A importância do Siafe para o Amapá


Muita gente não sabe, mas o Sistema Integrado de Planejamento e Administração Financeira do Estado do Amapá, o Siafe, é o que atualmente existe de mais moderno, em tempo real, em termos de inovação tecnológica de conteúdos sobre a rotina da administração pública estadual tucuju.

Todo o esforço com resultados atuais de aperfeiçoamento do sistema, considerados altamente positivos, se deve a inteligência e persistência da área técnica da Secretaria de Estado do Planejamento do Amapá.

E de pensar que esta persistência em inovar e ao mesmo tempo estabelecer regras de responsabilidades com o erário começou em 2014 através do atual Coordenador da Coordenadoria de Planejamento do Amapá, economista Alberto Jorge de Oliveira, Maria Conceição Laurinho dos Santos (economista), Manoel Álvaro Santos da Silva (economista), Oneide da Cruz Pinheiro (administradora), Edmilson Clementino da Silva (administrador) SilenoSilva dos Santos (Tecnologia da Informação).

Tendo inicialmente encontrado algumas resistências políticas,por conta do estabelecimento de regras de responsabilidades, buscando cumprir a lei da transparência,a Lei Complementar 131, ou Lei 6.924, de 25 de julho de 2009, de autoria do Senador amapaense João Alberto Capiberibe,Lei que obriga a União, estados e municípios a divulgarem seus gastos na Internet, em tempo real, o Siafe finalmente começa a tomar corpo e forma a partir de 2016 em diante.

Atualmente, ele é um positivo resultado de todo um demorado processo de discussão interna de aperfeiçoamento de parte da área técnica da Seplan.

Esse resultado positivo se deve também e principalmente a área da Tecnologia da Informação da secretaria, através do amapaense Sileno Silva dos Santos, expert no assunto.

É motivo de grande orgulho para nós, tucujus, vermos um produto de tão importante inovação na área da tecnologiada informação, com estabelecimento de regras claras de responsabilidades, ser gradualmente construído e aperfeiçoado por amapaenses, e hoje se tornar um fator real e concreto, com todos os órgãos da administração pública estadual direta e indireta plugados, inseridos no sistema, prestando contas dos atos de sua administração.

O tempo, somente o tempo e a vontade política geral se encarregará de aperfeiçoar cada vez mais o sistema de regras a fim de que para os que virão, como sucessores, ampliem cada vez mais seus horizontes de pesquisa.


Sinal verde ao Hospital Municipal de Macapá


O general Fernando Azevedo e Silva, atual ministro da Defesa, anunciou oficialmente e recentemente ao presidente do Congresso Nacional, o senador amapaense Davi Alcolumbre, a doação definitiva de terreno do Exército Brasileiro, área localizada na parte de trás do velho Hospital de Emergência, em Macapá, para a construção do novo pronto socorro macapaense.

 

O Diretor de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente do Exército Brasileiro, general Alípio Branco Valença, já sinalizou apoio integral a questão da realocação das famílias que moram na região.

 

A ideia do importante empreendimento já conta com a cessão definitiva de um projeto técnico de unidade hospitalar construído em Salvador, Bahia, o Hospital Municipal de Salvador, projeto gentilmente entregue por ACM Neto ao Senador Davi, e tecnicamente visto como coerente com as nossas necessidades.

 

Sem dúvida alguma são duas novidades históricas consideradas pelos amapaenses como altamente positivas para a melhoria estrutural da saúde no Amapá. A cessão definitiva de área da União Federal para a construção do que pode ser o Hospital Municipal de Macapá, somada a doação de projeto técnico, condizente com nossas necessidades, inegavelmente vem em boa hora para suprir demandas crescentes por saúde.

 

Para Davi Alcolumbre “a escolha da área se dá em razão da localização central estratégica, que atende à população dos outros municípios e, ao mesmo tempo, supre as demandas emergenciais da capital, já que há mais de 60 anos Macapá conta com um único e precário pronto socorro”.

 

Idealizado e edificado nos anos 70, na gestão do governador Ivanhoé Martins, ainda na fase do ex-território federal do Amapá, o Pronto Socorro Osvaldo Cruz atualmente não suporta mais a crescente demanda da população que procura seus serviços de saúde.

 

E de pensar que ainda não chegamos a uma população de um milhão de habitantes. Atualmente, somos uma população que já ultrapassa a casa dos 845 mil habitantes, isso de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, em julho de 2019. Macapá possui a maior concentração populacional com 503.327 habitantes. Seguidamente, Santana: 121.364 habitantes, e Laranjal do Jari, 50.410 habitantes.

