Wellington Silva

O petróleo é realmente nosso?

 

Olha só que “maravilha”!

O Amapá corre sério risco de levar uma boa rasteira na questão da distribuição dos tais royalties do petróleo que será explorado em sua área litorânea.

Rápidos no gatilho, poderosos estados requerentes, principalmente do sul e sudeste, desejam abocanhar as maiores fatias do bolo, deixando migalhas para o estado produtor, no caso, o nosso Amapá.

Não é, uma “beleuza” creuza!?

O Procurador Geral do Estado do Amapá, Miguel Zimmermann Martins, enfatizou que a questão da redistribuição dos royalties do petróleo deve ser mais justa uma vez que estados com menor Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, tais como o Amapá, não podem jamais financiar estados ricos como Mato Grosso do Sul e Paraná.

O Procurador solicitou a correta modulação dos efeitos da Lei 12.734/12 para que estados da margem equatorial brasileira, tais como o nosso, possam adequadamente e justamente se beneficiar dos recursos oriundos da exploração do petróleo.

Nada mais correto, e muito correto!

As águas barrentas já estão rolando, e não é “marolinha” não!

No STF, a matéria já está sendo analisada, desde quarta-feira, dia 6, justamente o julgamento sobre a constitucionalidade das regras de distribuição dos royalties do petróleo para estados e municípios.

Estados como Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás já manifestaram seus argumentos com sustentação propositiva a Corte.

Esperamos, sinceramente, que este julgamento seja justo, JUSTÍSSIMO aos estados produtores, entes federativos naturalmente dignos de tal deferimento.

Ademais, reza o padrão internacional que o ente federativo produtor de riqueza natural seja o grande e maior beneficiado desta riqueza natural.

Não é à toa que os Emirados Árabes, Dubai e até mesmo o Irã despontaram como ricas regiões produtoras do ouro negro.

O próprio Irã, apesar de ser um governo teocrático xiita, dispõe de grandes reservas do ouro negro petrolífero. Chegou a se firmar, por algum tempo, como potência emergente, agora em conflito bélico com os Estados Unidos da América e Israel, ambos “zulhudos” naquilo tudo, exatamente, o ouro negro iraniano.

Lembrar que no Amapá, no final dos anos 40, amapaenses sonhavam, e como sonhavam, com um Amapá melhor, rico e promissor.

Sonhávamos como uma espécie de El Dourado da Amazônia, e tudo por conta do tão propagado Contrato do Manganês do Amapá, assinado em 1.947.

No final das contas, o tal contrato promoveu um dos maiores crimes de lesa pátria ocorrido na fase obscura do regime militar, governo Eurico Gaspar Dutra.

A denúncia, feita pelo grande escritor, poeta e advogado Álvaro da Cunha, ganhou as páginas dos jornais. Sua obra, intitulada Quem Explorou Quem no Contrato do Manganês do Amapá, deu no que falar!

A obra de Álvaro da Cunha ainda é um alerta nestes tempos atuais de propagandas, royalties, denúncias, embates e julgamentos no Supremo Tribunal Federal.

Nós, cá de casa, só queremos JUSTIÇA!

Alô Davi Alcolumbre!

 

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A história do Dia do Trabalho


Quem pensa que a história de lutas do Dia do Trabalho é feita de rosas sem espinhos
, e com petúnias e margaridas, está redondamente enganado!

Ela é permeada de lutas, muitas lutas, num tempo em que os homens do mundo dos negócios só pensavam em lucro e nem tinham o mínimo conhecimento e muito menos interesse emquestões sociais, justiça social e humanismo.

Esta classe dominante, a dos empresários da época, comerciantes, industriais, produtores rurais, tinham muito arraigado dentro de si aquele sentimento escravagista, de deixar o trabalhador no “bagaço” para elevar o nível de produção e lucro.

Tudo, mas tudo, naquela época, era pura exploração ao trabalhador!

Na cidade de Chicago, nos Estados Unidos da América, as jornadas de trabalho em condições extenuantes, de 12 horas ou mais, de trabalho,quase sempre em situações insalubres, nas fábricas, nos portos, galpões, lavouras, canaviais, vinham acometendo muita fadiga e doenças aos trabalhadores.

E foi justamente em Chicago que um corajoso grupo de trabalhadores resolve se insurgir contra o status quo explorador da época para mudar a cruel realidade.

