Cidades

Campanha de vacinação contra o sarampo ainda enfrenta a desinformação

Entidades da rede pública de saúde estão se desdobrando para o Dia D de vacinação. No Amapá a coordenação é da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS).


Cleber Barbosa
Da Redação

O Brasil prepara mais um esforço para imunizar as crianças contra doenças que eram tidas como dizimadas do país, como o sarampo, que voltou e fez muitas vítimas no ano passado. Entidades da rede pública de saúde estão se desdobrando para o Dia D de vacinação. No Amapá a coordenação é da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS).

Carlos Cruz, enfermeiro e técnico da Unidade Imunobiológicos da SVS, foi ao rádio detalhar o programa nacional de imunização, que vai iniciar pelo sarampo no próximo dia 15 para a população de 5 a 19 anos de idade, em duas etapas. “A campanha na verdade já começou, no dia 10 de fevereiro e se estenderá até 13 de março, mas esse dia em particular é para massificação para alcançar as pessoas que eventualmente não tomaram conhecimento”, explicou.

Ele falou ainda sobre a estrutura disponibilizada para esse esforço, que garante uma presença em todos os municípios do Amapá, de 8 horas da manhã até as 17 horas no próximo sábado, num trabalho coordenado pelo Ministério da Saúde, mas que conta com o decisivo apoio das Secretarias estaduais e municipais de Saúde.

Todos os postos de vacinação já estão com o estoque abastecido para o dia D, com previsão inicial de imunizar 38.835 pessoas na faixa etária preconizada para esta etapa.

Reforço

O técnico explicou que as crianças começam a ser vacinadas ainda com um ano de vida, com a chamada tríplice viral, onde a imunização contra o sarampo está incluída, sendo que aos 15 meses de idade recebe uma completação chamada tetra viral, fechando o ciclo vacinal. “A campanha do próximo dia 15 é uma atualização, para aquelas crianças que eventualmente não fecharam o esquema vacinal, daí a nossa prontidão para avaliar o cartão de vacinação daquelas pessoas, que se não estiverem completos aí sim serão devidamente vacinados”, disse.

Especialistas consideram um retrocesso para o país a volta da doença, em 2019 registros 18,2 mil casos de sarampo no Brasil em 526 municípios, com 14 mortes em São Paulo e 1 em Pernambuco. “Sabemos que entre as causas estão também as falsas notícias de que as vacinas fazem mal ou até repassam doenças, são correntes de pessoas mal informadas, sem conhecimento técnico ou científico e inventam certas situações que são algo inexplicáveis”, pondera. Ele implora que pais ou responsáveis ouçam quem pode dar essas informações de maneira segura e técnica, como a própria Fiocruz.


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