Macapá: a capital do meio do mundo

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Macapá é um município brasileiro, capital do meio do mundo (monumento Marco Zero do Equador), e a maior cidade do estado do Amapá. Situa-se no sudeste do estado e é a única capital estadual que não possui interligação por rodovia a outras. Além disso, é a única cortada pela linha do Equador e que é localizada às margens do Rio Amazonas, o maior rio de água doce do planeta. Macapá pertence à mesorregião do Sul do Amapá e à microrregião homônima. É localizada no extremo norte do país, a 1.791 quilômetros de Brasília.

O município é o 98º maior PIB da nação, e a quinta cidade mais rica do norte brasileiro, respondendo por 2,85% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) da região. Na Amazônia, é a terceira maior aglomeração urbana, com 3,5% da população de toda a Região Norte do Brasil, reunindo em sua região metropolitana mais de 519 mil habitantes. Aproximadamente 60% da população do estado está na capital. Sua área é de 6.407 km² representando 4,4863 % do estado, 0,1663 % da Região e 0,0754 % de todo o território brasileiro.

Os dados de 2012 do IBGE revelam que a população da cidade é de 415. 554 habitantes, sendo a 53ª cidade mais populosa do Brasil e a quinta cidade mais populosa do norte. Atualmente, vive um momento de crescimento tanto econômico quanto populacional, o que vem mudando o seu cenário e atraindo investimentos externos para o estado.

A toponímia é de origem tupi, como uma variação de “Macapaba”, que quer dizer lugar de muitas bacabas, uma palmeira nativa da região (Oenocarpus bacaba Mart.). Antes de ter o nome de “Macapá”, o primeiro nome concedido oficialmente às terras da cidade foi “Adelantado de Nueva Andaluzia”, em 1544, por Carlos V de Espanha, numa concessão a Francisco de Orellana, navegador espanhol que esteve na região.

Macapá é uma cidade que tem o ritmo contagiante do Marabaixo e do Batuque, principais identidades musicais desse lugar que tem a cara e o jeito do seu povo, que mora nessa imensa floresta amazônica. Uma cidade vigiada pela exuberante Fortaleza de São José, patrimônio tucuju.

Samba
Na sexta, 8, tem projeto Samba no Mercado Central, a partir das 7 da noite.
Grupos de samba Nosso Jeito e Trio Bom Ki Só.

Festimap
De 7 e 16 de julho, Macapá vai sediar o 4º Festival Internacional de Música Instrumental – de todas as músicas.
São mais de 20 cursos dentro da programação, com mais de 25 professores, da França, Guyana Francesa, São Paulo, Rio de Janeiro, Holanda, Cuba, além do Amapá com coral e orquestras.
No colégio Antônio Pontes (antigo GM – Fab), Praça Veiga Cabral e Garden Shoping. Informações: 99189-8067.

São Batuques
Dia 9/7 tem show musical “São Batuque”, com Beto Oscar e Helder Brandão, no Coffee Beer (ao lado do Macapá Hotel), às 9 da noite.
Artistas convidados: Naldo Maranhão, Enrico Di Miceli, Rebecca Braga, Alan Yared e Osmar Júnior. Informações: 98137-3130/9125-9182.

Macapá Verão
Contagem regressiva para o início da programação artística cultural do Macapá Verão 2016.
Domingo, 10, no balneário de fazendinha.

Expofeira
GEA já anunciou que não irá realizar a Expofeira Agropecuária 2016, alegando falta de recurso financeira para realizar o evento.

“Amapá”
Nome do novo CD (disco) do cantor e compositor Mauro Guilherme, que já está finalizado.
Logo teremos o lançamento. Aguardando.

“Oura”
Título do novo CD (disco) do cantor e compositor paraense, Allan Carvalho, que desenvolve belos projetos de valorização à cultura regional amazônica.
Recebi de presente. Obrigado, mano velho.