No dia 1º de maio de 1.886 os trabalhadores desta cidade resolvem dar um basta na situação e organizam um forte movimento de protesto. O objetivo claro deste movimento era o de reduzir a penosa jornada de trabalho de 12 horas ou mais para 8 horas, com condições mais dignas para todos.

Esta histórica mobilização chegou a reunir mais de 340 mil trabalhadores em todo o território americano. A paralisação, seguiu até o dia 3 de maio, momento em que alguns são mortos pela polícia.

Dia seguinte, milhares de trabalhadores se reunemna praça Haymarket para protestar, fato que só eleva o nível de irritação das forças conservadorasda época. O protesto, que tinha fins pacíficos, resulta em um verdadeiro massacre arquitetado por forças conservadoras e pela polícia norte-americana.

No Brasil, o Dia 1º de Maio, Dia do Trabalho, é considerado feriado nacional e está assegurado através da Lei nº 10.607 de 19 de dezembro de 2002. Ocorre que o dia 1º de maio já havia sido transformado em feriado nacional ainda na chamada Primeira República, e isso ocorreu no governo de Artur Bernardes (1.922-1926) por meio do decreto nº 4.859, datado de 26 de setembro de 1.924.

Na época o feriado nacional no Brasil foi decretado para lembrar os mártires de Chicago.

Mas, pesquisas dão conta de que a comemoração ao Dia do Trabalhador já era realizada, no Brasil,desde 1.910, e tinha um forte significado político e sindical, marcada por protestos e movimentos organizados por trabalhadores.

De lá para cá, muitas foram as lutas idealizadas e conquistadas pelo campo progressista no Brasil,para os trabalhadores, tais como o FGTS, férias, 13º salário, auxílio creche, auxílio alimentação, gratificação de insalubridade, gratificação por atividade de risco, gratificação por atividade de desempenho, abono permanência, vale gás, bolsas de estudo, etc…

O Serviço Único de Saúde/SUS, o Serviço de Atendimento Médico de Emergência/SAMU e os remédios gratuitos ofertados após consulta médica gratuita pelo SUS, são conquistas e benefícios da esquerda progressista brasileira, para os trabalhadores brasileiros, benefícios sociais que alguns países não tem disponível, tais como os Estados Unidos da América (a maior potência do planeta).

Lá, os americanos tem de pagar da consulta a internação, da seringa a medicação que irá tomar!

Não é uma “beleuza creuza”!

Viva o Brasil, viva o trabalhador brasileiro!  

Irmão, qual o seu caminho?

No Brasil, na época do império, durante a fase final do reinado de D. Pedro II, ainda havia divisões e discussões internas dentro daMaçonaria entre monarquistas e livres defensores da república, mesmo e apesar de, tudo, o que os Inconfidentes sofreram como resultado final de sua luta pela independência do Brasil, alguns atéperdendo sua vida no cadafalso.

Apesar dos traidores o nobre ideal dos Inconfidentes e de Gonçalves Ledo ainda permanecia vivo no coração de muitos Irmãos progressistas republicanos, todos inspirados no pensamento de Rousseau e Voltaire, de que a criatura humana é naturalmente livre, nasce livre, é evolutiva, e não pode jamais ficar submissa a senhores que ditam regras absolutistas como forma perpétua do controle coletivo.

Exemplo histórico clássico no Brasil é o de nosso Querido Irmão, Padre Feijó, fundador do Partido Liberal, professor de História, Geografia e Francês e grande estudioso de Filosofia,adversário político de José Bonifácio de Andrada e Silva, que era monarquista.

Ele, Diogo Antônio Feijó, chegou a abandonar a Assembleia Legislativa antes da aprovação da Constituição, por claras e acertadas motivações de discordância. Suas emendas expressavam os princípios básicos do liberalismo, a fidelidade aos direitos do homem, e um sentido mais amplo e democrático as instituições de Estado. Trabalho tão valoroso, lamentavelmente desprezado pelasforças conservadoras da época.    

O penoso sofrimento de Jacques de Molay e os templários, na fogueira da Inquisição, assim como o dos Inconfidentes, somado ao exílio e a penosa luta de Gonçalves Ledo em prol da República, no Brasil, não foram fatos suficientes para mudar a mentalidade míope, oportunista, monarquista e absolutista de alguns, isso meses antes da proclamação da República Federativa do Brasil, em 1.889.

