Mestre Vieira: o criador da “Guitarrada”

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A Guitarrada é um gênero musical paraense instrumental surgido da fusão do choro com carimbó, cúmbia e jovem guarda, entre outros. É também chamado de lambada instrumental. O seu criador é o Mestre Vieira. Neste estilo a guitarra elétrica é solista. Os principais representantes da atualidade são os grupos: Mestres da Guitarrada, Cravo Carbono e La pupuña.

Joaquim de Lima Vieira, o Mestre Vieira, nasceu em 29/10 de 1934, é um músico brasileiro, tem 20 discos solo gravados. A música “Lambada Jamaicana” (lançada em 82, vinil “Melô da Cabra”) é seu maior sucesso. Desde 2003 integra também o grupo Mestres da Guitarrada, tendo 2 cds lançados: Mestres da Guitarrada (2004, selo Funtelpa) e Música Magneta (2008, Selo Candeeiro Records). Em 2008 recebeu do Ministério da Cultura a medalha de Ordem ao Mérito Cultural pelo seu relevante serviço prestado à cultura brasileira. É um gênero musical único no mundo. Criado por Mestre Vieira, natural de Barcarena, o ritmo musical surgiu em Belém (PA), a guitarra faz sempre o solo em ritmos como cúmbia, carimbó e merengue. A guitarrada tem como marco o lançamento do disco “Lambadas das Quebradas” (1978). A inovação do disco foi apresentar temas instrumentais para guitarra, sempre valorizando os ritmos amazônicos e caribenhos. Mestre Vieira, tem seu trabalho fortemente influenciado pelo choro e revelou-se virtuose ainda criança. Depois de ter tocado bandolim, banjo, cavaquinho, violão e instrumentos de sopro, ele só teve contato com a guitarra elétrica na década de 70. Mestre Curica, também está ligado à tradição musical paraense. Ao lado de Verequete e Pinduca, é um dos importantes artistas que tocam carimbó. Ele foi o principal arranjador dos discos de Verequete e participou do primeiro registro de carimbó em disco, no ano de 1971. Curica também fabrica seus instrumentos e é considerado um dos responsáveis pela popular utilização do banjo nos arranjos de carimbó.

Aldo Sena, conta que se apaixonou pela guitarrada quando ouviu o disco “Lambadas das Quebradas”, de Mestre Vieira. No mesmo ano, Aldo Sena já estava apresentando ao público o seu trabalho autoral, feito com a banda “O Popular de Igarapé Mirim”.

 

  • Aclamação

Diego Armando foi aclamado como novo presidente da escola de samba Piratas Estilizados. Ele é prata da casa e desde criança já participava dos eventos da escola, sempre acompanhado pelos pais. Boa sorte.

 

  • Antônio

Hoje (13) de junho, é comemorado e festejado o Dia de Santo Antônio, conhecido como o santo casamenteiro.

 

  • Barca

Sexta (15), tem o projeto Barca do Iraguany com o arraial da música brasileira e participações, no bar Sankofa (orla do Santa Inês), 21h.
Convidados: Peterson Assis, Roni Moraes, Marven Június, Neilton Pezão e banzeiro do Brilho-de-Fogo.

 

  • Banzeiro

Iniciaram os ensaios e oficinas do projeto Banzeiro do Brilho-de-Fogo, na Praça Floriano Peixoto (sexta e sábado, 19h).
Preparação para p Cortejo de Julho. Inscreva-se.

 

  • Festival

O 2º Festival Estudantil Cantando Marabaixo vai acontecer no dia 16 de junho (Dia Estadual do Marabaixo), no colégio Jesus de Nazaré.

 

  • Poetinha

Osmar Júnior, carinhosamente chamado pelos fãs de Poetinha da Amazônia, comemora seu aniversário de 55 anos cantando juntos com seus amigos artistas, dia 14 de junho. Cléverson Baía, Marcelo Dias, Rambolde Campos, Beatos Cabanos, Amadeu Cavalcante, Val Milhomem, Zé Miguel, Nivito Guedes, Carlitão João Amorim, Finéias Neluty e outros. No Bar do Abreu – av: FAB – Centro, às 9 da noite. Informações: 99108-4393. Parabéns.

 

  • Exposição

Continua, até 15 de junho, a exposição “Macapá 260 Anos – Reminiscência”, do artista plástico e designer amapaense, Ralfe Braga.
No restaurante Sagrada Família, na av: Presidente Vargas entre as ruas Tiradentes e Gal. Rondon – Centro.


O mestre violonista Nonato Leal

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Raimundo Nonato Barros Leal (Nonato Leal). No dia 23 de julho 192, nasceu na cidade da Vigia (PA). O professor, músico e compositor Nonato Leal aos 8 anos de idade inicia com seu pai sua vida musical. Com 10 anos se apresentava ao público pela primeira vez tocando violino. Aos 13 anos começa a tocar banjo e aos 15, bandolim, violão tenor e viola. Aos 18 anos inicia o aprendizado de violão. Com 19 anos, compõe a primeira música chamada “Tauaparanassu”.