 

Ano passado, eram 829.494 mil pessoas residentes no estado!

 

Percebam como gradualmente a população cresce e consequentemente cresce também as demandas por saúde, a começar pelos serviços de pediatria a recém-nascidos, serviços de ginecologia às mães e logicamente os tão necessários serviços de atenção básica à saúde, isso se não levarmos em consideração a pandemia do covid-19 que aterroriza a todos.


O Fundeb como necessária política do estado brasileiro


Em histórica votação na Câmara Federal o parlamento brasileiro aprovou por grande maioria a Proposta de Emenda Constitucional nº 15, o Novo Fundeb, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica.

A Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO),relatora da proposta, foi quem atuou intensamente na construção do texto e na defesa em comissão e plenário da Câmara.

A PEC do Novo Fundeb será logo encaminhada ao Senado e seguirá o mesmo rito de votação da Câmara, ou seja, terá de ser aprovada com maioria qualificada em dois turnos.

A proposta, aprovada na Câmara em dois turnos,obteve 499 votos a 7 na primeira votação e 492 votos a 6 na segunda. A esmagadora vitória conseguiu impediras diversas tentativas de barreiras de parte da Presidência da República ao tentar a todo custo inserir e aprovar o chamado Renda Brasil. A ideia” do Renda Brasil seria utilizar recursos do Fundeb, proposta que pegou muito mal perante a opinião pública nacional, principalmente entre especialistas da educação, professores e juristas da área educacional brasileira.E mesmo que uns poucos não queiram o novo Fundeb felizmente e brevemente será uma nova política nacional do estado brasileiro sem desvios de finalidades.

Em entrevista à BBC News, referindo-se ao velho modelo do Fundo, Professora Dorinha salientou que “ é um modelo de cabeça para baixo: Estados e municípios atendem diretamente 45 milhões de alunos, mas a concentração tributária fica com a União”.

Atualmente o Fundeb conta apenas com 10% de recursos da União Federal para sua manutenção, como complementação. Estados e municípios investem 90% no fundo, realidade que para muitos, principalmente os mais pobres, configura uma partilha altamente injusta se levarmos em consideração que a União Federal obviamente é a maior arrecadadora de impostos.

De acordo com especialistas em educação o fim do Fundebfatalmente provocaria o caos no financiamento da educação!

E por que?

Porque logicamente não haveria garantia (aporte) de recursos para pagamento de salários de educadores e manutenção deescolas.

E não podemos esquecer que o estado brasileiro tem um dever legal de cumprimento com as metas do Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação. São elas:

Universalizar a educação infantil na pré-escola; universalizar o ensino fundamental para a população de seis a 14 anos; universalizar o ensino médio (15 a 17 anos); universalizar a educação especial inclusiva; alfabetizar todas as crianças até a 3ª série do ensino fundamental; oferecer educação integral para no mínimo 50% das escolas públicas; fomentar a qualidade, elevar a escolaridade média e erradicar o analfabetismo até 2024; ter 25% da educação de jovens e adultos integrada à educação profissional; triplicar a oferta de educação profissional de nível médio; ampliar as matrículas na educação superior para 50% dos jovens de 18 a 24 anos; elevar a titulação de professores da educação superior; elevar as matrículas de pós-graduação para atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores; elevar a formação de professores do ensino básico, formação continuada e pós-graduação para professores da educação básica; valorização do professor e elevação dos rendimentos; estabelecimento do plano de carreira docente; gestão democrática na educação; ampliar o financiamento tendo como meta atingir 10% do PIB em 2024.


Exemplos de boa governança metropolitana


Em outubro de 2013 recebi do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IPEA, interessante estudo sobre alguns sistemas de governança observados no Canadá e Estados Unidos da América. Trata-se de estudo científico balizado que vale à pena refletir nestes tempos atuais de pandemia, desacertos administrativos, má gestão e corrupção ativa e passiva:

Vancouver, terceira área metropolitana mais importante do Canadá, historicamente sempre apresentou interessantenível de cooperação entre os entes, isso desde meados de 1886. De 1886 em diante foram instituídas importantes parcerias para a gestão da água e o tratamento de recursos sólidos e líquidos. Em 1913 foi formado o Greater Vancouver SewerageandDrainageDistrict 17 e, em 1926, o Greater Vancouver WaterDistrict. As experiências históricas de cooperação metropolitana voluntária foram instituídas, em grande parte, por ações setoriais. No ano de 1967 foi instituído o Greater Vancouver Regional District, sendo composto por 21 municipalidades. A estrutura de elegibilidade para o Metro Vancouver foi baseada na colaboração, ou seja, estruturado por um conselho de diretores, com presidente e vice, eleitos entre seus pares. Os conselheiros, integrantes do Metro Vancouver, são eleitos e indicados pelo conselho das municipalidades locais, isto é, é a municipalidade que elege os seus representantes na Metro, levando-se em consideração o critério populacional. A cada 20 mil habitantes a municipalidade tem direito a um voto, e o número máximo de votos por municipalidade é de cinco. Esta estrutura permite que cada municipalidade adquira o direito ao voto na Metro Vancouver. As municipalidades com maior quantitativo de habitantes adquirem o número máximo de representantes previsto nos aparatos legais.

Atualmente, Vancouver é considerada a 5ª melhor cidade do mundo para se viver.

A cidade de Toronto, também no Canadá, já foi apontada por pesquisadores como a estrutura metropolitana canadense mais consolidada, e considerada uma das melhores experiências de governança do mundo. Desde a década de 50 que a cidade de Toronto se destaca em ações de planejamento, financiamento, infraestruturas e serviços urbanos compartilhados, na escala do Metro Toronto, instituído em 1954. A estrutura Metro Toronto era representada por doze municipalidades e foram devidamente organizadas e fortalecidas em 1967, o que resultou em um arranjo metropolitano de dois níveis de governos: O provincial e as seis municipalidades,denominado de Greater Toronto Area. Durante a década de 70 o aperfeiçoamento dos mecanismos gerenciais de coordenação e concertação propiciaram importantes investimentos em saneamento, ampliação e instalação de empresas, conexão de redes de transporte e comunicação e geração e qualificação de mão de obra. A cidade de toronto atualmente é considerada a quarta melhor cidade para se viver no mundo (the economist)

A estrutura do arranjo de Portland, nos Estados Unidos, configura como um dos raros arranjos metropolitanos, com eleição realizada de forma direta. Sua estrutura de governança é representada pelo Presidente do Conselho do Greater Portland Area e por seis comissários que representam distritos e integram o arranjo.

Inegavelmente são exemplos históricos de como se deve bem aplicar o dinheiro público através da boa indicação para gestão com fiscalização popular.


O discurso


Entre o discurso e a prática as palavras ditas pelo Chefe do Executivo nacional ultimamente estão virando poeira levadas ao sabor do vento.

 

A sua “afiada” retórica negacionista sobre o coronavírus, até algumas semanas e meses atrás, defendia ardorosamente a abertura total do comércio, a volta do funcionamento das fábricas e a livre circulação de pessoas, mercadorias, bens e serviços, sempre argumentando em suas “lives” uma “preocupação” com o fechamento de lojas, restaurantes, empresas e o aumento do desemprego por conta do isolamento social forçado em função da pandemia do covid-19.

 

Agora, mais recentemente e inesperadamente, na contramão de seu discurso, o presidente veta importantes trechos do texto da Medida Provisória 936, da Relatoria do Senador Vanderlan Cardoso, que cria o Programa Emergencial de Emprego e Renda.

 

O texto simplesmente prevê a empresas que reduzirem salários e jornada de trabalho, e não demitirem seus funcionários, de ter o direito à desoneração da folha de pagamento até 2021.

 

A chamada Desoneração da Folha de Pagamento surgiu em 02 agosto de 2011 após a criação da Medida Provisória 540. Depois, foi convertida na Lei nº 12.546, de 14 de dezembro de 2011, e consequentes alterações, tais como a Lei nº 12.715/2012, Lei nº 12.794/2013 e Lei nº 12.844/ 2013.

 

O texto da Medida Provisória 936, em boa parte vetado pelo presidente, trata também do direito a concessão de benefício a empregadas domésticas, por conta da pandemia. A argumentação, usada pelo Palácio do Planalto, é que a proposta social criaria despesa obrigatória ao poder público.

 

Situação quase idêntica e muito ruim, tanto para trabalhadores como para o empresariado nacional, foi constatar o grave veto presidencial a justas deduções tributárias a empresas que decidam por ventura complementar o benefício pago pelo governo federal a trabalhadores que tenham salários reduzidos.

