Wellington Silva

Modelos metropolitanos de governança

 

Recentemente, recebi do Ipea interessante estudo sobre sistemas de governanças municipais dos Estados Unidos e do Canadá. O estudo aponta experiências positivas, históricas, e outras ainda em fase de, como eles mesmos definem: “concertação”.

Trata-se de um documento interessante que deveria ser lido e refletido por toda e qualquer autoridade municipal interessada em fazer história, até para registrar em seu tempo um novo marco inovador em gerenciamento das coisas de seu município.

Conforme analisa e define Lefèvre, existem três tipos de modelos de gestão metropolitana:

O chamado Arranjo de Governança forte que se caracteriza pela coordenação metropolitana instituída para gerir o território com a instituição de um novo ente; Arranjo Flexível, que se caracteriza por ações consorciadas entre os entes e sem a instituição de uma autoridade metropolitana; a Governança Coorporativa, caracterizada por ações compartilhadas entre os agentes públicos e privados, com a finalidade de desenvolvimento de grandes projetos urbano-regionais.

Na análise do documento do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) as experiências de governança metropolitana revelam diversidade estrutural, constituição de pacto federativo e distintos níveis de descentralização e cooperação entre os entes.

Nos Estados Unidos e Canadá encontra-se uma diversidade de estruturas de arranjos metropolitanos. A área metropolitana de Portland, por exemplo, é representada por 3 condados e 25 governos. Ela configura uma área de aproximadamente 1,3 milhão de habitantes.

MEMÓRIA HISTÓRICA:

Nas eleições de maio de 1.970 foi aprovada pelos eleitores dos três condados das 25 cidades a instituição do arranjo de Portland para integrar o Columbia Region Association of Governments (CRAG) e a Metropolitan Planing Commission. Em 1.979, foram desenvolvidas articulações entre os entes para a instituição do Greater Portland Area (GPA), um distrito de serviços urbanos comuns.

A estrutura do arranjo de Portland configura um dos raros arranjos metropolitanos eleitos de forma direta nos Estados Unidos. Sua estrutura de governança metropolitana é representada pelo presidente do Conselho do GPA e pelos seis comissários que correspondem aos distritos que integram o arranjo.

Já o nível de cooperação metropolitana nas cidades gêmeas de Minneápolis e St. Paul foi potencializada pela mobilização das esferas locais com o objetivo de atrair indústrias para a região. Na estrutura do Greater Minneápolis and St. Paul (GMSP) existe o compartilhamento da receita industrial e tributária entre os agentes que integram o arranjo além de políticas que fortalecem a atração de indústrias e a geração de novos postos de trabalho.

Toronto é outro exemplo, pois desde a década de 1.950 que se destaca no fomento a mecanismos de governança metropolitana. Pesquisadores conhecidos como Golden e Slack e Klink já apontaram Toronto como a área metropolitana mais bem consolidada das experiências canadenses.

Em 1.954, o governo de Toronto criou o chamado Metropolitan Toronto (Metro Toronto) e implementou ações de coordenação e de concertação nas áreas de planejamento, financiamento e implantação de infraestruturas e de serviços urbanos compartilhados, na escala Metro.

A estrutura inicial de Toronto, criada em 1.954, era representada por doze municipalidades. Em 1.967 elas foram modificadas, resultando em um arranjo metropolitano de dois níveis de governos – provincial e as seis municipalidades (Greater Toronto Area). Parte das atribuições das atividades de segurança e dos serviços sociais foi transferida para o Metro Toronto. Durante a década de 1.970 os mecanismos de coordenação e de concertação propiciaram importantes investimentos em saneamento básico, ampliação e instalação de empresas, conexão de redes de transporte e comunicação e de mão de obra qualificada.

Modelos históricos para o mundo, para se pensar, e no particular, para o Brasil!

 

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BRICS Forever

 

A importante reunião de países membros do BRICS, realizada esta semana em Joanesburgo, África do Sul, sela um marco histórico para o futuro:

A Necessária ampliação do bloco de líderes do Brics formada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

A necessidade de expansão do número de membros do Brics foi importante tese de defesa do presidente Luís Inácio Lula da Silva, com mais de 40 países já manifestando claro interesse formal em se juntar e participar do bloco. São países da África, da América do Sul, do Caribe e da Ásia, que desejam ter um melhor espaço no cenário mundial político e econômico.

