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Wellington Silva

Refletindo a Inconfidência (1789/1792) e a Revolução Pernambucana (1817)

Num país onde o cansado coração do povo anseia de esperanças por dias melhores através do surgimento de verdadeiros líderes, com espírito cívico e patriótico; num país onde a inversão e a aversão aos valores legais e morais escancaram indecentes cenas da mais clara agressão a retidão, ao direito, a justiça, envolvendo sujas mãos na conivência com o crime, refletir a vida e luta de Tiradentes, a contar do ano de 1.789 a data de seu enforcamento, sentenciada no dia 18 e ocorrida em abril de 1792, assim como dos revolucionários pernambucanos do dia 6 março 1817, verdadeiramente simbolizam, de sobremaneira, a retidão, o civismo, o verdadeiro patriotismo. Eles o são, justamente, o oposto de tudo o que estamos atualmente vivendo, do avesso, do avesso, do avesso…

Do nada, inesperadamente, criam aberrações jurídicas para facilitar delitos, blindando criminosos e menosprezando vítimas, provas, filmagens, documentos, descaradamente favorecendo delituosos e a obviedade do crime. Este, tristemente e lamentavelmente, é o Brasil de hoje…

Mas, a cultura da ganância, da perfídia, dos pérfidos, dos traidores da Mãe Pátria, ah! senhores, certamente, não vem de hoje. Ela advém de tempos idos…

 

Porque a Inconfidência Mineira não vingou?

Como hoje, o direito e a retidão claramente estão no cadafalso do fracasso, a Inconfidência Mineira fracassou no dia 10 de maio de 1789 muito em função das mãos sujas de perfídia do traidor Joaquim Silvério dos Reis.

E os Silvério dos Reis da vida, da atualidade, estão lá, por lá mesmo, no planalto central do Brasil, alojados e de mãos dadas com a perfídia, renegando nossos históricos valores.

Numa época em que ser inconfidente ou revolucionário contra a coroa e o clero significava morte certa, por enforcamento ou fuzilamento, caso descoberto, hoje, tudo forçosamente faz refletir, se nós, enquanto nação livre, soberana e democrática, aqui e agora, não estaríamos deveras estáticos, desmobilizados, politicamente cercados por extremos e vícios das mais variadas matizes e nuances?

 

Percepção óbvia:

Porque mobilizações de movimentos de extrema direita e de extrema esquerda absurdamente defendem claros atentados ao estado democrático de direito, as liberdades individuais e coletivas, a livre iniciativa e ao direito de propriedade?

Logicamente, o controle totalitário sobre tudo e sobre todos historicamente sempre foi o grande objetivo final destas pérfidas correntes de pensamento.

Se a esquecida Revolução Pernambucana vingou, em 1817, contra a coroa portuguesa, embora temporariamente, inspirada nos Inconfidentes e em Tiradentes, muito se deve ao notável ideário patriótico de bravos maçons, negros e nativos. Bravos pernambucanos que não arredaram o pé e não traíram o ideal de tão significativa revolução registrada na História do Brasil.

Tiradentes, os Inconfidentes e os revolucionários pernambucanos de 1817 é e sempre serão exemplos vivos às gerações atuais e futuras. O sonho de um Brasil melhor, mais justo e solidário entre todos, com todos e para todos.

Ivo Canutti

Era um belo dia de sol, manhãs de setembro, meados dos anos 80, e lá estávamos nós, ainda muito jovens, para organizar e realizar a I Ginkana Comunitária e Filantrópica na histórica e memorável sede do Trem Desportivo Clube, local de grandes acontecimentos sociais. Lá estava também o “maduro” e irreverente jovem Gilvan Borges, em seu tradicional Jeep, papeando com a rapaziada na Praça Floriano Peixoto. Era uma turma bacana, sonhadora, cheia de ideias… Gente que sonhava transformar o mundo, e para melhor, em plena guerra fria entre Estados Unidos e a extinta União Soviética e seus satélites, como Cuba.