O Marechal Deodoro da Fonseca e o grande Rui Barbosa eram monarquistas. Ambos, só aderiram ao movimento republicano, após muita pressão e discussão com Benjamin Constant e com outras figuras progressistas, líderes do movimento libertário contra a coroa portuguesa.    

E disse o valoroso Irmão, Frei Caneca, clérigo, escritor e jornalista, grande ativista da Revolução Pernambucana, em 1.817, e mártir da Confederação do Equador, em 1.824:

“Quem bebe da minha caneca tem sede de liberdade”!

Se o livre arbítrio e a liberdade são legados de Deus, a luta histórica pela garantia das liberdades individuais e coletivas e a conquista do estado democrático de direito obviamente que são valores consagrados, inspirados neste legado Divino, valores que simplesmente não podem ser, de forma alguma, ignorados, menosprezados, para depois serem soterrados por líderes totalitários.

É exatamente contra este monstro chamado totalitarismo ou supremacismo, como queiram, que a Maçonaria e valorosos maçons sempre se insurgiram, no tempo e no espaço, pois que ele frontalmente depõe contra toda uma história de lutas de nossos antepassados em defesa da liberdade, da democracia, dos direitos fundamentais da pessoa humana.

O totalitarismo supremacista ocorre com aimposição cultural, em primeiro momento, através do envolvimento da população desinformada. Foi assim com o fascismo de Benito Mussoline, na Itália, e com o nazismo de Adolf Hitler, na Alemanha.

A partir de 1.938 em diante Lojas Maçônicas sãofechadas na Alemanha e diversos líderes religiosos, maçônicos e políticos ou foram perseguidos ou mortos, muitos perseguidos se exilando em outros países para fugir das garras do nazismo.

Atualmente, no Brasil, a clara tentativa de ruptura institucional através da tentativa de golpe de estado foi sem dúvida alguma o mais absurdo ato de negação da história de lutas da Maçonaria em defesa do estado democrático de direito.

Se nossa Milenar Ordem é uma Instituição democrática, evolucionista, PROGRESSISTA, e tem por dever moral o combate ao sectarismo político e religioso, por força de juramento e históricos princípios temos o DEVER de defender tais valores, mesmo que seja com a própria vida, como o ocorrido durante a Segunda Grande Guerra Mundial, contra o nazifascismo, onde diversos Irmãos se uniram, se organizaram e lutaram contra a barbárie, tais como nosso ilustre irmão americano Dwight D. Eisenhower, que denunciou ao mundo os horrores dos campos de concentração nazistas, já no final da Segunda Grande Guerra Mundial.

Naqueles dias sombrios do final da guerra a elite alemã ainda achava que os campos de concentração não passavam de pura campanha de difamação contra o seu “amado” Fuher, até se darem conta, ao vivo, do brutal horror da realidade. Ao se depararem com tamanho horror muitas pessoas choravam copiosamente enquanto que outras simplesmente desmaiavam.

Aqui, hoje, no Brasil, espero sinceramente que a sociedade brasileira nunca e jamais  chegue ou retorne a barbárie pelas vias políticas do extremismo, pois já não é suficientemente absurdo a tentativa de golpe de estado, tentativa de assassinato de autoridades públicas, tentativa de atentado a bomba no Aeroporto Internacional de Brasília e detonação de artefatos explosivos no corpo de um fanático militante político, frente ao prédio do STF, ele ceifando assim sua própria vida por absurdamente considerar que o estado brasileiro e todo mundo estão errados e ele certo?

Refletir, é preciso, sobre estas perigosasinfluencias nas vias do fanatismo, do extremismo, do pensamento supremacista.          

E fica a pergunta, que não quer calar:

Irmão, qual o seu, o nosso caminho!?

Mais que nunca, hoje, se faz muitíssimo necessário refletir sobre a Iluminada Trilogia Concebida:

LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE!      

Papa Leão XIV: “Mundo devastado por tiranos”

 

Ultimamente o Papa Leão XIV vem se tornando o grande canal popular de reverberação da indignação mundial contra a absurda sequência de genocídios que as bombas causam a pessoas inocentes.

Somente na Faixa de Gaza, o resultado do conflito entre Israel e o Hamas, iniciado em 7 de outubro de 2023, já matou 65.062 mil palestinos, contabilizando 165.697 mil feridos, em 2025. Somado a este ano o número de mortos em Gaza salta para mais de 70 mil.