 

Cabe agora ao Congresso Nacional, em sessão conjunta, deliberar se concorda ou rejeita o veto de Bolsonaro.

 

O povo, o parlamento brasileiro, trabalhadores, empresários, comerciantes e livres empreendedores estão diante de duas históricas situações absurdas:

 

A primeira, a negação e o pouco caso com a pandemia de parte da presidência da República. A segunda, a presente, a falta do justo e necessário socorro a trabalhadores, comerciantes, empreendedores e empresários, de parte do governo federal.


Os efeitos catastróficos do discurso de ódio


Como se não bastasse a pandemia do coronavírus, ceifadora de milhares de vidas no Brasil, parece que estamos vivendo o chamado “inferno astral”, sim porque não merecemos tanto diante de tantas atitudes insensatas extremistas ultimamente vistas nos noticiários nacionais com desdobramentos de fatos ou acontecimentos bem piores e altamente preocupantes como movimentos de desordem, da ilegalidade e da mais completa inversão de valores, expressões de claros atentados a soberania nacional, a garantia soberana da democracia, das liberdades individuais e coletivas.

 

Qual a razão central disto tudo? Falta de educação? Falta de limites? Falta de leitura, bons livros e bom senso? Mente vazia é oficina do “coisa ruim”?

 

O Capítulo III da Constituição da República Federativa do Brasil, que trata da Educação, diz textualmente o seguinte, em seu artigo 205:

 

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

 

O texto em si não só é muito bonito como também parece um “sonho de uma noite de verão”, do grande e genial compositor Mendelssohn.

 

A grande diferença é que para os tempos atuais, nossos tristes tempos atuais, estamos sinceramente vivendo um pesadelo. Não é uma bela noite de verão que aguarda o belo raiar do dia!

 

Weintraub, nosso ex-ministro da Educação, não só estagnou a educação no Brasil como também gerou tsunamis de problemas nacionais e internacionais. Sozinho foi a “estrela” da lídima expressão do extremo do extremo. Nunca na história do Brasil se viu algo tão ruim! A liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, bem como o respeito e a prática do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, somada a necessária valorização do profissional da educação, foram terrivelmente ignorados como princípios básicos da educação. E tudo em nome de um absurdo discurso ideológico de ódio.

 

A questão do racismo e as agressividades ultimamente vistas, promovidas por movimentos radicais de caráter religioso e político, principalmente contra as culturas afrodescendente, cigana e ameríndia, revelam cada vez mais faces distintas do ódio e do terror.

 

A grande questão é saber o que o estado brasileiro pretende fazer para coibir tais abusos, à luz do direito?

 

Parece que o problema de algumas pessoas e seus inocentes úteis reside no fato de não saber diferenciar ou não querer aceitar e entender a grande diferença entre profissão de fé e identidade cultural. Profissão de fé é justamente a sua crença no Sagrado quer você seja católico, protestante, muçulmano, budista, espírita, etc…

 

Ser evangélico é simplesmente o ato de evangelizar ou divulgar a sua crença no Sagrado com o seu pertencimento de culto.

 

Identidade cultural é tudo aquilo que espelha a histórica tradição de um povo. No caso do Brasil, nossa identidade cultural reside fundamentalmente na herança cultural afrodescendente, e suas de culturas de resistência, bem como ameríndia. Então temos como herança cultural afrodescendente o batuque que gerou o samba que gerou o carnaval. Como herança cultural ameríndia nós temos por exemplo o conhecimento do poder das plantas, ervas e raízes medicinais, inclusive muito usadas pela indústria farmacêutica homeopática. E ainda temos toda a riqueza da cultura nordestina, sendo seu grande protagonista, o genial Luiz Gonzaga.

 

Separar o joio do trigo, é preciso!


Covid-19: testes de vacina iniciam no Rio e São Paulo


Após tantas tragédias e notícias tristes que a pandemia vem causando nestes últimos seis meses, quer seja no mundo, ou no Brasil, finalmente surge excelente notícia! A grande luz em meio ao pânico e terror que a humanidade atualmente vive:

 

O Oxford Vacinne Group, da Universidade de Oxford, Inglaterra, conseguiu desenvolver uma potencial vacina para a covid-19, já testada em cerca de mil voluntários.

 

No Brasil, já foram iniciados testes com 2 mil voluntários, em São Paulo, na Universidade Federal de São Paulo-Unifesp. A informação foi dada através de nota divulgada pela Fundação Lemann, do empresário bilionário Jorge Paulo Lemann, que financia o projeto. No Rio de Janeiro, outros mil voluntários serão objeto de testes através da Rede D’Or.