Penso, atualmente, que lembrar alguém querido não é necessariamente repetir sua biografia, nascimento, vida e morte, mas sim externar para a posteridade os bons e grandes momentos vividos, criados e participados por pessoas queridas.

Radialista Everaldo Dias, cantor e compositor Rambolde Campos, o Professor e desportista Marcelo Gurjão, Professor, poeta e escritor Luís Alberto Guedes, R.Peixe e ele, nosso genial Ivo Canutti, estavam lá, neste memorável e histórico momento de cultura, de fraternidade, de grande solidariedade tucuju. Foi ali que tive a honra e o prazer de conhecer o ainda jovem e já excelente intérprete, Ivo Canutti, amante de um bom samba, fã de Vinicius e Toquinho, Pixinguinha e Noel Rosa, e de todos os bambas da boa Música Popular Brasileira.

Radialista Everaldo Dias comandava o evento, com seu nato talento natural de animador, enquanto que o grande salão da sede do Trem Desportivo Clube estava muito animado, lotado de alunos de diversos estabelecimentos de ensino, professores, artistas, intelectuais da cidade. Foi o melhor evento cultural filantrópico que já tive notícia, dado o grande número voluntário de participantes, e principalmente de resultados em termos de doações de alimentos a famílias carentes. Depois, veio o MOAP, o Movimento Artístico Popular do Amapá, em 1984, sob a liderança de Raimundo Braga de Almeida/R.Peixe, anualmente realizado na Praça da Bandeira. Após a Ginkana, toda a turma abraçou o MOAP, palco revelador de grandes talentos para o jornalismo, rádio, poesia, música, teatro, artes plásticas, escultura, artesanato, dança. No MOAP, Ivo mais uma vez mostra no palco, para o público, todo o seu inegável talento. Estava então em ebulição uma química internalizada dentro de uma grande estrela nascida para brilhar, quer seja na música, no jornalismo ou no rádio.

E brilhou muito!

Em dezembro de 2001, ainda persistentes na filantropia, na solidariedade humana, novamente, nossos caminhos se cruzam, desta vez para solidificar e colocar em prática o projeto intitulado Natal Solidário, Faça Uma Família Feliz, tudo formatado na cabeça do Ivo!

E não mais que de repente, surgiu um nome, inspirado no bom, velho e saudoso MOAP:

MOVIMENTO CULTURAL POPULAR!

E lá fomos nós, percorrer o comércio e ruas de Macapá para recolhimento de donativos diversos tais como roupas, brinquedos e alimentos. Houve momentos em que as caminhadas eram longas, longas horas, e em certo dia, no bairro do Congós, não apareceu ninguém, justamente os voluntários, somente eu e Ivo e o motorista do caminhão de som. Ele, chateado, após muito esperar, falou:

– Cadê o povo!? Falta de solidariedade porra!

Olhei para ele e disse:

– Cara, estamos aqui! Não vou te abandonar!

O Homem lá em cima tudo vê!

Ele olhou, sorriu, olhou para o alto e disse:

– Vamos lá! Nós começamos e temos de terminar!

No final, manhã do dia 19 de dezembro, a rua Mário Cruz, frente a Igreja Matriz de São José de Macapá (1761), foi fechada para a entrega dos donativos que ficaram sob a responsabilidade do Lions e do Rotary Club. Houve show artístico com a participação de músicos amapaenses, poetas, marabaixo, carnaval, etc.

ESSE, ERA O IVO CANUTTI!

 

 

 

Entre a razão e a “pregação”

Alguns líderes políticos e religiosos forçaram a barra, apelaram para o presidente e até para o Supremo Tribunal Federal, o STF, a fim de liberar geral a reunião de cultos em templos e igrejas, em plena pandemia, nosso Brasil como o grande epicentro mundial do maldito coronavírus!

Somente nesta sexta-feira, dia 09 de abril de 2021, no momento em que escrevia este artigo, foram contabilizadas, no país, 4.190 mortes, e isso em apenas 24 horas!