O Irã, Arábia Saudita, Egito, Argentina e Emirados Árabes vem ganhando cada vez mais força entre os pretendentes.

O Presidente Lula enfatizou que “é muito importante a Argentina estar nos Brics. O Brasil não pode fazer política de desenvolvimento industrial sem lembrar que a Argentina tem que crescer junto”.

A 15ª reunião de cúpula dos Brics, realizada esta semana em Joanesburgo, contou com a participação dos presidentes Lula (Brasil), Cyril Ramaphosa (África do Sul), Xi Jinping (China), e do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participou on line, de forma remota.

Além da excelente ideia e importante necessidade de ampliação dos Brics, seria muito bom o Brasil pensar em ser o grande protagonista de uma agenda global em defesa do desenvolvimento sustentável, do meio ambiente, da bioeconomia, fazendo despertar nos demais países membros do Brics a grande necessidade de juntos levantarem a bandeira, para o bem de todos e felicidade geral da saúde ambiental do mundo, um mundo combalido em graves danos ao meio ambiente, poluição do ar, de rios, mares e oceanos, incêndios florestais, derretimento de geleiras, devastação de florestas, e por aí vai…

  

O que é BRICS?

 BRICS é um termo utilizado para designar o grupo de países de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

É um acrônimo, ou seja, a junção das iniciais de palavras que formam a expressão BRICS.

Seu criador foi o economista britânico Jim O’Neill, do grupo financeiro Goldman Sachs, em 2001. Ele tentava encontrar uma forma de traduzir o crescimento econômico que seria protagonizado naquela década por Brasil, Rússia, Índia e China. Assim, empregou a expressão “BRIC”.

O estudo realizado por Jim O’Neil foi recebido com imensa satisfação nos países que protagonizam o BRIC.

Assim, diante das perspectivas de crescimento e das notas das agências internacionais, os governos do BRIC impulsaram oficialmente a possibilidade de constituição de um bloco entre esses países emergentes.

O BRIC se constituiu em bloco em 2009 e desde então, vários encontros já foram realizados entre esses países.

 

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Cenários do Amapá tem apoio de Bruno Mineiro e da Deputada Estadual Liliane

 

A obra CENÁRIOS DO AMAPÁ, de 236 páginas, de autoria deste humilde escriba, Jornalista e Historiador, já está devidamente atualizada no site do Diário do Amapá, Sessão Articulistas, Wellington Silva, bem como no site da Academia Amapaense Maçônica de Letras-AAML, da Secretaria de Planejamento do Amapá e no Grupo de Estudos da Unifap.

A devida atualização foi feita recentemente, de acordo com as novas informações postadas no banco de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE.

O acesso, é gratuito, a qualquer usuário interessado em pesquisar ou desejar conhecer as informações históricas e estatísticas dos 16 municípios do Estado do Amapá, sua população, domicílios, PIB, IDH, Finança Pública, dados sobre educação e saúde, produção, lavouras permanente e temporária, extração vegetal e silvicultura e atividade pecuária.

CENÁRIOS DO AMAPÁ é um trabalho de interesse coletivo, sem fins lucrativos para o autor, construído em uma linguagem simples, acessível a qualquer leitor, à municipalidade, estudantes do ensino médio e fundamental, acadêmicos, professores, historiadores, empresários, comerciantes, investidores, e a comunidade em geral. Ele é fruto da realização de um grande sonho, e resultado de um trabalho pensado para ser concebido como documento permanente de informação e de pesquisa sobre o Estado do Amapá.

Como já citado anteriormente, a fonte de pesquisa, como não poderia deixar de ser, advém do conceituado e mundialmente renomado Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Longos e solitários dias me conduziram a pensar para simplificar e formular a informação em tabelas, selecionar tais informações, inserir números, e a contar com o notável e prestimoso apoio dos designer’s gráficos Adauto Brito e Pedro Velleda, para dar vida a obra, um bom conceito visual, com harmonização de imagens e dados, uma parceria que certamente deu muito certo.

Esta é a quarta edição deste trabalho, que dedico ao povo do Amapá, sempre contando com o apoio e incentivo do Jornalista Luiz Melo, Cap do Sistema Diário de Comunicação, e de Márlio Melo, que cuidadosamente cria e sempre inova no incrível sistema de paginação eletrônica da obra, postado no Diário.