Foi para Belém aos 20 anos onde tomou parte do Cast. Artístico da PRC-5 Rádio Clube do Pará. Em 1945 se apresenta na radio nacional – RJ no programa Papel Carbono (Renato Murce) e tira nota 10, imitando o violonista Dilermano Reis com a música “Se Ela Perguntar”. Em 1950, ingressa na rádio Marajoara (PA) e excursiona pelo interior do Pará com os músicos e cantores do Cast. da emissora.

Em fevereiro de 1952, chega a Macapá (onde reside até hoje) a convite do seu irmão Oleno Leal, onde é convidado a fazer parte da rádio Difusora de Macapá. Em 1953 conhece Paracy Jucá Leite, com quem se casa, em 1954.

Tocou com artistas renomados como ANGELA MARIA, NELSON GONÇALVES, WALDICK SORIANO, CARMEM COSTA, CARLOS GALHARDO, JOÃO DO VALLE, LUIS GONZAGA, ARNALDO RAYOL, AGNALDO RAYOL. Também com o TRIO MUIRAQUITÃ, SEBASTIÃO TAPAJÓS, NILSON CHAVES, WALTER BANDEIRA, LUCINHA BASTOS, entre outros.

Excursionou pelo interior do Amapá sob o patrocínio do Governo. Participou da Semana de Arte Amapaense em 1981 e 1984. Em 1958 fez vários programas nas RÁDIOS DRAGÃO DO MAR, VERDES MARES E UIRAPURU no estado do Ceará. Compôs vários sambas- enredo para diversas escolas de samba do Amapá. Em 1982 e 1983 participou dos recitais de violão da REDE NACIONAL DA MÚSICA (FUNARTE). Em 1987 participou também do recital didático VILLA-LOBOS, curso de violão do SESC. Foi professor de violão na escola “WALQUIRIA LIMA” de 1970 a 1988.

 

  • Namorados

Neste dia 12 de junho, dia dos namorados, desejamos toda a felicidade e amor do mundo aos artistas do Brasil, principalmente do Amapá. Felicidade.

 

  • Agenda

Sexta, 15, tem o show “Maioridade” com a Banda Negro de Nós e convidados, no Norte das Águas.
Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 99124-6737 e 98136-3999.

 

  • Lançamento

Show de lançamento do 3º disco (CD) do Quarteto Casa Nova (Forever In Your Mind), na sexta (15), na casa de shows Dona Antônia. Na av: Gal. Gurjão entre as ruas São José e Cândido Mendes (ao lado do Teatro das Bacabeiras, às 23h. Informações: 99194-2402 e 99148-5866.

 

  • Forrozão

Divulgado o calendário das festas juninas do Município de Santana, denominado Circuito Junino, de 14 a 22 de junho.
No estádio Vilelão, a partir das 18h.

 

  • Festival

O 2º Festival Estudantil Cantando Marabaixo vai acontecer no dia 16 de junho (Dia Estadual do Marabaixo), no colégio Jesus de Nazaré.

 

  • Poetinha

Osmar Júnior, carinhosamente chamado pelos fãs de Poetinha da Amazônia, comemora seu aniversário de 55 anos cantando juntos com seus amigos artistas, dia 14 de junho. Cléverson Baía, Marcelo Dias, Rambolde Campos, Beatos Cabanos, Amadeu Cavalcante, Val Milhomem, Zé Miguel, Nivito Guedes, Carlitão João Amorim, Finéias Neluty e outros. No Bar do Abreu – av: FAB – Centro, às 9 da noite. Informações: 99108-4393. Parabéns.

 

  • Exposição

Continua, até 15 de junho, a exposição “Macapá 260 Anos – Reminiscência”, do artista plástico e designer amapaense, Ralfe Braga.
No restaurante Sagrada Família, na av: Presidente Vargas entre as ruas Tiradentes e Gal. Rondon – Centro.


A importância da Lei de incentivo à cultura

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O desmantelo praticado pelo governo anterior em diversas áreas, com uma sucessão de escândalos de corrupção e desvios, só fez agravar na sociedade brasileira o sentimento de descrença generalizada em relação à administração dos recursos públicos. Como resultado de tamanho descrédito, até mesmo algumas boas instituições existentes há muito tempo passaram a ser duramente criticadas por parcela significativa da opinião pública. É o caso, por exemplo, da Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991, a Lei Rouanet, uma importante iniciativa para fomentar a atividade cultural no país.

Ao contrário do que muitos brasileiros imaginam, a lei de incentivo à cultura é um avanço que deve ser preservado. É evidente que vários ajustes são necessários para que se corrijam distorções, mas a legislação tem uma importância inquestionável. Nesse curto período à frente do Ministério da Cultura, constatamos que os mecanismos de fiscalização e controle em relação aos projetos viabilizados pela lei estão desatualizados e precisam ser aperfeiçoados com urgência. É exatamente a partir de tal deficiência que surgem os maiores problemas envolvendo irregularidades ou desvios de finalidade dos mais variados tipos. Entretanto, é possível corrigir os rumos sem acabar com a Lei Rouanet, o que só prejudicaria a cultura brasileira.