Sinceramente, não sei se os tais líderes religiosos, persistentes no “ofertório”, sabem ou tem clara ciência da gravidade dos riscos, isto é, do gravíssimo perigo em reunir pessoas em templos justamente no momento do grande pico disseminador da nova mutação do covid-19!

Ele, o vírus circulante, não escolhe espaços, seja em templos suntuosos ou em boites vip! Basta apenas algumas gotículas de suor, espirros ou gritos, na “euforia” das pregações, para contaminar fiéis desavisados…

Não sabemos se os proponentes e os persistentes em tal proposta absurda vem acompanhando as estatísticas do país, o drama das famílias e principalmente o que vem ocorrendo no mundo inteiro em termos de legislação e urgentíssimas medidas sanitárias contra o covid-19.

Ainda bem que entre a razão e a “pregação”, prevaleceu a razão!

Por nove votos a 2, contra a liberação de reuniões em espaços religiosos, o Supremo Tribunal Federal usou a razão, o bom senso, e juridicamente fez coro aos diversos apelos da ciência, dos médicos e principalmente da Organização Mundial da Saúde, a OMS. Apenas Dias Toffoli e Kassio Marques Nunes votaram favoráveis a aglomerações em espaços religiosos.

Na avaliação da maioria dos ministros do STF a grave situação sanitária em que se encontra o Brasil torna sobremaneira imperativo que igrejas e templos religiosos sejam fechados, temporariamente, a fim de evitar aglomerações em lugares fechados. Com a nova decisão do STF estados e municípios continuam tendo poder legal de decisão para proibir, por decreto, reunião de pessoas em igrejas e templos pelo período que um parecer científico achar necessário.

Ao mesmo tempo, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, ordenou que o Senado Federal institua a CPI da Pandemia, ou, como outros a denominam, CPI da Covid.

 

Objetivo:

Apurar causas e efeitos da grave crise sanitária em que o Brasil se encontra, como epicentro mundial da pandemia de covid-19, e o papel do estado brasileiro.

Sobre a grave situação sanitária nacional, e a proposta defendida por líderes religiosos, assim se manifestou Luís Roberto Barroso:

“Trata-se, portanto, de ciência e não de ideologia. De medicina e não de metafísica. Ciência e medicina são, nesse caso particular, a salvação”.

Os sete pontos do triste estado do estado brasileiro

  1. O NEGACIONISMO E OS NEGACIONISTAS

O negacionismo e negacionistas, em relação a pandemia do coronavírus, vem se mostrando verdadeiros atentados à vida, a família, a sobrevivência humana. Além do negacionismo e dos negacionistas, em relação a pandemia, lamentavelmente também existem os negacionistas de si mesmos, da sua e da nossa identidade cultural, nossos costumes e tradições.

  1. A CORRUPÇÃO

A corrupção no Brasil vem sendo alvo de observação desde o governo Lula, passando por Dilma e estacionando o observatório no presente. Se algo não for sensivelmente feito a corrupção aos poucos fincará raízes e dilapidará a moral, a ética e a legalidade.

  1. DESEMPREGO

De acordo com o IBGE, desde o governo Lula, passando por Dilma e estacionando no presente, que o preocupante índice de desemprego oscila entre 12 a mais de 14 milhões de desempregados. Não existe e nunca foi pensado e seriamente executado um pacto federativo com os estados, municípios, comércio, empresas, indústrias, para tentar reduzir drasticamente este vergonhoso índice ao menos para 8 ou 7 milhões de desempregados, logicamente oferecendo incentivos fiscais ao comércio, empresas, indústrias, para a geração de empregos, como inteligentemente se faz nos EUA e Europa. Dispensável dizer que o grande motor gerador da violência é o desemprego, justamente a falta de oportunidade para que a grande massa populacional esquecida possa sobreviver dignamente.

