Cidades

Engenheiro diz que reflutuação do navio Anna Karoline III deve seguir protocolos de segurança

Glauco Cei afirma que assim que a Marinha aprovar o plano de reflutuação, operação será colocada em prática para retirar navio do fundo do rio Jari. Porém, plano A é retirar corpos por meio de mergulho.


Elden Carlos
Editor

O presidente da Companhia Docas de Santana, engenheiro Glauco Cei, disse durante entrevista nesta quinta-feira (5) ao programa LuizMeloEntrevista (Diário 90,9FM) que o processo de reflutuação do navio Anna Karoline III, que naufragou na boca do rio Jari, região sul do Amapá, na madrugada de 29 de fevereiro, deve seguir protocolos de segurança da Marinha para que não haja novos acidentes humanos e ambientais na região, como o vazamento de 4 ou 5 mil litros de combustível que estão dentro do navio.

“É uma operação de alto risco, tanto para quem trabalha como para o meio ambiente. Existe um protocolo com várias especificações. Assim que o plano de reflutuação for apresentado, a Capitania dos Portos fará a análise e em aproximadamente 8 horas deve emitir a autorização para os trabalhos, desde que o projeto está de acordo com as normas estabelecidas. É possível que ainda nesta quinta-feira a empresa contratada para elaborar esse projeto o entregue a Capitania”, declarou o engenheiro.

Ele também revelou que um esboço da operação já foi apresentado e envolve a utilização de tanques no processo. É necessário, no entanto, cálculos diversos. O plano deve ter, também, ações de contenção em caso de vazamento. “É uma matemática que envolve condições climáticas, peso e massa. É importante frisar que na quarta-feira (4) uma equipe de mergulhadores do Amazonas [com modernos equipamentos] chegou ao local e o resgate dos corpos presos na embarcação está funcionando. Esse é o plano A. A reflutuação para retirada dos corpos é um segundo plano, mas, caso necessário, será feito e já contem até mesmo recursos disponibilizados pelo Estado para isso”, concluiu.


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