Wellington Silva

Sugestões para o carnaval

 

Quero lançar aqui neste espaço um desafio sadio as escolas de samba, já que muitas estão pensando no seu tema carnavalesco para o próximo ano.

Algumas estão pensando em nomes históricos, em gente que de alguma forma fez história, seja nas letras, nas ciências, nas artes.

Inicialmente, eu penso num tema grandioso:

OS ANOS 60, A DÉCADA QUE MUDOU TUDO!

Na minha avaliação pessoal, e de muitos jornalistas, críticos de arte e cientistas políticos, não existe na história do Brasil e do mundo década tão conturbada e ao mesmo tempo de tamanha explosão cultural como os anos 60.

Os fatos são os mais diversos, para uma boa e inteligente abordagem temática ou desenvolvimento de enredo:

Começa pela chamada explosão da guerra fria entre Estados da América e a extinta União Soviética – capitalismo e comunismo – seguida da crise dos mísseis em Cuba, em outubro de 1.962; o assassinato de John F. Kennedy, em Dalas, no dia 22 de novembro de 1.963; a instalação da ditadura militar no Brasil, em 1.964, seguida da censura aos produtores culturais e perseguição aos movimentos políticos; a beatlemania; a Jovem Guarda no Brasil; o Movimento Tropicalista no Brasil; o Festival de Woodstock nos dias 15 e 18 de agosto de 1.969 ; a era hippie; a conquista da lua em 1.969; a guerra do Vietnã; a Organização para Libertação da Palestina e os movimentos terroristas no mundo; as caminhadas e protestos de John Lennon e Yoko Ono pela paz, em maio de 1.969.

Pelo que se vê e o leitor pode observar existe um diversificado e tumultuado universo político gerado nos anos 60 assim como um diversificado e riquíssimo universo cultural em constante ebulição, em constante movimento de expansão no Brasil, nos Estados Unidos da América e na Europa.

Somente a Conquista da Lua já dava um excelente enredo para o carnaval, isso se o carnavalesco tiver a inteligência de souber desenvolver o tema, desde o Sputinik, de fabricação russa, até ao foguete Apolo 11, de fabricação americana, proporcionando ao homem pousar pela primeira vez na lua em 1.969, através do módulo Águia, sendo Neil Armstrong, americano, o primeiro homem a pisar em solo lunar.

A foto que ilustra o texto é exatamente uma réplica em madeira do Módulo Águia, um inteligente invento de papai, Professor João Lourenço da Silva, ele que em 1.969 foi diretor do Colégio Amapaense e conquistou vitórias, troféus, após a apresentação do tema na Avenida Fab, durante o saudoso desfile cívico.

Considerando que, no presente, se acirra a concorrência espacial entre Estados Unidos da América e China, a reflexão sobre o tema permanece mais atual que nunca, para o carnaval em 2027.

Fica no ar, registrado, neste espaço, as sugestões expostas!

 

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Reflexões e verdades sobre o carnaval

 

Feliz pela vitória da Escola de Samba Boêmios do Laguinho, em Macapá, ela que apresentou belíssimo carnaval através de interessante tema para reflexão sobre Sodoma e Gomorra – do pecado a redenção, cidades que foram tomadas pela ira de Deus, por caírem em pecado, isso, de acordo com os textos sagrados.

Aliás, o resultado do julgamento das escolas de samba da cidade foi justo, justíssimo, com Boêmios do Laguinho em primeiro lugar, Império do Povo em segundo e Maracatu da Favela em terceiro.

O que não foi justo foi o que fizeram com a Escola de Samba Império do Povo, creio que “sem querer querendo”, ao posicionar carro alegórico para atrapalhar a passagem da agremiação carnavalesca. Mas, mesmo assim, a Império do Povo apresentou um excelente carnaval, com alas e alegorias impecáveis.

Em contrapartida, parece que algumas escolas de samba não evoluem e ainda apresentam problemas internos, como é o caso da Escola de Samba Solidariedade, com uma administração perpétua, desde 2013.