  1. INSEGURANÇA JURÍDICA

A insegurança jurídica no Brasil vem gerando grandes preocupações nos estados, municípios e principalmente no comércio e nas empresas, assim como no mundo. O sepultamento da prisão em segunda instância, no Brasil, é algo inédito no planeta. Tanto à questão da insegurança jurídica, no geral, assim como o sepultamento da prisão em segunda instância, no particular, já estão sendo vistas por renomados juristas como grandes aberrações e bons prêmios à impunidade. A figura do tal “Juiz de Garantias” também já foi juridicamente muito falada nos meios jurídicos e acadêmicos. Mas, qual o seu propósito?

A melhor definição para essa cria seria a de juiz da impunidade!

E por que?

Evidentemente, o juiz de garantias terá de desenvolver o papel jurídico de defensor do direito de defesa de réu exaustivamente julgado e condenado, mesmo que isso vá de encontro aos princípios éticos da magistratura.

E qual o objetivo?

Com as benesses da nova legislação, protelar, postergar, enfim, enrolar ao máximo possível a condenação do réu, oportunizando um final feliz para todos.

  1. EXTREMISMOS DE ESQUERDA E DIREITA

A preocupante radicalização do fazer político no Brasil operacionalizado por grupos de extrema esquerda ou extrema direita somente vem gerando ondas de fanatismo, violência e graves atentados a vida das pessoas, manifestações agressivas ao estado democrático de direito, sérias agressões as liberdades individuais e coletivas e ao direito de propriedade.

  1. ENTREGUISMO

Embora um pouco adormecido, o entreguismo ou a chamada política entreguista das nossas riquezas minerais, aquáticas, vegetais, grande patrimônio natural de nossa biodiversidade, lamentavelmente ainda é algo um pouco cultural na história da política brasileira, salvo algumas exceções. Uma cultura vergonhosa que precisa ser drasticamente reduzida, e porque não dizer, eliminada.

  1. FALTA DE DIPLOMACIA INTERNACIONAL

A má conduta e/ou postura radical do ex-ministro das Relações Exteriores e assessoria, em relação a alguns países, certamente já colocou o Brasil em situação de gol contra. A bola já está na rede e a contabilidade encontra-se altamente negativa a respeito de nossas delicadas relações internacionais.

Que país é este?

Aplaudido de pé por populares no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, no dia 12 de junho de 2019, durante o jogo Flamengo e CSA, o grande protagonista da Lava Jato, Juiz Sérgio Moro, hoje é alvo de ataques de parte daqueles que obrigatoriamente tem o dever moral e legal em defender o que é reto, correto, e não, o que é torto, comprovadamente imoral, indecente e incorreto!

Como muitos já sabem, o Juiz Sérgio Moro foi acusado, julgado e condenado por ter sido considerado “parcial” no julgamento do ex-presidente Lula.

Especialistas em jurisprudência, muito bem informados por sinal, afirmam que na verdade foi Moro que recebeu diversas mensagens dos procuradores da Lava Jato, e não o contrário, e que isso é absolutamente normal em qualquer país do mundo quando valores monetários assombrosos são comprovadamente objeto de gravíssimo crime contra uma nação.

Mas, a grande questão que já está juridicamente sendo levantada por grandes juristas deste país, principalmente pela Professora Doutora Janaína Pascoal, é:

Quem realmente foi e no presente é, no grau superlativo absoluto analítico, excepcionalmente parcial?

O Juiz Sérgio Moro ou seus julgadores?

O porque, e quais razões implicativas, legais, morais, jurídicas, de somente agora, os julgadores de Moro, “hilariantemente” mudarem de opinião, justamente após Lula passar tanto tempo na prisão?

A “abertura da porteira” desta insuportável insegurança jurídica, uma verdadeira aberração aos olhos da comunidade internacional, certamente colocará à inteira disposição de outros condenados, e seus graves crimes corporativos, uma lona “zerada” e as estacas de um circo, um grande circo jurídico, onde reinará, absoluta, a impunidade!