 

A vacina/teste denominada de ChAdOx1nCoV-19, globalmente liderada pela Universidade de Oxford, envolve em São Paulo voluntários profissionais de saúde entre 18 e 55 anos e demais funcionários que trabalham no Hospital São Paulo, ligados à Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.

 

Mas, afinal de contas, qual o objetivo dos testes de uma vacina produzida pelo Reino Unido, contra o covid-19, ao utilizar voluntários brasileiros?

 

Inegavelmente, e com toda certeza, os voluntários brasileiros profissionais de saúde muito contribuirão para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para o final do ano. O referido registro formal só poderá ocorrer após a conclusão dos testes ou estudos realizados nos países envolvidos na pesquisa.

 

Enquanto isso, aqui no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a farmacêutica AstraZeneca estão atualmente na Fase 3 de testes de outra vacina contra o covid-19.

 

Declarou um pesquisador, da Unifesp, que ” a vacina se encontra entre os estágios mais avançados de desenvolvimento”.

 

Além do Reino Unido o Brasil é o primeiro país a promover testes com vacina contra o coronavírus. A motivação principal, argumentam pesquisadores, é o fato da pandemia se encontrar com uma capacidade perigosa de proliferação no país, tudo por conta dos baixos índices de adesão ao isolamento social.


A necessidade do novo Hospital de Emergência


Idealizado e edificado nos anos 70, na gestão do governador Ivanhoé Martins, ainda na fase do ex-território federal do Amapá, o Pronto Socorro Osvaldo Cruz atualmente não suporta mais a crescente demanda da população que procura seus serviços de saúde.

E de pensar que ainda não chegamos a uma população de um milhão de habitantes. Atualmente, somos uma população que já ultrapassa a casa dos 845 mil habitantes, isso de acordo com levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, em julho de 2019. Macapá possui a maior concentração populacional com 503.327 habitantes. Seguidamente, Santana: 121.364 habitantes, e Laranjal do Jari, 50.410 habitantes.

Ano passado, eram 829.494 mil pessoas residentes no estado!

Percebam como gradualmente a população cresce e consequentemente cresce também as demandas por saúde, a começar pelos serviços de pediatria a recém-nascidos, serviços de ginecologia às mães e logicamente os tão necessários serviços de atenção básica à saúde, isso se não levarmos em consideração a pandemia do covid-19 que aterroriza a todos.

Procurando corrigir este crônico problema histórico de deficiência no serviço de pronto atendimento à saúde em Macapá é que o Senador amapaense Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, já ultimou providências urgentes no Ministério da Defesa, com o general Fernando Azevedo, e com o Diretor de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente do Exército Brasileiro, general Alípio Branco Valença, para cessão definitiva de área localizada na parte de trás do velho Hospital de Emergência. A ideia, que já conta com a cessão de um projeto técnico de unidade hospitalar (Hospital Municipal), entregue por ACM Neto, já é tecnicamente visto como coerente com as nossas necessidades.

Portanto, são duas novidades históricas consideradas altamente positivas para a melhoria estrutural da saúde no Amapá:

A cessão definitiva de área da União Federal para a construção do que pode ser o Hospital Municipal e o projeto técnico condizente com nossas necessidades.

Para Davi Alcolumbre “a escolha da área se dá em razão da localização central estratégica, que atende à população dos outros municípios e, ao mesmo tempo, supre as demandas emergenciais da capital, já que há mais de 60 anos Macapá conta com um único e precário pronto socorro”.

O Senador Davi Alcolumbre garante que “essa, sem dúvida, será nossa prioridade”!


A aberração olavista


Wellington Silva
Articulista 

Jornalista e Historiador

Sinceramente, creio que nunca na história político administrativa deste país o povo brasileiro assistiu, ouviu ou leu tamanha aberração como a que está circulando na mídia, revelando o cúmulo do absurdo de um diálogo ou monólogo mantido entre o “senhor Olavo” e o Chefe do Executivo do Brasil. O fato foi também divulgado no Estadão através de matéria assinada pela jornalista Jussara Soares, datada do dia 08 de junho de 2020, e reproduzida no MSN Notícias.