Ainda em Macapá, determinada escola de samba, rebaixada, apresentou um samba-enredo pretencioso e arrogante, com ares de supremacia. Suas alas e alegorias muito deixaram a desejar. Faltou humildade, criatividade e inovação!

Nos anos 90, o saudoso decano da pintura amapaense, o carnavalesco R. Peixe, já dizia que para o carnaval do Amapá evoluir tinha de pesquisar as escolas de samba tradicionais do carnaval carioca tais como a Mangueira, Portela, Salgueiro e Beija-Flor, por exemplo.

É R. Peixe, hoje, mais atual que nunca!

E é bom o pessoal daqui deixar de lado esse negócio de águia da Portela e de cobra e exaltarem os nossos guarás, as jaguatiricas, onças, tucanos, garças, belezas naturais divinas tão típicas do Amapá, tão típicas da Amazônia.

Respeito o julgamento dos jurados do carnaval carioca, o maior espetáculo da terra, mas, convenhamos, a bem da verdade, existe um abismo de diferença histórica e cultural entre Mestre Sacaca e Mestre Ciça, entre Lula e Mestre Ciça, entre Carolina Maria de Jesus e Mestre Ciça. Além do mais, a Mangueira ganhou estandarte de ouro na categoria Mestre Sala e Porta Bandeira, e, portanto, não merecia notas tão injustas.

Evidentemente, Sacaca, Lula e Carolina Maria de Jesus deixam um grande legado histórico e cultural para o Brasil e o mundo.

O extraordinário conteúdo mostrado pela Mangueira na Sapucaí, sobre Mestre Sacaca, supera em muito o que a Viradouro mostrou. Se Mestre Ciça foi mestre de bateria, Sacaca inovou criando artesanalmente excelentes instrumentos de percussão. Por mais de 20 anos foi Rei Momo do carnaval amapaense. Foi Professor de Técnicas Agrícolas e raizeiro, o nosso doutor da floresta.

Para quem não sabe, principalmente os cariocas, foi Mestre Sacaca que mostrou ao cientista Waldomiro Gomes as aplicações e efeitos das plantas, ervas e raízes medicinais da Amazônia, conteúdos científicos divulgados mundo afora pelo ilustre e conhecido cientista.

Não é à toa que existe um museu no Amapá com o seu nome, o Museu Sacaca, contendo cenários naturais, históricos e estudos científicos sobre nossa tão querida e muito bem preservada região.

Portanto, Waldomiro Gomes não seria nada sem Sacaca assim como Ney Mato Grosso não seria nada sem o músico, cantor, compositor, poeta e arranjador João Ricardo, o grande cérebro dos Secos & Molhados.

Se, por um lado, o tal julgamento do “carná” carioca foi técnico, por outro, ele foi muito injusto, isso se olharmos o riquíssimo conteúdo histórico e cultural mostrado pela Mangueira sobre Sacaca, repetimos!

Quanto a Viradouro, neste particular, ela deixou muito a desejar em sua temática!

É isso aí!

 

Mestre Sacaca, o doutor da floresta

 

A grande apoteose, o grande e importante momento para o Amapá se aproxima!

A tradicional escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira fará digna homenagem ao nosso Querido e saudoso Mestre Sacaca, na Sapucaí, neste período momesco que se aproxima.

Com certeza e com cerveja lá estará o nosso poeta maior do Amapá, Joãozinho Gomes, o grande arquiteto do já consagrado samba-enredo que homenageia Sacaca.

Dizem que somente nestes últimos dias já está presente no Rio de Janeiro uma grande leva de amapaenses para desfilar na escola ou para ver de perto este histórico e importante momento para todos nós, tucujus.

A Estação Primeira de Mangueira desfilará neste domingo, 15 de fevereiro, apresentado o belíssimo tema “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”.

Fundada em 28 de abril de 1.928, a Mangueira é considerada como uma das escolas de samba mais populares e tradicionais do carnaval carioca, reconhecida por sua luta social e cultural.

Mestre Sacaca, o Xamã Babalaô do povo tucuju, hoje Luz Guardiã da Amazônia e seus ancestrais segredos, nasceu em 1.926, em Macapá, capital do Estado do Amapá.

E ele não é uma simples lembrança!