Falar em império da impunidade, nunca é demais lembrar que a prisão em segunda instância foi sepultada no Brasil. A decretação de prisão após julgamento do réu em segunda instância de muito é regra jurídica sagrada em países como Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Portugal, Espanha e vizinha Argentina.

O cenário atual, brasileiro, faz lembrar um trecho da canção de Belchior, Brasileiramente Linda:

Lindamente brasileira, mente linda, linda mente…

Tal aberração, as “mudanças periódicas” ao sabor dos acordos políticos, grande motor gerador da insegurança jurídica, já está causando, de tabela, com bola na rede gol contra, uma grande insegurança em diversos investidores, em diversas nações, e em capitais aqui investidos.

Já comentam por aí, giro no zap-zap e na tv, que isso tudo não passa de uma “grande estratégia política”, um “grande teatro de operações” para Lula derrubar Bolsonaro nas próximas eleições de 2022, comentários inclusive feitos pelo ex-presidente da República Federativa do Brasil, Fernando Henrique Cardoso.

Desgraça pouca é bobagem e loucura perde!

Muitos cidadãos já me disseram que se pudessem escrever o voto, como protesto escreveriam o nome de Sérgio Moro, ou de Luiz Henrique Mandetta, ou mesmo de João Dória, Brizola, Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Juscelino, Teotônio Vilela, Rui Barbosa, Castro Alves…

Sinceramente, não merecemos tanto!

Parlamento brasileiro faz justiça aos heroicos profissionais da saúde

Como disse justamente e anteriormente, eles não usam pistolas e não contam bravatas, entretanto e inegavelmente, de muito já são considerados, heróis nacionais.

Falo dos profissionais de saúde, valorosos heróis anônimos, dos quatro cantos do Brasil, os salvadores de vidas, e por vezes, desesperados lutadores, para salvar vidas…

A estes, incansáveis guerreiros e heróis, que não são o Super-Man e muito menos a Mulher Maravilha, mas, é como se o fossem, o eterno agradecimento, gratidão e reconhecimento do povo brasileiro.

Felizmente, esta semana o parlamento brasileiro definitivamente fez justiça a estes grandes heróis nacionais, fundamentalmente aos que morreram em plena atividade profissional e aos que ficaram com sérias sequelas do vírus maldito, o covid-19.

Após o Presidente ter integralmente vetado proposta de indenização a estes valorosos profissionais da saúde, a Câmara e o Senado Federal, por fim, decidiram derrubar o veto presidencial. Na Câmara, o placar foi de 439 votos pela rejeição do veto e 19 favoráveis a manutenção do veto presidencial. O Senado Federal deu a justa martelada final com um placar de 73 votos pela rejeição ao veto presidencial e apenas um favorável a manutenção do veto do Presidente.

A decisão legal, em grande maioria, da Câmara e Senado Federal, deve seguir agora para promulgação presidencial.

Terão direito a indenização de R$ 50 mil reais os profissionais de saúde que tenham ficado incapacitados após contrair Covid-19 em plena atividade laboral na linha de frente de combate à pandemia. Também terão direito a indenização de R$ 50 mil reais dependentes dos profissionais de saúde que tenham sido vítimas da doença, em plena atividade profissional.

Categorias que certamente serão beneficiadas:

Agentes Comunitários de Saúde ou de Combate a Endemias, justamente os que tenham feito visitas domiciliares a pacientes ou suspeitos de contaminação, durante a pandemia; profissionais de nível superior reconhecidos pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS); profissionais de nível técnico vinculados à área de saúde; e aqueles que, mesmo não exercendo atividades-fim de saúde, ajudam a operacionalizar o atendimento de pessoas diariamente.

O senador Otto Alencar (PSD-BA), Relatorda matéria no Senado, declarou que “nós estamos no pior momento da pandemia e esses profissionais continuam trabalhando. Foram vários óbitos queaconteceram e várias sequelas ficarão”, enfatizou, ao rejeitar o veto.

Justiça feita, aos valorosos guerreiros sobreviventes, da área de saúde, bem como às famílias enlutadas, dos bravos heróis que se foram…

O circo do horror!