Lei Rouanet: o que é e pra que serve

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A Lei de Incentivo à Cultura, popularmente chamada de Lei Rouanet, é conhecida principalmente por sua política de incentivos fiscais. Esse mecanismo possibilita que cidadãos (pessoa física) e empresas (pessoa jurídica) apliquem parte do Imposto de Renda devido em ações culturais brasileiras, em todos os segmentos (grande destaque da lei). Promoção, proteção e valorização. Assim, além de ter benefícios fiscais sobre o valor do incentivo, esses apoiadores fortalecem iniciativas culturais que não se enquadram em programas do Ministério da Cultura.

O percentual disponível de 6% (Imposto de Renda pessoa física) e 4% (Imposto de Renda pessoa jurídica), ainda que relativamente pequeno permitiu que em 2008 fossem investidos em cultura, segundo o Ministério da Cultura, mais de 1 bilhão de reais.

A lei surgiu para educar as empresas e cidadãos a investirem em cultura, e inicialmente daria incentivos fiscais, pois com o benefício no recolhimento do imposto a iniciativa privada se sentiria estimulada a patrocinar eventos culturais, uma vez que o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público. No entanto a lei tem sido atacada, em vez de ensinar empresas a investirem em cultura, ensiná-las a fazer propaganda gratuita.

A crítica principal é que o governo, ao invés de investir diretamente em cultura, começou a deixar que as próprias empresas decidissem qual forma de cultura merecia ser patrocinada. Outras críticas incluem a possibilidade de fundos serem desviados inapropriadamente.

Os incentivos da União (governo) à cultura somam 310 milhões de reais: 30 milhões para a Funarte e 280 milhões para a Lei Rouanet (porcentagem investida diretamente pela União), enquanto o incentivo fiscal deixa de adicionar aos cofres da união cerca de 1 bilhão por ano (desde 2009).

Patrimônio
O Iphan publicou, desde sua criação, em 1937 – cerca de 1,5 mil títulos, que proporcionam a estudantes, pesquisadores, professores e ao público em geral.
Um conjunto de obras de referência, essencial ao conhecimento do processo de formação do Patrimônio Cultural Brasileiro. (www.iphan.gov.br)

Festimap
De 7 e 16 de julho, Macapá vai sediar o 4º Festival Internacional de Música Instrumental – de todas as músicas.
São mais de 20 cursos dentro da programação, com mais de 25 professores, da França, Guyana Francesa, São Paulo, Rio de Janeiro, Holanda, Cuba, além do Amapá com coral e orquestras.
No colégio Antônio Pontes (antigo GM – Fab), Praça Veiga Cabral e Garden Shoping. Informações: 99189-8067.

São Batuques
Dia 9/7 tem show musical “São Batuque”, com Beto Oscar e Helder Brandão, no Coffee Beer (ao lado do Macapá Hotel), às 9 da noite.
Artistas convidados: Naldo Maranhão, Enrico Di Miceli, Rebecca Braga, Alan Yared e Osmar Júnior. Informações: 98137-3130/9125-9182.

Macapá Verão
Contagem regressiva para o início da programação artística cultural do Macapá Verão 2016.
Domingo, 10, no balneário de fazendinha.

Expofeira
GEA já anunciou que não irá realizar a Expofeira Agropecuária 2016, alegando falta de recurso financeira para realizar o evento

“Amapá”
Nome do novo CD (disco) do cantor e compositor Mauro Guilherme, que já está finalizado.
Logo teremos o lançamento. Aguardando.

“Oura”
Título do novo CD (disco) do cantor e compositor paraense, Allan Carvalho, que desenvolve belos projetos de valorização à cultura regional amazônica.
Recebi de presente. Obrigado, mano velho.


Encontro das Artes

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A Galeria de Artes Samaúma tomou a iniciativa e vai realizar o I Encontro das Artes, nesta sexta (18), na sede da instituição, no Complexo do Araxá, a partir das 16h. O espaço foi cedido pela Prefeitura de Macapá para funcionar a Galeria.

 

A ideia é reaproximar e fortalecer os movimentos da arte tucuju, sobretudo, as artes plásticas que precisam reorganizar a classe e planejar o calendário dos eventos das instituições com suas exposições.