Só sabe a dimensão real de um artefato explosivo quem sobrevive ao seu terrível raio de ação mortal.

Obviamente, e está muito evidente do ponto de vista militar e estratégico, que as tais bombas israelenses e americanas, jogadas dos aviões de caça, foram jogadas sem dó e nem piedade com o claro objetivo de atingir um, dois ou três alvos humanos, não importando quem esteja em solo dentro de seu mortal raio de ação.

Foi assim o tempo todo em Gaza, para eliminar terroristas, e está sendo assim no Líbano e no Irã, vitimando de maneira brutal crianças, mulheres, idosos, pessoas inocentes.

O resultado destrutivo geral deste horror a televisão não mostra, com pedaços de restos humanos pra todo lado, vísceras, braços, pernas, troncos de quem um dia viveu o horror da guerra na face da terra.

No Líbano, já são 820 mortos, sendo 20% crianças. No Irã, como resultado da guerra dos EUA e Israel contra o citado país, já são 787 pessoas mortas, isso de acordo com levantamento feito pela ONG Crescente Vermelho.

Até 25 de janeiro de 2026 as estimativas de mortos vítimas do cruel regime iraniano já somam mais de 36.500 mil vítimas, reflexo e resultado direto dos protestos populares contra o regime teocrático xiita dos aiatolás.

Na Guerra da Ucrânia, a louca carnificina de Putin já promoveu uma espantosa projeção de perdas combinadas para a Ucrânia e invasores russos. Desde quando a guerra começou, até o momento, as perdas humanas podem chegar a um total de 1,8 milhões, até a primavera deste ano.

Diante de todos estes brutais e desoladores cenários de destruição e morte, o Papa Leão XIV desabafou:

“O mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos”!

E disse mais:

“Os mestres da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir. Eles fecham os olhos para o fato de que bilhões de dólares são gastos em assassinatos e devastação, enquanto os recursos necessários para cura, educação e restauração não são encontrados em lugar nenhum”.

E o Papa alertou e enfatizou:

“Ai daqueles que manipulam a religião e o próprio nome de Deus para obter ganhos militares, econômicos e políticos, arrastando o que é sagrado para as trevas e a imundície. É um mundo de cabeça para baixo, uma exploração da criação de Deus que deve ser denunciada e rejeitada por toda consciência honesta”

O Papa deixou muito claro o evidente fato de que Deus rejeita orações de líderes com as mãos cheias de sangue!

Paz na Terra aos homens e mulheres de boa vontade!   

 

 

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A missão Artemis e o lado oculto da lua

 

Após décadas, o projeto de conquista da Lua inesperadamente é retomado com força total pelos americanos.

Desde quando o americano Neil Armstrong desceu do módulo Águia e pisou em solo lunar, em 1.969, que não se ouvia falar em custosos e ambiciosos projetos de conquista da Lua.

Depois da histórica e marcante aventura americana com a nave Apolo 11 tivemos o evento de risco da Apolo 13, evento que quase ceifou a vida de seus tripulantes.

Até hoje não se sabe ao certo quais foram os motivos reais que levaram o governo americano a abandonar por décadas o projeto de conquista da Lua. Lembro, quando criança, da grande intenção dos americanos em construir uma base lunar em nosso satélite natural, e isso era amplamente divulgado nos meios de comunicação, revistas Manchete, Veja e IstoÉ.

Passado tempos, revelações aos poucos surgem, e de nada mais e nada menos advindas dos próprios astronautas, quase todos relatando terem tido contatos com naves espaciais providas de alta tecnologia totalmente desconhecida da engenharia humana.

Os astronautas da Apolo 11, por exemplo, assim como da Apolo 13, relataram terem sido acompanhados e observados por naves extraterrestres que do nada surgiam e do nada desapareciam.

Para quem lê, pesquisa e acompanha seriamente o assunto é dispensável dizer que a natureza incrível de comportamento destas “estranhas” naves ou objetos voadores não identificados são avistamentos advindos desde a Idade Antiga, até os tempos atuais, fenômenos testemunhados por milhares e milhares de pessoas, autoridades, marinheiros, soldados, oficiais, pilotos e astronautas.

A escrita cuneiforme suméria, os hieróglifos egípcios, a escrita olmeca, maia e asteca, por exemplo, fazem referências ao celeste e ao espacial e a seres celestiais vindos do espaço.