Nestes últimos anos o Brasil vem tristemente figurando como um dos grandes protagonistas de lamentáveis indicadores no ranking mundial de desagradáveis cenários.

Além da corrupção, agora somos os campeões da maldita pandemia, e tudo por conta de um péssimo gerenciamento administrativo, “burrocracias”, “protocolos”, negacionistas, e a própria irresponsabilidade humana do brasileiro.

Já estamos liderando o ranking de pessoas que mais morrem de covid no mundo! E logo nós, uma das maiores economias do planeta e a segunda maior do quadro econômico das américas, perdendo apenas para os Estados Unidos da América!

E como se não bastasse a pandemia, o negacionismo e os negacionistas, somados aos preocupantes gráficos diários mostrando as vítimas da covid-19, nós, cidadãos brasileiros, ainda temos de aturar o senhor “Luizinho” na telinha do plim-plim alegando e vociferando uma inocência celestial após “ministros” condenarem e depois parcialmente “perdoarem” seus “pequeninos deslizes”, deslizes que quase implodiram a Petrobrás, BNDES e no geral a nossa delicada economia. Atacou promotores, adjetivando os membros da Lava-Jato de “quadrilha”!

Estaremos vivendo um sanatório institucionalizado?

Sinceramente, não merecemos tanto!

Pois bem!

Para refletir:

O Brasil é o país que mais gasta no mundo com o poder judiciário. Em 2019 foram gastos 1,5% do PIB, o nosso Produto Interno Bruto, justamente a soma de todas as riquezas produzidas por uma nação. Última fonte revela uma despesa de 1,4% do PIB nacional com a justiça brasileira. Os Estados Unidos gastam 0,14% e a Itália 0,19%. Muito, mas muito mais abaixo do que aqui se gasta!

Levantamento da Transparência Brasil, em doze países, sobre gasto com parlamento, entre desenvolvidos e emergentes, evidencia que nenhum pesa tanto no bolso do contribuinte como no do cidadão brasileiro.

Fontes do próprio Ministério da Fazenda revelam que entre janeiro de 2001 a dezembro de 2015 os gastos do governo saltaram de R$ 205 bilhões para R$ 1,1 trilhão. Isso representa um aumento de 463% em um período de 14 anos dos governos Lula e Dilma.

A título de comparação, se levarmos em consideração o IPCA, o Índice de Preços ao Consumidor, indicador responsável por medir a inflação brasileira, chegaremos à conclusão de uma alta de 166,9% no período Lula/Dilma.

Estes são apenas pequenos e históricos exemplos do quanto a máquina pública pesa no orçamento da União para custear mordomias, polpudas gratificações, cargos fantasmas e desnecessárias estruturas administrativas para acomodações políticas.

Evidentemente que não podemos generalizar, pois todos sabem que existem diversas, históricas e boas exceções não só no Poder Judiciário como no Legislativo e Executivo, quer seja no Planalto Central do Brasil, sede do poder nacional, ou em outros estados da unidade federativa.

Por favor, não brinquem com o vírus!

A cada dia os números da pandemia assustam telespectadores e a mim pessoalmente se tornam cenários surreais inimagináveis em nossos piores pesadelos.

E mesmo e apesar dos noticiários diários as pessoas continuam brincando com este monstro invisível ceifador implacável de vidas:

O Covid – 19!

Em algumas cidades do Brasil e do mundo pessoas continuam irresponsavelmente aglomerando em festas de rua, boites, aniversários improvisados, discotecas e praias, etc…

Tais pessoas simplesmente agem como se o ato anormal de aglomerar, em plena pandemia, fosse um “etílico” ato normal de pura diversão, lazer, entretenimento e degustação, não importando ou não medindo quão pior um ato desta natureza pode resultar em desgraça para seus próprios familiares, amigos e vizinhos…

Assim sendo, já contaminados, em meio ao calor do “furdunço” da festa, e sabe-se lá de quem, de tabela levam para casa a morte de si mesmo e depois de seus entes queridos…

E então o vírus, cruel e arrebatador, não vai poupando ninguém. Ele invisivelmente gira e se agiganta como um furacão, como um poderoso tornado, torturando pessoas nos hospitais, definhando vidas, sem escrúpulos, sem dó e nem piedade. E é exatamente neste triste momento tardio que os arrependimentos e os lamentos, o choro desesperado, não podem mais trazer de volta as vítimas da irresponsabilidade ou mesmo a vítima de sua própria irresponsabilidade.

