começar as oficinas e ensaios do projeto Banzeiro do Brilho-de-Fogo, na Praça Floriano Peixoto, a partir das 7 da noite do dia 1º de dezembro.
Leve toda a família para participar desse movimento.