Sacaca está vivo nas matas, florestas, cachoeiras, rios e igarapés, nos tambores e na memória de seu povo. Foi raizeiro, curandeiro, marabaixeiro, artesão de instrumentos percussivos, é nosso eterno Rei Momo – por mais de 20 anos foi coroado Rei Momo – e histórico folião do carnaval amapaense.

Como servidor público atuou na Escola Comercial Professor Gabriel de Almeida Café, antigo CCA, na qualidade de Professor de Técnicas Agrícolas.

Particularmente, tive a grande honra de entrevistá-lo algumas vezes tanto para o Jornal Combate como, posteriormente, para o Jornal Diário do Amapá. Suas narrativas revelam um profundo conhecimento sobre as plantas, ervas e raízes medicinais da Amazônia, que muitos desconhecem, assim como, sobre nossa cultura, nossa ancestralidade…

Se casou com Madalena Souza, a primeira Miss Amapá, com quem teve 14 filhos.

Participou da histórica fundação da União dos Negros do Amapá, a UNA, assim como da construção do famoso banco da amizade, ambos localizados no bairro do Laguinho, ou Julião Ramos, como queiram.

Tanto a UNA como o Banco da Amizade são espaços tradicionais onde se reúnem populares, marabaixeiros, dançadeiras, boêmios, poetas, jornalistas, músicos e escritores para celebrar a resistência, a união, história e cultura de nosso povo, nossa terra, nossa gente.

Saudar, celebrar e homenagear Sacaca é saudar, celebrar e homenagear todo o universo natural e cultural do Amapá, de seu povo, nossa terra, nossa gente!

É isso aí!

Salve Mestre Sacaca!

 

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Deponham Khamenei!

 

Somente um forte movimento civil unido a um forte levante ou invasão militar pode restituir a tão sonhada democracia no Irã, um país que por décadas seguidas vem pesadamente sofrendo com a tirania de seu chefe supremo, Ali Khamenei, ditadura religiosa que advém desde o final da década de 80.

O mundo livre não pode mais admitir governos que matam sua população civil apenas pelo simples fato dela desejar se manifestar livremente, clamando aos céus por liberdade e democracia.

Mais de 36 mil pessoas já foram brutalmente assassinadas nas ruas de Teerã, capital do Irã, e em outras cidades, pelas forças opressoras do regime iraniano. Na sua maioria, são jovens civis inconformados com a grave situação econômica, social e principalmente política do país. Trata-sede uma região politicamente fanatizada por um regime autoritário, a chamada República Islâmica,caracterizada por um sistema híbrido de poder.

A autoridade máxima deste poder, exercida pelo aiatolá Ali Khamenei, é a autoridade religiosa que exerce tal poder vitalício, desde 1.989.

Os chefes militares, ministros, secretários, assessores, etc, todos devem obediência e lealdade total a Ali Khamenei, sem contestações.

Se com o tal Xá Reza Pahlavi a vida do povo iraniano já era uma tragédia, com Khamenei, virou pura desgraça!

O líder iraniano se tornou um genocida de seu próprio povo, de sua própria gente, e isso, o mundo livre não pode continuar permitindo!

Conscientes de que poderão sofrer severas punições, populares nas ruas de Teerã e em outras cidades continuam a gritar palavras de ordem, tais como a queda do regime.

Eles desejam o fim do regime teocrático xiita!

Com os olhos irritados pelo gás lacrimogêneo e a garganta afetada de tanto gritar palavras de ordem, um jovem vendedor de telefones celulares declarou a jornalistas que os protestos não vão parar.

“Sabemos que arriscamos nossas vidas, mas mesmo assim fazemos isso e continuaremos fazendo, por um futuro melhor”, desabafou o manifestante.              

Alguns vídeos registraram manifestações em partes diferentes do país, tais como em Tabriz, no Norte, assim como na cidade santa de Mashhad, no Leste, e em regiões do Oeste, de maioria curda, especialmente nos arredores de Kermanshah.

Imagens mostram manifestantes incendiando a entrada da filial regional da televisão estatal do governo, em Isfahan.