Recentemente assistimos na tvum cantor famoso, que já esteve preso, promover festa clandestina com “muitíssima” aglomeração. Ainda bem que o poder da justiça se fez presente para dar um basta na situação e o autor do fato se “autodeclarar” arrependido, que não estava aglomerando e não esperava ver tanta gente no seu “showzinho livre”, embora particularmente não tenha convencido os agentes da lei e muito menos a justiça.

Recentemente, o vizinho estado do Pará decretou toque de recolher!

Comércio, bares, restaurantes, discotecas, academias, tudo fechado…

Apenas os serviços considerados essenciais estão funcionando no Pará assim como em outros estados da federação.

A pergunta é:

Até quando tais medidas extremas serão extremamente necessárias no Brasil e no mundo para que as pessoas entendam de uma vez por todas que este vírus possui uma rápida capacidade de disseminação e letalidade, não poupando ricos e pobres, pessoas idosas ou maduras, jovens ou adolescentes?

Se cada um no Brasil e no mundo tivessem feito ao menos o mínimo necessário, ou o pouco necessário, em termos de medidas preventivas contra o Covid-19, com toda certeza os gráficos da pandemia hoje não seriam tão preocupantes.

Então, por favor, não brinquem com o vírus covid-19!

Respeitem a si mesmos, respeitem a vida, respeitem a vida do próximo!

Se previna!

Se ame e se vacine, já!

Eu, robô?

O que poderá ocorrer nos meios de produção e da atividade comercial pós pandemia depois de vacinação expressiva da humanidade?

Não sei se o mundo empresarial do comércio e da indústria e principalmente os trabalhadores já se fizeram tal pergunta!

Consequentemente, os prejuízos causados pela pandemia tanto para o comércio como para a indústria inevitavelmente podem levar alguns “patrões” a insensibilidade social e a pesados gastos com tecnologia robótica buscando assim evitar despesas com pessoal. Esse sinceramente é um caminho futuro que pode ameaçar consideravelmente a atividade prática do trabalho humano no comércio e fundamentalmente nas fábricas.

Numa primeira visão comparativa, para alguns empresários que visam substancialmente o lucro, a robotização parece ser o melhor caminho quando se pensa um futuro batendo à porta, mas, parece que a coisa não é bem assim!

O primeiro fator pode ser o alto custo tanto com a compra de produtos ou elementos robóticos e sua instalação como com a manutenção destes através de prováveis substituições de peças. Portanto, com certeza, postos de trabalho ocupados, gerenciados, operacionalizados por humanos, além de ser mais racional, do ponto de vista financeiro, é mais inteligente e socialmente justo.

Nos “entretantos e finalmentes” alguns empresários tem sensibilidade social e outros nem tanto quando o assunto é o lucro da empresa. Nem todos conseguem enxergar a positividade em dividir lucros com seus empregados, por exemplo, atitude que com certeza pode “turbinar” ainda muito mais a capacidade de produção e venda de um produto. Outros, preferem ignorar esta fantástica possibilidade.

E bem a propósito de tão necessária e importante discussão fundamental também é ler ou rever a antológica obra Eu, Robô (I, Robot) do grande escritor russo Isaac Asimov, obra publicada no dia 2 de dezembro de 1950 pela Gnome Press, considerada de muito pela crítica especializada como um dos maiores clássicos da ficção científica.