Seria todo este histórico acervo, aliado ao testemunho de milhares e milhares de pessoas, militares, oficiais, astronautas, puro delírio coletivo?

Isto não seria o mesmo que tentar soterrar o histórico testemunho cabal que de muito existe vida inteligente no espaço, vidas e tecnologias muito além da nossa tão pequena compreensão humana?

Não seria pretensa arrogância nossa acharmos que somos “os bons da boca”, “homo sapiens” predadores de nosso próprio meio ambiente, históricos assassinos de nossos semelhantes, os únicos habitantes deste imenso e ainda desconhecido espaço sideral?

PENSO, EVIDENTEMENTE, QUE NUNCA ESTIVEMOS SOZINHOS!

E fica a pergunta cabal:

O que nos reserva o lado escuro da Lua?

O que ela esconde, e o que realmente os astronautas viram?

Fontes de pesquisa afirmam que por décadas seguidas a NASA e as agências de inteligência escondem muita coisa, isso, para não causar alardes e destruir sistemas de crenças…

Haveria na Lua bases alienígenas, pirâmides, torres, esfinge, construções que desafiam a engenharia humana, e ainda, movimentações de naves espaciais extraterrestres?

O tempo, o dirá…

 

 

 

Entendendo o “Deus, Pátria e Família”

 

A expressão propaganda “Deus, Pátria e Família” não vem de hoje!

Ela foi inicialmente cunhada pelo fascismo de Benito Mussolini e depois pelo nazismo de Adolf Hitler. Ganhou força retórica, em meados dos anos 40, como forma estratégica de comunicação de massa para atrair simpatizantes.

No Brasil, o lema foi muito “badalado” através do chamado movimento integralista brasileiro, movimento fundado na década de 30, por Plínio Salgado. Tal movimento, em nosso país, teve inspiração direta no fascismo e no nazismo europeu.

A expressão, em si, embora pareça apropriada, sugestiva e inocente para um leigo, na prática carrega fortes sentimentos supremacistas e de exclusão de minorias.

Historicamente, a velha retórica associada a este lema sempre foi frequentemente utilizada para justificar políticas autoritárias, de exclusão, medo, preconceito racial, polarização social, ressentimentos e conflitos sociais e religiosos.

Recentemente, o velho lema foi novamente abraçado no Brasil, desta vez pelo bolsonarismo, uma reapropriação ideológica com vistas a invocar e pregar um nacionalismo supremacista ultra conservador bem nos moldes radicais de seus idealizadores.

Eu, hoje, sinceramente começo a pensar que o deus desta gente, com “d” minúsculo, não é o Deus Único Verdadeiro, a Fonte Fecunda de Luz, de Felicidade e de Virtude, mas sim um deu$ demônio, vil, ambicioso, absolutista, perverso, obtuso, preconceituoso.

Penso, que a tal “pátria” deles, com “p” minúsculo, deve ser uma “pátria” bem egocêntrica, covarde e supremacista e que a tal “família” que tanto falam, deve ser, com certeza e com cerveja, um “modelito” de família cega, tapada, objeto permanente de cabresto ideológico, todos com a “mansidão” necessária para dizer “sim senhor” aos atos mais absurdos e estapafúrdios.

Eu até hoje fico me perguntando o que este pessoal tem na cabeça!?

Já não é o suficiente e já não basta todo o festival de absurdos e aberrações a que o Brasil foi submetido, de tentativa de golpe de estado a tentativa de assassinato de autoridades públicas, tentativa de atentado a bomba no Aeroporto Internacional de Brasília, tentativa de obstrução de votação de eleitores no Nordeste, nas eleições passadas para presidente da República, e por aí vai!?

Não, senhoras e senhores, este deu$ de vocês só pode ser o “coisa ruim”, o “bicho feio”, o “kalunga”. A tal pátria que imaginam só pode ser o caos social e moral, a involução de pátria, a inversão de valores de tudo aquilo que conceitualmente se concebe como Pátria, democraticamente.

E a família, para vocês, como conceito moral com certeza também deve ser uma aversão aos valores gnósticos, sociais, antropológicos, ao estado laico brasileiro.

Misericórdia Senhor!

 

Maquiavel, mais atual que nunca!

 

Em sua histórica e fantástica obra O Príncipe, Maquiavel dedica boa parte de sua análise sobre a figura do mercenário, aquela figura que sempre aluga seus serviços para quem pagar mais. E é aí, que mora, o perigo!