Em diversas declarações públicas e em manifestações com cartazes os manifestantes clamam ao mundo para que façam alguma coisa para libertá-los da brutal opressão do regime de Khamenei.

Se a liberdade e o direito a evolução humana são legados naturais outorgados por Deus, Khamenei e seu brutal regime são exatamente o oposto, pois que praticam e celebram o terror, o caos, a morte, as trevas, sem nenhum respeito a vida e ao natural direito individual de cada um, justamente, o seu livre arbítrio!

 

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Raios que o partam!

 

Qualquer morador de Brasília deve perfeitamente saber que as pancadas de chuva naquela região começam a partir do final do ano em diante, e vem, geralmente, seguida de raios.

Sendo a capital federal território de amplas áreas abertas, com extensas áreas de planaltos, obviamente que estão sujeitas a incidência de raios.

Qualquer pessoa de bom senso, que mora por lá, ao perceber tais pancadas de chuva, seguida de sequencias de raios, procura logo abrigo ou não sai de casa, por precaução.

A física nos ensina que a água é potencial condutora de energia assim como qualquer estrutura de ferro ao tomar contato direto com raios, fato científico que coloca em risco vida humanas.

Ocorre que os “bolsoneros” pensam diferente e se consideram uma “raça superior”, os “escolhidos” de Zé Zui$, e, portanto, por assim ser, resolvem desafiar até as leis da natureza, sob a liderança do Nicolas.

“Entonces”, a grande pergunta que muitos já fazem é a seguinte:

Porque os raios vindos do Alto caíram exatamente no Cruzeiro, em BSB, sobre os “bolsoneros”, eles no meio daquele aguaceiro todo, com raios pra todo o lado, gritando e clamando aos céus por liberdade e anistia para o golpista Capitão Mortalha?

De bate-pronto, logo do Alto, veio a resposta de imediato:

“Estamos de saco cheio de vocês! Raios que o partam! Deus não é e nunca será objeto político do fanatismo de vocês”!

Pois é!

Parece que o festival de raios no Cruzeiro, em Brasília, deu o tom na festa do Nicolas e deu o seu recado sobre “amalucados” bolsonaristas.

Sinceramente, fico indagando, se este pessoal não estudou física no colégio e não conhece as leis físicas e potenciais da Grande Mãe Natureza, principalmente, para antever o sério risco de se expor ao ar livre neste prenúncio de chuvas intensas sobre Brasília?

E novamente pergunto:

Porque estes raios, em tanto lugar pra cair em Brasília, achou de descarregar sua fúria justamente sobre bolsonaristas amontoados no Cruzeiro, debaixo daquele vendaval?

E lá do Alto, as mais de 700 mil vítimas de Covid-19, a tudo assistem…

Nunca na história deste país a velha expressão “raios que o parta” se tornou tão atual e fator de alerta!

 

 

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Trump, imperador ou negociador da Groenlândia?

 

Será que Donald Trump realmente está querendo acabar com a OTAN ou apenas deseja barganhar para obter vantagens econômicas no caso da Groenlândia?

Sim porque uma hora ele ameaça invadir a Groenlândia e em outro momento ele manifesta desejo em comprar todo o seu território. Depois, após o frigir dos ovos, acaba fazendo acordo, do seu ponto de vista, “um marco para um futuro acordo”, sobre a cobiçada ilha.

Os detalhes deste tão propalado acordo, ainda permanecem, desconhecidos!

O que se sabe, no momento, é que Trump retirou as ameaças militares de invadir a Groenlândia, assim como as tarifárias, contra todos os países que se opunham ao seu absurdo plano de dominação total da ilha.

O grande problema do presidente americano, para o mundo livre, reside no simples fato dele sempre extrapolar todos os limites da autoridade que lhe compete.

Ele tenta, a todo custo, ampliar as tempestades de seu raio de ação, em outros países, para ver no que dá!

Dessa forma, cria celeumas, interpretações diversas, para depois colher os resultados da pressão.

E o Primeiro Ministro do Canadá, Mark Carney, acabou deixando o “xerife” americano irritado.