Há algumas semanas, o Ministério da Cultura divulgou uma lista com 96 projetos realizados via Lei Rouanet que tiveram suas prestações de contas aprovadas e outros 31 reprovados. Esse último grupo terá de devolver aos cofres públicos, por meio de um depósito na conta do Fundo Nacional da Cultura (FNC), mais de R$ 4,7 milhões, o que corresponde ao valor total reprovado acrescido da atualização pelos índices da caderneta de poupança. Entre os motivos para a reprovação, estão o descumprimento do objeto ou do objetivo do projeto, omissão na prestação de contas, falha na análise financeira, entre outros. (www.cultura.gov.br).

 

  • É hoje

Show “Amor e Música”, nesta sexta (8), em homenagem aos namorados, no Norte das Águas com Amadeu Cavalcante e Nani Rodrigues, às 22h.
Complexo Marlindo Serrano – Araxá, 22h. Informações: 99111-0201 e 99126-6262.

 

  • Dança

Comemore o dia dos namorados com o grupo Flor Pequena, (bolero, dança flamenca e outros estilos), no Shopping Independência, às 13h.
Rua Independência – Centro.

 

  • Poetinha

Osmar Júnior, carinhosamente chamado pelos fãs de Poetinha da Amazônia, comemora seu aniversário de 55 anos cantando juntos com seus amigos artistas, dia 14 de junho. Cléverson Baía, Marcelo Dias, Rambolde Campos, Beatos Cabanos, Amadeu Cavalcante, Val Milhomem, Zé Miguel, Nivito Guedes, Carlitão João Amorim, Finéias Neluty e outros.No Bar do Abreu – av: FAB – Centro, às 9 da noite. Informações: 99108-4393. Parabéns.

 

  • Prazo

Encerra nesta sexta (8), o prazo de inscrição para artistas interessados em participarem do Macapá Verão 2018. www.macapa.ap.gov.br).

 

  • EP

Cantores, compositores e poetas, Joãozinho Gomes e Val Milhomem, anunciam que no segundo semestre desse ano, gravarão um EP com músicas inéditas. Belo presente.

 

  • Exposição

Continua, até 15 de junho, a exposição “Macapá 260 Anos – Reminiscência”, do artista plástico e designer amapaense, Ralfe Braga.
No restaurante Sagrada Família, na av: Presidente Vargas entre as ruas Tiradentes e Gal. Rondon – Centro.

 

  • Imperdível

Dia 15 de junho tem o show “Maioridade” da Banda Negro de Nós, no Norte das Águas, a partir das 22h. Como convidado especial o cantor Neivaldo Santos. No Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano) – Araxá. Informações: 99124-6737 e 99174-7851.


Samaúma: a rainha da floresta

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Samaúma ou Sumaúma (Ceiba pentranda) é uma árvore encontrada na Amazônia. É considerada sagrada para ao antigos povos “maia” e os que habitam as florestas. A palavra samaúma é usada para descrever a fibra obtida dos seus frutos. A planta é conhecida também por algodoeiro. Cresce entre 60–70m de altura e o seu tronco é muito volumoso, até 3 m de diâmetro com contrafortes. Alguns exemplares chegam a atingir os 90m de altura, sendo, por isso, uma das maiores árvores da flora mundial.

Essa árvore consegue retirar a água das profundezas do solo amazônico e trazer não apenas para abastecer a si mesma, mas também pra repartir com outras espécies. De crescimento relativamente rápido, pode alcançar os 40 metros de altura.

Em determinadas épocas “estrondam” irrigando toda a área em torno dela e o reino vegetal que a circunda.

A samaumeira é tipicamente amazônica, conhecida como a “árvore da vida” ou “escada do céu”. Os indígenas consideram-na “a mãe” de todas as árvores. Suas raízes são chamadas de sapobemba. Estas raízes são usadas na comunicação pela floresta, que é feita através de batidas em tais estruturas. Possui uma copa frondosa, aberta e horizontal.

Além disso, a árvore apresenta propriedades medicinais e é considerada pelos povos da floresta, uma árvore com poderes mágicos, protegendo inclusive as demais árvores e os habitantes da floresta.

A fibra é muito leve, altamente inflamável e resistente à água. O processo de separação da fibra é manual. É usada como uma alternativa ao algodão para encher almofadas, colchões (antigamente) e para isolamentos. Na atualidade, a sumaúma foi substituída por materiais sintéticos. As sementes produzem um óleo usado para fabricar sabão e também são usadas como o fertilizante. (www.caliandradocerrado.com.br).

 

  • Festival

Movimento Nação Marabaixeira vai realizar a 2ª edição do Festival estudantil Cantando Marabaixo, em 16 de junho, Dia Estadual do Marabaixo.
Nove (9) escolas estão concorrendo. Na quadra do colégio Azevedo Costa – Laguinho, às 19h.