 

Até que ponto se pode confiar em alguém que não tem lado, não tem princípios, ética, honra, bandeira, ideais a defender?

 

É um risco que alguns se aventuram para mais na frente colher a decepção de seu erro!

 

Mais atual que nunca, Maquiavel em dado momento enaltece a figura de Davi, que se oferece a Saul para lutar contra o gigante Golias. Um filisteu provocador oferta uma armadura para Davi, e este recusa, enfrentando vitoriosamente o inimigo apenas com sua funda e faca.

 

Analisando este histórico e importante momento alegórico do Velho Testamento, Nicolau Maquiavel comenta o seguinte:

 

“As armas de outrem, ou te caem de cima, ou te pesam ou te constrangem”.

 

O que o grande Mestre quis exatamente dizer com isso?

 

Use as suas próprias armas de forma inteligente, sempre com muita prudência, bom senso de observação, analisando cuidadosamente todo o cenário ao seu redor.

 

Voltando a figura central do mercenário o ilustre pensador enfatiza para o simples fato de que “com estes a ruína é certa”.

 

Na sua avaliação pessoal os mercenários quase sempre te prejudicam após a vitória, pois são covardes e traiçoeiros.

 

O Mestre vai mais longe em seu comentário, e alerta para o seguinte:

“Os mercenários são inúteis e perigosos, e se alguém tem o seu Estado apoiado por mercenários jamais estará firme e seguro, porque eles são desunidos, ambiciosos, indisciplinados, infiéis; galhardos entre amigos, vis entre os inimigos. Não tem temor a Deus e não tem fé nos homens. Não tem outro amor nem outra razão que os mantenha em campo a não ser um pouco de soldo, o qual não é o suficiente para fazer com que morram por ti”.

 

Entenderam?

A dura lição que Maquiavel nos apresenta desnuda exatamente a natureza humana sem princípios, ou seja, uma natureza falsa, oportunista, rasteira, vil, covarde, e por aí vai…

 

No Brasil do presente temos as chamadas legendas políticas de aluguel e políticos de aluguel que todo mundo sabe e os círculos de poder bem conhecem, mas, teimam em conviver com eles por simples questões de acordos de conveniências pessoais, mesmo sabendo que, no frigir dos ovos, podem ser inevitavelmente traídos!

 

O ditador Vladimir Putin não foi traído pelo famoso grupo mercenário Wagner, e seus líderes depois não sofreram um “acidente aéreo” até hoje muito suspeito e mal explicado?

 

Portanto, a figura de má reputação do mercenário não vem de hoje. Ela advém de tempos idos, pois, afinal de contas, como confiar em alguém que não tem lado, bandeira, ideal, e pula mais que sapo em lago habitado por jacarés e sucuris?

 

Lutero, inspiração ao antissemitismo e ao nazismo?

 

Martinho Lutero foi fonte de inspiração para o antissemitismo e o nazismo?

Infelizmente, a resposta é sim, Martinho Lutero inspirou e muito influenciou com seu pensamento e obras o antissemitismo e o nazismo no mundo.

Se, por um lado, muitos historiadores, pesquisadores, teólogos e cientistas políticos admiram Lutero por sua coragem e fé ao desafiar a Igreja, sob risco de vida, e traduzir do grego para o alemão os textos sagrados bíblicos, por outro consideram monstruosas suas atitudes e obras contra judeus, negros e ciganos.

O historiador Robert Michael certa vez escreveu e comentou o fato de Martinho Lutero dedicar boa parte de sua vida contra os judeus. As obras de sua autoria intitulada Sobre os Judeus e Suas Mentiras e Do Inefável Nome e da Santa linhagem de Cristo, ambas escritas em 1.523, são absurdamente descabidas.

O monge alemão afirmava categoricamente que os judeus “não eram o povo eleito, mas o povo do diabo”. Aconselhava seguidores a incendiarem sinagogas judaicas, destruir livros judaicos, proibir rabinos de pregar, apreender seus bens e dinheiro e expulsá-los ou fazê-los trabalhar forçosamente. Também incentivava assassinatos, escrevendo:

“É nossa a culpa em não matar eles”!

Mesmo após sua morte o antissemitismo luterano persistiu. Durante o ano de 1.580 diversos judeus foram espancados e expulsos de vários estados luteranos alemães.