 

O artista plástico Wagner Ribeiro, que coordena a Galeria de Artes Samaúma, há três anos, fechou uma parceria com o programa “O Canto da Amazônia” (Diário FM 90,9), e este será apresentado ao vivo do local.

 

“Esse encontro é uma forma de chamar a atenção da sociedade e dos artistas, através do rádio, fazendo crescer nossa classe. A Diário FM é uma parceira de todas as artes”, disse Wagner Ribeiro.

 

Vários artistas foram convidados para esse Encontro, que vai marcar o início de um novo momento para as artes plásticas do Amapá, que precisam estar forte, assim como sempre foi. Dando contribuição e retratando as belezas amazônicas em suas telas.

 

 

 

 

 


Projeto “Vamos Comer Teatro” estreia temporada

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Dando inicio as suas atividades culturais de 2016, o Sesc/AP apresenta nesta terça -feira (23), às 19h no Teatro Porão, o Projeto Vamos Comer Teatro com o espetáculo teatral “Malcriadas”.

O projeto oportuniza grupos e companhias a exporem seus trabalhos e estimula a criação de novos espectadores para as artes cênicas por meio das encenações de teatro e circo. 

O espetáculo “Malcriadas” é uma livre inspiração da dramaturgia de Jean Genet “As Criadas” e desenvolvido em dois planos: social e psicológico. O jogo é iniciado, desenvolvido e terminado pela relação patrão/empregado.  

As empregadas são subservientes e vivem tramando contra sua patroa num plano perigoso, arriscado num desafio tênue entre a relação estabelecida opressor/oprimido. Nesse jogo a figura central a patroa, entra no jogo na medida em que se revelam as provas cabais que comprometem suas subordinadas ao desvendar, ainda que indiretamente, seus crimes. (Alessandra Leite/Genário Dunas).


Conheça o que é o Marabaixo

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O Marabaixo é uma manifestação folclórica afro-amapaense, que consiste em homenagear o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade em duas partes: a sagrada (missas, novenas, ladainhas) e a profana (dança do Marabaixo, bailes). Essas homenagens ocorrem durante o ciclo do Marabaixo, que começa sempre na Páscoa e termina no Domingo do Senhor (primeiro domingo após Corpus Christi). Durante os festejos, misturam-se rituais africanos (corte dos mastros, quebra da murta, danças) e europeus-católicos (missas, novenas, procissões). A origem do nome é incerta: alguns afirmam que vem do árabe marabut (louvar); outros afirmam que vem do fato dos escravos serem trazidos mar abaixo nos navios negreiros (ou seja, da África para o Brasil).

Na dança do Marabaixo, as mulheres vestem-se com anáguas, saias rodadas floridas, camisa branca, colares, lenço no ombro e flor atrás da orelha, uma versão estilizada das roupas das escravas. Os homens usam roupas brancas e tocam com duas baquetas grandes tambores chamados caixas ou caixa de Marabaixo. Tanto os tocadores quanto as mulheres cantam os versos improvisados chamados ladrões; muitos desses versos têm teor religioso. Todos dançam em círculo, sentido anti-horário e ao redor de si mesmos.

Está presente principalmente nos bairros do Laguinho e Santa Rita, na zona urbana de Macapá; mas também em outras comunidades negras do Amapá, como Mazagão Velho, Campina Grande, Lagoa dos Índios, Coração, Curiaú, Maruanum, entre outras. O Marabaixo é a maior e mais autêntica expressão cultural do povo amapaense.


Qual o conceito de cultura?

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É comum dizermos que uma pessoa não possui cultura quando ela não tem contato com a leitura, artes, história, música, etc. Se compararmos um professor universitário com um indivíduo que não sabe ler nem escrever, a maior parte das pessoas chegaria à conclusão de que o professor é “cheio de cultura” e o outro, desprovido dela. Mas, afinal, o que é cultura?

A cultura é do povo e vem do povo para o povo. Ela não tem nome dono e nem sobrenome, é popular e é uma manifestação de um todo reunido em prol de mantê-la sempre viva e presente entre todos. É uma manifestação voluntária sem regras de comportamento, livre e capaz de envolver o mundo.