Graças ao Supremo Arquiteto do Universo, este trabalho, de interesse coletivo, repetimos, vem conseguindo obter apoio e incentivo de diversos amapaenses, da Academia Amapaense Maçônica de Letras-AAML, de colegas da Seplan, de professores universitários, e agora de autoridades públicas, entre elas, do Prefeito Bruno Mineiro e da Deputada Estadual Liliane, que não vem medindo esforços para sua impressão/publicação.

Gratidão a todos!

 

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PAC no Amapá

 

Realmente, parece que agora, no governo Lula, os projetos para a região Norte, em especial o Amapá, vão sair do papel e finalmente serão concluídos!

 

Logo após o lançamento do Novo Programa de Aceleração Econômica, o PAC, evento ocorrido nesta sexta-feira, 11 de agosto, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a notícia “alvissareira” que corre é que um total de R$ 28,6 bilhões serão destinados a obras para o Estado do Amapá.

 

Dentro do importante cronograma de obras para a região está a conclusão/pavimentação da BR-156, trechos Norte e Sul, Macapá/Oiapoque e Macapá/Laranjal do Jari. O Porto de Santana será sensivelmente revitalizado e diversas moradias do conhecido programa Minha Casa, Minha Vida, serão entregues a população carente, após seleção e cadastramento de pessoal.

 

A BR-156 é a estrada mais longeva a pavimentar no Brasil, tendo sido alvo de diversas reportagens locais e nacionais, mostrando a grande dificuldade diária que motoristas de ônibus de passageiros e caminhoneiros tem de chegar tranquilamente a seu destino, principalmente, no período invernoso.

 

A reativação do Programa Minha Casa, Minha Vida, para a população carente do Amapá, vem em muito boa hora, pois anualmente já se percebe o crescimento de um grande número de pessoas a invadir e precariamente residir em áreas de ressaca, sem condições de saneamento, e fornecimento digno de água e luz.

 

O Porto de Santana possui uma posição estratégica privilegiada do mercado local para o mundo globalizado e do mercado nacional para o mundo globalizado. Tal percepção, felizmente, parece que começa a ser visualizada pelo governo federal, sensível aos problemas da região Norte, em especial, ao Amapá.

 

A ação coordenada e integrada da Bancada Amapaense e do ministro Waldez Góes já está surtindo seus bons efeitos!

 

Sem confetes e serpentinas, obviamente que isto é muito bom para o Amapá!

 

Lunáticos, fanatismo e o culto do absurdo da aberração

 

E o circo do absurdo da aberração bolsonarista continua a apresentar em espaços públicos novos atores da loucura política brasileira. São lunáticos fanáticos mais uma vez a figurar em cena claras de violência e de ameaças ao ministro Alexandre de Moraes e ao presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.

O primeiro fato recente e muito absurdo ocorreu no Aeroporto de Roma, na Itália, com o ministro Alexandre de Moraes e sua família sendo vítimas de hostilização, verborragia explícita e até mesmo agressão física. Tudo começou quando Andréia Mantovani, esposa de Roberto Mantovani Filho, chamou o ministro do STF (Alexandre de Moraes) de “bandido, comunista e comprado.”

Logo depois, Mantovani Filho grita, profere xingamentos e agride violentamente o filho do ministro, acertando o rosto do mesmo. O impacto do ato fez cair ao chão os óculos do rapaz!

Não se contentando com as agressões, Roberto, Andréia e Alex Zanatta continuam com os xingamentos, e novamente proferem palavras de baixo calão!

Os agressores Andréia Mantovani, Roberto e Alex, achando que de alguma forma ficariam impunes, por se encontrarem no exterior, contariam com proteção política, ou mais alguma vantagem. Logo que desembarcaram no aeroporto foram imediatamente abordados pela Polícia Federal.

Para quem não sabe, qualquer crime desta natureza praticado por brasileiro no estrangeiro evidentemente que fica sujeito a legislação penal brasileira.

Simples assim!

Não bastasse tudo isso, a Polícia Federal prendeu na tarde desta quinta-feira, 03 de agosto, o fazendeiro paraense Arilson Strapasson, por publicamente ameaçar de “dar um tiro” no Presidente Lula. O acusado chegou inclusive a tentar descobrir onde o Presidente se hospedaria em Santarém para participar da Cúpula da Amazônia, agendada para ocorrer entre 4 e 9 de agosto deste ano.