Até hoje predomina entre historiadores a opinião de que a retórica antijudaica de Lutero sem dúvida alguma muito contribuiu para atiçar o antissemitismo na Alemanha.

Foi justamente entre 1.930 e 1.940 que ocorreu o ápice das trevas da fundamentação teórica e de propaganda do ideário nazista contra judeus, ciganos e comunistas.

Adolf Hitler, em sua autobiografia Mein Kampf, considerou Martinho Lutero como uma das maiores figuras da Alemanha.

No dia 5 de outubro de 1.933 o Pastor protestante Wilhelm Rehm de Reutlingen declarou publicamente para uma multidão fanatizada que: “Hitler não teria sido possível sem Martinho Lutero”!

Em novembro de 1933 uma manifestação protestante reuniu na Alemanha um recorde de 20.000 pessoas, e aprovou três resoluções:

Adolf Hitler é a conclusão da Reforma; judeus batizados devem ser retirados da Igreja; o Antigo Testamento deve ser excluído da Sagrada Escritura.

O editor do jornal nazista Der Sturmer, Julius Streicher, em 1.945 declarou o seguinte em sua defesa, no histórico Tribunal de Nuremberg:

“Nunca havia dito nada sobre os judeus que Martinho Lutero não tivesse dito, 400 anos antes”.

Historiadores como William Shirer e Michael Hart afirmam que a retórica e as obras antissemitas de Lutero certamente causaram forte impacto no meio protestante e muito influenciaram no processo de aceitação da ideologia nazista.

Em sua obra intitulada Ascensão e Queda do Terceiro Reich, William Shirer fez a seguinte observação:

“É difícil compreender a conduta da maioria dos protestantes nos primeiros anos do nazismo, salvo se estivermos prevenidos de dois fatos: sua história e a influência de Martinho Lutero. O grande fundador do protestantismo não foi só antissemita apaixonado como feroz defensor da obediência absoluta à autoridade política. Desejava a Alemanha livre de judeus (…) – conselho que foi literalmente seguido quatro séculos mais tarde por HitlerGöring e Himmler”.

Conclusão: Existe coincidência histórica entre nazismo e fanatismo bolsonarista, considerando as propagações de ondas de violência, vandalismo e terror contra opositores, principalmente, contra cultos afros e contra tudo aquilo que para eles absurdamente representem “obras e culturas do demônio, ou coisas do diabo”?

A resposta, está com você, caríssimo leitor!

 

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Rousseau, mais atual que nunca!

 

O genial pensador Jean-Jacques Rousseau, em seu memorável e iluminado discurso proferido em Chambery. no dia 12 de junho de 1.754, sobre a Questão Proposta pela Academia de Dijon: Qual é a Origem da Desigualdade Entre Os Homens e se é Autorizada pela Lei Natural, assim, se manifestou:

“Os povos, uma vez acostumados a senhores, não podem mais passar sem eles. Se tentam sacudir o jugo, afastam-se tanto mais da liberdade quanto, tomando por ela uma licença desenfreada que lhe é oposta, entregam suas revoluções quase sempre a sedutores que só fazem agravar seus grilhões. O próprio povo romano, modelo de todos os povos livres, não foi capaz de se governar ao livrar-se da opressão dos Tarquínios. Aviltado pela escravidão e pelos trabalhos ignominiosos que lhe haviam imposto, não passava de início de uma plebe estúpida que foi preciso conduzir e governar com mais sabedoria”.

A democracia por que tanto lutaram nossos bravos Irmãos vem ultimamente sofrendo no Brasil e no mundo intervencionismos supremacistas, novamente permeados por ideias absolutistas, tal qual ocorrera no passado.

Se na Pré-História e na Idade Antiga o que valia era a lei do mais forte, a partir da Idade Média em diante os métodos foram ficando sofisticados, prevalecendo aí a máxima de Maquiavel:

“Os fins justificam os meios”!

Sócrates tentou nadar contra a corrente e foi executado por defender sua notável e Iluminada teoria sobre a POLIS ESTADO. Já Rousseau, mais atual que nunca, nos conduz ao sonho possível da Utopia.