Em seu pronunciamento, Carney deu a entender que a velha ordem mundial, estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, corre o risco de acabar. Na sua avaliação a situação geopolítica atual está tentando criar um novo cenário de governança criado pelas grandes potências. São exatamente elas, Estados Unidos da América, leia-se Donald Trump, a Rússia de Putin e a China, por exemplo, que pressionam cada vez mais os sistemas e processos estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial.

 

O que isso quer dizer?

O primeiro ministro canadense, Mark Carney, esclarece de forma suscinta a questão:

“As grandes potências agora usam a integração econômica como arma, as tarifas como forma de pressão, a infraestrutura financeira como coerção e as cadeias de suprimentos como vulnerabilidades a serem exploradas”.

Agora Trump insiste no argumento de que a Groenlândia é “estratégica” para a segurança dos EUA e da Otan contra China e Rússia.

Especulações dão conta de que que até disco voador tem por lá, fato que requer comprovação científica!

Enquanto isso, o Ártico derrete, o aquecimento global não é levado à sério e as superpotências disputam espaços e vantagens estratégicas na região.

 

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O caso Maduro

 

Está redondamente enganado quem pensa ou acha que a extração de Maduro da Venezuela foi uma ideia do presidente americano Donald Trump. Creio sinceramente que tal plano já vinha sendo pensado pelo Pentágono e CIA bem antes da administração Trump.

E para quem não sabe ou não se interessa em pesquisa, Pentágono e CIA são exatamente o estado dentro do próprio estado americano. Nestes espaços de poder militar o marketing político escancarado não encontra espaço dentro dos secretíssimos planos minuciosamente pensados e planejados.

Falar em marketing político me parece que o Trump tá na dele ao aproveitar o momento exato para figurar como o grande xerife que capturou o tal Maduro.

Ele também diz que é o “cara” que sedimentou a paz em Gaza mesmo e apesar das bombas e bombardeios israelenses continuarem a aumentar os índices de morte de pessoas inocentes, principalmente, de crianças.

Agora, se a extração de Maduro na Venezuela foi uma operação errada e ilegal isso, o tempo, o dirá!

Particularmente, para mim, tal questionamento se torna irrelevante na medida em que você assiste e houve na tv os diversos depoimentos das vítimas do regime de Nicolas Maduro. São pessoas traumatizadas que foram brutalmente torturadas e de alguma forma conseguiram sobreviver.

Em outros casos muito mais graves, famílias foram destruídas, filhos, pais e irmãos desaparecidos, amigos mortos…

São vidas brutalmente ceifadas como forma sistemática de controle total sobre tudo e sobre todos para a sobrevivência perpétua do sistema chavista.

Como progressista que sou, defensor das liberdades individuais e coletivas, do livre pensamento, da livre iniciativa, não posso jamais bater “palminhas” para este monstro chamado Nicolas Maduro.

Como, em sã consciência, apoiar um ditador que por anos seguidos vem expondo seu próprio povo a situações de penúria extrema perseguindo, torturando e eliminando opositores, e deixando a economia da nação em frangalhos?

É muito fácil fazer conjecturas em gabinetes e em residências suntuosas sem se colocar no lugar do povo venezuelano!

Tudo o que o povo venezuelano deseja agora é paz, liberdade, garantia das liberdades individuais e coletivas, trabalho e renda, comida na mesa e saúde para todos.

Dizem sobreviventes do regime, em exílio no Brasil e em outros países, que nos bons tempos da “vaca gorda”, bem antes de Hugo Chaves, a Venezuela costumava exportar mais de três milhões de barris de petróleo ao dia e hoje está longe de chegar a 1 milhão. Falam que nesta época havia trabalho e renda para todos, comida na mesa e o principal para a evolução humana:

LIBERDADE!

Como um país pode crescer sem a garantia das liberdades individuais, do livre pensamento, da livre iniciativa?

Se a teoria da igualdade é o princípio basilar do pensamento progressista, tão bem inspirado no lema da revolução francesa, como então ver como iguais o povo venezuelano e o regime de Maduro, um povo oprimido e espezinhado por uma velha ditadura?

Inegavelmente e historicamente, ditadores e ditaduras tem várias facetas!