Para o senso comum, cultura possui um sentido de erudição, uma instrução vasta e variada adquirida por meio de diversos mecanismos, principalmente o estudo. Quantas vezes já ouvimos os jargões “O povo não tem cultura”, “O povo não sabe o que é boa música”, “O povo não tem educação”, etc.? De fato, esta é uma concepção arbitrária e equivocada a respeito do que realmente significa o termo “cultura”.

Não podemos dizer que um índio que não tem contato com livros, nem com música clássica, por exemplo, não possui cultura. Onde ficam seus costumes, tradições, sua língua?

O conceito de cultura é bastante complexo. Em uma visão antropológica, podemos o definir como a rede de significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, ou seja, a sociedade. Essa rede engloba um conjunto de diversos aspectos, como crenças, valores, costumes, leis, moral, línguas, etc.

Nesse sentido, podemos chegar à conclusão de que é impossível que um indivíduo não tenha cultura, afinal, ninguém nasce e permanece fora de um contexto social, seja ele qual for. Também podemos dizer que considerar uma determinada cultura (a cultura ocidental, por exemplo) como um modelo a ser seguido por todos é uma visão extremamente etnocêntrica.


Carimbó: ritmo musical do Pará

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O Carimbó é considerado um gênero musical de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se recebendo outras influências, principalmente negra. Seu nome, em língua tupi, refere-se ao tambor com o qual se marca o ritmo, o curimbó. Surgida em torno de Belém (PA), na zona do Salgado (Marapanim, Curuçá, Algodoal) e na Ilha de Marajó, passou de uma dança tradicional para um ritmo moderno, influenciando a lambada e o zouk.

O município de Marapanim é considerado “A Terra do Carimbó”. Na sede do município e em outras localidades existem dezenas de conjuntos (grupos) de Carimbó, tais como: Flor da Cidade, Uirapuru, Raízes, Os Brasas de Marapanim, entre outros. O maior compositor de carimbó de todos os tempos foi um Marapaniense, mestre Lucindo Rabelo da Costa, nascido às margens do Rio Cajutuba. De rara beleza poética, as canções compostas por Mestre Lucindo falavam de mar, lua, sol, mulher, saudade, pescaria, pássaros, afim, de todas essas coisas que fazem parte do cotidiano do paraense nascido e criado na região do Salgado.

Em algumas regiões próximas às cidades de Marapanim e Curuçá, o gênero se solidificou, ganhando o nome que tem hoje. Maranhãozinho, no município de Marapanim; e Araquaim, em Curuçá, são dois dos sítios que reivindicam hoje a paternidade do gênero, sendo o primeiro o mais provável deles. Em Marapanim, na região do Salgado, nordeste paraense, o gênero é bastante cultivado, acontecendo anualmente o “Festival de Carimbó de Marapanim — O Canto Mágico da Amazônia”, no mês de novembro.

Na forma tradicional, é acompanhada por tambores feitos com troncos de árvores. Aos tambores se dá o nome de “curimbó”, bem parecido com o nome do próprio ritmo, uma corruptela da palavra carimbó. Costumam estar presentes também os maracás.

A formação instrumental original do carimbó era composta por dois curimbós: um alto e outro baixo, em referência aos timbres (agudo e grave) dos instrumentos; uma flauta de madeira (geralmente de ébano ou acapú, aparentadas ao pife do nordeste), maracás e uma viola cabocla de quatro cordas, posteriormente substituída pelo banjo artesanal, feito com madeira, cordas de náilon e couro de veado. Hoje o instrumental incorpora outros instrumentos de sopro, como flautas, clarinetes e saxofones.


O que é música popular?

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Música popular é qualquer gênero musical acessível ao público em geral. Distingue-se da música folclórica por ser escrita e comercializada como uma comodidade, sendo a evolução natural da música folclórica, que seria a música de um povo transmitida ao longo das gerações.