Atualmente vivemos a era dos supremacistas com Donald Trump nos Estados Unidos, Putin na Rússia e sua invasão bestial na Ucrânia, Kim na Coréia do Norte, Benjamin em Israel e na Faixa de Gaza, o bolsonarismo no Brasil, e por aí vai…

O discurso de Rousseau ainda é um alerta sobre a idolatria, os falsos mitos, a ideia absurda do líder absoluto sem contestações a controlar uma sociedade submissa e completamente subjugada a seus mais sórdidos interesses de controle e manipulação.

Para Rousseau o homem é naturalmente bom, nasceu bom e livre, mas sua maldade ou sua deterioração adveio com a sociedade que, com sua pretensa organização, não só permitiu, mas impôs a servidão, a escravidão, a tirania e inúmeras formas que privilegiam uma classe dominante em detrimento da grande maioria, instaurando assim a desigualdade em todos os segmentos da sociedade humana.

A obra de Rousseau, portanto, é uma crítica feroz e contundente contra a sociedade moderna. É um grito de alerta contra a exploração do homem pelo homem, e sobre a degradação dos valores éticos. É uma sátira contra a sociedade hipócrita e vazia que privilegia o ter, o dominar, o conquistar, mas que nunca soube o que é O SER.

Sejamos vigilantes, ativos e combativos como nosso Iluminado e genial pensador, Jean-Jacques Rousseau!

É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE!

 

Khamenei: The monster is dead! O monstro está morto! E agora?

 

Evidentemente, ninguém gosta de guerras! Mas nem os soldados, sargentos e capitães gostam, eles que de imediato são jogados para a linha de frente das grandes batalhas e arriscam suas vidas para eliminar o inimigo enquanto comandantes simplesmente traçam o planejamento estratégico dos popularmente chamados “jogos de guerra”.

O final das batalhas, todos sabemos:

Vidas tão jovens perdidas de ambos os lados e famílias completamente destruídas, dilaceradas pela perda.

De lembrança apenas pedaços humanos e algumas vezes nem isso, com uma bandeira do país cobrindo o caixão…

Lamentavelmente e tristemente, algumas guerras são necessárias para derrubar a tirania, acabar com a barbárie, como foi a histórica e marcante luta dos Aliados e da Resistência francesa e polonesa contra os nazistas, entre 1.938 e 1.945, por exemplo.

Atualmente, assistimos com muita preocupação o desenrolar dos acontecimentos bélicos dos Estados Unidos da América e do estado de Israel contra o regime teocrático iraniano, após a morte de Khamenei e sua cúpula de líderes políticos e militares, até porque, pessoas inocentes estão morrendo no Irã, principalmente, crianças.

A bem da verdade, o líder iraniano Ali Khamenei não é nunca foi um líder político, na acepção positiva do termo, e sim um antigo ditador genocida de seu próprio povo, de sua própria gente, isso, desde 1.989 até o presente. Foi o “chefe de estado” há mais tempo no poder no Oriente Médio e o segundo com mais tempo no poder no Irã.

Sendo considerado o “preferido” do Aiatolá Khomeini para sucedê-lo, Khamenei foi eleito pela Assembleia dos Peritos para ser o novo “líder supremo” do Irã no dia 4 de junho de 1.989, aos 49 anos, após a morte de Khomeini. A partir de 1.989 em diante Khamenei desenvolve uma onda de terror não só no mundo como também em sua própria terra, mandando eliminar opositores, sistematicamente. Ele tinha o controle total, direto e absoluto sobre os poderes executivo, legislativo e judiciário, além das forças armadas e da chamada mídia estatal.

De acordo com Vali Nasr, da Escola de Estudos Internacionais Avançados Johns Hopkins, “Khamenei era um tipo incomum de ditador. Os funcionários sob o comando de Khamenei influenciavam múltiplos poderes do país, e, por vezes, instituições em conflito, incluindo o parlamento, a presidência, o judiciário, a Guarda Revolucionária, as forças armadas, os serviços de inteligência, as agências policiais, a elite clerical, os líderes da oração de sexta-feira e grande parte da mídia, bem como várias fundações não governamentais, organizações, conselhos, seminários e grupos empresariais”, observa.

Somente de 2025 para cá seu cruel regime teocrático eliminou mais de 36 mil civis, a maioria, jovens que apenas protestavam clamando liberdade, democracia, melhor qualidade de vida, trabalho, comida na mesa e saúde para todos.

O monstro está morto!

E agora?

Será o fim de uma era de terror no Irã?

Paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade!

Paz, democracia e progresso para o sofrido povo iraniano!

 

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