 

  • Domingueira

Associação Quilombola Tia Bela vai realizar a 1ª Domingueira Junina, dia 24 de junho, na comunidade de Campina Grande, a partir das 14h.
Todo dinheiro arrecadado no evento será para a construção do posto de saúde da vila.

 

  • Agenda

Sexta, 8, tem show em homenagem aos namorados, com Amadeu Cavalcante e Nani Rodrigues (marido e mulher), “Amor e Música”. No Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano) – Araxá, 22h. Informações: 99111-0201 e 99126-6262.

 

  • Macapá Verão

Última semana de inscrição para artistas interessados em participar do Edital para o Macapá Verão 2018 (até sexta, 8). Informações no site da prefeitura de Macapá www.macapa.ap.gov.br.

 

  • Exposição

Continua, até 15 de junho, a exposição “Macapá 260 Anos – Reminiscência”, do artista plástico e designer amapaense, Ralfe Braga.
No restaurante Sagrada Família, na av: Presidente Vargas entre as ruas Tiradentes e Gal. Rondon – Centro.

 

  • Imperdível

Dia 15 de junho tem o show “Maioridade” da Banda Negro de Nós, no Norte das Águas, a partir das 22h. Como convidado especial o cantor Neivaldo Santos. No Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano) – Araxá. Informações: 99124-6737 e 99174-7851.

 

  • Bandaia

Todo domingo tem o projeto Roda de Bandaia, no Norte das Águas, a partir das 17h, com assinatura do cantor e compositor João Amorim.
No Complexo Marlindo Serrano – Araxá.


Então, o que é música afinal?

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Essa pergunta tem sido alvo de discussão há décadas. Alguns autores defendem que música é a combinação de sons e silêncios de uma maneira organizada. Vamos explicar com um exemplo: Um ruído de rádio emite sons, mas não de uma forma organizada, por isso não é classificado como música. Essa definição parece simples e completa, mas definir música não é algo tão óbvio assim.

Podemos classificar um alarme de carro como música? Ele emite sons e silêncios de uma maneira organizada, mas garanto que a maioria das pessoas não chamaria esse som de música.

Então, o que é música afinal? De uma maneira mais didática e abrangente, a música é composta por melodia, harmonia e ritmo.

Melodia é a voz principal do som, é aquilo que pode ser cantado. Harmonia é uma sobreposição de notas que servem de base para a melodia. Por exemplo, uma pessoa tocando violão e cantando está fazendo harmonia com os acordes no violão e melodia com a voz. Cada acorde é uma sobreposição de várias notas, por isso que os acordes fazem parte da harmonia.

Vale destacar que a melodia não necessariamente é composta por uma única voz; é possível também que ela tenha duas ou mais vozes, apesar de ser menos frequente essa situação. Para diferenciar melodia de harmonia nesse caso, podemos fazer uma comparação com um navio no oceano. O navio representa a harmonia e as pessoas dentro do navio representam a melodia. Tanto o navio quanto as pessoas estão se mexendo, e as pessoas se mexem dentro do navio enquanto ele navega pelo oceano. Repare que o navio serve de base, suporte, para as pessoas. Elas têm liberdade para se movimentar apenas dentro do navio. Se uma pessoa pular para fora do navio, será desastroso. Com melodia e harmonia, é a mesma coisa.

Ritmo é a marcação do tempo de uma música. Assim como o relógio marca as horas, o ritmo nos diz como acompanhar a música. Cada um desses três assuntos precisa ser tratado à parte. Um conhecimento aprofundado permite uma manipulação ilimitada de todos os recursos que a música fornece, e é isso o que faz os “sons e silêncios” ficarem tão interessantes para nosso ouvido. Afinal, mais importante do que saber o que é musica, é saber como trabalhar em cima dela. (www.descomplicandoamusica.com).

 

  • Decisão

Nesta quarta, 6, vai acontecer a primeira partida da decisão do campeonato amapaense de futebol profissional, entre Ypiranga X Santos.
No estádio Zerão, às 20h30.

 

  • “O Canto da Amazônia”

Um programa com a cara e o jeito da nossa gente, de segunda à sexta, às 16h, na Diário FM 90,9.
É bom de ouvir. Ele valoriza o que é nosso. Sintonize.

 

  • Espetáculo

As quadrilhas juninas do Amapá estão se preparando para os concursos que iniciam na próxima semana.
Grandes espetáculos, de danças e temas, serão apresentados.

 

  • Arte na Calçada

Exposição e comercialização de produtos artesanais, além de outras peças artísticas, estão disponíveis.
Na calçada da Tia Zefa, na av: Enestino Borges entre as ruas Odilardo silva e Eliezer Levy – Laguinho.

 

  • Agenda

Sexta, 8, tem show em homenagem aos namorados, com Amadeu Cavalcante e Nani Rodrigues (marido e mulher), “Amor e Música”.
No Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano) – Araxá, 22h. Informações: 99111-0201 e 99126-6262.

