Cidades

Sindicato diz que ausência de fiscalização faz crescer transporte pirata na área urbana e nas rodovias do Estado

A estimativa é de que mais de 500 veículos façam transporte pirata na área urbana e intermunicipal


O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap) voltou a levantar preocupação com o crescente número de veículos clandestinos realizando transporte irregular de passageiros. Embora o Código Brasileiro de Trânsito (CBT) tenha sofrido alteração e permitido multas mais pesadas e a apreensão dos “piratas”, eles têm agido em plena luz do dia e algumas vezes em locais próximos a agentes de trânsito.

Estima-se que existam mais de 500 veículos realizando o transporte pirata tanto na área urbana quanto metropolitana e intermunicipal. O prejuízo chega a mais de R$ 5 milhões. Somente na área interurbana de Macapá já foram identificados mais de 300 veículos, em operações realizadas pela CTMac, BPTran, BPRE e Detran.

Segundo o sindicato, na Avenida FAB é fácil encontrar um desses veículos, aliciando passageiros em paradas de ônibus localizadas ao longo da via. E nem a presença de agentes da CTMac intimida os clandestinos. No ano passado, o Ministério Público estadual cobrou medidas enérgicas para punir os piratas e o cumprimento das penalidades previstas no código de trânsito. É que muitos veículos são suspeitos de transportarem drogas e armas e já houve registro de estupros.

Nas linhas intermunicipais, a situação não é diferente. Em junho de 2019, um grave acidente envolvendo um veículo que fazia transporte pirata teve duas vítimas, que tiveram as cabeças decapitadas. Uma criança de pouco mais de um ano escapou milagrosamente.

O Setap anunciou que vai reiterar pedido de providências das autoridades. A própria Companhia de Trânsito de Macapá (CTMac) já possui um vasto acervo com placas de veículos que foram flagrados fazendo transporte pirata.

A entidade lembra que a péssima condição da malha viária, o uso indiscriminado do transporte por aplicativo sem regulamentação e a presença dos piratas impactam em mais de 10% no valor da tarifa vigente. Segundo ele, sem esses fatores, o cidadão teria mais investimentos no transporte público e pagaria menos pelo serviço.


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