Waiãpi pede ajuda a autoridades, no rádio
João Paulo afirma que se índios não tiverem ajuda vão pra guerra contra invasores de aldeia.

“Estamos preparados pra guerra; se não tivermos ajuda, vamos pra cima”. A ameaça bélica foi dada na manhã deste sábado, no programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9), pelo índio João Paulo Waiãpi, ao falar sobre o desdobramento da morte do cacique Emyra, sábado passado, 27 de julho.
João Paulo esclareceu que não mora na aldeia waiãpi, o cenário do acontecimento, mas sim na aldeia Aramirã, distante 40 quilômetros, extensão gasta em três horas de barco. Ele admitiu que não viu o corpo de Emyra, pessoalmente, mas em vídeo mostrado por um filho do cacique.
O índio disse que sua ida ao programa foi para engrossar o coro de pedido de ajuda às autoridades, para esclarecer o que ele garante ter sido um assassinato praticado por invasores da aldeia waiãpi.
João Paulo não soube precisar se os invasores são garimpeiros ou não, mas que eles existem isso é uma realidade, porque índios diariamente encontram rastros e pegadas.
Perguntado sobre a inspeção do Exército feita na área, concluindo não ter encontrado vestígios de estranhos na aldeia Waiãpi, João Paulo argumentou que a casa dos invasores não é a aldeia, mas a mata que os soldados do Exército não penetraram.
“Esses invasores existem, e se não tivermos ajuda, estamos preparados para a guerra; vamos pra cima”, ameaçou o waiãpi com a informação de que somente na aldeia do cacique Emyra existem 200 índios. Ao todo, são 1.400 índios naquela região.
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