 

  • Macapá Verão

Última semana de inscrição para artistas interessados em participar do Edital para o Macapá Verão 2018 (até sexta, 8).
Informações no site da prefeitura de Macapá www.macapa.ap.gov.br.

 

  • Exposição

Continua, até 15 de junho, a exposição “Macapá 260 Anos – Reminiscência”, do artista plástico e designer amapaense, Ralfe Braga.
No restaurante Sagrada Família, na av: Presidente Vargas entre as ruas Tiradentes e Gal. Rondon – Centro.


Eliakin Rufino: Poeta e cantador amazônico

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Nascido em Boa Vista, capital do Estado de Roraima, em 27 de maio de 1956. Faz shows de música e poesia falada, com banda ou no formato voz e violão. Muitas são as atividades que desenvolve, entre elas está a de escrever, que considera uma das preferidas. Escreve textos curtos, gosta de texto conciso, da audácia, da síntese, de dizer com o mínimo de meios.

Eliakin Rufino começou sua carreira artística nos anos de 1980 e tem seu primeiro livro publicado em 1984, Pássaros Ariscos. Nesse mesmo ano com forte influência do Modernismo e do Tropicalismo, junto com os amigos Zeca Preto e Neuber Uchoa, criou o Movimento Roraimeira, que por quase duas décadas referenciou e revelou artistas nas artes plásticas, culinária, literatura, dança, fotografia e na música, contribuindo para a construção da identidade cultural de vozes e feições para o povo de Roraima, calcado, sobretudo, nos elementos da cultura e da paisagem natural existente na região.

Tem vários livros publicados, entre eles: Pássaros Ariscos (1984), Poemas (1987), Escola de Poesia (1990), Brincadeira (1991), Poeta de água doce (1993), Versão Poética do Estatuto da Criança e do Adolescente (1995), Poesia para ler na cama (1997), Poeta de Água Doce (1999). Tem também poemas publicados em antologias e sites de poesia nacionais e internacionais. Além de escritor, ele é musico, cantor, compositor, filósofo, produtor cultural e jornalista.

 

  • Agenda

Sexta, 8, tem show em homenagem aos namorados, com Amadeu Cavalcante e Nani Rodrigues (marido e mulher), “Amor e Música”.
No Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano) – Araxá, 22h. Informações: 99111-0201 e 99126-6262.

 

  • Macapá Verão

Última semana de inscrição para artistas interessados em participar do Edital para o Macapá Verão 2018 (até sexta, 8). Informações no site da prefeitura de Macapá www.macapa.ap.gov.br.

 

  • Rock Pirangueiro

A 3ª edição do Esquenta Of Rock Pirangueiro está agendada para acontecer dia 8 de junho, no Calçadão Lacerda (rua são José esquina com a av: Antônio Siqueira) – Laguinho. Com Marcos Fernandes e Banda Brega In Rol, Suelen Braga, Ozy e Brenda Zeni. Informações: 98137-3130.

 

  • Forrozão

Dia 9 de junho a Associação Cultural Raízes do Bolão vai realizar o I Forrozão da Capela Santo Expedito, na maloca da Tia Chiquinha – Curiaú, a partir das 19h.

 

  • Tráfico Cultural

Ministério da Cultura e o Instituto Itaú Cultural promoveram (maio), seminário de proteção e circulação de bens culturais: combate ao tráfico ilícito.
O tráfico ilícito de bens culturais é um problema global, que atravessa fronteiras e ameaça a memória e a cultura da humanidade. (www.cultura.gov.br).

 

  • “Indiera”

Título do novo projeto musical do poetinha Osmar Júnior, que já está sendo agendado para seu pré-lançamento.
Já estamos aguardando.

 

  • “Pedra de Mistério”

Continua, até 15 de junho, a exposição “Macapá 260 Anos – Reminiscência”, do artista plástico e designer amapaense, Ralfe Braga.
No restaurante Sagrada Família, na av: Presidente Vargas entre as ruas Tiradentes e Gal. Rondon – Centro.


Conheça a dança do Siriá

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A mais famosa dança folclórica do município de Cametá é uma das manifestações coreográficas mais belas do Pará. Do ponto de vista musical é uma variante do batuque africano, com alterações sofridas através dos tempos, que a enriqueceram de maneira extraordinária.

Contam os estudiosos que os negros escravos iam para o trabalho na lavoura quase sem alimento algum. Só tinham descanso no final da tarde, quando podiam caçar e pescar. Como a escuridão dificultava a caça na floresta, os negros iam para as praias tentar capturar alguns peixes. A quantidade de peixe, entretanto, não era suficiente para satisfazer a fome de todos. Certa tarde, entretanto, como se fora um verdadeiro milagre, surgiram na praia centenas de siris que se deixavam pescar com a maior facilidade, saciando a fome dos escravos. Como esse fato passou a se repetir todas as tardes, os negros tiveram a idéia de criar uma dança em homenagem ao fato extraordinário. Já que chamavam “cafezá” para plantação de café, “arrozá” para plantação de arroz, “canaviá” para a plantação de cana, passaram a chamar de “síria”, para o local onde todas as tardes encontravam os siris com que preparavam seu alimento diário. Com um ritmo que representa uma variante do batuque africano, a “dança do siriá” começa com um andamento lento. Aos poucos, à medida que os versos vão se desenvolvendo, a velocidade cresce, atingindo ao final um ritmo quase frenético. A “dança do siriá” apresenta uma rica coreografia que obedece às indicações dos versos cantados sendo que, no refrão, os pares fazem volteios com o corpo curvado para os dois lados.