Por mais que não gostemos de alguém, de alguma pessoa, por suas posturas políticas, seu modo de ser, de pensar e agir, tal sentimento nunca nos dará o direito de publicamente xingar e agredir fisicamente tal desafeto, ou quem quer que seja, e muito menos o de tentar tirar a sua vida.

É justamente tal fanatizada política bolsonarista disseminadora do ódio, de culto ao absurdo da aberração da loucura, que está induzindo mentes domesticadas a cometerem delitos impensáveis, até alguns anos atrás!

 

E o ministro da Justiça, Flávio Dino, indaga o seguinte:

“Até quando essa gente extremista vai agredir agentes públicos, em locais públicos, mesmo quando acompanhados de suas famílias? De comportamento criminoso de quem acha que pode fazer qualquer coisa por ter dinheiro no bolso! Querem ser “elite” mas não tem a educação mais elementar!”

 

O Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, salienta:

“Mais do que criminoso e aviltante às pessoas, às instituições e à democracia, esse tipo de comportamento mina o caminho que se visa construir de um país de progresso, civilizado e pacífico.”

 

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S.O.S. Terra

 

A pergunta que não quer calar é:

O que estamos fazendo com o planeta Terra?

Ondas impressionantes de calor, com elevadas temperaturas, vem sendo registradas em várias partes do mundo, neste começo de verão. A Grécia, repentinamente, se vê envolta em incêndios florestais, com registro de temperaturas acima de 50 graus. No Irã, não foi diferente, com a absurda elevação de temperatura acima de 60 graus. Em Nova York, a administração municipal se viu obrigada a tomar medidas urgentes para diminuir o índice de poluição no ar, criando um pedágio especial para circulação de veículos. A cidade de Londres também adotou a mesma medida, restringindo a circulação de veículos, no centro da cidade.

Sinceramente, jamais poderia imaginar de chegarmos um dia a uma situação tão absurda como a que estamos vivendo atualmente!

Pesquisadores atestam que cerca de 90% do excesso de calor apresenta-se como preocupante cenário de mudança climática, causa e efeito da atividade humana, com reflexo direto nos oceanos!

Ocorre que a taxa de acúmulo de calor, ultimamente registrada, dobrou nestas últimas duas décadas!

Recentemente, foi notada uma diminuição nada comum nas nuvens de poeira do deserto do Saara. Logo elas, que normalmente causam um natural resfriamento no ambiente desértico. Na Antarctica, cientistas vem observando um preocupante fenômeno de derretimento nas geleiras.

No mundo todo, especialistas demonstram grande preocupação com as crescentes ondas de calor observadas nos oceanos, uma vez que elas podem vir a afetar sensivelmente a vida marinha, a pesca e consequentemente os padrões climáticos.

A elevação de temperatura, tanto nas cidades e principalmente nos oceanos, podem provocar o surgimento de furacões, alertam cientistas.

Diversos cientistas pesquisadores avaliam que a persistência das preocupantes ondas de calor são claros sinais de como a ação humana é capaz de aferir uma grave mudança no clima, com impactantes reflexos de ondas de calor em terra, graves incêndios florestais, derretimento incomum da neve no Himalaia e perda de gelo marinho, por exemplo.

Von Schuckmann afirma que “mesmo que os humanos parassem de emitir CO2, amanhã mesmo, os oceanos continuariam a aquecer, nos próximos anos”.

E alerta:

“Como cientista do clima, estou preocupado com o fato de termos chegado mais longe do que pensávamos!”

 

 

Rousseau e a desigualdade social

 

Para Jean-Jacques Rousseau, o homem é naturalmente bom, nasceu bom e livre, mas sua maldade ou sua deterioração adveio com a sociedade que, em sua pretensa organização, não só permitiu, mas impôs a servidão, a escravidão, a tirania, situações que privilegiam uma classe dominante em detrimento da grande maioria, instaurando assim a desigualdade.

 

Mais atual que nunca, Rousseau ainda é uma crítica feroz e contundente contra a sociedade moderna. É um grito de alerta sobre a exploração do homem pelo homem, e sobre a degradação dos valores éticos. É uma sátira contra a sociedade hipócrita e vazia que privilegia o ter, o dominar, o conquistar, mas que nunca soube o que é o ser!