Nicolas Maduro, é apenas, mais uma delas!

 

 

Amadeu Lobato

 

Silêncio, pois as luzes da ribalta se apagaram!

Fechem as cortinas!

Façam momentos de silêncio!

O Grande Amadeu Lobato partiu para o mundo das estrelas!

O grande palco da vida está em prantos, pois todos fazemos parte deste grande elenco chamado “a vida é uma arte”!

É como canta nosso Querido e Genial Beto Guedes, na antológica composição de sua autoria, Canção do Novo Mundo:

“Quem sonhou
Só vale se já s
nhou demais
Vertente de muitas gerações
Gravado em nossos corações
Um nome se escreve fundo”!

Tive a honra de conhecer o grande Amadeu Lobato em meados dos anos 80, em movimentos culturais, mais especificamente durante a organização e realização do Movimento Artístico Popular do Amapá, o MOAP, movimento que tinha a liderança do decano da pintura amapaense, Raimundo Braga de Almeida/R.Peixe.

 

O MOAP na verdade era um congraçamento de produtores da arte amapaense, cada qual dentro de seu universo criativo nas artes plásticas, música, poesia, teatro, dança, artesanato e marabaixo, todos envolvidos em uma seleta programação cultural, anualmente, no final de dezembro.

Mas, Amadeu era único!

Era um contumaz estudioso da arte cênica, das formas de expressão, do gestual, a boa impostação da voz, iluminação, cenários, etc, numa época em que não se tinha disponível as tecnologias e recursos que hoje se dispõe.

Esta carência era sempre compensada com inteligência, muita criatividade, boa intuição e resiliência, tudo em nome da arte!

Nada escapava ao olhar clínico de Amadeu quando o assunto era a histórica e icônica peça Uma Cruz para Jesus, projeto cênico que por décadas seguidas já faz parte do Calendário Cultural da Semana Santa de Macapá.

Particularmente, vi este histórico e importante projeto cênico ganhar corpo e forma, em meados dos anos 80.

Uma das primeiras e mais significativas reuniões para a organização e realização da peça cênica Uma Cruz para Jesus ocorreu exatamente na casa de Mamãe, na garagem de casa, na presidente Vargas, 826, centro, tudo sob a natural liderança de Amadeu Lobato, ele sempre muito centrado e determinado em tudo o que fazia.

O mundo da arte amapaense esteve presente em seu velório e lá fizemos a ele as homenagens devidas, eu, Waldez, Geovani, Mourão e Paulinho Bastos no teclado, filho da patativa do Amapá, Oneide Bastos, e irmão da voz do Amapá, Patrícia Bastos.

Sua arte, seu pensamento, visão, inspirado no revolucionário Artoud, inaugurou uma fase pioneira da arte cênica, a céu aberto, bem ali ao lado da histórica Fortaleza de São José de Macapá, através da icônica peça Uma Cruz para Jesus.

Passam-se os anos, e esta icônica peça é tida e havida como uma verdadeira escola de teatro, sempre formando e preparando gerações e gerações…

Que os velhos amigos de arte Waldez, Geovani e Mourão jamais deixem a obra Uma Cruz para Jesus morrer!

Reúnam-se e unam-se sempre, em sua memória, para a continuidade permanente de tão importante obra cênica!

Meu amigo, você vai fazer grande falta!

 

2026: Vira, vira, vira, virou!

 

Quem ainda falar que o Brasil vai de mal a pior não assiste jornal, nada lê, não pesquisa ou age de má fé cínica!

O tal tarifaço, um brevíssimo rio caudaloso passado em nossas vidas simplesmente já ficou para trás. O presidente americano, Donald Trump, finalmente despertou para a realidade que o cerca. “Atinou” para o evidente fato de que a atividade comercial entre Estados Unidos da América e Brasil demanda décadas de tradição, e jamais pode ser quebrada, interrompida, destruída.

Como bom e velho jogador que é no mundo dos negócios e na política Trump detesta perder e conviver com perdedores e derrotados. Logo, tratou de dar um “chega pra lá” em Dudu, seu pai, pai bolsonero e demais articuladores bolsonaristas sediados em solo americano.