Tal como a “dança do carimbó”, os instrumentos típicos utilizados são dois tambores de dimensões diferentes: para os sons mais agudos (tambor mais estreito e menor) e para os sons graves (tambor mais grosso e maior). Os passos são animados ainda por ganzá, reco-reco, banjo, flauta, pauzinhos, maracá e o canto puxado por dois cantadores.

Também chamada pelos estudiosos como “a dança do amor idílico”, a “dança do siriá” apresenta os dançarinos com trajes enfeitados, bastante coloridos. As mulheres usam belas blusas de renda branca, saias bem rodadas e amplas, pulseiras e colares de contas e sementes, além de enfeites floridos na cabeça. Já os homens, também descalços como as mulheres, vestem calças escuras e camisas coloridas com as pontas das fraldas amarradas na frente. Eles usam ainda um pequeno chapéu de palha enfeitado com flores que as damas retiram, em certos momentos, para demonstrar alegria, fazendo volteios. (www.cdpara.pa.gov.br).

 

  • Macapá Verão

Inscrição para artistas continuam abertas até dia 8 de junho (www.macapa.ap.gov.br).

 

  • Esclarecimentos

Ontem (1) a Fundação de Cultura de Macapá (Fumcult) reuniu com artistas para tirar possíveis dúvidas sobre o Edital do Macapá Verão 2018. Boa iniciativa

 

  • Corrida

Dia 17 de junho vai acontecer a 1ª Corrida do Santuário do Perpétuo Socorro, com largada, às 6h, do Santuário (bairro Perpétuo Socorro).
As inscrições estão acontecendo no Santuário P.S. Serão 5KM.

 

  • Rock Pirangueiro

A 3ª edição do Esquenta Of Rock Pirangueiro está agendada para acontecer dia 8 de junho, no Calçadão Lacerda (rua são José esquina com a av: Antônio Siqueira) – Laguinho.
Com Marcos Fernandes e Banda Brega In Rol, Suelen Braga, Ozy e Brenda Zeni. Informações: 98137-3130.

 

  • Forrozão

Dia 9 de junho a Associação Cultural Raízes do Bolão vai realizar o I Forrozão da Capela Santo Expedito, na maloca da Tia Chiquinha – Curiaú, a partir das 19h.

 

  • Namorados

Dia 8 de junho o palco do Norte das Águas vai receber Amadeu Cavalcante e Nani Rodrigues (marido e mulher), no show “Amor e Música”.
No Complexo Marlindo Serrano (Araxá), às 22h. Informações: 99111-0201 e 99126-6262.

 

  • “Pedra de Mistério”

Título da única parceria de Osmar Júnior e Enrico Di Miceli, gravada por vários artistas, e agora com novo arranjo na voz do consagrado cantor paraense Lúcio Mouzinho.

 

  • “Forasteiro”

Título do disco (CD) do cantor e compositor amapaense Ozy Rodrigues, gravado lançado em Macapá.


Conheça a viola caipira

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Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos símbolos da música popular brasileira.

Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa. As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazidas por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas. Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira.

Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.
A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor. Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural. É comum a utilização da afinação Paraguaçu pelos repentistas nordestinos, apesar de também ser encontrada na região do Vale do Paraíba.

A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada.

 

  • É hoje

Show “Brasileira” da cantora paraense Lucinha Bastos, no Norte das Águas, na sexta (1), às 22h. Artistas convidados: Nonato Leal, Patrícia Bastos, Alan Gomes e Brenda Melo. No Complexo Marlindo Serrano – Araxá. Informações: 99193-8466.

 

  • Convite

Recebi do amigo produtor cultural, Venilton Santos, o convite do Troféu Imprensa 2018 (Prêmio Tucuju de Ouro), que vai acontecer sexta (1), no Sebrae.
Do qual estamos concorrendo com o programa “O Canto da Amazônia” (Diário FM 90,9), na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
Votação encerra nesta quinta (31). Acesse e vote: www.tucujudeouro.com.br.

 

  • Agenda

A banda Quinteto.com vai realizar mais uma Sexta Cultural neste final de semana (1), na casa de show “Samba Café”, às 22h, com Naldo Maranhão e Helder Brandão.
Na esquina da av: 1º de Maio com a rua Hamilton Silva – Trem. Informações: 99174-7851 e 98136-3999.

 

  • Rock Pirangueiro

A 3ª edição do Esquenta Of Rock Pirangueiro está agendada para acontecer dia 8 de junho, no Calçadão Lacerda (rua são José esquina com a av: Antônio Siqueira) – Laguinho. Com Marcos Fernandes e Banda Brega In Rol, Suelen Braga, Ozy e Brenda Zeni. Informações: 98137-3130.