 

Suas ideias e seu Discurso Sobre a Origem Desigualdade Entre os Homens, publicado em 1.755, serviram de base para a Revolução Francesa.

 

Selecionamos trechos da histórica mensagem do grande gênio das luzes, proferido em Chambery, no dia 12 de junho de 1.754, que diz textualmente o seguinte:

 

Quisera ter nascido num país em que o soberano e o povo só pudessem ter um único e mesmo interesse, a fim de que todos os movimentos da máquina tendessem sempre unicamente para a felicidade comum. Como isso só poderia ser feito se o povo e o soberano fossem a mesma pessoa, segue-se que eu gostaria de ter nascido sob um governo democrático, sabiamente moderado.

 

Quisera ter vivido e morrido livre!

Quisera, pois, ter almejado que ninguém no Estado pudesse dizer-se acima da lei e que ninguém, fora dele, pudesse impor alguma que o Estado fosse obrigado a reconhecer. Os povos, uma vez acostumados a senhores, não podem mais passar sem eles. Se tentam sacudir o jugo, afastam-se tanto mais da liberdade quanto, tomando por ela uma licença desenfreada que lhe é oposta, entregam suas revoluções quase sempre a sedutores que só fazem agravar seus grilhões. Que uma culpável e funesta indiferença pela manutenção da Constituição não os faça jamais negligenciar, quando necessários, os sábios conselhos dos mais esclarecidos e dos mais zelosos dentre vocês, mas que a equidade, a moderação, a mais respeitosa firmeza continuem a regular todos os seus passos”.

 

Sobre os falsos, traiçoeiros, corruptos, oportunistas, idolatrados e idólatras, Rosseau adverte:

 

“Tenham cuidado, sobretudo, e este será meu último conselho, em jamais ouvir interpretações sinistras e discursos envenenados, cujos motivos secretos são muitas vezes mais perigosos do que as ações que são o seu objeto. Se eu tivesse a real infelicidade de ser acusado de algum transporte indiscreto nesta viva efusão de meu coração, suplico que o perdoem à terna afeição de um verdadeiro patriota e ao zelo ardente e legítimo de um homem que não almeja maior felicidade para si mesmo do que aquela de vê-los todos felizes”.

 

Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra, na Suíça, em junho de 1.712. Órfão de mãe, foi educado por um pastor protestante. Pregava que a liberdade era o valor supremo da humanidade. Faleceu em Ermenonville, França, em 1.778.

 

 

Identidade cultural e religiosidade

 

Recentemente vi numa proposta para o PPA 2023, com certeza produzida durante a abertura deste memorável evento, realizado no CEAP, uma proposta que mais parecia uma confusão de interpretação do que definição do que realmente é identidade cultural e o que é religiosidade, profissão de fé, ou conceito de religião.

 

Sem entrar muito no mérito da delicada questão, até para evitar melindres e desnecessárias discussões, mister definir que identidade cultural é exatamente a expressão tradicional  histórica de um povo que pode ser  externada principalmente através da dança,  da música, da pintura e do artesanato, por exemplo.

 

Portanto, como exemplos clássicos de identidade cultural nós temos o nosso  Marabaixo,  advindo do batuque da Mãe África, expressado através da música e da dança. Temos também a nossa belíssima arte Maracá e Cunani, expressada através do artesanato e da pintura.

 

O tradicional Encontro dos Tambores, ocorrido na União dos Negros do Amapá, em novembro, celebra este universo cultural de resistência.

 

A riqueza histórica da cultura nativa dos Waiãpis, Karipunas, Pataxós, Yanomamis, por exemplo, são tesouros que o povo da Amazônia tem a obrigação moral e legal de defender e preservar!

 

O nosso Samba, a Festa de São Tiago, o Batuque do Igarapé do Lago, o Batuque e as festividades em louvor ao Divino Espírito Santo e a Mãe de Deus da Piedade, o Carimbó do Pará, Pinduca, o baião de Luiz Gonzaga, tudo isto senhoras e senhores, é IDENTIDADE CULTURAL, bem diferente da profissão de fé ou da religião que qualquer pessoa venha a professar.