São muitos numerosos os gêneros inerentes à música popular tais como: o samba, chorinho, frevo, baião, maracatu, música caipira, música nativista gaúcha, as cantilenas, rock, blues, jazz. Em geral estão associados ao ritmo, a cultura e a construção de uma sociedade. Assim, pessoas nascidas durante os anos 60 tendem a apreciar as músicas dos anos 70, tais como os Beatles, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico Buarque de Hollanda e Quarteto em Cy ou os Rolling Stones, Mutantes, Os Novos Baianos e a Tropicália.

Evidentemente que é grande a variedade de gêneros apreciados e muitas vezes os que apreciam um gênero podem não apreciar outro. Como por exemplo brasileiro, um apreciador de Samba na grande maioria das vezes não aprecia a música sertanejo universitário, e vice-versa por motivos óbvios a sertanejo universitário utilizada cultura de massa e uma música de entretenimento utilizada pela mídia e o samba é cultura do povo brasileiro.

Muito da música popular provém de negócios disseminados com fins lucrativos. Executivos e empregados de negócios vinculados à música popular tentam selecionar e cultivar a música que teria um grande sucesso com o público, e assim maximizar os negócios da empresa. Nessa acepção, a música popular é distinta da música folclórica, criada pelo povo em geral para sua própria apreciação, e a música clássica, originalmente escrita para a igreja ou para a nobreza, e atualmente subsidiada pelos governos e universidades.

Apesar de os negócios controlarem os pilares da música popular, nem sempre os jovens aspirantes a se tornarem músicos populares são impulsionados pelo dinheiro. Em geral, eles aspiram a encontrar uma forma para sua expressão ou criatividade, ou simplesmente por diversão. Historicamente, os motivos de conflito de executivos e músicos se tornaram motivo de tensão na indústria da música popular pelo mundo.


MinC financiou 2.896 projetos culturais em 2015

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Em 2015, até a data de hoje (23 de dezembro), 2.896 cidadãos do Brasil fizeram doações a projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura (MinC) para captação de recursos de renúncia fiscal via Lei Rouanet. Oriundos de todas as regiões do país, os recursos disponibilizados por pessoas físicas somam mais de R$ 14 milhões neste ano, apoiando a realização de atividades dos diversos segmentos culturais, selecionadas pelos próprios doadores. Assim como pessoas jurídicas, o indivíduo que faz declaração no modelo completo pode descontar parte do que pagaria de imposto de renda para financiar projetos culturais. A faixa de renúncia é de 6% do imposto devido e quem executar a doação até 31 de dezembro poderá incluir o abatimento ainda na declaração deste exercício, a ser feita a partir de março de 2016.

Segundo a Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), mais de 10 milhões de brasileiros fazem a declaração do IRPF no modelo completo. Considerando a faixa de renúncia de 6%, a captação de recursos de pessoas físicas para a cultura, via incentivo fiscal, tem um potencial de mais de R$ 4 bilhões por ano, três vezes mais do que o mecanismo movimenta atualmente.

Por isso, depois de realizar a primeira edição do Seminário Doação por Pessoas Físicas para Cultura, em Brasília, em outubro passado, com vagas esgotadas e transmissão online, o MinC quer intensificar o estímulo a esta alternativa de investimento. “Em 2016, vamos implementar no site um mecanismo mais acessível e esclarecedor para os interessados em fazer doação, lançar uma campanha de mobilização e realizar mais edições do seminário”, elenca Carlos Paiva.

“Além de engajar a sociedade, o MinC quer mostrar aos produtores culturais como esta é uma fonte de financiamento eficaz, que diversifica as possibilidades de sustentabilidade de projetos, grupos e espaços culturais. A constituição de uma rede de apoiadores oferece risco menor, já que, ao contrário do patrocínio empresarial, a saída de alguns não inviabiliza a iniciativa cultural. E são muitas as estratégias possíveis para mobilizar recursos de pessoas físicas, como a possibilidade de recompensas ou clube de benefícios”, explica Paiva.

De doações registradas que vão de R$ 10,00 a algumas dezenas de milhares de reais, a captação de recursos de pessoas físicas ainda se destaca pelo caráter descentralizado do investimento, pela menor competitividade, pelo distanciamento da lógica do marketing cultural e pela relação de proximidade com os investidores. (www.cultura.gov.br)