Superintendente da SVS diz que apesar da redução dos casos de malária, ações precisam ser reforçadas
Dorinaldo Malafaia superintendente da Vigilância em Saúde do Amapá, comemora redução de 30,6% dos casos de malária, mas afirma que ações precisam ser reforçadas para não ‘relaxar’ o combate efetivo contra a doença.

Elden Carlos – Editor
O superintendente da Vigilância em Saúde do Amapá, Dorinaldo Malafaia, disse na manhã desta sexta-feira (10) no programa LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM) que a redução de 4.172 casos de malária registrada no ano passado no estado, é motivo de comemoração, mas, ao mesmo tempo, de reforçar as ações já implementadas com o objetivo de reduzir ainda mais esses registros.
“É a maior redução dos últimos cinco anos. Em 2017 a Amazônia sofreu com um grande surto da doença. Naquele ano foram confirmados 13.898 casos no Amapá. No mesmo ano, porém, foi criada a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS). Isso nos deu maior autonomia financeira e de gestão para garantir investimentos em materiais e insumos, além da capacitação dos agentes que atuam diretamente no combate”, lembrou Malafaia.
Ele também destacou que a parceria firmada com os 16 municípios amapaenses, além da cooperação internacional com a Guiana Francesa, foi determinante para ações conjuntas. “Esse não é um trabalho isolado, é coletivo. Fechamos 2019 com o registro de 9.422 casos. Nesse ano, vamos intensificar ainda mais as ações para poder obter uma redução maior”, afirmou.
Equipamentos
Além desse trabalho, a SVS entregou à população equipamentos, como mosquiteiros impregnados e insumos para borrifação intradomiciliar. Outro reforço preventivo foi a contratação dos agentes de endemias.
Segundo o superintendente da SVS, o combate à malária foi intensificado devido à gravidade da doença em alguns municípios. Ele destaca que o foco do trabalho foi na transmissão para reduzir ainda mais os casos. “O Governo do Estado teve efetividade no combate e ótimos resultados nas ações. A redução de 30,6% de casos significa que milhares de pessoas deixaram de pegar essa doença no Amapá”, reforçou.
Naturalmente, a área indígena tem alto índice de malária, devido à localidade das tribos em meio à mata e o próprio estilo de vida dos índios, que facilitam a transmissão da doença entre eles.
Pensando nesse público, a SVS articulou parcerias com a Secretária Especial de Saúde Indígena (Sesai), Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e Secretária de Estado da Saúde (Sesa), além de outros órgãos para ações específicas nessas localidades.
Em outubro, o superintendente Dorinaldo Malafaia representou o Brasil na reunião regional “Malária em populações migrantes móveis”, em Paramaribo, no Suriname.
Um dos encaminhamentos do encontro foi dado pela SVS sobre a criação do Centro Internacional de Vigilância em Saúde no Platô das Guianas unindo Brasil, Suriname, guianas Francesa e Inglesa no combate da malária e outras doenças nas fronteiras.
Deixe seu comentário
Publicidade