 

A fé, a religião, é algo intrinseco, implícito e explícito de cada segmento religioso com seus dogmas, ritos de cultos ao Sagrado.

 

Identidade cultural também pode ser um conjunto secular de expressões dos sentimentos de um povo, que obviamente podem ser expressos através de sua ARTE.

 

Portanto, no meu sentir, identidade cultural é a arte expressiva do sentimento de um povo que pode ser perpetuada através de sucessivas gerações.

 

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Bolsonaro inelegível

Eu já vinha cantando este “cartiado”, como se dizia antigamente, desde a época da última eleição passada para presidente da República Federativa do Brasil, que Bolsonaro e seguidores seriam vítimas de si mesmos!

E não deu outra!

Nem é preciso ter bola de cristal ou muito olhar o Código Eleitoral Brasileiro e o Código Penal Brasileiro para prever ou constatar o “the final cut” do Capitão e seguidores. Bolsonaro agora está inelegível, após placar de 5 a 2, proferidos os votos dos senhores ministros do STF. Não poderá concorrer mais a nenhum cargo eletivo, até 2030. E olha que ainda tem outras matérias em curso sob análise!

Em verdade, foram grandes ondas sucessivas de abusos e absurdos praticados pelo chefe do executivo brasileiro, a “excelsa mola mestra” a inspirar fanáticos seguidores a chegar aonde chegaram.

Hoje, fica cada vez mais evidente e difícil para qualquer advogado tentar desconectar o mito de suas criaturas, entenda-se, tentar separar o criador, o mentor e grande incentivador intelectual do absurdo, do gado bolsonarista fanatizado. Seria o mesmo que tentar desconectar o celular da rede, a linha condutora do HD do aparelho, pois, se evidentemente o mito é o grande best seller do gado bolsonarista, o “mitodea” do avesso, o gado evidentemente é a linha condutora, a ferramenta condutora de todo o processo golpista do 8 de janeiro.

E houve tentativas, graças a Deus frustradas, de se explodir bananas de dinamite no Aeroporto Internacional de Brasília, no dia 24 de dezembro de 2022. O autor do fato, George Washington, em depoimento à polícia, declarou adesão e simpatia ao movimento bolsonarista, tendo se encontrado com lideranças no acampamento do movimento golpista, em Brasília.

Além de George Washington, já são mais de um mil e duzentas pessoas notificadas e indiciadas pela tentativa de ato golpista e de depredação das instalações do Congresso Nacional, do Palácio do Governo e do prédio do Supremo Tribunal Federal.

Os vândalos/terroristas indiciados terão de responder a tentativas violentas de abolição do estado democrático de direito, tentativa de golpe, dano qualificado ao patrimônio público, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e inutilização de bem histórico especialmente protegido.

Alguém em sã consciência ainda tem dúvidas da culpabilidade do réu “mitodea” e de seus fanáticos seguidores?

 

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Como gerar emprego e renda no Brasil?

 

Diversos são os desafios a serem enfrentados pelo PPA participativo a partir deste ano de 2023 em diante, nas mais diversas áreas. Mas, em nossa avaliação pessoal, o problema histórico crucial do Brasil fundamentalmente reside na questão do desemprego, causa maior dos crescentes índices de violência.

 

Entre 2004 e 2014 mais de 30 milhões de brasileiros deixaram de viver abaixo da linha de pobreza. Hoje, já são mais de 34 milhões que voltaram a viver abaixo da linha de pobreza. Em 2011, o país chegou a alcançar a notável posição de 6ª economia no ranking mundial, chegando inclusive a superar o Reino Unido. Hoje, a economia nacional caiu um pouco quando novamente se vislumbra o estado brasileiro no cenário internacional.

 

Analistas dão conta de que a nação Brasil tem grandes chances de chegar ao 10º lugar no ranking da economia mundial, em 2023, e boas perspectivas de subir para a 9ª posição, em 2024, com grandes possibilidades de superar a Rússia.

 

Com as universidades em colapso, em todo o país, por falta de atenção e de investimentos de parte do governo passado, e a histórica questão do desemprego, chega-se ao triste índice de cerca de 59% de estudantes desistentes da conclusão de seu curso. As principais motivações, são:

 

Questões sociais, financeiras, falta de oportunidades, perda do emprego temporário!

 

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