 

  • Forrozão

Dia 9 de junho a Associação Cultural Raízes do Bolão vai realizar o I Forrozão da Capela Santo Expedito, na maloca da Tia Chiquinha – Curiaú, a partir das 19h.

 

  • Agenda

Show “Histórias & Canções”, com Osmar Júnior e Zé Miguel, dia 1º de junho, no bar Vitruviano. Av: Machado de Assis, entre as ruas Hamilton Silva e Leopoldo Machado – Centro, às 22h. Informações: 99164-7052.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 31 de maio. Acesse: www.tucujudeouro.com.br e vote.


A importância do livro

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A grande importância do livro, desde os antigos papiros, tábuas de argilas e outros suportes se estende até os dias de hoje, quando novas mídias digitais colocam ao alcance de qualquer pessoa com acesso a dispositivos eletrônicos (smartphones, tablets, PCs) bibliotecas imensas.

Vivenciamos hoje uma verdadeira avalanche de publicações, tanto impressas como digitais, o que requer dos leitores, bibliotecários, professores e demais leitores critérios para selecionar e filtrar o que realmente vale a pena ser lido e até ser arquivado. Por incrível que pareça, apesar dos avanços tecnológicos, da expansão das editoras e bibliotecas (estas fazem poucas aquisições), muita gente está excluída desse universo das letras.

Geralmente trabalham nas bibliotecas escolares aqueles professores com problemas de saúde, prestes a se aposentar e raramente esses ambientes conseguem atender à demanda e contribuir de forma eficaz na formação de leitores. E essa falha se mostra contundente, como por exemplo nos exames do Enem e nos concursos de redações! Já em muitas casas, mesmo de classes mais privilegiadas, se prioriza os espaços de jogos e lazer, com equipamentos eletrônicos sofisticados, mas bem poucos possuem livros ou têm o hábito de comprá-los ou frequentar bibliotecas.

Quando no mundo inteiro se faz esta reflexão sobre a importância do livro, nós brasileiros deveremos também questionar as políticas públicas para o livro e a leitura, que ao menor sinal de crise são imediatamente penalizadas. Os municípios brasileiros dão pouca ou nenhuma atenção ao livro. As informações que temos é de que em todo o Brasil as bibliotecas públicas, que deveriam ser o centro irradiador de cultura e conhecimento, estão sempre relegadas, sem aquisição de novos livros e publicações informativas, sem equipamentos modernos de informática e internet, mobiliários e espaços de convivência adequados para que se adaptem ao imenso fluxo de cultura e arte que existe por todas as cidades brasileiras.

O livro, seja impresso ou digital, é possivelmente a invenção mais genial do homem. Fico com o grande escritor argentino Jorge Luis Borges: “O livro é a grande memória dos séculos. Se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem”. E, como Borges, sempre digo: tenho mais orgulho dos livros que li dos que dos livros que escrevi! (Texto: Paulo Tarso Barros – escritor, professor e editor. Autor, dentre outros livros, de “Poemas de Aço”, “O Benzedor de Espingardas”, História de um Sino” e “Os Silêncios da Eternidade”). (www.opiniaoepalavras.com).

 

  • Destaque

Cantora tucuju Oneide Bastos (rainha da música da Amazônia), com cerca de 40 anos de história, já na fazer de conclusão de seu novo disco, ainda sem título anunciado.
Merece o destaque e o registro da coluna. Parabéns.

 

  • Nada

Até o momento nenhuma informação sobre a realização da Expofeira 2018, em setembro, já há dois anos sem acontecer.
Grande oportunidade para concretizar negócios e apresentações de artistas locais. Lamentável.

 

  • Nova geração

Cantor e compositor da nova geração amapaense, João Amorim, segue produzindo e agradando o público que assiste seu show.
Belas canções e repertório refinado. Parabéns.

 

  • “Brasileira”

Nome do show que a cantora paraense Lucinha Bastos, vai realizar dia 1º de junho, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 22h. Participações especiais: Nonato Leal, Patrícia Bastos, Brenda Melo e Alan Gomes. Imperdível.

 

  • Agenda

Show “Histórias & Canções”, com Osmar Júnior e Zé Miguel, dia 1º de junho, no bar Vitruviano.
Av: Machado de Assis, entre as ruas Hamilton Silva e Leopoldo Machado – Centro, às 22h. Informações: 99164-7052.

 

  • Inscrições

Continuam abertas as inscrições para os artistas locais interessados em participar do Macapá Verão 2018.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 31 de maio. Acesse: www.tucujudeouro.com.br e vote.