O polêmico e desrespeitoso vídeo, divulgado na madrugada de domingo, 7 de junho, revela um tom altamente ameaçador de Olavo sobre o presidente da República Federativa do Brasil e contra a chamada ala militar governista. Vociferando descontroladamente, Olavo incendiário afirma ao presidente que o mesmo nada fez para se defender daquilo que classifica como milícia digital, e ameaça:

“ Quer levar um processo de prevaricação da minha parte? Se esse pessoal não consegue derrubar o seu governo, eu derrubo! Continue inativo, continue covarde e eu derrubo essa merda desse seu governo, aconselhado por generais covardes ou vendidos. Os militares obedecem você ou é você que obedece a eles?”, salienta o guru bolsonarista.

Repito, nunca na história deste país vi tamanha aberração!

Em plena pandemia, muitos brasileiros já se perguntam em que mãos estamos e quem ou o que governa este país, e com que propósito, isso se levarmos em consideração o monólogo absurdo do senhor Olavo com o presidente e as atitudes nocivas e absurdas de Weintraub (ministro da Educação !!!???), Ernesto Araújo (Relações Exteriores!!!???) e Sérgio Camargo (Fundação Palmares !!!???) , todos discípulos seguidores de Olavo e por ele indicados, mas, para quais finalidades?

Desagregação? Negacionismo a pandemia? Negacionismo a nossa identidade cultural, da qual todos somos Um? Disseminação verbal contra o multiculturalismo nacional? Ataques com propósito de desfazimento das instituições públicas? Ataques com o propósito de desconstruir o estado democrático de direito?  Castração das liberdades individuais e coletivas?

Inaceitável, inadmissível e extremamente vergonhoso para uma Nação é o seu povo se deparar quase todo santo dia com notícias extremamente desagradáveis, vexatórias, surreais, loucas, com seus atores públicos criando cenários típicos de guerra fria tribal.

Fico me perguntando o que os filhos de Bolsonaro acham do impressionante interrogatório do senhor Olavo, em cima do presidente?

O que sabemos, e a mídia já divulgou, é que um tal Martins, fiel olavista, foi imediatamente nomeado pelo presidente para importante cargo um dia após o guru bolsonarista ter dado a dita “esculhambação” no mandatário do país.

Até quando seremos obrigados a assistir tais aberrações, em plena pandemia?


O perigo extremista


Não bastasse a pandemia, a sociedade brasileira agora assiste, boquiaberta, preocupantes manifestações de movimentos totalitários de extrema direita muito próximos e simpatizantes do Ideário fascista, embora alguns considerem ofensivo tal afirmação, mas é o que verdadeiramente se vê nas ruas, se ouve e falam, irracionalmente, em plena pandemia de covid – 19.

 

Sinceramente esperamos que pessoas sensatas e maduras do governo brasileiro, portadores de leituras acumuladas ao longo da vida, tais como Hamilton Mourão, General Heleno, ministro Paulo Guedes (Economia) , somadas as autoridades do Supremo Tribunal Federal e poder Legislativo, definitivamente ponham um basta nesta terrível onda de fanatismo que assola o Brasil nestes tempos sombrios de Coronavirus.

 

E parece que o grande arauto ou mentor intelectual das absurdas confusões do executivo contra o legislativo e judiciário advém da mentalidade do quanto pior melhor do senhor Olavo terraplana covid – 19 não existe, e seus seguidores, obviamente.

 

Sabemos que o fascismo é muito mais do que uma figura ou regime. Suas características podem ser observadas no comportamento absurdo e irracional de seus representantes, membros,  como um modo de vida adotado, lamentavelmente.

 

O fascismo tem sua política própria, economia e cultura. Os cinco pontos do fascismo ou do fascista são:

 

O ultranacionalismo, o discurso extremado da união nacional, com a exaltação da imagem do homem branco viril, e o fim do multiculturalismo, de judeus, negros, ciganos, livres pensadores e todos os discordantes do regime.

 

O fascismo é culturalmente tradicionalista e defende o  eugenismo, a limpeza étnica, a raça ariana, o corpo perfeito e a rejeição a critérios morais.

 

Ele é também fundamentalmente militarista pois exalta de sobremodo a força militar, sendo toda discordância considerada uma traição.

 

O simplismo fascista costuma se utilizar de uma linguagem populista tendo como arma de propaganda o uso e emprego permanente de notícias falsas para usufruto de proveito próprio do regime.

 

Por fim, o fascismo ou o fascista possui um pensamento patriarcal, incontestável, e busca sempre regular os hábitos cotidianos da sociedade. Ele inicialmente persegue, proíbe e depois elimina os contrários.

 

Refletir, é preciso!