Eu, Robô é um livro de dez contos, sendo que o último evidencia a total governança da Terra pelo dito e intitulado “Coordenador Mundial” Stephen Byerlev, sob quem pairam suspeitas de ser um robô, ele que administra integralmente a Terra através do uso de 4 máquinas e estas ditam e controlam o funcionamento da produção, consumo e emprego da mão-de-obra, na sua maioria, robôs.

A obra, tanto a escrita como o filme, tendo como protagonista Will Smith, nos faz refletir uma dicotomia dramática entre a humanidade e a máquina, entre a inteligência humana e a inteligência robótica.

Uma obra, uma situação, cenários para se pensar no amanhã…

Finalizem a pavimentação da BR-156!

Em julho de 2021 a BR-156 completará 89 anos de expectativas frustradas para sua completa pavimentação. Uma frustação histórica do povo amapaense em relação ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), uma velha agenda que teve início, a algumas décadas atrás…

E se a estrada existe no trecho Macapá/Oiapoque se deve muito, inicialmente e fundamentalmente, a perseverança e por que não dizer teimosia, no bom sentido, do saudoso empresário Walter do Carmo, ele que entre os anos 60 e 70 não mediu esforços juntamente com sua equipe técnica e operadores de máquinas pesadas para abrir, em plena selva amazônica, o que depois e hoje se define como BR-156 Rodovia Walter do Carmo. Um nome, um homem que jamais pode ser esquecido pela história do Amapá!

Mas, após Walter do Carmo, que enfrentou crises de malária e picada de cobra, e só não morreu por obra e graça de Deus, felizmente não tendo o fim de Henrique Galúcio, engenheiro da Fortaleza de São José de Macapá, sinceramente nos parece, a todos nós, que ficamos abandonados ao longo destes anos pelo Planalto Central do Brasil, isso desde o dia 24 de setembro de 1970, data em que Walter entrega ao governador do Amapá, Ivanhoé Gonçalves Martins, a BR-156 devidamente aberta como estrada de chão. Anotem: Foi a partir daí que começou os sonhos frustrados de amapaenses, justamente a promessa do DNIT de pavimentar o trecho Macapá/Oiapoque, até hoje, tão aguardado!

Nos anos 80, na qualidade de jornalista Redator do Jornal Combate, de propriedade do amigo jornalista Ranolfo Gato, nos deparávamos, comentávamos e cobrávamos providências para os terríveis atoleiros observados na estrada, principalmente no trecho Calçoene/Oiapoque, trecho próximo de chegada ao município fronteiriço com a Guiana Francesa. Depois, a partir dos anos 90 em diante, já como articulista do Jornal Diário do Amapá, nos deparávamos com os mesmos problemas. O Jornal Diário do Amapá registrou como reportagem diversas solicitações do estado amapaense ao governo federal, pedindo providências, chegando inclusive alguns municípios a decretar estado de calamidade pública e o Estado do Amapá pedir e obter apoio da FAB e do Exército, dado o grau de isolamento que ficaram os munícipes muito em função da grave dificuldade de trânsito na estrada para caminhões, ônibus e veículos de passeio.

Hoje, todos nós, de cabelos brancos e outros, já carecas de tanto esperar, ainda nos deparamos com os velhos e malditos problemas!

Tempo passa, e o nosso sofrido povo continua a sofrer em meio aquele velho e terrível lamaçal, por vezes quase não conseguindo chegar a lugar algum, em plena pandemia…

Constitucionalmente, o Estado do Amapá obviamente é parte integrante e permanente da Federação brasileira e faz parte do mapa do Brasil!

Aqui, neste ponto Norte Setentrional, cortado pela linha imaginária do Equador, moram brasileiros que de muito, mas de muito tempo mesmo, vem vendo seu direito de ir e vir com tranquilidade e segurança postergado, castrado, sacaneado, quando viajam pela BR-156.

E de pensar que ainda também falta pavimentar o trecho Macapá/Laranjal do Jari!

Portanto, senhores do DNIT, por favor, pavimentem integralmente e finalizem a BR-156!