O Curiaú está dentro de mim e do meu negro olhar

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Conhecido com o endereço e a inspiração dos poetas e compositores tucujus. Curiaú ou cri-a-ú, uma criação de bois.Distante a 8 km da capital Macapá, é formada por dois pequenos núcleos populacionais “Curiaú de Dentro e Curiaú de Fora”. Constitui-se em uma das raras comunidades negras existentes no País. O Curiaú é também uma área de preservação ambiental (APA), que tem como objetivo a proteção e conservação dos recursos naturais e ambientais da região. Embora muitos espaços de sua área já tenha sido invadidos pelos homens da cidade. Mesmo assim os moradores da APA do Rio Curiaú lutam para preservar além da beleza natural da região, que ali habita, da memória dos antigos escravos trazidos no séc. XVIII para a construção da Fortaleza de São José. Foram eles os formadores dos pequenos núcleos familiares que originaram a Vila do Curiaú (antigo quilombo) e as demais comunidades existentes na área.

Residem atualmente na Área de Proteção Ambiental no Rio Curiaú, cerca de 1.500 pessoas divididas em quatro comunidades – Curiaú de Dentro, Curiaú de Fora, Casa Grande e Curralinho. Para essas pessoas a preservação da beleza local é uma questão de sobrevivência: é preciso manter os peixes, as garças e a graça do lugar.

O negro está presente na história do Amapá desde o começo da ocupação em meados do século XVIII. Os primeiros chegaram à região em 1751, trazidos como escravos por famílias do Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Maranhão, que vinham povoar Macapá. Em seguida começaram a ser importados da Guiné Portuguesa, principalmente para a cultura do arroz. O maior contingente veio a partir de 1965 para a construção da Fortaleza São José de Macapá. Em abril desse mesmo ano, o governo do Grão-Pará mantinha 177 negros escravos trabalhando no forte. Alguns morreram de doenças como o sarampo e a malária e por acidente do trabalho. Outros conseguiram fugir aventurando-se pelo Lado do Curiaú.

Nessa região o português Manoel Antônio Miranda, mantinha propriedade, na chamada Lagoa de Fora e não se importou de acolher os escravos. Também os franceses que procuravam fixar-se na margem direita do Rio Araguari estimularam a formação de quilombos. Em 1862, quando a população de Macapá era de 2.780 habitantes, os negros escravos somavam 722, cerca de 25%. A comunidade negra sempre contribuiu para a formação cultural, econômica, social e política do Amapá. O Curiaú é um exemplo dessa contribuição.

Agora falando da poesia do lugar, lá no chamado “quilombo”, moram pessoas maravilhosas, e as que visitam o lugar se encantam com tanta beleza, capaz de dizer que ali é um paraíso, e é mesmo. Nossos letristas-compositores chegam a dizer que o velho Curiaú serve de fonte inspiradora para suas obras musicais e literárias. Como o cantor e compositor amapaense, Val Milhomem, que destacou em uma de suas canções, “Pras Minhas Paixões”, que “O Curiaú não é no sul, está dentro de mim, do meu negro olhar e da minha solidão”. Emoção profunda pelo orgulho de assumir sua identidade e reconhecer a importância daquele lugar diante do mundo e dizer que esse canto do Brasil é no Amapá e não do lado de lá.

 

  • Palco Giratório

De 28 a 30 de maio, no Sesc Araxá, mais edição do Projeto Palco Giratório, com a oficina “O Ator Criador de Cena” e com o espetáculo teatral “Mulheres de Aluá”, da Cia. O Imaginário de Rondônia “(RO).
Das 18h às 22h.

 

  • “Brasileira”

Nome do show que a cantora paraense Lucinha Bastos, vai realizar dia 1º de junho, no Norte das Águas (Complexo Marlindo Serrano – Araxá), a partir das 22h.
Participações especiais: Nonato Leal, Patrícia Bastos e Brenda Melo. Imperdível.

 

  • Agenda

Show “Histórias & Canções”, com Osmar Júnior e Zé Miguel, dia 1º de junho, no bar Vitruviano. Av: Machado de Assis, entre as ruas Hamilton Silva e Leopoldo Machado – Centro, às 22h. Informações: 99164-7052.

 

  • Inscrições

Continuam abertas as inscrições para os artistas locais interessados em participar do Macapá Verão 2018.

 

  • Premiados

Dois projetos do Amapá aprovados no Rumos Itaú Cultural 2017-2018 –
“Memórias da Terra: Patrimônio Arqueológico e Memória da comunidade de Vila Velha do Cassiporé no Amapá”. (Jelly Juliane Souza de Lima).
Residência e Festival Corpus Urbis – 4ª edição – Oiapoque (Cristiana Nogueira Menezes Gomes). (www.cultura.gov.br).

 

  • Exposição

Continua até 15 de junho a exposição “Macapá 260 anos (Reminiscência)”, do consagrado artista plástico e designer Ralfe Braga.
No restaurante Sagrada Família, na av: Presidente Vargas entre as ruas Gal. Rondon e Tiradentes – Centro.

 

  • Prêmio

Programa “O Canto da Amazônia” está concorrendo ao Troféu Imprensa na categoria “Melhor Programa de Cultura e Informação no Rádio”.
A votação vai até 31 de maio. Acesse: www.tucujudeouro.com.br e vote.