“Disque” dá muito azar!

E enquanto isso, empresários, comércio, turismo e trabalhadores americanos e brasileiros ainda estão em festa pela vitória conquistada pelo estado brasileiro contra o tal e injusto tarifaço americano, medida que comprovadamente só prejudicaria a indústria e o comércio americano e brasileiro.

Com seu mandato agora cassado dia 18 de dezembro, Eduardo Bolsonaro terá de voltar a ocupar o cargo de escrivão de polícia, medida assinada pelo Diretor de Gestão de Pessoal, Licínio Nunes de Moraes Neto. A medida foi assinada nesta sexta-feira, dia 02 de janeiro.

Outra notícia boa para brindar e comemorar é exatamente o registro da inflação mais baixa já ocorrida no Brasil nestes últimos anos. Ela apresentou uma taxa de 0,16% em janeiro de 2025, o menor resultado já evidenciado desde o Plano Real, em 1.994. Essa desaceleração na inflação é atribuída a queda nos preços, especialmente na energia elétrica residencial e na habitação.

A taxa de desemprego registrada em 2025 pelo IBGE caiu para 5,2, já considerado o menor nível desde o final de 2014. Especialistas afirmam que estes dados indicam uma tendência de queda no desemprego, fato que reflete evidente melhora na situação econômica do país.

Lembrar que no governo Bolsonaro eram mais de 14 milhões de desempregados!

Outra notícia boa que também merece brindes é a mudança tributária aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula, justamente a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. A medida, de autoria do Presidente Lula, passa a valer agora a partir de janeiro de 2026. Segundo o texto aprovado e sancionado a medida beneficiará mais de 10 milhões de pessoas com imposto zero a pagar. Quem recebe mais de 50 mil e paga apenas 10% de imposto passa a pagar mais. A medida visa claramente corrigir velhas distorções históricas.

Aqui no Amapá, o que merece brindes é a vitoriosa luta do governador Clécio, ele que conseguiu derrubar o aumento abusivo da Aneel na conta de energia elétrica do contribuinte amapaense. E enquanto isso, as obras do Hospital de Emergência seguem a pleno vapor!

Por tudo então, vamos comemorar!?

 

População brasileira mais velha

Quando você anda pela rua já não vê quase jovens e logo percebe que os transeuntes são pessoas maduras como você. Isso significa dizer que a população residente da sua cidade, do seu estado, está gradualmente envelhecendo. Este cenário ultimamente vem sendo observado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, em todo o território nacional brasileiro.

 

E realmente, a fotografia populacional do Brasil está mudando. Em menos de cinco décadas, pessoas com mais de 60 anos vão corresponder a cerca de 38% da população brasileira. Esse novo cenário fará com que envelhecer de maneira saudável deixe de ser uma opção evidente e natural e se torne uma política nacional de saúde.

 

Aqui no Amapá a população de idosos deve quadruplicar até 2060, o que significa dizer que 17,8% dos habitantes já estarão com idade acima dos 65 anos. O estado está passando por um processo de envelhecimento populacional apresentando uma população crescente de idosos.

 

No geral, já são 31,8 milhões de idosos em todo o Brasil. Isso representa 15,6% de toda a população brasileira.

 

A natural e boa notícia do IBGE é exatamente o aumento da expectativa de vida da população ao nascer. Em 2000 era de 71 anos. Em 2023 passou para 76,4 anos. Em 2070 a expectativa de vida do idoso no Brasil poderá chegar aos 83,9 anos.

 

Quais fatores contribuem para tal mudança?

A industrialização, menos filhos na família e boa melhora nas condições de saúde com nutrição e saneamento básico.              

 

Especialistas reforçam a seguinte necessidade:

Que as próprias pessoas, maduras ou idosos, busquem sempre mudanças comportamentais visando sempre o seu bem-estar. com hábitos diários positivos.

 

Para tanto, os especialistas destacam seis pilares da Medicina de Estilo de Vida:

Atividade física regular; alimentação equilibrada; qualidade do sono; redução do sedentarismo; gerenciamento do estresse; e evitar uso de substâncias tóxicas ou nocivas para a saúde.