Cidades

Representante do setor de bares e restaurantes diz que medidas garantem funcionamento dos estabelecimentos

Restrições a aglomerações de pessoas, distanciamento mínimo entre as mesas, reforço na higienização e serviços de entregas são algumas das medidas para setor não entrar em colapso


Cleber Barbosa
Da Redação

Em entrevista ao programa Café com Notícia, na rádio Diário FM (90,9) nesta terça-feira (17) o diretor da ABRASEL-AP (Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Similares), Bola Júnior, falou sobre as orientações para que o setor enfrente o período de emergência epidemiológica por conta do Coronavírus. Para ele, a única norma até então baixada para o município é a que proíbe aglomerações superiores a 100 pessoas, daí a orientação aos estabelecimentos para que até retirem mesas e cadeiras para fazer cumprir a determinação das autoridades em saúde.

Segundo o dirigente, representantes do setor estiveram reunidos com o governador do estado e o prefeito da capital, para dialogar e tratar da angústia do setor vem enfrentando. “A única norma existente até então era essa, mas nós da ABRASEL-AP acompanhamos os diálogos que nossa entidade nacional vem tendo em todo o país, chegando à elaboração de uma cartilha com normas e procedimentos que passarão a ser adotados por nossos associados”, disse.

O setor de alimentação, a bem da verdade, já passa por rigorosas normas de controle sanitário e epidemiológico, conforme reforça o executivo da associação.


Bola Júnior diz que há toda uma conduta ética e legal das chamadas boas práticas relacionadas à higienização e manipulação de alimentos. “Nós já fazemos tudo isso, então agora com essa campanha de enfrentamento ao Coronavírus é mais um reforço, tanto que essa cartilha já está sendo disponibilizada por meio digital a todos os nossos associados, bem como a não sócios, sobre como devemos lidar com o Covid-19, bem como sobre a importância do diálogo com os nossos colaboradores”, completa o representante.

Economia

Ao final da entrevista, o diretor da ABRASEL-AP disse que o setor de alimentação congrega algo em torno de 1 milhão de negócios, gerando no país 6 milhões de empregos diretos, portanto um segmento muito importante para a economia do país e que não pode ser estrangulada. Para isso, as normas seguem à risca recomendações adicionais como a disponibilização de álcool em gel aos usuários, a manutenção de distâncias mínimas entre as mesas, além daqueles cuidados do cotidiano, como a higienização em altas temperaturas, assepsia completa que norteia o setor inclusive para a emissão das respectivas licenças e alvarás de funcionamento. “Além disso estamos incentivando os serviços de entrega, o chamado delivery, que estamos incentivando nossos associados a também adotarem”, concluiu.


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